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Geração Elétrica em um Cenário de Descarbonização

INTRODUÇÃO O gás natural possui um papel importante na produção de energia ao redor do mundo, sendo visto como combustível de transição para matriz enérgica mundial. Contudo, a constante pressão da sociedade por reduções ainda maiores na emissão dos gases, os quais são responsáveis pelo efeito estufa, cria um cenário incerto para o protagonismo do Gás Natural na matriz energética mundial, em virtude do desenvolvimento tecnológico das alternativas renováveis.   O CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Os Gases do Efeito Estufa (GEE) compreendem CO2 (dióxido de carbono), CH4 (metano) e NO2 (Óxido nitroso), sendo o setor de geração de energia responsável por ¾ do total global de emissões. Embora os padrões de emissões variem amplamente entre os diferentes tipos de combustíveis, e dependendo do projeto, há uma hierarquia clara, com combustíveis fósseis (carvão, óleo e gás natural) sendo os principais emissores. Nesse sentido, recente relatório do IPCC sinaliza que, para se alcançar o objetivo de limitar o crescimento da temperatura global em 1,5 °C, seria necessária a interrupção de todas as plantas de geração de energia elétrica por carvão e gás natural ao longo da próxima década.   O CRESCIMENTO DA DEMANDA MUNDIAL DE ENERGIA ELÉTRICA A Geração Elétrica em nível mundial aumentou 75% entre os anos 2000 e 2020, capitaneada principalmente pelo crescimento em países da Ásia-Pacífico e Estados Unidos. No período, foi observada uma maior diversificação da matriz, com incremento da participação de fontes renováveis na matriz. Fato é que, a necessidade de conferir segurança de suprimento, o custo do combustível e padrões de demanda exercem forte influência na composição dessas matrizes e, mesmo os países com matriz elétrica mais diversificada, ainda dependem predominantemente de combustíveis fósseis, com fontes domésticas complementadas pela importação.   A PARTICIPAÇÃO DO GÁS NATURAL NA GERAÇÃO ELÉTRICA Ao longo dos últimos anos, foi observado um crescimento relevante do uso de gás natural na geração de eletricidade, em função principalmente dos seus benefícios ambientais frente às demais fontes fósseis, aliado à facilidade de implementação favorecida pelos avanços tecnológicos do Gás Natural Liquefeito (GNL). Atualmente, o gás natural representa 25% do consumo primário de energia em nível mundial e responde por uma parcela de 23% da geração de energia elétrica, sendo este o principal uso final do combustível, representando cerca de 40% da demanda mundial de gás natural. No entanto, no cenário atual, onde planos internacionais, como o US Infrastructure Bill e EU ‘fit for 55” Legislative Package, apresentam diretrizes claras para cenários de baixo carbono, e fortalecem a expansão de alternativas renováveis, discute-se o papel do gás natural enquanto combustível de transição.   OS DESAFIOS DA DESCARBONIZAÇÃO DA MATRIZ ELÉTRICA MUNDIAL Apesar do predomínio das fontes fósseis no setor elétrico mundial, o avanço da adoção de fontes renováveis ao longo dos últimos anos é extremamente relevante e deu-se principalmente em função do desenvolvimento tecnológico que resultou no aumento da sua competitividade em relação aos combustíveis fósseis, em especial para as fontes solar e eólica. Políticas governamentais de incentivo adotadas em diversos países do mundo também vêm contribuindo para a expansão das renováveis nas matrizes elétricas dos países. Por outro lado, dentre os principais desafios, destaca-se os relacionados à intermitência da maioria dessas fontes, dada a dependência de condições climáticas favoráveis à geração (irradiação, regime de ventos e índice pluviométrico, por ex.), o que pode comprometer a segurança de suprimento. Adicionalmente, questões ambientais relacionadas a produção e disposição final de painéis solares e turbinas eólicas ainda precisam ser superadas. Assim, o desafio pousa em como atender à crescente demanda de energia, acelerando a aposentadoria e/ou reduzindo os impactos relacionados aos combustíveis fósseis, enquanto se acelera o a participação das fontes renováveis na matriz mundial. Com o avanço da utilização do gás natural no setor, enquanto combustível da transição, discute-se atualmente o potencial de aplicação de novas tecnologias, como captura e sequestro de carbono e gás natural de baixo carbono, e mecanismos de compensação de carbono. Seriam essas soluções capazes de endereçar os desafios ora postos e conferir sobrevida a utilização das fontes fósseis, garantindo a tão necessária segurança energética em um cenário de combate às mudanças climáticas? Por exemplo, adicionar o processo de captura e sequestro de carbono pós-combustão tem o potencial de reduzir o fator de emissão do gás natural em cerca de 90%, mas não impedem sua emissão em primeira instância.   CONCLUSÃO O setor elétrico é o mais intensivo no uso de combustíveis fósseis e, consequentemente, o maior emissor de Gases do Efeito Estufa mundialmente. Em um cenário de combate às mudanças climáticas, torna-se premente a descarbonização dessa matriz. De fato, ao longo dos últimos anos, observou-se a expansão da utilização do gás natural (alternativa menos emissora dentre as fósseis), sendo este setor o maior demandante deste energético, representando um mercado promissor, graças especialmente aos avanços tecnológicos do GNL. Em paralelo, pressões pela descarbonização na geração elétrica, associadas ao aumento da competitividade e incentivos governamentais, vêm aumentando a participação das fontes renováveis. No entanto, dada a intermitência característica das principais alternativas não-fósseis disponíveis (solar, eólia e hidráulica) e a necessidade de conferir segurança energética aos países do globo, urge a necessidade de desenvolvimento e aplicação de tecnologias capazes descarbonizar o gás natural, além de investimentos no aumento da eficiência do setor, favorecendo, assim, sua consolidação e expansão no mercado enquanto combustível da transição.    

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Black Friday 2021: Estratégias para vencer a crise econômica

Mesmo com um cenário de alta inflação, juros, desemprego e redução da renda per capita, devemos ter mais uma Black Friday com crescimento expressivo, devido ao aumento da digitalização do brasileiro, demanda de consumo reprimida e a batalha dos varejistas com diferentes apostas como descontos agressivos, antecipação de promoções, meios de pagamento mais convenientes para o Consumidor e entrega rápida.

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SEOL | Security Eye on Logging

Conheça o projeto de cibersegurança realizado pela BIP para construção de um programa de coleta de logs de diferentes origens em uma grande empresa de Telecomunicações.

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O esforço para transição energética foi subestimado?

Nas últimas semanas, o mercado acionário presenciou o crescimento do preço de várias fontes energéticas, como petróleo, gás natural e carvão que atingiram seus valores mais altos desde o início da pandemia. Esses eventos materializaram o agravamento da crise energética global, com efeito direto nas principais economias do mundo, em especial na Europa e na China. Embora fatores como a retomada da demanda global, em resposta à vacinação contra a Covid-19, e os choques de oferta tivessem sido determinantes na elevação expressiva destes preços, outros fatores contribuíram para elevar o risco de abastecimento energético, principalmente nas duas regiões. A crise energética na Europa e na China são apenas dois exemplos de como, em períodos de fortes desestabilizações no mercado de energia, as grandes potências podem impactar a indústria global e exigir uma reavaliação das estratégias energéticas e econômicas de várias regiões.   Crise energética na Europa No final do primeiro semestre de 2021, o consumo de gás natural liquefeito (GNL) cresceu 16% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 30% desse aumento veio da Alemanha e 25% do Noroeste europeu. Por um lado, a demanda, que tem sido impulsionada pelo aumento da vacinação contra a Covid-19, deve aumentar ainda mais com a chegada do inverno no hemisfério norte. Por outro lado, a capacidade da oferta não tem sido suficiente para atender à essa demanda crescente, gerando diversos choques de oferta. Entre esses choques, um dos mais importantes trata do atraso do fornecimento do gás russo para a Europa. A fim de pressionar o uso do recém-construído Nord Stream 2, os especialistas acreditam que o governo russo tem se aproveitado das dificuldades de abastecimento para postergar as vendas de gás para a Europa Ocidental. Não custa lembrar que o gás russo representa quase 40% de toda a importação feita por gasodutos pela Europa. Um outro choque de oferta está relacionado à estratégia europeia de tornar sua matriz energética cada vez mais limpa, reduzindo o uso de energias fósseis. Uma das formas de atingir esse objetivo é por meio do aumento dos preços do carbono na Europa. Esse mecanismo tem encarecido o valor da energia fóssil em vários países e, em alguns deles, tornando o preço de aquisição proibitivo. “O Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia, que é o maior programa de comércio de carbono do mundo, cobra aos emissores por cada tonelada métrica de dióxido de carbono que emitem. Os preços recorde do carbono tornaram as fontes de produção de energia altamente poluentes ainda menos atrativas porque o carvão, por exemplo, emite mais dióxido de carbono quando é queimado”, relatou o jornalista da CNBC, Sam Meredith. Ainda em algumas localidades na Europa, como no Reino Unido, a falta de vento tem reduzido significativamente a produção de energia eólica, ironicamente contribuindo para uma tempestade perfeita, em termos de choque de oferta.   Crise energética na China Na China, as importações de GNL cresceram 27% entre o primeiro trimestre de 2020 e o mesmo período de 2021, o que sinaliza uma rápida recuperação do consumo. Isso ocorre ao mesmo tempo em que há grandes pressões para reduzir a intensidade energética do país. Ou seja, há uma busca do governo chinês para que essa demanda incremental seja atendida por outras fontes que não o carvão. Como noticiou o jornal Valor Econômico, a partir de uma publicação Nikkei Asia, o presidente do país asiático “prometeu que as emissões de carbono da China atingirão o pico antes de 2030 e que o país alcançará a neutralidade de carbono em 2060. Isso implica em uma grande mudança em um país onde mais da metade de toda a energia é gerada a partir do carvão — e as autoridades estão levando as metas ambientais a sério. Em agosto, o principal órgão de planejamento econômico da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês), questionou as províncias — entre elas Jiangsu, Guangdong e Hubei, importantes centros industriais — por não cumprirem as metas de intensidade energética para o primeiro semestre de 2021. Posteriormente, as autoridades locais enviaram avisos às empresas exigindo que cortassem o consumo de energia”. O crescimento das restrições para o acesso do carvão associado ao aumento do preço da matéria-prima tem gerado escassez no abastecimento energético local. Isso porque, como o preço vendido na China é regulado, os produtores de energia não conseguem repassar integralmente o encarecimento da matéria-prima para os consumidores. Por isso, há um forte desincentivo a produção de energia por muitas usinas no país. “Como os preços da energia são regulados, as usinas perderiam mais de 0,15 yuans por quilowatt-hora de energia gerada com os preços atuais dos combustíveis”, diz a mesma matéria do Valor. No entanto, a situação da China pode ser considerada menos dramática porque o país tem contratos de fornecimento de GNL de diferentes países, como Austrália e Qatar, conta com as exportações do gás russo e possui amplas reservas de carvão. Adicionalmente, a China tem uma forte coordenação da indústria de energia por meio de suas estatais, o que facilita o encaminhamento de soluções, junto com a iniciativa privada, para o aumento da oferta de energia. Apesar disso, até o presente momento, o governo chinês têm optado por reduzir a produção de parte da sua indústria – aquela considerada mais poluidora – visando, ao mesmo tempo, elevar a eficiência energética e diminuir uso de fontes fósseis.   Crise energética no Brasil Essa estratégia do governo chinês deve impactar inúmeras cadeias produtivas globais. No caso do Brasil, a queda da produção industrial chinesa deve diminuir as exportações de commodities. “(…) menos crescimento da China (…) pode significar queda tanto nos volumes comprados por ela, quanto no preço dos produtos que ela compra – notoriamente as commodities, que são produtos básicos negociados em bolsas internacionais como minério de ferro, petróleo e grãos. Como o Brasil é um dos principais exportadores de muitas delas, e a China sua principal compradora, principalmente no minério de ferro, a economia brasileira também pode acabar perdendo nesta frente

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A jornada de implementação da regulamentação do Open Banking no Brasil

De acordo com muitos insiders, o Brasil é a nova grande fronteira do Open Banking globalmente. Depois de criar uma ambiciosa estratégia normativa, os reguladores brasileiros estão estimulando a transformação do cenário bancário do país, tentando incentivar a inovação, promover a competição, aumentar a eficiência do sistema financeiro nacional e do sistema de pagamentos brasileiro e promover a cidadania financeira.

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Por que e como investir em Inovação Aberta

O conceito de inovação aberta ou open innovation foi desenvolvido em 2003 por Henry Chesbrough e refere-se a um modelo no qual a empresa está disposta a cocriar com terceiros, desde startups, universidades, clientes e até fornecedores e concorrentes, ativando todo o ecossistema para encontrar soluções inovadoras para seus desafios de negócio. Projetos de inovação aberta dizem respeito tanto à empresa captar ideias e tecnologias externas para o progresso de seus processos internos, quanto à empresa prover o mercado com soluções criadas internamente e pouco utilizadas, mas que se integram ao processo de inovação de parceiros. Nesse último caso, algumas vezes são criadas empresas para monetizar as soluções inovadoras, as chamadas spin-offs.

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Breve panorama das empresas petrolíferas na transição energética, no Brasil e no mundo

Nos últimos anos, as empresas de petróleo têm sido confrontadas com a necessidade de adaptação às mudanças na matriz energética global que, gradativamente, está reduzindo o peso das energias fósseis e convergindo para aquelas mais limpas e renováveis. Isso, por sua vez, não significa que todas as corporações estão adotando estratégias de negócio em direção às energias limpas. Embora todas elas estejam buscando reduzir sua pegada de carbono, a forma como isso tem sido feito varia consideravelmente entre cada uma das petrolíferas. E, mais importante: o petróleo e gás natural continuam como seu core business e tudo indica que continuarão assim, ao menos nos próximos anos.   Estratégias de Entrada De forma geral, pode-se observar a existência de três principais estratégias para a entrada no segmento de renováveis: Agressiva: constitui numa entrada acelerada e diversificada no segmento de energias renováveis e descarbonização, em termos de expansão do investimento e da inclusão de novos ativos. A expectativa é que, na próxima década, o negócio de energia renovável aumente sua participação na cadeia de valor destas empresas. As principais petrolíferas que estão nesse grupo são as europeias, principalmente a francesa TotalEnergies e a norueguesa Equinor. Equilibrada: constituída por um crescimento dos negócios em renováveis e descarbonização, mas em um ritmo não tão superior ao das atividades de petróleo e gás natural. Nesse caso, é possível que os ativos em energia renovável ganhem espaço na cadeia de valor dessas empresas, mas de forma relativamente mais lenta que no primeiro grupo. A prioridade dessas empresas é de ampliar sua geração de energia em várias frentes, incluindo petróleo e gás natural. As empresas chinesas são bons exemplos neste grupo. Conservadora: concentra-se nos investimentos em ativos de descarbonização. Nessa estratégia, como o objetivo é continuar seu foco nas atividades de petróleo e gás natural, a atuação das empresas está direcionada para a redução de sua pegada de carbono. Ou seja, a prioridade é tornar o processo de produção de petróleo, gás natural e seus derivados “mais limpos”. As petrolíferas americanas vêm seguindo essa estratégia. Cabe ressaltar que, a despeito de existir uma diferença considerável na forma de realizar sua “transição energética”, todas as empresas têm se apoiado em parcerias e entrado de forma cautelosa nos segmentos de renováveis. Como mostra um estudo coordenado por Ensieh Shojaeddini, da US Environmental Protection Agency, a inserção das petrolíferas na indústria de energia renovável ocorre de forma relativamente passiva por meio de “acquisitions and minority investments; venture capital investments; direct ownership of renewable generation assets; and research and development (R&D)”. Um outro estudo, de Zhong e Bazilian (2018), reforça essa percepção ao mostrar que o caminho de atuação das petrolíferas globais em renováveis está concentrado em: Disseminar a expertise operacional do setor de exploração e produção offshore e de refino, respectivamente, para o segmento de eólica e de biorrefinarias; Prover financiamento (venture capital) para startups com alta intensidade tecnológica em renováveis; Construção de negócios integrados com o setor de renováveis, principalmente nas operações de exploração e produção. Apesar disso, de maneira geral, as empresas europeias têm sido mais agressivas na atuação da indústria de renováveis, em relação às IOCs americanas e as NOCs chinesas. Nesses dois últimos grupos de empresas, principalmente em razão dos interesses e potencialidades dos seus países, os investimentos no segmento de renováveis são inexpressivos, embora no caso chinês haja uma sinalização de mudança desse quadro no médio prazo, diferentemente do caso americano. Gráfico – Investimento das majors em energia de baixo carbono (2010-2018). Em proporção do Capex total Font: Shojaeddini et al. (2019)   Atuação das Grandes Petrolíferas Mais importante do que o desempenho recente, é a ambição de cada uma dessas empresas no médio prazo e longo prazo. A Equinor, por exemplo, adota uma postura mais agressiva no segmento de energia limpa desde o seu Plano de Negócios de 2008.Com metas audaciosas de elevar significativamente seu Capex em energia limpa e/ou liderar globalmente, alguns elos da cadeia de renováveis, a empresa atualmente possui uma maciça participação no mercado de energia eólica offshore europeu e avança com projetos fotovoltaicos na América do Sul, como o parque fotovoltaico em Apodi, no Brasil, com capacidade de 162 megawatts. Da mesma forma, a Total vem acelerando as parcerias em diferentes áreas, e ampliando sua atuação para vários lugares do mundo, incluindo o Brasil. O recém reposicionamento da marca para TotalEnergies aponta para a estratégia de disputar os mercados de eletricidade, hidrogênio, biomassa, solar e eólica, mantendo ainda investimentos em óleo e gás em seu portfólio de projetos. O mesmo ocorre com outras empresas europeias, principalmente a BP, que tem uma antiga relação com a produção de energia solar. Após sinalizar uma saída do negócio solar em 2011, a BP realizou uma mudança de visão do negócio para reingressar nesse mercado. Seguindo o caminho das petrolíferas globais, apostando em negócios integrados e estabelecendo parcerias com startups, ela ampliou a participação no mercado de energia eólica, nos Estados Unidos e em etanol no Brasil. Desta forma, a companhia sinalizou para o mercado a importância de continuar encontrando novos modelos para atuar, cada vez mais, no ramo de energias renováveis. Em contrapartida, o desempenho das petrolíferas americanas tem sido muito mais tímido do que de seus pares europeus. De 2010 a 2018, a Chevron e a Exxon investiram, cada uma, somente 0,2% do seu Capex em renováveis, enquanto as europeias TotalEnergies e Equinor aplicaram 4,3% e 1,8%, respectivamente. Contudo, recentes movimentos de acionistas, tanto da Exxon quanto da Chevron, podem pressionar ações mais favoráveis à agenda climática, apesar de ainda não se esperar dessas empresas uma diversificação significativa de seus portfólios.   Atuação no Brasil Ao mesmo tempo que as petrolíferas europeias demonstram interesse nos ativos de energia renovável, o Brasil se estabelece como um dos mercados com maior potencial nessa frente. Além da nossa imensa fronteira agrícola, que nos fornece grande vantagem competitiva para a produção de biocombustíveis, o Brasil conta com um potencial imenso para a geração solar e eólica, inclusive offshore. Nesse último caso, há ainda a existência

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Data mesh – a experiência na base da valorização dos dados

O data lake sempre foi considerado um dos pilares fundamentais na base das organizações orientadas a dados, uma filosofia de negócios pela qual todas as empresas modernas se empenharam na última década. Em essência, um data lake é uma grande base de informações no qual os dados corporativos podem ser transferidos, no estado em que se encontram, sem transformações, para tornar os dados acessíveis para todas as funções; em outras palavras, uma democratização do acesso aos dados. Nesse tipo de projeto, os dados recebem um valor intrínseco, quase natural.  Através de novas tecnologias, que vão da engenharia à ciência de dados, qualquer pessoa pode acessá-los e extrair insights, sem a necessidade de ter muita experiência sobre o contexto do qual os dados derivam. Trabalhando ao longo dos anos em muitos projetos relacionados, no entanto, descobrimos que o modelo sofre de algumas complicações subjacentes. Este impulso de extrair os dados brutos do domínio de origem e processá-los em plataformas centralizadas gerou dois problemas que são familiares para quem possui experiência neste campo: A dificuldade inerente em pesquisar e interpretar os dados para aqueles que ignoram sua origem e a baixa qualidade crônica dos dados decorrente do fato de que quem extrai os dados de seu domínio de origem geralmente não é responsável por sua utilização. Para resolver esses problemas, as empresas estão se organizando cada vez mais com estruturas de governança de dados complexas, que definem responsabilidades, processos e funções para garantir a clareza dos dados e preservar sua qualidade. No entanto, a solução para esses problemas não pode ser apenas organizacional. As empresas também precisam de ajuda técnica para simplificar a estrutura do modelo. Sobre esse assunto, a visão da autora, Zhamak Dehghani, em seu artigo “How to Move Beyond a Monolithic Data Lake to a Distributed Data Mesh”[1]  é muito interessante. Nele, ela propõe uma nova forma de gerenciar os dados da empresa ao questionar a análise dos dados na própria origem, domínio no qual os dados nascem. De acordo com esta abordagem, são os próprios especialistas do domínio de origem, os responsáveis pela referida interpretação e qualidade dos dados. Por exemplo, a responsabilidade pelos dados do cliente estariam sob a área de CRM, a responsabilidade pelos dados do orçamento sob a área de gestão, pelos dados de vendas online sob a área do e-commerce, entre outros. É fácil entender como neste novo contexto os problemas relacionados à interpretação e à qualidade dos dados diminuiriam substancialmente, dada a experiência abundante no domínio da origem dos dados. O principal aspecto da intuição a respeito do data mesh, entretanto, está na solução proposta para evitar uma recaída no velho mundo dos silos de informação, no qual os dados eram mascarados e perdidos nas diversas áreas de origem. Nos domínios do data mesh, são atribuídas as responsabilidades de criar produtos de dados que são ferramentas de software para visualização e interpretação de dados a serem publicados em toda a empresa. Estes produtos são disponibilizados internamente na empresa e podem ser remunerados, ou seja, podem ter um orçamento para seu crescimento, dependendo do quanto são efetivamente utilizados ou subscritos por outros utilizadores. Cria-se um mercado livre – e este é o desafio das ferramentas de suporte ao data mesh – no qual todos os usuários possam encontrar e consumir todos os produtos de dados corporativos, também se cria um impulso benéfico para divulgação e compartilhamento de dados dada pela competição natural pelo orçamento entre os domínios. Os dados reportados desse modo são da responsabilidade da área origem, porém em um mercado no qual os responsáveis pela informação são motivados a expor esses dados e torná-los compreensíveis e de qualidade. Isso coloca essa experiência de domínio da informação como base da valorização dos dados.   Como o data mesh é composto O data mesh baseia seus fundamentos teóricos no modelo arquitetônico de Projeto Dirigido por Domínio (DDD – Domain-Driven Design), segundo o qual o desenvolvimento do software deve estar intimamente ligado aos domínios de negócios de uma organização. No DDD, cada área organizacional pode ser representada por um modelo de domínio, que é uma combinação de dados, comportamentos característicos e de lógica de negócio que orientam o desenvolvimento do software de domínio. O principal objetivo do DDD é criar um software pragmático, consistente e escalável, dividindo a arquitetura em serviços dentro de domínios individuais e focando em sua reutilização na composição dos diferentes produtos de software de suporte para a empresa. A primeira implementação de DDD em software corporativo foi a revisão de aplicações monolíticas para arquiteturas baseadas em micro-serviços: Cada micro-serviço é circunscrito em um domínio e é responsável por satisfazer os requisitos de uma funcionalidade específica, fornecendo uma função de aplicação para todos os produtos que o solicitam. O data mesh aplica o DDD às arquiteturas no domínio de dados. Os produtos de dados, como são chamados, permitem acesso aos dados do domínio por meio de funções elementares que expõem interfaces precisas e disponibilizam dados brutos, pré-processados ou processados. Assim como micro-serviços são componentes de software que expõem funcionalidades elementares da aplicação, os produtos de dados são componentes de software que expõem dados elementares e funcionalidades analíticas dentro do domínio. Os produtos de dados têm o objetivo de dividir as funções analíticas do domínio em produtos elementares e reutilizáveis, tal como os micro-serviços subdividem as funções da aplicação. Tal como acontece com os micro-serviços, também no data mesh o novo modelo desagregado precisa de uma série de regras e de ferramentas para manter uma boa governança do todo. Em primeiro lugar, os produtos de dados devem respeitar algumas características, que são funcionais para criar o livre mercado citado anteriormente. Independentemente de como a interface específica de acesso a dados é criada – é possível dar acesso por meio de uma API, por meio de uma exibição em um banco de dados ou de um sistema de virtualização – ou como o tipo de dados que é disponibilizado, os produtos de dados devem respeitar regras identificadas na sigla DATSIS, de acordo com

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O Banco Central do Brasil conduz estudos e divulga diretrizes para emissão da CBCD brasileira

De forma simples, uma moeda digital do banco central (CBDC) é um dinheiro emitido e mantido em forma digital; semelhante a emissão do papel moeda. Os bancos centrais de diferentes países conduzem estudos para explorar como o CBDC poderia ajudá-los a alcançar seus objetivos de bem público, como salvaguardar a confiança do público no dinheiro, manter a estabilidade de preços e garantir sistemas de pagamento e infraestrutura seguros e resilientes.

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