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O mercado de redes neutras de infraestrutura de telecomunicações e os seus desafios

A indústria de telecomunicações vem enfrentado o desafio de expandir sua rede de fibra para atender cada vez mais a necessidade dos consumidores de ter uma banda larga de alta capacidade e confiabilidade. Os altos custos associados a construção dessas novas redes são o principal obstáculo na expansão da capilaridade e o alcance para um maior mercado consumidor. Um caminho para vencer esse desafio é realizar uma reorganização estrutural na companhia, segregando as atividades de serviço, das atividades de infraestrutura. Essa nova organização estrutural se dá através do carve-out da infraestrutura de fibras em uma nova empresa, que tipicamente é uma equity joint venture com um investidor capitalizado, em que as  empresas de telecomunicações podem focar no fornecimento do serviço e na experiência do cliente, enquanto a nova empresa fica dedicada ao atacado de fibra e foca na expansão da conectividade. Tipicamente essa nova empresa formada é uma companhia neutral host, um modelo de negócio dedicado ao atacado de infraestrutura de fibra, e que agrega a demanda de diversos provedores de serviços, permitindo a obtenção de ganho de escala da conectividade.   O Carve-out: dividir para multiplicar valor Um carve-out é o processo de alienação de uma unidade de negócios na qual a empresa vende uma participação a investidores externos. A nova companhia resultante do carve-out será uma equity joint venture entre uma empresa de telecomunicações e investidores que serão sócios no negócio. É importante observar algumas particularidades do modelo proposto tanto na sua estrutura societária, como na sua atuação futura no mercado. O modelo proposto prevê que a alienação dos ativos de fibra dê origem a uma nova companhia neutral host focada em oferecer soluções de infraestrutura de fibra em atacado, chamada de “InfraCo.”. Ou seja, a “InfraCo.” vai oferecer os seus serviços de infraestrutura para diversas empresas e operadoras de telecomunicações de maneira isonômica, sem distinção ou tratamento preferencial entre seus clientes, inclusive para a empresa de telecomunicações que realizou o carve-out, chamada de “ServCo.”. O processo de carve-out pode ser complexo, mas a atenção a alguns detalhes pode minimizar os riscos e potencializar os ganhos: Delimitação clara dos ativos e atividades que ficarão com a “ServCo.” e com a “InfraCo.”; Separação dos sistemas de TI e planejamento de uma arquitetura de dados integrada entre as companhias separadas; Reorganização estrutural e redesenho de processos que segreguem atividades e integrem informações; Modelo de negócio que garanta a isonomia contratual e o tratamento neutro da “InfraCo.” perante todos os seus clientes, inclusive a “ServCo.”. A realidade europeia e as tendências no mundo A reorganização estrutural já é uma realidade no exterior, principalmente na Europa, e uma tendência no Brasil com a movimentação de grandes players. Na Europa já existem movimentos de segregação estrutural desde 2006, com a operação envolvendo a British Telecom e a Openreach. Na Oceania a operação mais antiga data de 2009, mostrando o amadurecimento do modelo na região.   Na América Latina o movimento é mais recente, com operações no México em 2016 e anúncios importantes no Brasil em 2020. No Brasil, TIM, Oi e Vivo já anunciaram a intenção de segregar as suas atividades de serviço e infraestrutura.   O mercado de telecomunicações, marcado pelo dinamismo e constante inovação, precisava de uma regulamentação à altura que acompanhasse a evolução das tecnologias e o surgimento de novos players. A crescente demanda por conectividade exigia o aumento das redes de capacidade muito alta (VHCN) e o desenvolvimento e rollout de novas tecnologias. A realidade europeia muito se deve aos incentivos regulatórios. O atual framework regulatório europeu vem sendo construído desde 2002 e atualizado ao longo dos anos com medidas de incentivo à digitalização da Europa e à competividade entre os principais players de telecomunicações. Em 2016, com o lançamento do programa Broadband Europe, que visa uma comunidade europeia digitalmente integrada em alta velocidade, começa-se a desenhar o que veio a ser o EECC. O EECC (2018) é a resposta à uma necessidade de revisão do framework legislativo para adequar a indústria europeia de telecomunicações à nova era digital e proporcionar um ambiente regulatório que favorecesse o crescimento e o fortalecimento da indústria. As empresas europeias têm até o final de 2020 para entrar em conformidade com o EECC. O EECC busca preparar a Europa para o futuro digital, promovendo o rollout de novas tecnologias e a inclusão dos cidadãos no processo de digitalização. Algumas das condições criadas são, por exemplo: Investimentos em novas redes com ênfase em redes full fibre, FTTx e 5G; Criação de incentivos por meio de obrigações regulamentares mais leves para co-investimentos e redes de atacado; Incentivo ao compartilhamento de infraestruturas visando a redução dos custos de rollout de redes; Defesa econômica da indústria visando a livre e justa concorrência dos players; Proteção de usuários finais no campo da legislação de telecomunicações. Assim, mesmo que indiretamente, o novo Código Europeu de Comunicações Eletrônicas (EECC) incentiva a indústria de atacado de fibra neutra na Europa. No Brasil, mesmo ainda sem incentivos regulatórios, o modelo de operações segregadas faz sentido devido às exigências do mercado, e traz diversas oportunidades para ambas as partes, mas é necessário mitigar alguns riscos: ServCo.: Oportunidades: Competir em mercados onde não possui infraestrutura própria; Acesso ao capital mais adequado aos ciclos de investimento; Só paga pela infraestrutura/capacidade que contratar; Maior foco gerencial nas ofertas e experiência do cliente. Riscos: Perda da infraestrutura e capilaridade enquanto diferencial competitivo, levando a competição para o nível das ofertas e experiência do cliente; Perda do poder de decisão da evolução da infraestrutura; Perda da verticalização entre serviços e infraestrutura; Possível falta de ownership dos problemas vividos pelos clientes. InfraCo.: Oportunidades: Acesso ao capital mais adequado aos ciclos de investimento; Maior foco gerencial em tecnologia e infraestrutura; Novas ofertas e modelos de negócio para diferentes setores e serviços de acordo com as demandas por infraestrutura; Maior adequação e capacidade de resposta às necessidades de infraestruturas com o rollout da tecnologia 5G; Possibilidade de um maior uso (e remuneração) da capacidade e infraestrutura por diferentes companhias. Riscos:

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LGPD lei geral de proteção de dados

LGPD vigente, ANPD saindo do papel e agora por onde começar?

Eis que finalmente a LGPD se torna vigente – 18 de setembro de 2020, um marco histórico para o Brasil no que tange ao tema – proteção de dados e a privacidade dos titulares dos dados! Com isso, a LGPD insere o Brasil entre os países seletos reconhecidos internacionalmente como adequados para o tratamento de dados pessoais. Isso significa que eleva a expectativa de que o país possa continuar realizando negócios e fornecendo produtos e serviços para outros países que demandam tal adequação como requisito para tanto. Mas, e agora por onde começar o processo de adequação da Lei na minha empresa? A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) representada pela Lei 13.709 de 14.8.2018, contou com generosos 24 meses de vacatio legis para que todos, Administração pública, setor privado e sociedade civil tivessem condições se adaptar às disposições da lei. A título de informação, a vacatio legis corresponde ao período da data de publicação da lei até a data de início da vigência da lei. Desde a sua publicação, observou-se muitas reviravoltas em torno de sua vigência. Já em 29 de abril de 2020, houve a edição da MP 969/2020 que apresentava em sua ementa outros temas, mas que foi utilizada também para inserir a matéria sobre a LGPD – a extensão para 3 de maio de 2021. Desde a edição da MP 959/2020, a expectativa girava em torno da votação pelo Congresso Nacional. O assunto mais comentado nas redes sociais era – Será que o Congresso será contra ou a favor da prorrogação da LGPD? Se prorrogada, se tornaria a lei de maior vacatio legis na história do país, desde a instituição da República. Instalava-se, portanto, uma insegurança no Mercado pois a data anterior do início da vigência se aproximava – 16 de agosto de 2020 além do prazo para a caducidade da MP, as duas Casas (Câmara e o Senador) ainda não haviam votado e somado a ausência da estrutura da ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados, órgão fiscalizador que legislará sobre a LGPD e que ainda não havia saído do papel. No dia 25 de agosto de 2020, a Câmara aprovou a MP nº 959/2020, porém considerando a prorrogação para 31/12/2020, ou seja, prejudicando a matéria estipulada do art. 4º da MP, onde se determinava a prorrogação da Lei para 03/05/2021. E em 26 de agosto de 2020, finalmente o Senado aprova a MP excluindo o artigo 4º que constava a prorrogação, determinando, portanto, o início imediato da vigência da lei. E finalmente a MP é sancionada pelo Presidente e em 18 de setembro de 2020 se dá início da vigência da Lei! Pois bem, agora temos uma Lei em vigor e a ANPD começando a sair do papel! Por onde começar? Pensando nisso, preparamos um plano emergencial para auxiliar os nossos clientes nas adequações iniciais à LGPD. Passo 1 – Sensibilize todos os colaboradores da Organização Certifique-se que as pessoas relevantes da organização como por exemplo, os responsáveis pela edição de políticas conheçam as regras e as implicações da LGPD. Passo 2 – Revise todos os documentos Revise e documente todos as atividades de tratamento de dados e processos de segurança da informação da sua Organização. Esteja certo de identificar: O quê?; Quando? Onde? Por quê? e as bases legais utilizadas no tratamento dos dados. Passo 3 – Avalie os riscos Realize uma avaliação de impacto de privacidade das atividades de tratamento dos dados pessoais, com objetivo de mitigar esses riscos – PIA (Privacy Impact Assesssment). Passo 4- Identifique as medidas necessárias Identifique todas as medidas que podem ser adotadas referentes aos tratamentos de dados atuais. Planeje e construa mudanças para atingir a conformidade. Passo 5 – Identifique os parceiros-chave Identifique os controladores, processadores e sub processadores e trabalhe com eles na criação de instruções de como os dados serão coletados, mantidos ou descartados da Organização. Passo 6 – Revise contratos e políticas Revise os contratos existentes e políticas de privacidade e demande o que você precisa de alterações. Atualize a Política do RH (para cumprir princípio da transparência e ciência e informar sobre compartilhamento, atenção com banco de talentos e política de benefícios, bem como dados de dependentes menores). Passo 7 – Escolha um DPO Escolha um Encarregado dos Dados (DPO – Data Protection Officer) e divulgue o seu contato. Este profissional será responsável pelo processo de gestão dos dados pessoais e atuará como canal de comunicação entre o Controlador, os Titulares de Dados e a ANPD. Passo 8 – Informe e faça cumprir Informe e faça cumprir qualquer modificação em suas políticas, termos & condições e contratos com terceiros. Faça um aviso de privacidade em ambientes de tratamento de dados (como para visitantes – entrada, recepção, por exemplo). Passo 9 – Gestão dos direitos dos titulares Estabeleça processos de Gestão de Consentimentos e Gestão de Esquecimento dos Titulares de Dados. Inicie com o atendimento de requisição de titulares. Passo 10 – Comunicação à ANPD Estabeleça procedimentos de comunicação à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). A comunicação ocorrerá em diversas situações, como por exemplo, notificação de vazamento de dados, reporte do relatório de impacto de privacidade, entre outros.

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Digital Twins: o produto digital da indústria de capital intensivo

A Transformação Digital, também conhecida como “Revolução das Tecnologias Digitais” ou “Quarta Revolução Industrial”, reafirma constantemente que ainda estamos longe de evoluirmos ao nosso nível máximo de tech e digital. O termo vem para qualificar, junto com a indústria 4.0, os formatos mais modernos de desenhos de soluções que envolvem termos como Big Data, Machine Learning, Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) entre tantos outros. Nesse contexto surgiu então os Digital Twins: mas você sabe o que é e conhece suas aplicabilidades?

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Um novo mercado de refino no Brasil

Elaborado por: Bernardo Caldeira, Rodrigo Bragantine e Rubem Gama A indústria de óleo e gás tem passado por um ano desafiador, considerando a pandemia ocasionada pela COVID-19 e com grandes efeitos de oscilação negativa de preços dos petróleos Brent e WTI, motivados pela queda de demanda na commodity em diversos países do mundo, além de recentes desalinhamentos sobre o corte na produção entre a Rússia e a Arábia Saudita. Frente a esta conjuntura, o petróleo Brent atingiu níveis de preço inferiores a 2015, ano marcado historicamente por uma grande redução ante o período de 2010-2014, conforme explicita o gráfico abaixo: Figura 1 – Oscilação de preço do petróleo Brent entre 2005 e 2020 (1) É importante trazermos o panorama de preços do petróleo Brent neste caso em função do tema central deste artigo que é o plano de desinvestimentos da Petrobras. A estatal brasileira, divulgou em novembro de 2019(2) o seu novo plano estratégico. Dentre os destaques deste plano, listamos: Previsão de CAPEX de R$ 75,7 bi, com 85% alocado no segmento de Exploração & Produção (E&P); e Concentração nas operações do pré-sal, com maiores retornos sobre o investimento. De maneira resumida, observamos um posicionamento da Petrobras em se tornar uma empresa menos verticalizada na indústria e mais concentrada no segmento de E&P, com notória especialização em águas ultra profundas. Neste contexto, o parque de refino da Petrobras representa um grande volume de ativos listado no plano de desinvestimentos da companhia. Embora haja intenção de se concentrar nas atividades de E&P, a atual Diretora de Refino & Gás Natural da empresa, Anelise Lara, em recente entrevista(3), afirmou que a Petrobras não planeja se desfazer de todas as suas refinarias e deve manter as operações no eixo Rio-São Paulo, com aproximação estratégica de seus principais ativos de produção no pré-sal e de grandes mercados consumidores do Brasil. Considerando a venda bem sucedida destes ativos, a Petrobras passará a ter, aproximadamente, metade da sua capacidade de produção atual no segmento. De acordo com estudos de 2018, a Petrobras é responsável por 98,4% (4) da capacidade instalada no Brasil. Este panorama traz uma série de questões técnicas e oportunidades para interessados nestes ativos. Será que o investimento em uma refinaria é atrativo considerando o contexto brasileiro, panorama atual da indústria e perspectivas futuras? Neste artigo destacaremos alguns destes pontos com o objetivo de formular uma análise de mercado, identificando oportunidades e ameaças. Abaixo apresentamos um breve resumo das características das oito refinarias listadas para venda no plano da Petrobras com seus resultados de 2019, de forma a começarmos a entender alguns importantes aspectos de atratividade destes ativos:   Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) (5) A Refinaria Isaac Sabbá foi inaugurada no ano de 1957, na margem esquerda do Rio Negro, em Manaus (AM) sendo estatizada em 1974. A refinaria possui uma capacidade de processamento de 46 mil barris por dia e possui como principais produtos GLP, nafta petroquímica, gasolina, querosene de aviação, óleo diesel, óleos combustíveis, óleo leve para turbina elétrica, óleo para geração de energia e asfalto. A REMAN se liga a três portos de recebimento e entrega de derivados geridos pela Transpetro, atendendo prioritariamente os estados do Pará, Amapá, Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima. Além disso, a refinaria é autossuficiente em energia, dispondo de uma central termoelétrica. Origem do petróleo refinado Tancagem de Petróleo (m³) Tancagem de derivados (m³) 100% nacional 129.770 258.537 Tabela 1 – REMAN Origem e Armazenamento de Petróleo e Derivados (6) Capacidade Autorizada (m³/d) Média de Volume Processado (m³/d) Média do Fator de Utilização Efetivo (FUE) 7.300,00 5.046,73 69,13% Tabela 2 – REMAN Capacidade e Volume de processamento (6) Perfil de Produção Média de Capacidade Autorizada/ mês Asfalto (kg) 8.175.105,33 Cimento Asfáltico (kg) 7.962.832,00 DMA-MGO (L) 17.130.915,88 Gasolina A (L) 74.736.358,17 GLP (kg) 3.264.002,50 Nafta (L) 15.163.917,67 Óleo Combustível (kg) 8.619.023,83 Óleo Combustível Marítimo (kg) 4.146.483,75 Óleo Diesel S500 (L) 38.858.881,33 Querosene de Aviação (L) 14.259.663,17 Tabela 3 – REMAN Perfil de Produção (6)   Refinaria Abreu e Lima – RNEST (7) A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) está localizada em Pernambuco no município de Ipojuca a 45 km da capital Recife. Iniciou suas operações em 2014 com projeto original de produzir aproximadamente 230 mil barris/dia, contudo somente o primeiro conjunto de unidades (Trem I) foi posto em operação com capacidade nominal de 100 mil barris/dia Outro fato relevante é que essa refinaria não produz gasolina, em virtude de possuir unidades de destilação atmosférica o que lhe permite apenas a separação de compostos existentes no petróleo, desta forma não alcançando a octanagem da corrente nafta necessária para produção de gasolina. Entretanto, a sua produção se concentra (cerca de 70%) em outro derivado de extrema importância: o óleo diesel.  Origem do petróleo refinado Tancagem de Petróleo (m³) Tancagem de derivados (m³) 90,4% nacional 804.204,83 m3 779.182,75 m3 Tabela 4 – RNEST Origem e Armazenamento de Petróleo e Derivados (6) Capacidade Autorizada (m³/d) Média de Volume Processado (m³/d) Média do Fator de Utilização Efetivo (FUE) 15.900 13.216 83,12% Tabela 5 – RNEST Capacidade e Volume de processamento (6) Média de Capacidade Autorizada/ mês Perfil de Produção Coque (kg) 41.079.005,67 DMA-MGO (L) 3.897.898,00 GLP (kg) 5.118.888,17 Nafta (L) 60.738.370,00 Óleo Combustível (kg) 9.696.399,67 Óleo Combustível Marítimo (kg) 16.145.453,25 Óleo Diesel S10 (L) 202.240.251,50 Óleo Diesel S500 (L) 69.785.015,42 Tabela 6 – Perfil de Produção (6)   Refinaria Landulpho Alves – RLAM (8) A Refinaria Landulpho Alves foi fundada em 1950 e foi a primeira refinaria nacional impulsionada pela descoberta de petróleo na Bahia. A RLAM está localizada no município de São Francisco do Conde, na região do Recôncavo Baiano e é o maior complexo industrial do polo petroquímico de Camaçari com uma capacidade instalada é de 323 mil barris/dia. Além de ser a única produtora nacional de food grade (parafina de teor alimentício) e n-parafinas (derivado matéria prima na produção de detergentes biodegradáveis). Origem do petróleo refinado Tancagem de Petróleo (m³) Tancagem de derivados (m³) 97,93% nacional 579.278,90 980.534,58 Tabela 7 – RLAM Origem e Armazenamento de Petróleo e Derivados

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A ressaca do e-commerce

No final do ano de 2019, nenhum analista de mercado ou executivo do varejo brasileiro pôde prever o que aconteceria com a economia brasileira e vendas no comércio físico ou eletrônico nos seis meses que se seguiriam. Mesmo com o surto de COVID já divulgado e em franca expansão na China, não era possível saber o impacto que o vírus teria no mundo e que chegaria com tanta força no Brasil, mudando a rotina de vida e consumo de grande parte dos brasileiros. De lá para cá, passamos pelo fechamento do comércio nas grandes cidades entre os meses de abril e junho, com impactos negativos enormes nas vendas e comprometendo os resultados de pequenos, médios e grandes varejistas. Segundo dados do IBGE, em sua pesquisa mensal de comércio, os meses de abril, maio e junho apresentaram evoluções no volume de vendas de -17,1%, -6,4% e +0,5, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano passado. Isso mostra uma certa retomada do comércio a partir de junho. No entanto, alguns segmentos apresentaram resultados bem negativos. O segmento de Tecidos, vestuário e calçados apresentou um volume comparativo com o ano passado de -80,8%, -62,7% e -44,5% nos mesmos meses, o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou um volume de -70,3%, -67,1% e -39,5%, e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação teve uma variação de -45,6%, -37,5% e -10,0%. A pesquisa completa pode ser acessada no site do IBGE. As empresas que melhor performaram foram as que conseguir ampliar o volume de vendas digitais através de suas plataformas de e-commerce, marketplace ou social selling. Esta evolução dos canais digitais no período foi notória e está presente nas apresentações de resultados dos principais varejistas com ações listadas na Bolsa de Valores. Gigantes do comércio eletrônico como B2W, Magalu e Via Varejo mostraram grande crescimento das vendas digitais. A primeira apresentou uma evolução de 7,2% no GMV (Gross Merchandise Value) que representa as vendas totais incluindo marketplace em seus websites, atingindo R$6,7 bilhões. A Magalu mostrou um crescimento de 182% em seu GMV, alcançando também R$6,7 bilhões de vendas online no segundo trimestre. Já a Via Varejo cresceu 280% no GMV de suas operações online, atingindo R$5,1 bilhões no período. Empresas de moda também mostraram um forte crescimento das vendas digitais. A Marisa apresentou um crescimento de 113,1% nas vendas, Renner mostrou uma evolução de 122%, a Hering teve um crescimento de 165%, a SOMA, dona das marcas Animale, Farm, Maria Filó, entre outras, apresentou um crescimento da receita digital de 189% e a C&A apresentou uma evolução de 356% em suas receitas líquidas digitais. A Vivara, apresentou um dos maiores crescimentos do mercado nas vendas online, atingindo R$ 108,4 milhões de receita bruta, uma evolução de 387% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Centauro, líder na venda de artigos esportivos no país, aumentou sua receita líquida de sua plataforma digital em 85,6%, alcançando aproximadamente R$192 milhões no segundo trimestre do ano. Esse crescimento das vendas digitais foi impulsionado pelo aumento também dos consumidores online. Segundo Dados do EBIT, no primeiro semestre de 2020, o Brasil registrou cerca de 41 milhões de consumidores online, um crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2019, evolução impulsionada pela Pandemia no segundo trimestre e consequente migração de consumidores para plataformas de compras digitais. No entanto, todo esse crescimento das vendas online no varejo brasileiro pode ter vindo a um custo da experiência e satisfação dos clientes. O EBIT traz também em seu último relatório um aumento no percentual de pedidos entregues com atraso, o qual passou de 12% no 2º trimestre de 2019 para 15% no segundo tri de 2020. A média de dias de entrega das mercadorias também passou de 10,3 dias no ano passado para 11,8 nesse ano. Segundo dados do Portal do Consumidor, do Governo Federal, o número de reclamações durante o segundo trimestre de 2020 de clientes que realizaram algum tipo de compra online cresceu 53,5%, totalizando 126.153 reclamações. Os tipos de reclamação que mais cresceram, em relação ao mesmo período de 2019, foram o de reclamações relacionadas a entrega de produtos comprados online, e reclamações relacionadas ao atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento ao Consumidores (SAC) das empresas. Ambos tipos de reclamação registraram um crescimento de 141% em relação ao ano passado. O repentino aumento da demanda impulsionada pela pandemia, aliado acabou extrapolando a capacidade de atendimento dos varejistas, que tiveram dificuldades em entregar e atender os consumidores. Além disso, durante a pandemia algumas iniciativas de omnicanalidade ainda em estágio de amadurecimento tiveram que ser aceleradas, aumentando as possibilidades de entrega dos produtos como retirada em lojas físicas, retirada em lockers, envio direto das lojas, etc. Essas iniciativas requerem uma boa orquestração da operação de venda e entrega dos pedidos online e aumentam de forma considerável a complexidade para atender os consumidores. O aumento das vendas digitais exige operações escaláveis, que podem ser dimensionadas de forma ágil de forma a atender picos de demanda. Além disso, a crescente complexidade da operação de vendas online exige que as empresas invistam de forma massiva em tecnologia, automatizando processos, integrando informações e os diferentes sistemas que existem entre o momento da compra e a entrega do produto no cliente (Ex: WMS, OMS, TMS,ERP, etc). É preciso também investir em uma sólida estratégia de dados de forma a viabilizar iniciativas avançadas de analytics que podem trazer previsibilidade quanto à jornada do pedido e alimentar gatilhos de atuação para as operações, possibilitando a tomada de decisão ágil e automatizada com o objetivo de atender o compromisso de entrega firmado com os clientes no momento da venda. No atendimento, é preciso evoluir e incentivar o auto atendimento e a comunicação pro ativa aos clientes. Para isso, as empresas precisam garantir integrações sistêmicas que trazem informações atualizadas dos pedidos em cada passo até a entrega final e alertar os clientes de forma preventiva em caso de problemas e não atendimento do prazo acordado. Isso ajuda a diminuir o atrito

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Experiência do Cliente: uma abordagem integrada físico-digital

A Experiência do Cliente (“Customer Experience” ou CX) é o termo utilizado para expressar o processo completo que os clientes experimentam ao longo de todo o seu relacionamento com a empresa, não apenas no momento da compra, mas durante toda a interação, incluindo pré-venda, atendimento e pós-venda. Em nenhum outro momento da história, essa experiência foi tão estratégica e diferenciadora para uma empresa, quanto nos dias atuais. Por isso, o CX se tornou um fator determinante no âmbito das estratégias de Branding e Marketing, incluindo os canais digitais. Durante décadas, o mantra tem sido “O Cliente é o Rei”, mas só nos últimos tempos este slogan foi capturado em todos os aspectos do negócio, a ponto de tornar a Experiência do Cliente uma “disciplina de negócios” a ser gerenciada estrategicamente pelas instituições. Por que a Experiência do Cliente é importante? Uma melhor Experiência do Cliente gera fidelidade, reduz custos de retenção e diminui a taxa de migração (churn). Uma pesquisa recente da IDC (Digital Connections: Future of Customers and Consumers 2020) confirma que os clientes fiéis compram, me média, cinco vezes mais e que os clientes que tiveram uma boa experiência contarão a outras 9 pessoas sobre isso, enquanto que aqueles clientes que tiveram uma má experiência contarão a outras 16 pessoas. Além disto, uma experiência fluida e bem desenhada reduz a necessidade do cliente entrar em contato com a marca para questionamentos e resoluções de problemas, reduzindo os custos das instituições com o atendimento humano. O IDC estima que as empresas gastarão 1,4 trilhão de dólares em iniciativas de transformação digital em 2020, sendo que 34% de empresas visam transformar a área de experiência do cliente. O reflexo no consumidor brasileiro Em meio ao cenário mundial de pandemia ocasionada pela Covid-19, o poder de compra da maioria dos brasileiros diminuiu. Isso tem feito com que as marcas busquem se diferenciar, num cenário de aumento de concorrência. Com a população em isolamento social, a presença digital tornou-se imprescindível. Tal situação acelerou uma tendência que já vinha acontecendo, desde 2018, no que diz respeito ao posicionamento digital. Fonte: State of the Customer Report (2018) Com o aumento da presença digital, os clientes estão mais conectados e a jornada do consumidor se transformou. As organizações, portanto, precisam aperfeiçoar seus processos, buscando se aproximar cada vez mais de um modelo atual de experiência que incorpora elementos on-line aos processos de atendimento tradicionais (Phygital Customer Experience).   Drivers de atuação na melhoria da Experiência do Cliente No livro “The Effortless Experience Conquering the New Battleground for Customer Loyalty” os autores afirmam que para melhorar uma experiência do cliente é importante criar jornadas encantadoras, mais simples e que reduzem o esforço do cliente em conseguir o que ele necessita.  Por Jornada do Cliente se entende a sequência de interações entre o cliente e a empresa para que uma determinada necessidade seja atendida com sucesso. Cada interação acontece através de pontos de contato (ex. email, whatsapp, telefone). A BIP acredita que a redução do esforço do cliente passa por dois desafios principais: otimização da jornada do cliente, com o objetivo de reduzir todos os pontos de atritos e aumentar a capacidade do cliente em se auto resolver sem a necessidade de entrar em contato com o atendimento humano excelência operacional, com o objetivo de ter um atendimento rápido e resolutivo das necessidades do cliente. A BIP possui vasta experiência em projetos que entregam soluções customizadas e inovadoras para melhorar a experiência do cliente utilizando metodologias proprietárias. A otimização da Jornada pode ser alcançada focando em 5 pilares: Jornada do cliente: mapeamento das jornadas do cliente para identificar todos os pontos de “dor” ao longo das interações com a empresa. Revisão do processo de lançamento de ofertas para otimização da Experiência de Consumo. Omnicanalidade: a omnicanalidade é a estratégia de atender a necessidade do cliente combinando diversos canais e oferecendo um melhor relacionamento e experiência. É importante entender quais são as melhores estratégias, modelos e processos dentro do contexto do cliente. A partir deste entendimento, pode ser definida a modelagem e implantação da omnicanalidade. Canais Digitais: a estratégia, design e implantação de canais digitais (aplicativos, chat, whatsapp) são parte fundamental para a interação com o cliente. O uso de bot permite que o cliente possa ter suporte automatizado. Aqui é muito importante uma curadoria contínua dos bots para garantir que a interação com o cliente seja fluida e resolutiva. Customer Insights: é importante desenhar um modelo de “caring” que reflita as necessidades de diferentes tipologias de clientes e implementar modelos preditivos que garantam uma correta e tempestiva identificação de potencial “churn” e inadimplência. Customer Voice: para medir os resultados das ações de melhorias e identificar as áreas de intervenções, é necessária a implantação de pesquisas de satisfação de cliente usando metodologias de NPS (“Net Promoter Score”) e CSAT (“Customer Satisfaction Score”). Já a Excelência Operacional, que também impacta diretamente o CX, pode ser alcançada através dos seguintes 5 pilares: Jornada do Atendente: Revisão de processos visando inovação e automações com o propósito de otimizar o tempo e aumento da resolubilidade. É importante ter uma ferramenta de CRM (Customer Relationship Management) que garanta uma visão/execução end-to-end dos processos.  Uma rotina de diagnóstico de ofensores do TMA (Tempo Médio de Atendimento) pode ajudar tanto em rever os processos quanto identificar evoluções do CRM. Robotização: RPA (Robotic Process Automation) pode ser utilizada para suportar os atendentes do Front-End e do Back Office em reduzir tanto o tempo de execução quanto o risco de erros operacionais. Existem soluções também que permitem automatizar o diagnóstico do cliente, garantindo a padronização e resolubilidade. Organização: O modelo organizacional é de extrema importância em melhorar a experiência do cliente. Uma avaliação de modelos entre atendimento próprio e atendimento terceirizado pode gerar eficiências e melhoria na satisfação. Revisão dos skills de atendimento pode também trazer resultados significativos, por exemplo criando skill que tenham uma autonomia diferenciada para atender clientes com problemas recorrentes. Finalmente, rever o modelo de gestão chamados dos Bank Offices, por exemplo empoderando

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transformação digital

Transformação Digital alavancando a inovação

A transformação digital democratiza a aplicação de tecnologia, possibilitando às pessoas, com um baixo custo, criar e inovar com uma facilidade muito grande. Contudo, grande parte das empresas e seus colaboradores precisam ser estimulados para que a inovação seja exponencial dentro da organização. Esse processo passa por mudanças organizacionais, estruturais e culturais. Neste artigo exploramos algumas práticas que as empresas vêm adotando para alavancar a inovação dentro da companhia.

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operação com robôs RPA

Implementando a robotização em processos empresariais

As vantagens do RPA no cenário empresarial Atualmente, as organizações estão cada vez mais voltadas para a otimização e a transformação digital de seus processos, além de buscar economias de escala através de soluções que não precisam de alterações nos sistemas atuais. O RPA (Robotic Process Automation) é um ótimo caminho para isto. Com esta nova tecnologia, é possível replicar via robôs a execução total ou parcial de processos, até então efetuados por pessoas. Os robôs simulam o comportamento humano na execução de tarefas, como por exemplo, a leitura de notas fiscais e lançamento no SAP ou a extração de informações de planilhas eletrônicas para popular dados em campos específicos de um sistema legado. A implantação dos robôs, na grande maioria dos casos, não depende de alteração nos sistemas da instituição, a não ser em situações específicas onde essas alterações aumentam a eficácia dos robôs. Como resultado, as entidades passam a reduzir tanto o esforço decorrente do trabalho humano em tarefas repetitivas e previsíveis com alto volume transacional, como os riscos oriundos de erros operacionais. Outro ponto positivo a ser destacado é que os processos automatizados por meio de robôs se tornam mais ágeis e de melhor qualidade, resultando na escalabilidade dos processos internos das instituições. Estudos quantitativos observados apontam para uma diminuição de 75% dos custos quando comparados aos ciclos de desenvolvimentos tradicionais de sistemas. Além disso, é possível observar um aumento de 30% de produtividade e aumento substancial na experiência do consumidor. O mercado de RPA vem crescendo significativamente ao longo dos últimos anos. Em 2016, o valor global de investimento neste tipo de solução foi de $ 612M. Em 2020, a previsão é de $2,993M, podendo chegar a $4,308M em 2022. A introdução progressiva da inteligência artificial nos RPA vem possibilitando, cada vez mais, análises e decisões complexas. Desta forma, pode-se classificar o RPA em duas categorias. A primeira, baseada em regras, que possibilita executar tarefas repetitivas e previsíveis, como: Reconhecimento de caracteres ou imagens via OCR Automação de fluxos baseados em regras determinadas Automação de processos de aplicação cruzada Já o RPA orientado por dados, que engloba funcionalidades de inteligência artificial, contempla tarefas mais complexas envolvendo: Dados estruturados e não estruturados Integrações a Chatbots ou assistentes virtuais Introdução ao Machine Learning e algoritmos de Aprendizado Profundo (Deep Learning) para que o robô aprenda a tomar decisões com base na evolução natural dos processos. A Bip utiliza as melhores soluções de mercado com o propósito de atingir alto grau de automação de processo. Normalmente, são ferramentas tradicionais de RPA combinadas com tecnologias especificas para extração de informações por meio de reconhecimento ótico de caracteres (OCR) e interpretação das informações por meio de inteligência artificial. Na figura abaixo, demonstramos as principais tecnologias utilizadas em projetos desta natureza:   Abordagem BIP de Automação de Processos Em cada área selecionada pela instituição, a BIP realiza um assessment para levantamento e definição das iniciativas de automação. Após a definição das iniciativas prioritárias, é realizado um roteiro de desenvolvimento consolidado e a seleção das melhores ferramentas aplicáveis para cada processo / atividade que será automatizado. Metodologia de automação de processos A BIP propõe uma abordagem ágil baseada em quatro etapas, estruturadas caso a caso para introduzir reengenharias de processos e automatizações: Recomendações de reengenharia de processos são importantes para aumentar a quantidade de tarefas que os robôs podem executar ou para reduzir as necessidades de manutenção. Para tomada de decisão de quais processos a entidade deve automatizar, a BIP utiliza uma matriz de priorização com “bolhas” distribuídas em dois eixos: (a) Potencial de Automação e; (b) Escalabilidade do Processo. Essa matriz é construída por meio de cálculo de pontuação considerando quatro dimensões: Frequência de execução do processo: quanto maior é a frequência do processo, maior é a probabilidade da existência de oportunidades de eficiência. Nível de documentação do processo: quanto maior o nível de documentação do processo, mais simples é mapeá-lo quanto às oportunidades de automação; Maturidade das regras de negócio: quanto maior o nível de mudanças de regras ao longo do tempo, maior é esforço de manutenção. Quantidade de sistemas: quanto mais sistemas envolvidos, maior é a probabilidade que o processo seja complexo e, consequentemente, passível de otimizações. O tamanho de cada “bolha” representa o benefício financeiro de automatizar o processo, conforme exemplo ilustrativo a seguir. Para avaliação do caso de estudo é importante considerar os custos de desenvolvimento, os custos de manutenção e de licença. Estes últimos podem ser relevantes e, em alguns casos, inviabilizar economicamente a automação. CASOS DE AUTOMAÇÃO BIP – INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Caso 1 – Automação “leitura documentos” e “inserção informações” A instituição teve um crescimento substancial no volume de negócio ao longo dos últimos anos, porém nunca havia avaliado seus processos recorrentes sob o prisma de eficiência. A área de controladoria da instituição alocava a maior parte de tempo dos profissionais em atividades manuais, restando pouco tempo para análise e melhoria dos processos. Outra característica importante é que as demandas de melhoria de sistemas solicitados pela controladoria para área de TI sempre tinham menos prioridade em relação às demandas provenientes das áreas de negócio, sobrando pouco espaço para automação de rotinas operacionais por meio do desenvolvimento de novas funcionalidades dos sistemas legados. A proposta de solução formulada pela BIP foi a revisão de processos críticos da área de controladoria e a automação de algumas atividades por meio de ferramentas tradicionais de RPA combinadas com soluções de reconhecimento ótico de caracteres (OCR). Essas soluções foram totalmente implantadas pela BIP, com participação residual da área de tecnologia. Com a solução implementada, a instituição, em 4 meses, alcançou uma redução de 20% dos custos de pessoal da área de Controladoria destinados à execução de atividades manuais. Caso 2  – Automação “lançamento notas fiscais” A instituição buscava aumento de escalabilidade e melhoria na qualidade do processo de lançamento de notas fiscais e controle de pagamento aos fornecedores. As atividades de lançamento eram realizadas manualmente, o que sujeita a instituição a erros comuns como perda de notas fiscais ou erros

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