Categoria: Bip na Mídia

O&G se adapta a lei de proteção de dados

07 de Março de 2020 – Brasil Energia Por Bruno Postiga Companhias correm contra o tempo para atender às exigências que entrarão em vigor em agosto O setor de óleo e gás está correndo contra o tempo para se adaptar à Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/2018 – LGPD), que entrará em vigor em agosto deste ano. As novas regras determinam como as informações dos cidadãos podem ser coletadas e tratadas pelas companhias, exigindo mais investimentos em tecnologia da informação. Segundo a LGPD, as empresas precisarão obter consentimento das pessoas para armazenar seus dados, como endereço, nome, IP de computador, local de trabalho e perfil de consumo. Para tanto, terão de organizar bancos de dados e oferecer canal direto para o usuário/cliente proprietário dos dados autorizar quais informações poderão armazenar. De acordo com Flávio Menezes, líder da consultoria italiana BIP no Brasil, a área mais impactada será a de distribuição de combustíveis, por conta do grande volume de dados de consumidores. “E&P e refino são mais para questões internas de dados de funcionários e contratos”, observa. Ele assinala que, devido aos altos investimentos em tecnologia, as empresas do setor petróleo devem direcionar esforços ainda maiores ao tratamento de dados, tendo em vista principalmente o risco de ataques cibernéticos que poderiam expor dados pessoais. Segundo a BIP, de 15% a 20% do investimento em tecnologia das empresas deverão ser destinados para a implantação e manutenção das atividades previstas na LGPD. Na Europa, que aprovou legislação semelhante em 2018, a estimativa de investimento na proteção de dados pessoais é de US$ 6 bilhões/ano. “Acaba sendo um injetor de investimento em tecnologia”, ressalta Menezes. Uma das principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, a Raízen contratou um escritório de gerenciamento de projetos para estruturar a implantação da LGPD. “Estamos concluindo a fase 1, de mapeamento interno dos dados, e em março, na fase 2, devemos ter a implementação do road map de ações”, conta Paula Malta, gerente Jurídico de Marketing e Proteção de Dados da joint venture entre a Shell e a Cosan. Desde 2019, a BR Distribuidora dispõe de um profissional que será responsável por gerir a LGPD. “Estamos em fase de contratação da consultoria que auxiliará no processo de adequação da companhia”, informa José Eduardo Elias Romão, gerente de Auditoria, Compliance e Ouvidoria da empresa. A distribuidora vem investindo em novos sistemas para captação e armazenamento de dados, assim como em uma nova tecnologia de Gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM, na sigla em inglês). As principais informações utilizadas são da base de dados do programa de fidelidade Petrobras Premmia: ticket médio, perfil de consumo e localização. As petroleiras também estão se mexendo. Desde 2018, a Shell adota políticas de proteção de dados pessoais com base na legislação europeia. “A LGPD é materialmente equivalente à GDPR [lei europeia] e, portanto, a companhia já está com os processos desenhados para quando a LGPD entrar em vigor”. A norueguesa Equinor criou uma equipe de privacidade de dados com representantes de todos os departamentos da companhia. No momento, a companhia revisa os sistemas e formulários para a obtenção de consentimento dos dados, analisando aspectos da legislação europeia que possam ser implementados na LGPD. Veja mais detalhes sobre a LGPD em: https://bipbrasil.com.br/entenda-o-que-a-lgpd-e-porque-os-dados-pessoais-sao-valiosos/ Leia a matéria original em: https://editorabrasilenergia.com.br/og-se-adapta-a-lei-de-protecao-de-dados/

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Bancos fecham agências e deixam mais cidades sem serviços financeiros

09 de Fevereiro de 2020 – O Globo Levantamento feito pelo GLOBO em dados do BC revela que, no fim de 2019, 2 em cada 5 municípios estavam nessa situação. RIO e BELMIRO BRAGA (MG) – Quem procura por Belmiro Braga, cidade de 3,5 mil habitantes na Zona da Mata mineira, na internet vê no mapa a sinalização de um banco. A realidade é bem diferente. Em vez de vidros, porta giratória e caixas eletrônicos, apenas uma A realidade é bem diferente. Em vez de vidros, porta giratória e caixas eletrônicos, apenas uma divisória separa a “agência” de um bar e mercearia. Trata-se, na verdade, de um posto de atendimento correspondente bancário, o único local além da lotérica onde os cidadãos podem pagar contas e fazer saques. Quando tem dinheiro. Belmiro Braga é uma das 427 cidades que entraram para o grupo das que não têm sequer uma agência bancária desde 2013, quando a cobertura atingiu seu auge. Levantamento feito pelo GLOBO em dados do Banco Central revela que, no fim de 2019, dois em cada cinco municípios do país estavam nessa situação.Essa proporção vem crescendo nos últimos seis anos. São cerca de 17 milhões de brasileiros, em 2.328 cidades, que precisam viajar para as vizinhas se quiserem abrir uma conta, tomar empréstimos ou até mesmo fazer saques. Em 2013, eram 1.901 municípios nessa situação. Para analistas, a redução da rede de agências físicas é um obstáculo à inclusão de mais brasileiros no sistema bancário. A digitalização ajuda a preencher essa lacuna, mas ainda não é acessível para muitos, principalmente os mais velhos e mais pobres. Em seis anos, 2.414 agências foram fechadas em todo o país com os cortes de custos dos grandes bancos, inclusive os estatais, para enfrentar a crescente concorrência digital.O aumento dos assaltos a agências no interior também contribuiu para esse movimento. Desde 2016, quando a única agência remanescente de Belmiro Braga, do Bradesco, fechou, a cidade passou a conviver com poucos serviços bancários. Não há caixas eletrônicos e, com o fim do Banco Postal nos Correios, os moradores só podem contar com o posto de atendimento improvisado ao lado do bar e com a lotérica, usada principalmente para o saque de benefícios pagos por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. DE OLHO NO CARRO FORTE Em muitas cidades, as agências deram espaço a esses estabelecimentos, chamados correspondentes bancários. Os serviços são limitados, e nem sempre eles são abastecidos com dinheiro vivo. Em Belmiro-Braga a chegada do carro-forte – que só passa uma vez por mês, perto do dia de pagamento da prefeitura -é aguardada com ansiedade pela chance de conseguir sacar salários e aposentadorias. – O carro forte é como um alerta. As pessoas sabem quando chega e correm para sacar todo o dinheiro para não ficar sem – diz Juliana Narciso, 32 anos, funcionária da lotérica. O “apagão bancário” faz dos boletos a salvação dos clientes de Caixa, Banco do Brasil e Bradesco, os únicos com chance de ter algum serviço bancário na cidade, ainda que limitado. Quando alguém chega com um papel na mão para pagamento em espécie, outro consegue sair dali com algum dinheiro no bolso. Como o dinheiro é todo sacado de uma vez na passagem mensal do carro-forte, a lotérica e o posto o lado do bar dependem de pagamentos das contas para formar algum capital de giro para os saques. Assim, quem chega para sacar muitas vezes tem de esperar entrar dinheiro suficiente no caixa. O que na cidade grande é resolvido em segundos no caixa eletrônico, pode consumir horas e até dias de espera em Belmiro Braga. – Todo mês venho aqui e é sempre a mesma coisa. Já houve dias  em que fiquei o dia todo sem conseguir tirar dinheiro – conta a aposentada Marina da Cruz, de 86 anos, que só conseguiu sacar R$200 no correspondente bancário do bradesco após cinco horas de espera do lado de fora , na chuva, na última quinta-feira, véspera do “dia do carro-forte”. Também na fila, a doméstica Ana Maria da Silva, de 53 anos, se queixa de perder trabalho. – É um dia perdido na faxina enquanto espero. Antes ( quando havia agência) era mais rápido e fácil – lamentou, após quatro horas de espera para tirar o salário do filho. Em nota, o Bradesco disse que “vem ajustando gradualmente sua rede, preservando a capacidade de atendimento” e que, no caso de desequilíbrio de fluxo de caixa, o cliente “pode utilizar o seu cartão” DESBANCARIZADOS O fechamento de agência prejudica o aumento da bancarização, uma das metas do Banco Central. Em 2019, o Brasil ainda tinha 45 milhões sem conta bancária, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Destes, 61% estavam fora dos grandes centros. A falta de atendimento presencial leva pessoas a desistirem de ter conta em banco ou virarem “sub-bancarizados”: sacam o salário todo fim de mês e não usam nenhum outro serviço bancário, como o crédito. – É natural que pessoas não queiram depositar o dinheiro num lugar onde não sabem para quem reclamar quando houver um problema. As redes físicas têm esta vantagem, ainda mais no interior, onde o gerente do banco é quase uma autoridade da cidade – diz Renato Meirelles, presidente da Locomotiva, que vê dificuldade maior para as classes C, D e E. Em Belmiro Braga, muitos percorrem 40 quilômetros até Juiz de Fora , principal cidade da região para fazer saques. Aproveitam e fazem compras lá mesmo. Isso prejudica os comerciantes locais, que também precisam pegar a estrada para obter crédito ou até mesmo compensar um cheque, ainda muito usado no interior. – Se o banco voltasse para cá, ajudaria no movimento. Quando tinha agência aqui, ajudava bem. Hoje há dias em que não vendo nada. Estou querendo parar – diz João Roberto Reis Martins, de 68 anos, proprietário de uma loja de material de construção que acaba de colocar à venda. João Batista Ferreira, secretário de Governos de Belmiro Braga, diz que a falta de segurança e de dinamismo econômico

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Big techs querem tomar conta do seu dinheiro

29 de Dezembro de 2019 – O Globo. Gigantes como Apple, Google, Facebook e Amazon começam a oferecer produtos financeiros, mas enfrentam ambiente altamente regulado. Sérgio Matsuura RIO — Elas conhecem seus amigos e parentes mais próximos, sabem dos seus gostos e preferências e até o que você fez no verão passado. Agora, as gigantes da tecnologia, conhecidas como big techs, também querem tomar conta do seu dinheiro e dos seus gastos. Aos poucos, empresas como Apple, Google, Facebook e Amazon avançam sobre o setor financeiro, oferecendo serviços que prometem revolucionar uma das mais tradicionais indústrias atrelados ao principal ativo que concentram: informações sobre seus usuários. Para analistas, a experiência delas com consumidores pode até oferecer vantagens, mas o caminho não será fácil, pois terão que enfrentar um ambiente altamente regulado, ao qual não estão acostumadas. Em parceria com o Goldman Sachs, a Apple lançou seu próprio cartão de crédito, além de oferecer o serviço de pagamento Apple Pay. O Google fechou acordo com o Gitigroup, para que clientes do banco acessem suas contas por meio do aplicativo Google Pay. Em voo solo, o Facebook lançou seu próprio sistema de pagamentos, que vai funcionar na rede social, no Messenger, no WhatsApp e no Instagram, e tenta convencer governos de todo o mundo sobre a viabilidade da moeda digital Libra. A Amazon oferece empréstimos para comerciantes que usam sua plataforma, enquanto a Uber pretende se tornar o banco dos seus motoristas. Ambiente regulado — O nível de governança é de quatro a cinco vezes mais exigente para uma instituição financeira que para uma empresa de tecnologia — analisa Luiz Fabbrine, líder de serviços financeiros e fintechs da consultoria Business Integration Partners. — Os bancos tradicionais já nasceram dentro de um ambiente regulado, estão acostumados a lidar com regras rígidas, o que não acontece com as empresas de tecnologia, que muitas vezes oferecem serviços tão revolucionários que nem possuem regulação. Então, essa questão é um desafio para o ingresso nesse ambiente. A inspiração vem da China. Por lá, Alibaba e Tencent, duas das maiores companhias do setor de tecnologia na Ásia, praticamente dominaram o setor de pagamentos, substituindo o dinheiro e os cartões de crédito pelos smartphones, ou simplesmente, sorrisos. As duas testam sistemas de reconhecimento facial para autenticar as transações, mas já impressionam turistas ocidentais que visitam a China com seus meios de pagamentos em estabelecimentos. Muitos nem aceitam mais cartões, apenas o Alipay ou o WeChat Pay, aplicativos que concluem transações por código QR. A Ant Financial, braço financeiro da Alibaba que opera o Alipay, está avaliada em US$ 150 bilhões, quase o dobro do valor de mercado do Goldman Sachs, banco parceiro da Apple, de US$ 81 bilhões. O Webank, criado pela Tencent há apenas cinco anos, está avaliado em mais de US$ 20 bilhões, sem ter nenhuma agência física, mas oferecendo crédito e controle financeiro pelo mesmo aplicativo que um bilhão de chineses usam para conversar, jogar videogame, ler notícias, chamar um táxi ou pedir comida. Mesmo assim, as receitas com o setor financeiro ainda são uma fração para as big techs, em cálculo incluindo as chinesas. Segundo relatório do Bank for International Settlements, que coordena bancos centrais de 60 países, o faturamento no segmento representa apenas 11,3% do total, em amostra com Alibaba, Alphabet (controladora do Google), Amazon, Apple, Baidu, Facebook, Grab, Kakao, Mercado Libre, Rakuten, Samsung e Tencent. — Empresas de tecnologia como Alibaba, Amazon, Facebook, Google e Tencent cresceram rapidamente nas duas últimas décadas. O modelo de negócio dessas big techs se baseia em permitir interações diretas entre um grande número de usuários, gerando como subproduto um grande estoque de dados, que é utilizado para a oferta de uma gama de serviços — explica o coreano Hyun Song Shin, diretor de pesquisas do Bank for International Settlements. E acrescenta: – Com base nas vantagens dessa rede de dados, essas empresas estão se aventurando em serviços financeiros, incluindo pagamentos, investimentos, seguros e empréstimos. Até agora, esses serviços representam apenas uma pequena parte do faturamento global, mas dado o tamanho dessas companhias e o alcance entre os consumidores, as big techs  têm potencial para provocar mudanças rápidas no setor. Para Shin, a experiência no trato com dados é a principal vantagem que as empresas de tecnologia podem explorar no setor financeiro. Informações como o histórico de transações, geolocalização, padrões de navegação na rede e outras pegadas digitais, junto com algoritmos de inteligência artificial, permitem que as big techs  melhorem a análise de crédito, ajustem políticas de preços de seguros e personalizem serviços financeiros. Isso pode gerar mais eficiência, com consequente redução de custos para os usuários e maior inclusão. — Há evidências de que a entrada de gigantes da tecnologia no setor de crédito, com o uso de dados, gerou um boom de mutuários que eram mal servidos pelos bancos — diz o especialista. — Na China, por exemplo, as maiores plataformas forneceram acesso ao crédito para milhões de pessoas e pequenos negócios que estavam excluídos. O risco dos algoritmos Mas o tratamento de dados também é o calcanhar de Aquiles dessas companhias. A Apple, por exemplo, se viu envolvida em escândalo por problemas no algoritmo usado na concessão de crédito do Apple Card. Em redes sociais, vários clientes denunciaram que, em casais, as mulheres receberam menos crédito que os homens, mesmo em casos de contas conjuntas. Estudos mostraram que nos EUA, negros e hispânicos têm acesso a condições piores do que brancos e asiáticos quando tomam empréstimos avaliados por algoritmos. E o domínio sobre os dados pode gerar um cenário de prejuízo à competição. Dada a escala e a vantagem tecnológica, as big techs  têm a capacidade de coletar e tratar dados em volumes colossais a custo quase zero. E os dados têm uma vantagem em relação a outros ativos: podem ser usados muitas vezes, até mesmo simultaneamente, para diferentes fins, sem se esgotarem. Por isso, empresas que lucram com essas informações podem oferecer preços mais baixos nos serviços, ou até mesmo terem prejuízo nessas operações, em troca de informações preciosas dos clientes. — Quando a posição de dominância for estabelecia, essas firmas podem usar esses dados não apenas para avaliar o risco de crédito, mas para identificar a taxa mais alta que um mutuário estaria disposto a pagar por um empréstimo, ou o prêmio mais alto que um cliente pagaria por um seguro. Assim, as big techs costumam gerar mais receitas com a disponibilidade de dados — alerta Shin. — Existem ainda preocupações importantes com a privacidade, pois a coleta de

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Brasil na rota de muitos negócios

10 de Setembro de 2019 – Valor Econômico, suplemento Infraestrutura e Logística. Simone Goldberg Setor deve atrair investimentos com a realização de novos leilões, rodadas de concessões e a venda de oito refinarias da Petrobras. Segundo o Diretor e Líder da operação de óleo & gás da Bip Brasil, Rafael Eira, a subida do preço do barril de petróleo estimula uma retomada mais consistente nas atividades do setor. Leia a matéria completa em https://www.valor.com.br

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Italiana Bip compra a FBM

5 de Setembro de 2019 – Valor Econômico Juliana Schincariol, Rio A Bip adquiriu a brasileira FBM Consultoria. Com o negócio, cujo valor não foi divulgado, a consultoria italiana expande sua atuação para o segmento financeiro, área em que não atuava no Brasil. Na Bip foi fundada em 2003 por Nino Lo Bianco, ex-presidente da Deloitte na Itália e faturou 220 milhões de euros em 2018. Leia a matéria completa em: https://www.valor.com.br/empresas/6422177/consultoria-italiana-bip-compra-brasileira-fbm-e-preve-novas-aquisicoes

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