Categoria: Publicações

A cibersegurança deve estar no DNA das empresas

Os perigos dos crimes cibernéticos existem há muitos anos, mas o aumento da porcentagem da população conectada à Internet e o tempo gasto online proporcionaram mais oportunidades para hackers e criminosos aproveitarem a situação para tentar ganhar mais dinheiro a partir de fraudes. Técnicas comuns de cibercrimes, como ataques de phishing e ransomware, vêm experimentando picos recentes. Os cibercriminosos também estão se aproveitando das ansiedades e medos desencadeados pela pandemia do COVID-19, usando malwares e outros tipos de fraudes – de sites falsos a anúncios e e-mails maliciosos. Também está claro que as empresas – não apenas os indivíduos – serão afetadas por esta pandemia de crimes cibernéticos. De acordo com o “The Global Risks Report de 2020”, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, o custo do crime cibernético para as empresas até 2021 é estimado em US$ 6 trilhões – montante equivalente ao PIB da terceira maior economia do mundo. Ainda segundo o relatório, ataques cibernéticos à chamada infraestrutura crítica preocupam como nunca setores como Energia, Saúde e Transportes. Ataques desse tipo podem afetar cidades inteiras, como um caso recente de ransomware ocorrido em Johanesburgo, na África do Sul. A chamada IoT – Internet das Coisas também vem amplificando o potencial destrutivo dos ataques cibernéticos. Os cerca de 21 bilhões de dispositivos de IoT espalhados pelo mundo devem dobrar até 2025. E os ataques a esses dispositivos conectados também devem se multiplicar: já em 2019, ataques a dispositivos de IoT aumentaram mais de 300%! Seguindo essa tendência, outro tema que tem atraído muita atenção na área de cibersegurança é a questão da privacidade e proteção de dados pessoais. O uso de dados pelas empresas tem crescido exponencialmente e as informações digitais têm oferecido um enorme potencial às organizações. Mas, da mesma forma que as novas tecnologias oferecem benefícios às empresas, também criam vulnerabilidades, como, por exemplo, violações de dados, vazamento de informações pessoais ou ataques cibernéticos. Sendo assim, a proteção dos dados deixou o status de “importante” para ser agora considerada “prioridade” para os negócios. Empresas que oferecem segurança e demonstram respeito e cuidado com os dados de indivíduos serão capazes de se diferenciar no mercado – a privacidade está se tornando motivo para consumidores comprarem um produto, da mesma forma que os rótulos “orgânico”, “livre comércio” e “livre de crueldade” impulsionaram as vendas de muitos produtos na última década. O “novo consumidor” está cada vez mais exigente. De acordo com um estudo recente da IBM, 96% dos consumidores brasileiros concordam que as organizações devem fazer mais para proteger seus dados. Não é à toa. Nos últimos anos, escândalos de vazamentos de informações pessoais têm se tornado frequentes, como o caso de milhares de americanos que tiveram seus dados utilizados de forma irregular pelo Facebook. No Brasil, não tem sido diferente. O país é o número um em ataques financeiros no mundo. Um estudo realizado pela empresa Karspersky, apontou que phishings e trojans financeiros são os maiores responsáveis por essas ocorrências no nosso território. Em 2018, o Banco Inter, um dos pioneiros em oferecer contas digitais no país, confirmou o vazamento de dados de cerca de 19 mil correntistas na internet. Como consequência, novas regulamentações e normas têm entrado em vigor. E os gestores das empresas precisam estar atentos a essas novas exigências trazidas tanto pela legislação brasileira como pela internacional. É o caso da Lei Geral de Proteção dos Dados Pessoais (LGDP) no Brasil e do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), criado na UE com o objetivo de proteger os dados pessoais dos cidadãos. Com a LGDP, as empresas terão de passar por uma série de adaptações em relação à coleta, armazenamento e tratamento de dados dos indivíduos. Será obrigação das organizações esclarecer qual a finalidade do uso dos dados e coletar apenas as informações que tiverem o consentimento do titular. Aqueles que violarem tais obrigações estarão sujeitos a multas e sanções, que podem chegar a 2% do faturamento da companhia. Ainda assim, com muitas incertezas e multas altas, a LGPD pode levar a um caminho perigoso, fazendo surgir outros tipos de crime. É possível que um invasor entre no sistema de uma empresa, pegue os dados e entre em contato com a própria empresa para pedir resgate, como num sequestro cibernético. Numa situação hipotética, com os dados vazados a empresa pagaria multa de R$ 100 mil, por exemplo; o invasor, então, pede R$ 50 mil para não vazar. O cenário brasileiro em relação à cibersegurança Violações como essas também podem ocasionar ações judiciais e danos à reputação e à credibilidade das empresas, afetando o valor das marcas, as vendas e os resultados. Soma-se a isso o fato de, no Brasil, haver um preocupante déficit de profissionais especializados na área de segurança da informação e dados. Apenas 2% das companhias brasileiras acreditam ter um sistema de segurança eficaz. Além disso, 43% delas não contam com um programa de inteligência estruturado contra ameaças virtuais e 45% relatam que dificilmente conseguiriam prever tentativas de roubo de dados. A realidade é que muitas organizações no Brasil ainda investem pouco em cibersegurança. Isso só reforça a urgência das instituições brasileiras priorizarem o tema nas suas estratégias dos próximos anos. Muitas empresas já vêm se movimentando, mas sabem que há um longo caminho a ser percorrido. E adaptar-se pode ser uma tarefa complexa – exigindo mudanças na cultura organizacional, nos processos e nas tecnologias. Um primeiro passo poderia ser desenvolver mecanismos que detectem riscos e atrasem a ação de hackers. Utilizar um duplo fator de autenticação e priorizar senhas mais fortes normalmente são boas opções para reforçar seu sistema de defesa. Foco nos processos e nas pessoas Diante desse cenário, a cibersegurança não pode mais ser vista somente como um problema a ser resolvido; uma boa abordagem mais proativa nessa área pode tornar-se instrumento poderoso para as organizações anteciparem riscos e buscarem diferenciação. Os desafios são muitos. As empresas devem investir não apenas em tecnologia – hardwares e softwares mais seguros –, mas, principalmente, em processos melhores e no fator humano. Capacitar,

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Sócios Bip e Chaucer

Nasce um novo gigante global de consultoria: BIP assume o controle da empresa de consultoria britânica Chaucer

Entrevista com Carlo Capè, CEO Global Chaucer: uma aquisição em meio à pandemia? A parceria com a Chaucer é apenas um dos elementos mais recentes da profunda transformação que a BIP iniciou em 2018. O plano de expansão com a Chaucer, além de  consolidar e potencializar a existente presença no Reino Unido feita da Anagram e da BIP UK, também vai nos posicionar mais forte nos Estados Unidos. Com esse movimento estratégico, nossas operações internacionais passaram a representar 35% do grupo e nos tornamos uma das consultorias líderes também no Reino Unido. Esse se torna um novo e importante desdobramento para a BIP, que nos faz, pela primeira vez, um dos players mais importantes em um mercado europeu fora da Itália. Por que esse interesse no Reino Unido, em vez de outros países europeus, apesar do Brexit? A subsidiária britânica sempre foi estratégica para a BIP. Assim, com essa operação, torna-se o escritório mais importante depois da Itália em termos de número de funcionários e faturamento. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os berços da consultoria. Enquanto esse setor contribui apenas em torno de 0,2% do PIB na Itália, os números de 1,3% nos EUA e 0,8% no Reino Unido abrem cenários e perspectivas de mercado completamente diferentes, extremamente interesse para nós. Para a BIP, que logo nos primeiros anos desde a sua fundação conquistou metas além de todas as nossas expectativas, ter presença relevante nesses mercados representa um novo desafio e uma grande oportunidade para evoluir ainda mais e amadurecer como um player internacional. Com o Brexit, a Europa também se torna menor, e ser global não pode mais significar apenas ser um player de nível europeu. Portanto, esta operação neste momento nos permite realizar nosso potencial internacional não somente europeu. Por que decidiram fazer um acordo tão desafiador em um momento em que estamos enfrentando tanta incerteza devido ao Covid 19? A pandemia da Covid-19 adiou ou cancelou cerca de 80% das operações de fusões e aquisições no mundo. Decidimos ir completamente contra a maré porque estávamos convencidos e confiantes pela resiliência demonstrada no nosso setor em meio à pandemia, e acreditamos firmemente que a longa duração da crise da Covid-19 exigirá uma revisão completa dos modelos e cadeias de valor de todos os principais setores industriais. Isso exigirá grandes esforços organizacionais e tecnológicos, e a consultoria terá um papel muito relevante no estágio de recuperação e posteriormente. Portanto, achamos que era certo continuar nossa expansão internacional, que, na fase pós-Covid, nos permitirá ter uma presença maior e mais global estando muito mais bem posicionada para ajudar nossos clientes internacionalmente. Decidimos, no entanto, concretizar aquela que é a maior aquisição já realizada pela BIP, assumindo uma das principais empresas totalmente independentes de consultoria britânicas. No entanto, obviamente, concluir a operação exigiu um enorme esforço criativo, visando minimizar riscos e fechar um acordo com a Chaucer que fosse sólido para ambas as partes. Como essa transação se encaixa na estratégia de expansão internacional do grupo? O que isso implicará no futuro imediato e quais são as perspectivas de longo prazo? O encontro com a Chaucer, com quem imediatamente sentimos uma sinergia particular devido a valores e objetivos comuns, levou à uma mudança inesperada de estratégia que não fazia parte de nossos planos. Até o final de 2019, nosso roadmap previa uma fase inicial de expansão e consolidação na Europa, a fim de expandir para os Estados Unidos como uma etapa final. No entanto, a prioridade agora é desenvolver o mercado americano e, em seguida, concluir e consolidar o mercado europeu em uma segunda fase. Por que, dentre tantas empresas em potencial, vocês escolheram a Chaucer? E o que a BIP ofereceu para torná-la um parceiro ideal para a Chaucer? Estabelecemos metas muito ambiciosas em nossa busca por potenciais empresas a se juntar a BIP, portanto, não foi por acaso que se passou quase um ano e meio desde que a Apax ingressou em nossa estrutura, com o objetivo de impulsionar o crescimento e acelerar o desenvolvimento internacional. A Chaucer é a escolha certa para nós, devido ao seu foco nos clientes, com os quais construiu relacionamentos de longo prazo, seu grande conhecimento dos setores em que atua, sua cultura de atenção às pessoas, a qual temos em comum e, acima de tudo, seu empreendedorismo. A cultura latina e italiana encontra a cultura anglo-saxônica nessa situação, duas realidades muito diferentes. Como prosseguirá a integração no grupo? Prevemos um processo de convergência na marca BIP, que também incluirá aspectos organizacionais. Na verdade, com esta operação, já obtivemos uma primeira capitalização da nova marca, lançada apenas alguns meses atrás, que provou ser uma das nossas maiores fortalezas. A operação Chaucer é apenas a mais recente de uma série de evoluções na Itália e no exterior no último ano: primeiro na Espanha, com a chegada de um grupo de consultores da KPMG, depois a aquisição da FBM Consultoria no Brasil, depois na Itália novamente, com os acordos que levaram à chegada da MeA Consulting e, mais recentemente, da Vidiemme. Qual o princípio que une todas essas operações em uma estrutura comum? No exterior, além do decorrer dos desenvolvimentos nos Estados Unidos, estamos sempre atentos e cuidadosos para consolidar o que já foi construído nos diversos países, juntando-nos a empresas locais que podem fornecer entrada em novos setores industriais. Concluímos uma série de operações desse tipo em 2019: no Brasil, com a aquisição da FBM, empresa com experiência no setor de serviços bancários, seguros e meios de pagamentos e na Espanha, onde um grupo de mais de 50 pessoas ingressou na BIP por meio de dois “spin off” da KPMG. No que diz respeito à Itália, por outro lado, os anos de crescimento e desenvolvimento da BIP foram animadores e, em apenas alguns anos, nos tornamos um dos maiores players, com presença em vários setores. Portanto, continuaremos a desenvolver nossa oferta digital, expandindo ainda mais nosso portfólio de conhecimentos e almejando construir uma plataforma global que possa ser exportada para todos os

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conectividade 5G

5G: uma evolução disruptiva para nossa sociedade

1. O que é exatamente o 5G? O termo “5G” já não é mais novidade para ninguém hoje em dia. Todos (ou quase) já sabem que se trata da 5ª Geração de redes moveis, ou seja, a evolução do “4G” lançado no Brasil no final de 2012. Porém, os avanços que esta tecnologia irá trazer e as inovações que estão por vir junto à sua implantação são muito menos conhecidos. Não se trata de uma simples evolução técnica do 4G com apenas um incremento de velocidade de download / upload. O 5G tem o poder de revolucionar a maneira com a qual vivemos e trabalhamos. Alguns até falam que a tecnologia irá habilitar a 4ª revolução industrial com um potencial de contribuição no PIB mundial 2020-2035 equivalente ao tamanho da economia da Índia (5ª potência econômica mundial em 2019 com PIB de $USD 2.8 tri). Mas de forma concreta, quais serão os avanços tecnológicos do 5G(*)? Uma velocidade que pode atingir até 10 Gbps nos picos (contra 100 Mbps atualmente) Uma latência reduzida para 1 ms (contra 10-20 ms hoje) com alta confiabilidade (99.999%). A latência é a demora entre uma solicitação de dados (ex.: um usuário clica no link de um determinado site) e o recebimento no dispositivo (ex.: a página do site começa a ser exibida) A possibilidade de ter um maior volume de dispositivos conectados à rede para uma mesma área com um potencial de 1 MM dispositivos / km2 (contra ~100 k atualmente) Uma redução do consumo de energia em função da inteligência e das capacidades de otimização de uso das redes 5G Uma maior capacidade de tráfego de dados para uma determinada área podendo chegar a 10 TB / s / km2 A habilitação do Network Slicing: com a virtualização das redes móveis – fundamental para o 5G – as operadoras poderão “fatiar” de forma inteligente a rede e suas capacidades (velocidade, latência, etc…) para priorizar determinados segmentos de atividade (ex.: hospitais, indústria, etc…), clientes ou até aplicações específicas (*) Os valores descritos para cada dimensão são valores máximos. Esses máximos não podem ser atingidos todos simultaneamente uma vez que existe uma influência / impacto das dimensões entre elas. 2. Que tipo de aplicações podemos esperar? O aumento da velocidade, da conectividade, da capacidade de tráfego e a baixíssima latência oferecidos pelo 5G abrem caminho para novas gerações disruptivas de aplicações e serviços. Os casos de uso decorrentes da implementação da tecnologia costumam ser classificados em 3 grandes categorias: Massive IoT (MIoT) que corresponde às aplicações baseadas no uso massivo da Internet das Coisas (IoT), ou seja, envolvendo milhões de dispositivos autônomos e conectados utilizados para monitorar ou executar determinadas tarefas. Essa classe provavelmente possui o maior potencial de mercado a médio prazo com: O desenvolvimento crescente da indústria 4.0 e a automação em grande escala de linhas de produção. A implementação de Smart Cities: essas cidades, pilotadas por inteligência artificial, serão capazes de monitorar e gerir o trânsito para uma maior fluidez e limitar as emissões de CO2, reduzir o consumo energético com iluminação inteligente, gerir automaticamente as vagas de estacionamentos e a recarga de veículos elétricos, aumentar o nível de segurança dos cidadões (ex.: com detecção de assaltos por câmeras), etc… A digitalização do agronegócio (um dos raros setores em crescimento constante que não foi impactado pela crise de coronavirus). Um piloto realizado no Reino Unido no ano passado permitiu automatizar por exemplo a coleta de leite em uma fazenda, equipando as vacas leiteiras com dispositivos inteligentes capazes de abrir as portas de uma ordenhadeira robotizada e acionar o sistema assim que as vacas entrem (vídeo: https://www.reuters.com/video/watch/idRCV006KZW). No universo B2C, o desenvolvimento de serviços / produtos de Smart Home para controle e gestão remota dos elementos da casa (como temperatura, luzes, fechaduras, geladeiras inteligentes, etc…) ou ainda serviços de Home Care com o monitoramento remoto de pacientes doentes ou idosos com medição de sinais vitais e alertas automáticos.   Ultra Reliable Low Latency Communications (URLLC) que engloba as aplicações que possuem como pré-requisito uma latência extremamente reduzida. Dentro dessas, se destacam: As aplicações de “missão crítica” como por exemplo cirurgias remotas (nas quais o cirurgião manipula um robô a distância para operar o paciente), carros autônomos (*), etc… que devem demorar um pouco para se expandir no mercado pela complexidade de implementação. A autonomia dos carros em que está em discussão aqui vai muito além da capacidade do veículo estacionar sozinho (o que já existe hoje) pois trata-se de embarcar um verdadeiro piloto automático, capaz de levar o usuário de um ponto A até um ponto B sem nenhuma intervenção humana e qualquer seja o tipo de rota a ser utilizado (rua, avenida, estrada, etc…). As aplicações baseadas em realidade virtual e realidade aumentada, beneficiando por exemplo o mundo da educação, do gaming, os sistemas navegacionais (ex.: GPS holográficos), o streaming de eventos ao vivo (imagina-se acompanhando um jogo do seu time de futebol favorito como se estivesse na grama do estádio), etc…   Enhanced Mobile Broadband (eMBB) que contempla as aplicações viabilizadas por uma maior velocidade e/ou capacidade de tráfego de dados, que serão provavelmente as primeiras a nascer no mercado por serem as menos complexas e críticas. As mais famosas são: O streaming de vídeos de altíssima resolução (ultra HD). O Smart Venue (altas conectividade e capacidade de tráfego durante os eventos que agrupam dezenas / centenas de milhares de pessoas em um mesmo lugar). O Fixed Wireless Access (uso de um modem 5G para conectar uma casa ou empresa à internet em alta velocidade, principalmente nas áreas de baixa cobertura de fibra e outras tecnologias de banda larga fixa como as áreas rurais por exemplo). Em resumo, para a sociedade em geral o 5G irá acelerar a transformação digital das cidades, casas, escolas, transportes e sistemas de saúde, alavancando inúmeros produtos e serviços inteligentes para melhorar nossa qualidade de vida e segurança. Já para as empresas e em particular as indústrias, o 5G combinado com IoT irá habilitar tremendas

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Seize the opportunity for a new environmental policy

This article is available only in English. A New Crisis with potential “Old Effects” In these moments of a global pandemic we all had the chance of thinking about the perspectives for our lives and our working and business environments for next and long-term future. One of my recurring reflections has been whether we might have some positive effects on the environment and the climate changes due to the reduced level of economic activities, use of transportation, both public and private, and the stop to nearly all air travel for some time. I had a great expectation in terms of reduction of emissions throughout the world and that this experience might help us changing structurally the way we use the natural resources. Unfortunately, my expectations are not so likely to be attended. According to IEA It is true that the expected fall in demand for energy in 2020 (- 6%) is mainly  due to the fall in demand for fossil sources (Oil -9,1%, Coal -7,7%, Gas -5%) while the demand for energy from renewable sources will grow 0,8%. But also, due to the collapse in demand, the prices of these commodities fell heavily. Historically, investments in alternative sources have always had a great impulse in times of high prices of oil and fossil sources in general: the moment of historical drop in prices of such sources is unlikely to favor investments in renewable sources. So, the drop in oil prices, coupled with the economic slowdown, may discourage investment in energy efficiency and renewable energy, in addition to encouraging the increase in consumption of oil products. The reduction in energy consumption should imply a consequent reduction in GHG emissions in the short term. According to Nature, global emissions of CO2 dropped around 17% by early April compared with the 2019 mean levels. Here in Brazil, nevertheless, emissions are expected to rise (around 10%) due primarily to deforestation. The expectation is to have a drop in emissions worldwide around 8% or 2.6 GtCO2 (IEA) which is more than in any other year on record. Looking back over the past few decades, we always see that economic crises usually are marked by temporary declines in GHC emissions. This happened following the oil shocks of the 1970s and the global financial crisis of 2008. After the latter, though, we saw emissions rise to record heights in 2010, in part because of widespread policies intended to stimulate economic recovery that had limited regard for the consequences on the environment. So, in the end emissions and pollution recover when economies start to reheat, more than offsetting any short-term climate benefits. Can it be different now? The world is currently in the process of trying to understand how our economies can recover from a shock that is expected to cause for the first time in recent history a fall in Real World GDP (-2,4% according to OECD). We are seeing an incredible amount of financial resources put into the economic systems worldwide to try and soften the impact on people’s welfare and companies’ balance sheets and reduce bankruptcies in the short term. In April, all G20 countries implemented already measures amounting more than 7 tn US$, and now it exceeds 10 tn US$. This comes at a tipping point for the destiny of our planet: the UN Environment Programme estimates that Global GHG emissions must fall 7,6% every year from 2020 to 2030 to keep temperature increase to less than 1.5°C. So, we are facing an incredible opportunity to define policies and design and implement global changes that can help our planet and our life on it for the long term. Politicians and Business Leaders are trying to pave the way: in April was launched the “European alliance for a Green Recovery” the “first pan-European call for mobilisation on post-crisis green investment packages (that) will work to build the recovery and transformation plans which enshrine the fight against climate change and biodiversity as a key pillar of the economic strategy”. It was born with the support of more 180 politicians, NGOs, business leaders, trade unions and NGOs, and since many others have joined in, including the leading European manufacturers and financial institutions. At the same time, the public opinion is supporting a change in priorities in the investments that will be made. A survey by IPSOS in mid-April asked people whether they agreed or disagreed with “In the economic recovery after Covid-19, it’s important that government actions prioritize climate change”. Nearly two thirds of agreed with that, supporting a “Green recovery” with a stronger support in BRICS than in the rest of the world (India 81%, China 80% Brazil 66%, world average 65%). In the same survey less people (44% against 48%) were encouraging governments to focus on the economy recovery without taking in consideration the environment. Apparently, the public opinion does not believe, as some politicians do, that investments in the environment are only for rich countries or that the economy comes first and our planet later. We must find a way to create a recovery path for the economy that is smart and greener that our current situation. So, what to do now? The next question is probably the one with most difficult answer: what to do with the massive amount of resources that are likely to be injected and deployed into the economic system? There are many people trying to answer and probably many more will come soon. Here below are the ones I gathered from different studies (the most relevant being “Will COVID-19 fiscal recovery packages accelerate or retard progress on climate change?” Oxford University Press) which I believe can be the most interesting developments in many countries, including Brazil where I live. 1. Some policy types can deliver both economic recovery and climate goals together: Investment in clean physical infrastructure in the form of: renewable energy assets storage (including hydrogen) grid modernization and CCS technology Building efficiency spending for renovations and retrofits including improved insulation, heating, and domestic energy storage systems

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Cenários do mercado de energia 2020 e pós COVID-19

Pesquisa da consultoria Bip indica que governos e setores econômicos apresentarão maior dificuldade em reduzir as suas emissões no longo prazo, devido aos baixos preços das commodities e do O&G. Um dos primeiros efeitos da crise do COVID-19 no mundo foi a redução do consumo de energia. A desaceleração da atividade econômica em razão das restrições à circulação das pessoas e ao isolamento social resultou na redução da demanda de energia  de  25%, em média, nos países com  lockdown  total e  de 18%, em média,  em países com  lockdown  parcial (IEA 2020). Estima-se que a despesa mundial com petróleo será reduzida em 1 trilhão de dólares, em 2020, enquanto a despesa com eletricidade sofrerá redução de 180 bilhões.  No Brasil, a redução do consumo de energia elétrica foi de 11% (21 de março – 08 de maio) no mercado regulado e 12% no mercado livre (CCEE). A redução está sendo mais forte no Sudeste/ Centro Oeste (14%) – com o RJ liderando em 21%- e no Sul (14%). No Nordeste foi de 11% e no Norte 2%. Em resposta à retração da demanda de energia, a geração  por fontes renováveis sinaliza  um pequeno crescimento (+0,8%) em 2020. Os primeiros sinais do consumo na Europa durante o lockdown mostram um crescimento médio de 20% do consumo de renováveis com picos em alguns países específicos (Grécia, Estônia). Exceções são Portugal e Espanha nos quais está prevista uma retração. Consequentemente, espera-se uma redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no curto prazo.  Tais emissões, contudo, tendem a se recuperar após o término da pandemia. Na avaliação da Bip, a queda no preço do petróleo atrelada à desaceleração econômica pode desencorajar o investimento em eficiência energética e em energias renováveis no Brasil e no mundo, além de incentivar o aumento do consumo de derivados de petróleo.  “Historicamente, os investimentos em fontes alternativas tiveram impulso em tempos de alta de preços do petróleo e das fontes fósseis. Atualmente, a baixa histórica dos preços das fontes fósseis e do petróleo não favorece investimentos em fontes renováveis. Muitos governos e setores econômicos apresentarão maior dificuldade em reduzir as suas emissões no longo prazo, devido aos baixos preços das commodities e O&G especificamente”, afirma Paolo Ré, sócio da consultoria Bip e responsável pela pesquisa de cenários do setor. Investimentos  Os investimentos em energia vão diminuir 20% em todo o mundo, em 2020 , na comparação com 2019 (IEA). E nenhum dos subsegmentos vai ser poupado.  A redução de investimentos em energia renovável e eficiência nos usos finais de energia vai ser sensivelmente menor do que em outras categorias (10% contra 30% em O&G). Os investimentos globais em energia elétrica e eficiência energética vão corresponder a cerca de 0,7% e 0,3% do PIB global, respectivamente, em 2020. Tendências de mercado pós Covid-19 No cenário pós-covid, as companhias terão que determinar os impactos provocados pela pandemia nos médio e longo prazos e repensar as estratégias, adaptando o negócio às exigências do mercado: um mundo mais digital, uma população com foco renovado em sustentabilidade e mair número de cidades inteligentes. A Bip identificou que  mesmo  havendo reduzidos investimentos de energia renovável, o foco em sustentabilidade e a transição energética para fontes renováveis irá continuar, principalmente  em energia solar e  solar e hídrica . A mobilidade elétrica e os medidores de energia inteligentes (ou smart meters, em inglês) também vão atrair mais investimentos. Assim, o mercado de serviços avançados de energia ganhará forças, a saber: Digitalização das redes e do relacionamento com o cliente A digitalização irá  aumentar a sustentabilidade e a resiliência das redes para uma série de novos serviços e otimização dos consumos. O Digital Twin, a Manutenção Preditiva, o Smart Grid / Smart meter são os componentes fundamentais para modernização da distribuição. Ao mesmo tempo o relacionamento com os clientes da rede elétrica será cada vez mais digital, habilitando a auto medição, a interação eletrônica para assistência técnica, o faturamento e o pagamento eletrônico. As distribuidoras vão ter benefícios substanciais de redução de custos operacionais e de redução da inadimplência – uma das pragas do setor elétrico no Brasil. Eficiência energética e Geração Distribuída / corporativos Geração Distribuída- o consumidor se tornará produtor de energia, com uma pequena planta de geração fotovoltaica nas suas dependências. A energia gerada vai entrar na rede . No Brasil, o mercado potencial anual é de R$1,5 bilhões (pesquisa Bip, 2019) EMS (Energy Management System) –serviços (e sistemas) de monitoramento e otimização do consumo. A BIP estima um potencial de mercado de mais de R$ 3,5 bilhões no Brasil. Serviços para residências inteligentes A geração distribuída pode se tornar uma agenda importante também para o mercado consumidor, junto com as tecnologias de armazenamento de energia, que permitem uma independência energética das residências.  O Brasil com as altas taxas de iluminação solar em boa parte do território representa um dos principais mercados. O mercado  de gestão inteligente de energia para consumidores residenciais (termostatos, controle de ar condicionado, etc) vai crescer com taxa de crescimento anual composta (CAGR) 20% até chegar em  US$11 bilhões, em 2023. Cidades inteligentes/ mobilidade Parcerias com empresas de serviços, telecomunicações, startups e municípios para fornecer um novo conjunto de serviços públicos de mobilidade/ rastreamento de contatos /controle de doenças. A Bip estima em R$10 bi  o mercado da iluminação pública inteligente no Brasil A mobilidade elétrica pública  também será estratégica na gestão das cidades no futuro. Apesar da desaceleração no crescimento da mobilidade elétrica privada os carros elétricos no mundo vão passar de 1.7 milhões atuais a 8.5 milhões, em 2025.

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Logic trees para a priorização de iniciativas digitais

Entendimento da Árvore Lógica de Problemas Como gestor, você já deve ter se perguntado como iniciar ou dar impulso ao processo de transformação digital da sua companhia. Invariavelmente, existem diversos projetos em andamento, indicadores para acompanhar e ainda diversas orientações da alta administração para digitalizar a empresa. Diante de tantas necessidades, que eventualmente entram em conflito, há uma importância latente em estruturar e priorizar a complexidade do cenário que se desenha. Um dos caminhos possíveis é a utilização da estrutura de árvores lógicas de problemas (ou issue trees, como foi concebida originalmente) , concatenando os principais desafios de negócios e estratificando para problemas menores, que possam ser gerenciáveis. Esse desenho permite o desdobramento em vários níveis até atingir um patamar em que o negócio consiga impulsionar aqueles problemas que irão gerar oportunidades de soluções com maior potencial de geração de valor para o negócio. Como estruturar Trazendo para a realidade, as árvores lógicas de problemas podem se organizar, em um primeiro nível, nos grandes desafios estratégicos do negócio, aqueles que vão nortear o ambiente de negócios para o próximo ano ou para os próximos anos. Por exemplo, no cenário atual de diminuição de demanda, o desafio pode estar orientado para redução de custos ou aumento de produtividade da operação. Nos demais níveis, os problemas precisam ser estruturados, de tal forma que sejam orientados a resultado, com indicadores associados e que permita medir o progresso dos desdobramentos priorizados. Dessa forma, o problema pode tratar de questões, como reduzir o custo de contratos do processo XYZ, aumentar a receita dos produtos da linha XPTO, dentre tantas outras opções. Idealmente, os problemas mapeados devem seguir a lógica SMART (específico, mensurável, alcançável, realista e com tempo definido) para garantir que não se torne um objetivo etéreo. Mesmo assim, ao se atentar mais detalhadamente para os problemas acima, não há indicativo nenhum de como solucioná-los de forma mais sistêmica. E o intuito é exatamente esse! Dada a estruturação dos problemas gerenciáveis, o próximo passo é calcular quanto de valor cada problema pode gerar ao negócio. Isto é, qual é o tamanho de cada oportunidade, seja de ordem financeira, compliance, mitigação de riscos etc. Ao conceber esses valores, é possível realizar a priorização dos temas que irão dar maior retorno global para o negócio. Figura 1: Exemplo genérico da construção de uma árvore de problemas aplicado a uma unidade de negócios de um varejo. Algumas dicas para ter melhores resultados Sendo assim, com base nessa organização, uma estrutura de valores seguindo o padrão 80/20 emerge para que se possa priorizar os problemas e oportunidades de maior valor para o negócio. A partir dessa escolha, se dá início a um processo de identificação das causas e efeitos para que aquele problema ocorra. Depois, desenha-se as soluções que permitirão iniciar a captura do valor mapeado. Alguns destaques são importantes para garantir que o processo de construção das árvores lógicas entregue o maior valor possível: Devem ser mutuamente exclusivas, ou seja, sem sobreposição dos problemas. Elas devem ser exaustivas coletivamente, ou seja, não precisa incluir novos itens para complementar os valores que formem o desafio. Por outro lado, é importante também não criar uma lista muito grande de problemas, pois haverá uma dificuldade maior de realizar a priorização. A árvore é toda estruturada seguindo uma lógica hierárquica, com problemas conectados individualmente a cada desafio/desdobramentos. Construir desafios em cima de indicadores garante o acompanhamento global do resultado obtido com a árvore. Dividir para conquistar! Os problemas de maior ordem de valor iniciam para dar impulso posterior aos problemas que não tem tanto valor agregado. Idealmente, o objetivo deve ser uma visão completa do negócio, mas nada impede que a árvore seja estruturada por unidades de negócio, processo ou mesmo áreas (apesar de esse último ser o menos recomendado, dada as múltiplas interfaces que são envolvidas). Em suma, o objetivo final da árvore lógica de problemas é garantir que o negócio esteja olhando corretamente para seus problemas, priorizando as maiores oportunidades de geração de valor, focando esforços nos desenhos de soluções com maior potencial e direcionando e impulsionando a transformação de forma conectada ao negócio, para que seja perene e que permita colher resultados duradouros. A transformação digital, antes de tudo, é uma transformação da maneira de se fazer as coisas.

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Desmistificando a digitalização e a análise de dados

Revoluções tecnológicas recentes, como as mídias sociais e a internet das coisas nos permitem gerar um imenso volume de dados em uma velocidade jamais vista até então. Estima-se[1] que o volume de dados criados no mundo todo aumente drasticamente nos próximos anos, alcançando a inimaginável marca de 175 zetabytes[2] até o ano de 2025. Esse volume representa um aumento superior a 1000% ao se comparar com o volume gerado em 2015, por exemplo. Os dados, no mundo atual dos negócios e da tecnologia, são indispensáveis em qualquer setor ou indústria. À medida que o volume de dados se prolifera em taxas cada vez maiores, diversas organizações têm acelerado seus investimentos em iniciativas associadas a análise de dados (também conhecido como analytics) na última década. Notadamente, a questão não é mais se a sua organização precisa ou não ou quando aproveitar o poder dos seus dados. A questão é: “Como?”. Neste sentido, você pode pensar que analytics seja algo surreal para sua organização, por ela ser tradicional ou não ter uma operação digital e que sem um time de altíssima performance no assunto jamais será possível obter benefícios através dessas iniciativas. Obviamente que um time de altíssima performance ajudaria, mas enquanto isso não é realidade para grande maioria das empresas, abordaremos a seguir alguns mitos, suas verdades aplicadas no mundo real e alguns meios para que sua organização possa, a partir de hoje, utilizar a análise de dados para potencializar o seu negócio. MITO 1: ANÁLISE DE DADOS É ÚTIL APENAS EM NEGÓCIOS ONLINE/DIGITAIS. Se sua organização atua somente no mundo físico ou se ela possui uma receita anual inferior a USD 1 bilhão, você deve imaginar que análise de dados não serve para o seu negócio ou deve se perguntar se ela pode não ser um componente-chave dos produtos ou serviços que você vende. No entanto, a análise de dados é extremamente importante como forma de aprimorar a sua tomada de decisão. Iniciativas de analytics pode contribuir e gerar valor para qualquer tipo de negócio. Destacam-se a seguir três pontos importantes que sua organização deve ter clareza para potencializar sua implantação: Defina claramente qual o problema sua organização precisa resolver. É imprescindível para o seu negócio que você escolha uma iniciativa que suporte às metas estratégicas da sua organização. Se o desejo é implantar e ampliar o uso de analytics na sua companhia, comece com algo que tem potencial para chamar a atenção do restante das equipes e que tragam valor para a empresa. Em seguida, para se garantir o sucesso de uma iniciativa de analytics, a liderança precisa enxergá-la de modo vital para alcançar suas metas estratégicas e consequentemente o desenvolvimento e a sustentabilidade do negócio. Garanta que os stakeholders estejam comprados com a iniciativa, por isso a importância do passo anterior. Por fim, comece com poucas iniciativas ou até mesmo somente uma e use os resultados obtidos já no curto prazo para criar impulso e apoio da liderança para projetos subsequentes com maior potencial. É importante estruturar um portfólio para transformação da cultura orientada à dados (data-driven) da sua organização e através dele desenvolver um roadmap a ser seguido no curto, médio e longo prazo. MITO 2: ANÁLISE DE DADOS REQUER A CONTRATAÇÃO DE UMA EQUIPE DE PHD EM CIÊNCIA DE DADOS E CONHECIMENTO PROFUNDO EM ESTATÍSTICA E MODELOS ESTATÍSTICOS. Antes de explorar esse mito, a imagem abaixo ilustra alguns tipos de profissionais relacionados à dados. Talvez já existam esses profissionais na sua organização e você não tinha conhecimento.     Embora a análise de dados precise de um certo grau de conhecimento técnico, na imensa maioria das vezes a necessidade e o momento atual da sua organização pode ser atendida sem a necessidade de uma equipe de profissionais em ciência de dados ou PhD em estatística, por exemplo (veja as habilidades do analista de dados demonstrado na imagem anterior). Ou seja, mesmo que de maneira embrionária, sua organização já deve utilizar de práticas de analytics em algum nível. Há basicamente quatro perspectivas que as organizações podem trabalhar, sendo elas: Quando? Quanto? Onde? O que aconteceu? A análise descritiva objetiva interpretar um conjunto de dados para responder o que aconteceu no passado. Ela auxilia a organização a entender o seu desempenho, fornecendo um contexto para apoiar os stakeholders a interpretar os dados obtidos. Essa perspectiva geralmente é realizada nos formatos de gráficos, tabelas, relatórios e dashboards. Por que aconteceu? A análise de diagnóstico utiliza-se da análise descritiva para fornecer uma análise mais aprofundada do passado. Frequentemente, é comum a análise de diagnóstico ser chamada de análise de causa raiz. Essa perspectiva inclui o uso de processos como descoberta de dados, mineração de dados e análise a partir de drill downs. Qual o padrão? O que irá acontecer a seguir? A análise preditiva utiliza-se de dados históricos e os alimenta em um modelo de aprendizado de máquina (machine learning) que considera algumas tendências e padrões. O modelo é aplicado aos dados atuais para prever o que acontecerá no futuro. Essa perspectiva auxilia as organizações a identificar tendências, hipóteses e determinar correlações entre determinadas variáveis através da implantação de modelagens estatísticas e preditivas. E se fizermos isso? Qual a melhor ação? A análise prescritiva leva os dados preditivos a um nível superior. Nessa perspectiva a organização terá uma ideia do que provavelmente acontecerá no futuro, o que deve ser feito. Ela sugere vários cursos de ação e descreve quais seriam as possíveis implicações para cada um. Nesse nível a inteligência artificial e o big data entram no jogo de maneira mais intensa e apropriada.   MITO 3: ANÁLISE DE DADOS REQUER INVESTIMENTOS EXTREMAMENTE ALTOS. Quando se trata de adotar novas tecnologias ou buscar novos mecanismos para melhorar os resultados da sua organização, um dos primeiros questionamentos que se faz é “Quanto vai custar?”. A ideia por trás da implementação de uma solução tecnológica, como análise de dados, é obter um benefício tangível do projeto. E quando dizemos tangível, nos referimos predominantemente a dinheiro. Se as organizações acreditam no mito

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