Categoria: Oil & Gas

A Transição Energética na indústria de Óleo e Gás

É consenso no meio científico que as mudanças climáticas que estão ocorrendo são devido às atividades antrópicas. Para a transição energética, a sociedade vem demandando de forma crescente atitudes ambientalmente corretas que condizem com a situação atual do planeta. Estas atitudes podem ser uma maior eficiência no consumo energético, na utilização de matérias-primas, menor produção de resíduos durante a produção, desenvolvimento de produtos que possam ser reutilizados ou reciclados, de ciclo de vida longo e com menor degradação do ambiente quando descartados etc. Também há a possibilidade de compensação das atividades poluentes, como aquisição de créditos de carbono e programas de recuperação ambiental próprios ou incentivos a instituições já existentes.

Leia +

O crescimento de M&A em Óleo e Gás

Em meio à turbulência na indústria global de petróleo e gás, crescem os processos de M&A, exigindo respostas rápidas das empresas na reestruturação organizacional e condução do processo de mudança para capturar as potenciais sinergias.

Leia +

O impacto das paradas em unidades de produção

Não é incomum nos depararmos com notícias nos principais veículos de imprensa a respeito das perdas de produção em decorrência das paradas de programadas nas unidades de produção. Mas você sabe o que seriam essas paradas programadas de produção e qual o impacto causado por essa atividade? Analisaremos abaixo!

Leia +

Novo cenário de oferta de óleo bunker no Brasil

O mercado de óleo Bunker Marítimo, também conhecido por Intermidiate Fuel Oil (IFO) no mundo, ganhou destaque em janeiro de 2020, quando a Organização Internacional Marítima (IMO) passou a adotar um limite mais restritivo sobre as emissões de compostos de enxofre (SOx) para todos os mais de 170 países signatários da Convenção Internacional para Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL).

Leia +

Priorizando projetos de Transformação Digital no campo de SMS

Vivemos a era da Indústria 4.0 e com este novo movimento nasce uma pressão natural nas empresas, sobretudo na indústria de óleo e gás, para se atualizarem digitalmente. Este movimento conversa não apenas com a implementação e uso de novas tecnologias disponíveis no mercado, mas também com novas formas de trabalho e de se fazer negócio, apesar disso não é tão simples valorar projetos de transformação digital, portanto, como saber que projetos priorizar?

Leia +

O cenário do onshore brasileiro: Mossoró O&G EXPO

A BIP Brasil participou, representando a Unidade de Negócio de O&G, entre os dias 05 e 07 de julho, da Mossoró O&G Expo, a maior feira de O&G Onshore do Brasil, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A estrutura da Mossoró Oil & Gas 2022, está realmente surpreendente, o que reforça as grandes oportunidades neste novo momento do segmento onshore brasileiro. Sentimos a sinergia e a convergência para o mesmo objetivo de alavancar o potencial indiscutível do onshore e todos os benefícios que o desenvolvimento desses projetos pode trazer para a sociedade brasileira.

Leia +

Os desinvestimentos da Petrobras

Os desinvestimentos da Petrobras estão na pauta da companhia desde 2015. Desde então, uma expressiva fatia das operações de upstream, midstream e downstream vêm sendo repassadas para outras empresas.

Leia +

O cenário da indústria de O&G: Offshore Technology Conference (OTC)

Entre os dias 02 e 05 de maio, a BIP teve cobertura do Offshore Technology Conference (OTC), realizado em Houston. Mesmo que não tenha alcançado o número de participantes de anos anteriores, os números da feira foram expressivos. Depois de dois anos, foram cerca de 24.000 participantes ao longo dos 4 dias do evento, sendo cerca de 7.000 estrangeiros de 93 países. Na parte de apresentações, foram 17 sessões com executivos, 11 painéis e 5 sessões de networking, além de 44 sessões técnicas, com apresentação de mais de 300 papers, segundo a organização do evento. Ao longo dos 7 dias, tivemos a oportunidade de conhecer e interagir com centenas de profissionais da indústria, que variaram desde donos de start-ups e empresas de pequeno porte que estão buscando espaço no mercado de Oil & Gas, até presidentes e vice-presidentes das gigantes do petróleo. Durante o evento, nosso time trouxe insights sobre as tendências e o futuro do setor de Oil & Gas, através de diferentes perspectivas, a quais estão sendo apresentadas a seguir.   ESG e Transição Energética Estes processos vão depender de muitos investimentos, e as empresas precisam considerar e definir quanto do seu fluxo de caixa livre deverá ser direcionado para este fim. O foco? Pessoas, princípios e Planeta, com aumento significativo da captura de carbono, projetos em outras fontes de energia (hidrogênio e eólica foram temas de grande parte dos papers apresentados sobre o tema) e promoção de soluções integradas de energia limpa – no caso de combustível fóssil e energia limpa, não é uma questão de uma ou outro, e sim como adequar a matriz para buscar e prover a melhor solução sob uma perspectiva de “emissão zero”. Nesse sentido, a parceria e os projetos conjuntos entre diferentes empresas de energia e as start-ups serão um ativo valioso para qualquer player da indústria.   Transformação Digital Inovação e Transformação Digital são elementos críticos para alcançar uma meta de “net zero emissions” até o final dessa década. Implementar projetos mais rápidos mantendo compatibilidade com emissão baixa vai ser um importante diferencial para quem busca atingir essa meta de forma consistente e nos prazos estabelecidos.   Diversidade e Alfabetização Digital Diversidade do workforce e compartilhamento de conhecimento são aceleradores do processo de inovação e, para isso, promover a alfabetização digital (digital literacy) na organização é fundamental. Empresas como a Baker Hughes apresentaram programas nos quais até 20% da equipe envolvida com transição energética tem pessoas neurodivergentes (espectro autista, déficit de atenção, entre outros) na composição, com resultados muito significativos já materializados. A frase chave da apresentação da VP de Energy Transition da Baker Hughes, Allyson Book foi: “Se todos pensarem da mesma forma, como vamos inovar?”. Para estes profissionais, eles criaram um formulário de “como trabalhar melhor comigo”, onde as pessoas apresentam seus perfis, limites e formas de melhor interagir com eles. Outro aspecto que chamou a atenção é o protagonismo feminino, que pede passagem e começa a ter mais representatividade num mercado eminentemente masculino. Essa questão da diversidade fica mais clara quando observamos também que o mercado de O&G está “envelhecendo” e precisa tornar-se mais atrativo para novos talentos. O gap de idade, visão de mundo e até mesmo capacidade de comunicação entre as gerações é palpável e precisa ser discutido para evitar perda de conhecimento e talento. As empresas que estão conseguindo fazer isso, seja através de conexão com start-ups e empresas em distintos ramos de maturidade que trabalham com energia limpa, já estão colhendo importantes frutos que combinam profundidade técnica com soluções inovadoras e eficientes.   Tecnologia e Eficiência A eficiência é considerada a base de uma transição energética com net zero emissions. Neste tema, a utilização de dados, ferramentas de analytics, big data, real time information e sensores e inteligência artificial são os veículos para transformar dados em tomada de decisão informada no timing adequado, mas capturar o dado na origem da forma, periodicidade e estrutura correta pode ser a diferença entre sucesso e fracasso. Um grande desafio para o mercado de offshore ainda é a questão da conectividade e transferência de dados. Apesar de transmissão de dados via link de satélite ser uma alternativa, soluções que dependem de real-time data e enxergam um futuro em que haverá atuação intensiva de robôs e telemetria não podem depender de latência alta para comunicação.   Renováveis Já se observam investimentos significativos na questão de renováveis – na parte de Climatetech, de 2013 a 2019, os investimentos nesse setor pularam de U$418M para U$ 16B. –Os EUA tem previsão de investimentos para os próximos 5 anos na ordem de U$2 trilhões na parte de “climate infrastructure planning”, sendo que destes, U$ 55B para a parte de climate tech e U$ 300B para fabricação de energia limpa, de acordo com Juliana Garaizar, VP de inovação da Greentown Labs.   Conclusões O mercado está progredindo cada vez mais e se alinhando à pautas recorrentes no mundo, que se fazem presentes pelas demandas do mercado e dos consumidores, como em questões relacionadas à tecnologia, diversidade e sustentabilidade. Para crescer e se manter nesse mercado faz-se necessário, cada vez mais, estar por dentro das tendências e notícias globais e se posicionar de acordo com as demandas explicitadas anteriormente. A BIP possui um forte alinhamento entre o posicionamento estratégico na indústria e o que fazemos pelos nossos clientes. Buscamos sempre levar inovação para os nossos clientes e manter nossa atuação atualizada com as demandas do mercado, atuando com métodos sustentáveis e trazendo o novo para a área de Oil & Gas. Para saber mais sobre a nossa atuação entre em contato com os especialistas em O&G da BIP e entenda como sua empresa pode estar à frente desta revolução.

Leia +

CBIOS: a nova aposta na corrida da descarbonização

O RenovaBio, que estabelece a Política Nacional de Biocombustíveis, definiu os CBIOs, Créditos de Descarbonização, que tem como objetivo aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. Os CBIOs possuem grande importância para a estratégia do país no cumprimento do compromisso assumido no Acordo de Paris, de redução de emissões de gases de efeito estufa, os GEEs. A meta divulgada é que aproximadamente 18% da matriz energética deva ser de bioenergia até 2030. Além disso, com a política do RenovaBio, o governo prevê uma diminuição da emissão de até 10% dos gases estufa até 2030 na matriz nacional de combustíveis. As empresas que produzem biocombustíveis passam por um processo de certificação, a fim de obter a nota de eficiência energética ambiental. Essa nota refere-se à quantidade de carbono que deixou de ser emitido em relação ao combustível fóssil de referência, e um CBIO equivale a 1 tonelada de CO2. A empresa pode então emitir um título referente à produção e comercialização de biocombustível, na quantidade equivalente para gerar o CBIO. Esse papel é negociado na B3 e os agentes obrigados a comprar esse ativo são os distribuidores de combustível, que precisam adquirir esse papel na proporção de combustível fóssil que comercializaram no ano anterior. Independente da obrigação dos distribuidores de combustíveis fósseis, o papel pode ser adquirido por qualquer empresa ou investidor. O MME informa que a oferta total de CBIOs em 2022 será superior à demanda necessária para atender as metas das companhias, mas o mercado não vem agindo assim. A escalada de preços, que teve início em setembro de 2021, fechou dezembro a 57 reais de preço médio, passando a 60 reais na média de janeiro. O mês de fevereiro apresentou constantes quebras de patamares de máximas, com 72 reais no início do mês, e atingiu 100 reais, marca histórica máxima, no dia 25 de fevereiro. O mês fechou com preço médio de 86 reais. O valor médio de 2021 foi de 39 reais. Vale ressaltar que, como as distribuidoras têm a obrigação de adquirir os títulos, os preços da gasolina e do diesel, para o consumidor final, serão impactados. O quarto trimestre geralmente apresenta a maior demanda por certificados, pois as companhias procuram adquirir o volume de créditos necessários para atender suas metas anuais. Assim, este movimento, no primeiro trimestre, tem sido bastante atípico. Para este ano de 2022, está prevista a emissão de 35,98 milhões de CBIOs, conforme definição da resolução CNPE nº 17, de 05 de outubro de 2021. A ANP também já definiu as metas preliminares de redução de emissão de GEE para os distribuidores de combustíveis para o ano de 2022, de acordo com o art. 4º da Resolução ANP nº 791, de 14 de junho de 2019.  Até 31 de março deverá ser publicada a meta individual para cada distribuidor de combustíveis. O fato de o CBIO já ser utilizado por empresas que pretendem compensar parte de suas emissões também pressiona as cotações. Na Europa o movimento é o mesmo, com tendência de alta no mercado de carbono.  

Leia +