Categoria: Oil & Gas

O impacto das paradas em unidades de produção

Não é incomum nos depararmos com notícias nos principais veículos de imprensa a respeito das perdas de produção em decorrência das paradas de programadas nas unidades de produção. Mas você sabe o que seriam essas paradas programadas de produção e qual o impacto causado por essa atividade? Analisaremos abaixo!

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Novo cenário de oferta de óleo bunker no Brasil

O mercado de óleo Bunker Marítimo, também conhecido por Intermidiate Fuel Oil (IFO) no mundo, ganhou destaque em janeiro de 2020, quando a Organização Internacional Marítima (IMO) passou a adotar um limite mais restritivo sobre as emissões de compostos de enxofre (SOx) para todos os mais de 170 países signatários da Convenção Internacional para Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL).

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Priorizando projetos de Transformação Digital no campo de SMS

Vivemos a era da Indústria 4.0 e com este novo movimento nasce uma pressão natural nas empresas, sobretudo na indústria de óleo e gás, para se atualizarem digitalmente. Este movimento conversa não apenas com a implementação e uso de novas tecnologias disponíveis no mercado, mas também com novas formas de trabalho e de se fazer negócio, apesar disso não é tão simples valorar projetos de transformação digital, portanto, como saber que projetos priorizar?

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O cenário do onshore brasileiro: Mossoró O&G EXPO

A BIP Brasil participou, representando a Unidade de Negócio de O&G, entre os dias 05 e 07 de julho, da Mossoró O&G Expo, a maior feira de O&G Onshore do Brasil, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A estrutura da Mossoró Oil & Gas 2022, está realmente surpreendente, o que reforça as grandes oportunidades neste novo momento do segmento onshore brasileiro. Sentimos a sinergia e a convergência para o mesmo objetivo de alavancar o potencial indiscutível do onshore e todos os benefícios que o desenvolvimento desses projetos pode trazer para a sociedade brasileira.

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Os desinvestimentos da Petrobras

Os desinvestimentos da Petrobras estão na pauta da companhia desde 2015. Desde então, uma expressiva fatia das operações de upstream, midstream e downstream vêm sendo repassadas para outras empresas.

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O cenário da indústria de O&G: Offshore Technology Conference (OTC)

Entre os dias 02 e 05 de maio, a BIP teve cobertura do Offshore Technology Conference (OTC), realizado em Houston. Mesmo que não tenha alcançado o número de participantes de anos anteriores, os números da feira foram expressivos. Depois de dois anos, foram cerca de 24.000 participantes ao longo dos 4 dias do evento, sendo cerca de 7.000 estrangeiros de 93 países. Na parte de apresentações, foram 17 sessões com executivos, 11 painéis e 5 sessões de networking, além de 44 sessões técnicas, com apresentação de mais de 300 papers, segundo a organização do evento. Ao longo dos 7 dias, tivemos a oportunidade de conhecer e interagir com centenas de profissionais da indústria, que variaram desde donos de start-ups e empresas de pequeno porte que estão buscando espaço no mercado de Oil & Gas, até presidentes e vice-presidentes das gigantes do petróleo. Durante o evento, nosso time trouxe insights sobre as tendências e o futuro do setor de Oil & Gas, através de diferentes perspectivas, a quais estão sendo apresentadas a seguir.   ESG e Transição Energética Estes processos vão depender de muitos investimentos, e as empresas precisam considerar e definir quanto do seu fluxo de caixa livre deverá ser direcionado para este fim. O foco? Pessoas, princípios e Planeta, com aumento significativo da captura de carbono, projetos em outras fontes de energia (hidrogênio e eólica foram temas de grande parte dos papers apresentados sobre o tema) e promoção de soluções integradas de energia limpa – no caso de combustível fóssil e energia limpa, não é uma questão de uma ou outro, e sim como adequar a matriz para buscar e prover a melhor solução sob uma perspectiva de “emissão zero”. Nesse sentido, a parceria e os projetos conjuntos entre diferentes empresas de energia e as start-ups serão um ativo valioso para qualquer player da indústria.   Transformação Digital Inovação e Transformação Digital são elementos críticos para alcançar uma meta de “net zero emissions” até o final dessa década. Implementar projetos mais rápidos mantendo compatibilidade com emissão baixa vai ser um importante diferencial para quem busca atingir essa meta de forma consistente e nos prazos estabelecidos.   Diversidade e Alfabetização Digital Diversidade do workforce e compartilhamento de conhecimento são aceleradores do processo de inovação e, para isso, promover a alfabetização digital (digital literacy) na organização é fundamental. Empresas como a Baker Hughes apresentaram programas nos quais até 20% da equipe envolvida com transição energética tem pessoas neurodivergentes (espectro autista, déficit de atenção, entre outros) na composição, com resultados muito significativos já materializados. A frase chave da apresentação da VP de Energy Transition da Baker Hughes, Allyson Book foi: “Se todos pensarem da mesma forma, como vamos inovar?”. Para estes profissionais, eles criaram um formulário de “como trabalhar melhor comigo”, onde as pessoas apresentam seus perfis, limites e formas de melhor interagir com eles. Outro aspecto que chamou a atenção é o protagonismo feminino, que pede passagem e começa a ter mais representatividade num mercado eminentemente masculino. Essa questão da diversidade fica mais clara quando observamos também que o mercado de O&G está “envelhecendo” e precisa tornar-se mais atrativo para novos talentos. O gap de idade, visão de mundo e até mesmo capacidade de comunicação entre as gerações é palpável e precisa ser discutido para evitar perda de conhecimento e talento. As empresas que estão conseguindo fazer isso, seja através de conexão com start-ups e empresas em distintos ramos de maturidade que trabalham com energia limpa, já estão colhendo importantes frutos que combinam profundidade técnica com soluções inovadoras e eficientes.   Tecnologia e Eficiência A eficiência é considerada a base de uma transição energética com net zero emissions. Neste tema, a utilização de dados, ferramentas de analytics, big data, real time information e sensores e inteligência artificial são os veículos para transformar dados em tomada de decisão informada no timing adequado, mas capturar o dado na origem da forma, periodicidade e estrutura correta pode ser a diferença entre sucesso e fracasso. Um grande desafio para o mercado de offshore ainda é a questão da conectividade e transferência de dados. Apesar de transmissão de dados via link de satélite ser uma alternativa, soluções que dependem de real-time data e enxergam um futuro em que haverá atuação intensiva de robôs e telemetria não podem depender de latência alta para comunicação.   Renováveis Já se observam investimentos significativos na questão de renováveis – na parte de Climatetech, de 2013 a 2019, os investimentos nesse setor pularam de U$418M para U$ 16B. –Os EUA tem previsão de investimentos para os próximos 5 anos na ordem de U$2 trilhões na parte de “climate infrastructure planning”, sendo que destes, U$ 55B para a parte de climate tech e U$ 300B para fabricação de energia limpa, de acordo com Juliana Garaizar, VP de inovação da Greentown Labs.   Conclusões O mercado está progredindo cada vez mais e se alinhando à pautas recorrentes no mundo, que se fazem presentes pelas demandas do mercado e dos consumidores, como em questões relacionadas à tecnologia, diversidade e sustentabilidade. Para crescer e se manter nesse mercado faz-se necessário, cada vez mais, estar por dentro das tendências e notícias globais e se posicionar de acordo com as demandas explicitadas anteriormente. A BIP possui um forte alinhamento entre o posicionamento estratégico na indústria e o que fazemos pelos nossos clientes. Buscamos sempre levar inovação para os nossos clientes e manter nossa atuação atualizada com as demandas do mercado, atuando com métodos sustentáveis e trazendo o novo para a área de Oil & Gas. Para saber mais sobre a nossa atuação entre em contato com os especialistas em O&G da BIP e entenda como sua empresa pode estar à frente desta revolução.

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CBIOS: a nova aposta na corrida da descarbonização

O RenovaBio, que estabelece a Política Nacional de Biocombustíveis, definiu os CBIOs, Créditos de Descarbonização, que tem como objetivo aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. Os CBIOs possuem grande importância para a estratégia do país no cumprimento do compromisso assumido no Acordo de Paris, de redução de emissões de gases de efeito estufa, os GEEs. A meta divulgada é que aproximadamente 18% da matriz energética deva ser de bioenergia até 2030. Além disso, com a política do RenovaBio, o governo prevê uma diminuição da emissão de até 10% dos gases estufa até 2030 na matriz nacional de combustíveis. As empresas que produzem biocombustíveis passam por um processo de certificação, a fim de obter a nota de eficiência energética ambiental. Essa nota refere-se à quantidade de carbono que deixou de ser emitido em relação ao combustível fóssil de referência, e um CBIO equivale a 1 tonelada de CO2. A empresa pode então emitir um título referente à produção e comercialização de biocombustível, na quantidade equivalente para gerar o CBIO. Esse papel é negociado na B3 e os agentes obrigados a comprar esse ativo são os distribuidores de combustível, que precisam adquirir esse papel na proporção de combustível fóssil que comercializaram no ano anterior. Independente da obrigação dos distribuidores de combustíveis fósseis, o papel pode ser adquirido por qualquer empresa ou investidor. O MME informa que a oferta total de CBIOs em 2022 será superior à demanda necessária para atender as metas das companhias, mas o mercado não vem agindo assim. A escalada de preços, que teve início em setembro de 2021, fechou dezembro a 57 reais de preço médio, passando a 60 reais na média de janeiro. O mês de fevereiro apresentou constantes quebras de patamares de máximas, com 72 reais no início do mês, e atingiu 100 reais, marca histórica máxima, no dia 25 de fevereiro. O mês fechou com preço médio de 86 reais. O valor médio de 2021 foi de 39 reais. Vale ressaltar que, como as distribuidoras têm a obrigação de adquirir os títulos, os preços da gasolina e do diesel, para o consumidor final, serão impactados. O quarto trimestre geralmente apresenta a maior demanda por certificados, pois as companhias procuram adquirir o volume de créditos necessários para atender suas metas anuais. Assim, este movimento, no primeiro trimestre, tem sido bastante atípico. Para este ano de 2022, está prevista a emissão de 35,98 milhões de CBIOs, conforme definição da resolução CNPE nº 17, de 05 de outubro de 2021. A ANP também já definiu as metas preliminares de redução de emissão de GEE para os distribuidores de combustíveis para o ano de 2022, de acordo com o art. 4º da Resolução ANP nº 791, de 14 de junho de 2019.  Até 31 de março deverá ser publicada a meta individual para cada distribuidor de combustíveis. O fato de o CBIO já ser utilizado por empresas que pretendem compensar parte de suas emissões também pressiona as cotações. Na Europa o movimento é o mesmo, com tendência de alta no mercado de carbono.  

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As consequências do conflito entre a Rússia e Ucrânia para a indústria de O&G

A guerra envolvendo Rússia e Ucrânia tem afetado inúmeros segmentos da economia em razão da destruição de parte da infraestrutura logística da Ucrânia, das dificuldades de escoamento das commodities russas e das sanções econômicas promovidas pelos Estados Unidos e seus aliados europeus da Otan. Um impacto imediato, para quase todas as economias do mundo, é a inflação de diversos produtos, principalmente das commodities da Rússia, com grande destaque para o petróleo e o gás natural. A Rússia, atualmente, é um grande exportador de diversos produtos primários, como trigo, alumínio e paládio, principalmente para os países industrializados. Esses produtos afetam a fabricação de outros bens, desde alimentos processados até catalisadores de veículos movidos a gasolina. Dessa forma, as complicações para as exportações russas afetam não apenas a inflação das próprias commodities, como também dos bens industrializados que utilizam esses insumos. Esse quadro se replica para o petróleo. Em 2020, a Rússia era responsável por 12% da produção global de petróleo, 11% das exportações e por quase 8% da fabricação de combustíveis, de acordo com dados da petrolífera britânica BP. Boa parte dessas exportações de petróleo e derivados se destinam para países desenvolvidos e para a China. No caso da Europa, por exemplo, cerca de um quarto do consumo de petróleo é atendido pelos russos. Desde o início da guerra, com as dificuldades logísticas envolvendo não apenas a própria Ucrânia, como também o acesso ao Mar Negro, onde a Rússia concentra seus ataques, surgem obstáculos severos para o transporte do petróleo. Isso se agrava com o receio de transportadores de levarem seus navios até a região russa para buscar o produto. Além disso, as sanções financeiras impostas à Rússia dificultam a própria operacionalização da venda física do petróleo. Os maiores compradores do petróleo russo não estão obtendo as garantias dos bancos ocidentais ou conseguindo navios para transportar o petróleo russo. Por exemplo, foi amplamente noticiado que, na última semana de fevereiro, três grandes compradores de petróleo da Rússia tiveram suas compras inviabilizadas em razão da ausência de cartas de crédito que deveriam ser fornecidas por bancos ocidentais. Associado a esse processo, os grandes produtores do Oriente Médio têm elevado sua produção aquém do esperado. No último dia 02 de março, a Opep+ – grupo que envolve a Opep e outros parceiros, incluindo a própria Rússia – anunciou um aumento de apenas 400 mil barris por dia. Isso representa somente 15% da capacidade ociosa do bloco e mantém a recuperação da oferta num ritmo muito lento. Antes desse aumento, a produção da Opep+ estava “mais de 1 milhão de barris por dia distante de sua meta”, disse Andy Lipow, analista de petróleo e presidente da Lipow Oil Associates em Houston. Para a Opep+, o objetivo atual é estabilizar os preços em patamares elevados, mas sem grande volatilidade. E, para isso, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não têm o interesse de excluir a participação russa do mercado, ao contrário, buscam retomar a oferta de forma coordenada administrando as cotas físicas de petróleo e o aumento dos preços. Por essa razão, não há interesse em estrangular a indústria russa. Esse quadro, portanto, sugere que a redução das entregas físicas de petróleo russo não deve ser compensada pelo Oriente Médio. Esses dois fatores impulsionaram uma alta significa do preço do petróleo tipo Brent, referência na Europa, onde o consumo depende fundamentalmente de russos a árabes. Desde o início da guerra até o último dia 04 de março, os preços dos petróleos Brent e o Dubai – referência no Oriente Médio – cresceram, respectivamente, 23% e 17%, enquanto o ESPO, o petróleo leve da Sibéria, caiu 4%. Naquele dia, o barril do Brent estava acima dos US$ 118 e o ESPO em US$ 97. As atuais condições do mercado de petróleo sinalizam uma possibilidade de escassez na Europa com os países do Oriente Médio elevando sua produção de forma muito lenta e a Rússia com claras dificuldades de escoamento. Se o conflito se estender, a Europa tende a necessitar de novas fontes energéticas, enquanto a Rússia deve buscar novos mecanismos para escoar sua produção. Enquanto esse desequilibro não for solucionado, as novas altas de preço serão a tônica da indústria nas próximas semanas.   Os impactos no setor de Gás Natural No centro da guerra da Rússia e Ucrânia está o futuro do abastecimento de energia em diversos lugares no mundo, principalmente na Europa. A Rússia é um dos maiores players da indústria de gás natural do mundo, sendo o principal fornecedor de gás natural para a Europa via gasodutos. Além de ser um dos players mais relevantes de GNL (gás natural liquefeito) na região. Os Estados Unidos, a partir da sua crescente produção de shale gas, conquistou também um espaço relevante na indústria de gás natural se tornado um grande exportador de GNL para o Mundo. Portanto, os desdobramentos desse conflito também na área energética podem atingir diversas regiões do mundo, incluindo o próprio Brasil. A guerra, de certa forma, é um prenúncio da intensificação desse conflito energético. Em razão, dos EUA almejarem aumentar sua venda de GNL, a partir do shale gas e, por outro lado, a partir da construção de novos terminais de GNL e gasodutos (ex: Nord Stream 2), a Rússia visa elevar a dependência europeia do seu gás natural. Desta maneira, devido própria dinâmica do conflito entre Rússia e Ucrânia e das respostas adotadas algumas nações, como as sanções americanas o mercado de gás natural se encontra bastante volátil enfrentando altas de preço e possibilidade de escassez.   Impactos no Brasil Mas, como essa possibilidade de escassez de oferta e altas de preços pode afetar o Brasil? Desde julho de 2020, o Brasil sofre com estiagens em várias regiões, por exemplo, entre julho e junho de 2021, registrou-se afluências até 32% inferiores à média histórica, gerando consequências preocupantes para o volume de água armazenado nos reservatórios das usinas hidrelétricas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) anunciou a possibilidade de ser realizado um amplo racionamento para não ocorresse

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Geração Elétrica em um Cenário de Descarbonização

INTRODUÇÃO O gás natural possui um papel importante na produção de energia ao redor do mundo, sendo visto como combustível de transição para matriz enérgica mundial. Contudo, a constante pressão da sociedade por reduções ainda maiores na emissão dos gases, os quais são responsáveis pelo efeito estufa, cria um cenário incerto para o protagonismo do Gás Natural na matriz energética mundial, em virtude do desenvolvimento tecnológico das alternativas renováveis.   O CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Os Gases do Efeito Estufa (GEE) compreendem CO2 (dióxido de carbono), CH4 (metano) e NO2 (Óxido nitroso), sendo o setor de geração de energia responsável por ¾ do total global de emissões. Embora os padrões de emissões variem amplamente entre os diferentes tipos de combustíveis, e dependendo do projeto, há uma hierarquia clara, com combustíveis fósseis (carvão, óleo e gás natural) sendo os principais emissores. Nesse sentido, recente relatório do IPCC sinaliza que, para se alcançar o objetivo de limitar o crescimento da temperatura global em 1,5 °C, seria necessária a interrupção de todas as plantas de geração de energia elétrica por carvão e gás natural ao longo da próxima década.   O CRESCIMENTO DA DEMANDA MUNDIAL DE ENERGIA ELÉTRICA A Geração Elétrica em nível mundial aumentou 75% entre os anos 2000 e 2020, capitaneada principalmente pelo crescimento em países da Ásia-Pacífico e Estados Unidos. No período, foi observada uma maior diversificação da matriz, com incremento da participação de fontes renováveis na matriz. Fato é que, a necessidade de conferir segurança de suprimento, o custo do combustível e padrões de demanda exercem forte influência na composição dessas matrizes e, mesmo os países com matriz elétrica mais diversificada, ainda dependem predominantemente de combustíveis fósseis, com fontes domésticas complementadas pela importação.   A PARTICIPAÇÃO DO GÁS NATURAL NA GERAÇÃO ELÉTRICA Ao longo dos últimos anos, foi observado um crescimento relevante do uso de gás natural na geração de eletricidade, em função principalmente dos seus benefícios ambientais frente às demais fontes fósseis, aliado à facilidade de implementação favorecida pelos avanços tecnológicos do Gás Natural Liquefeito (GNL). Atualmente, o gás natural representa 25% do consumo primário de energia em nível mundial e responde por uma parcela de 23% da geração de energia elétrica, sendo este o principal uso final do combustível, representando cerca de 40% da demanda mundial de gás natural. No entanto, no cenário atual, onde planos internacionais, como o US Infrastructure Bill e EU ‘fit for 55” Legislative Package, apresentam diretrizes claras para cenários de baixo carbono, e fortalecem a expansão de alternativas renováveis, discute-se o papel do gás natural enquanto combustível de transição.   OS DESAFIOS DA DESCARBONIZAÇÃO DA MATRIZ ELÉTRICA MUNDIAL Apesar do predomínio das fontes fósseis no setor elétrico mundial, o avanço da adoção de fontes renováveis ao longo dos últimos anos é extremamente relevante e deu-se principalmente em função do desenvolvimento tecnológico que resultou no aumento da sua competitividade em relação aos combustíveis fósseis, em especial para as fontes solar e eólica. Políticas governamentais de incentivo adotadas em diversos países do mundo também vêm contribuindo para a expansão das renováveis nas matrizes elétricas dos países. Por outro lado, dentre os principais desafios, destaca-se os relacionados à intermitência da maioria dessas fontes, dada a dependência de condições climáticas favoráveis à geração (irradiação, regime de ventos e índice pluviométrico, por ex.), o que pode comprometer a segurança de suprimento. Adicionalmente, questões ambientais relacionadas a produção e disposição final de painéis solares e turbinas eólicas ainda precisam ser superadas. Assim, o desafio pousa em como atender à crescente demanda de energia, acelerando a aposentadoria e/ou reduzindo os impactos relacionados aos combustíveis fósseis, enquanto se acelera o a participação das fontes renováveis na matriz mundial. Com o avanço da utilização do gás natural no setor, enquanto combustível da transição, discute-se atualmente o potencial de aplicação de novas tecnologias, como captura e sequestro de carbono e gás natural de baixo carbono, e mecanismos de compensação de carbono. Seriam essas soluções capazes de endereçar os desafios ora postos e conferir sobrevida a utilização das fontes fósseis, garantindo a tão necessária segurança energética em um cenário de combate às mudanças climáticas? Por exemplo, adicionar o processo de captura e sequestro de carbono pós-combustão tem o potencial de reduzir o fator de emissão do gás natural em cerca de 90%, mas não impedem sua emissão em primeira instância.   CONCLUSÃO O setor elétrico é o mais intensivo no uso de combustíveis fósseis e, consequentemente, o maior emissor de Gases do Efeito Estufa mundialmente. Em um cenário de combate às mudanças climáticas, torna-se premente a descarbonização dessa matriz. De fato, ao longo dos últimos anos, observou-se a expansão da utilização do gás natural (alternativa menos emissora dentre as fósseis), sendo este setor o maior demandante deste energético, representando um mercado promissor, graças especialmente aos avanços tecnológicos do GNL. Em paralelo, pressões pela descarbonização na geração elétrica, associadas ao aumento da competitividade e incentivos governamentais, vêm aumentando a participação das fontes renováveis. No entanto, dada a intermitência característica das principais alternativas não-fósseis disponíveis (solar, eólia e hidráulica) e a necessidade de conferir segurança energética aos países do globo, urge a necessidade de desenvolvimento e aplicação de tecnologias capazes descarbonizar o gás natural, além de investimentos no aumento da eficiência do setor, favorecendo, assim, sua consolidação e expansão no mercado enquanto combustível da transição.    

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