Categoria: Bip na Mídia

Fundos se aliam a grandes empresas contra desmatamento

Investidores brasileiros ficam mais seletivos para alocar recursos e sustentabilidade vira critério vital na escolha Fernanda Nunes RIO DE JANEIRO – Antes mesmo de a pandemia de covid-19 paralisar a economia mundial, o mercado financeiro sinalizou para transformações na alocação de capital em direção a empresas adaptadas às premissas ambientais, sociais e de governança (ESG, em inglês). O marco partiu de Larry Fink, presidente da gestora global Black Rock, que, ainda em janeiro, anunciou penalidades às companhias das quais participa, caso não se adaptassem às boas práticas. No Brasil, fundos de investimento, ainda que de pequeno e médio portes, têm se aliado a grandes empresas para pressionar os três poderes contra o desmatamento da Amazônia. A percepção de especialistas é que eles terão papel fundamental no cumprimento das metas do Acordo de Paris e na aceleração da transição energética. Práticas socioambientais e de governança têm se tornado, na verdade, um diferencial entre as corporações e também um bom negócio. Em todo mundo, existe um potencial de investimento em sustentabilidade de US$ 20 trilhões, segundo Flávio Menezes, especialista pela consultoria Bip, que utilizou dados do Bank of America. Ele argumenta que, no Brasil, as 30 empresas inseridas no Índice de Sustentabilidade Empresarial B3 (ISE B3) apresentam performance alinhada à da Bovespa, mas suas ações são menos voláteis. “Empresas que não necessariamente aderem aos conceitos ESG, mas são boas pagadoras de dividendos e possuem liquidez no mercado, vão continuar a fazer parte das carteiras dos fundos nos próximos cinco anos. A partir daí, empresas de fato atrativas para os fundos terão que apresentar critérios de sustentabilidade”, diz. Para alguns investidores, porém, a mudança rumo às boas práticas começou há décadas, ainda que, nos últimos anos, tenham passado a ser mais exigentes. Fábio Alperowitch conta que fundou a Fama Investimentos nos anos 1990 já sob premissas socioambientais, mas que ele próprio e sua empresa foram se adaptando ao longo do tempo, à medida que o conceito de sustentabilidade foi se tornando mais criterioso. Neste período de covid-19, ele ainda agregou variáveis ainda mais rígidas às suas escolhas de investimento, como as práticas trabalhistas na crise: “Tem umas 40 empresas nas quais a gente não investe de maneira nenhuma. Essa lista tem aumentado, infelizmente. Tem uma companhia que, no auge da covid-19, seu controlador deu uma entrevista dizendo estar mais preocupado com a morte de CNPJs do que com a morte de CPFs. Não consigo investir numa empresa cujo controlador pensa dessa maneira.” Em sua carteira de investimento, Alperowitch acumula R$ 2,6 bilhões. Ele diz que cada segmento econômico possui desafios próprios de sustentabilidade. Cita, por exemplo, o setor têxtil, cujo critério de avaliação são a qualidade do trabalho e a diversidade de raça e gênero. “Eu jamais investiria na Petrobrás ou na Vale. Combustíveis fósseis são a pior coisa que existe para o meio ambiente. A Petrobrás emite toneladas de CO2 por ano”, diz. Movimento Apesar da crítica a grandes grupos, ele se aliou a um movimento empresarial que tem percorrido Brasília em defesa da Amazônia, da implementação do Código Florestal e da regularização fundiária. São 72 signatários, dos quais 62 são companhias de grandes porte, cinco são fundos de investimento e cinco são associações setoriais. O grupo já esteve com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e, nesta semana, estará com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e com governadores da Amazônia. À frente do movimento, a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Marina Grossi, contou que os fundos foram os últimos a aderir e, em sua opinião, essa adesão é fundamental para o processo de adequação do capital. Além do Fama, o movimento incorporou o Mauá Capital, JGP, Fram Capital e SulAmérica Investimentos. Na Mauá Capital, um dos focos é a cadeia de suprimentos. O fundo oferece crédito para que fornecedores de grandes companhias se adaptem aos critérios ESG e não coloquem em risco a imagem das suas contratantes. Carolina da Costa, que está à frente da área de novos negócios, ESG e impacto na Mauá, diz que essa não é uma agenda nova no Brasil. Acrescenta, no entanto, que o movimento empresarial ao qual os fundos de investimento aderiram tem a particularidade de buscar a aliança das agendas pública e política. “É um realinhamento de propósito para que o capital esteja a serviço da sustentabilidade”, afirma.   Para acessar a matéria completa, clique em: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,fundos-se-aliam-a-grandes-empresas-contra-desmatamento,70003393754  

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(Re)planejamento empresarial: como fazer em tempos de Covid-19!

04 de agosto de 2020 – Future Print Diariamente, diversas empresas são abertas ou fecham suas portas. Hoje, com a grande concorrência e a comoditização de tecnologias e produtos, o empreendimento que não consegue desenvolver diferenciais sólidos encontra dificuldades para obter sucesso. E esse sucesso passa pelas pessoas. Afinal, as empresas são formadas por pessoas e para as pessoas. Lidar com a crise desencadeada pelo novo coronavírus e suas consequências pode ser o imperativo de nossos tempos. De fato, a consultoria McKinsey prevê que isso promoverá a reestruturação iminente da ordem econômica global. O ano de 2020 chegou trazendo transformações severas e disruptivas para a sociedade na convivência, na economia, no ambiente corporativo e em todos os tipos de relações. Com isso, é preciso se reinventar e se adaptar ao momento. Então, chegou a hora de replanejar para que sua empresa supere a crise e as mudanças desencadeadas pela COVID-19. Home office, revezamento de funcionários, quarentena, empresas fechadas, redução no fluxo de caixa, mudanças no comportamento… São diversas as transformações que aconteceram da noite para o dia, e que impactaram negócios em todo o mundo. Com tantas mudanças tão significativas e de tão grande escala, fica praticamente impossível seguir o que foi planejado para as empresas antes de tudo isso acontecer. Por esse motivo, criamos este material com dicas para que você compreenda melhor esse cenário. Confira as perspectivas, repense o planejamento do seu negócio, fazendo as adaptações necessárias e se reinventando para atingir objetivos já traçados ou, ainda, para alcançar novas oportunidades que foram percebidas em meio à pandemia. COMO DEVE SER O NOVO NORMAL PARA AS EMPRESAS? Você já deve ter ouvido essa expressão “novo normal”, certo? Ela vem sendo utilizada para caracterizar o conjunto drástico de mudanças desencadeadas pela pandemia de COVID-19. E, nesse conjunto, há alterações que devem ser vistas em dois momentos: o mais imediato, antes da descoberta de uma vacina/medicamento ou de outra solução mais ampla para o problema, e o posterior, que deve ser caracterizado pela continuidade em alguns comportamentos – como maior aderência ao modelo de trabalho home office e uma preocupação mais consistente com a sanitização. Em consonância, Gerson Tavares, consultor em administração de empresas e empreendedorismo, ressalta que “nossa era deverá ser dividida entre o período anterior à pandemia e o novo normal, que deverá acelerar toda a transformação digital e uma grande reestruturação da ordem econômica e social, levando pessoas e empresas a terem de se adaptar de diversas maneiras. Uma crise que seria inicialmente de saúde se transformou em uma crise financeira e, com isso, estamos vendo diversas movimentações e mudanças nos arranjos sociais e empresariais”. Desse modo, é importante que os empresários mantenham um olhar firme e atento no aqui e agora, já que tudo está ocorrendo de forma tão rápida e dinâmica, mas também buscando seu replanejamento para lidar com o novo normal que teremos à frente. Cliente deverá se tornar ainda mais criterioso “No novo normal, o cliente deverá se mostrar ainda mais criterioso e atento. Ele deverá pesquisar mais, não apenas sobre os produtos e serviços, mas também sobre os valores e a forma com que as empresas conduzem seus negócios”, pondera Tavares Acredita-se que, daqui para a frente, se buscará por opções que, de fato, agreguem valor e que consigam entregar uma experiência valiosa e alinhada aos propósitos do cliente. Mudanças nos hábitos de consumo Flavio Menezes, líder no Brasil da consultoria internacional Bip, destaca que “a crise atual, causada pela rápida disseminação do novo coronavírus pelo mundo, tem se mostrado bastante desafiadora para grande parte das empresas. No Brasil, a situação ainda combina a crise humanitária com uma crise econômica e política, o que torna o cenário ainda mais desafiador. Nesse momento, sabemos que o comportamento do cidadão não voltará à situação anterior à crise”. Assim, no novo normal, as preferências, os critérios e as formas de consumo devem sofrer alterações. Na China, por exemplo, há indicadores de que 80% das pessoas mudaram seus hábitos de consumo e compras em função da pandemia. Estudos da Nielsen apontam que isso deve ocorrer em duas frentes: uma formada por quem conseguiu passar pela pandemia sem impactos financeiros mais substanciais e que conseguirá manter ou, mesmo, elevar certos padrões de consumo. A outra representada por quem teve queda ou perda de renda e precisou restringir suas opções de consumo. Essa polarização apresenta desafios, porém, também oportunidades que as empresas poderão aproveitar se replanejando e ajustando seu portfólio de produtos e serviços. A força do e-commerce deverá permanecer Conforme dados da consultoria McKinsey, em torno de 40% dos consumidores no Brasil planejam fazer mais compras online – inclusive no período pós-pandemia. As compras virtuais, com a pandemia, passaram a fazer parte do hábito de um grande número de pessoas. E a praticidade, conveniência e as facilidades desse canal deverão se manter na pauta pós-pandemia, demandando reestruturações nos canais de venda e de atendimento das empresas. Otimismo do consumidor, porém com desafios econômicos Apesar de todos os desafios, de modo geral, o consumidor mantém certo grau de otimismo para o futuro. Uma pesquisa do Observatório Febraban detectou uma taxa de otimismo significativa na população bancarizada consultada sobre a recuperação financeira pessoal e familiar – 49% acredita que o status de sua situação financeira voltará ao que era antes da pandemia em até um ano, e 21% crê que isso deverá ocorrer em até seis meses. Apesar desse nível de confiança, os empresários devem estar preparados, também, para desafios financeiros. O Banco Mundial prevê que a economia global encolherá 5,2% em 2020, sendo esse seu pior desempenho desde 1946. C Cuidados maiores com higiene e sanitização A pandemia desencadeou uma maior conscientização sobre a importância de adotar cuidados e hábitos consistentes de higiene e sanitização. E, em alguma medida, isso deverá permanecer mesmo após a crise de COVID-19. E isso deverá estimular mudanças desde a linha de produção até a entrega do produto ao cliente. Serviços com negociações e solicitações via internet, com entrega sem contato, entre

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Pós-pandemia: veja os setores da economia que serão mais e menos impactados pela crise

02 de agosto de 2020 – Extra Com o relaxamento do isolamento social, comerciantes e prestadores de serviço retornaram às atividades. No entanto, em muitos setores, os negócios vão demorar a voltar ao patamar anterior à crise. De acordo com um estudo da consultoria Bip, feito por meio do cruzamento de informações de consumo e dados financeiros divulgados por cerca de 300 empresas, os setores de varejo de bens não essenciais; de combustíveis; de esportes; de entretenimento offline, como shows e eventos; e de aviação, turismo e hotelaria vão precisar praticamente reiniciar seus negócios, em um curva de retomada muito lenta. Flávio Menezes, líder da Bip Brasil, acredita que a retomada do crescimento em níveis parecidos aos do pré-pandemia só acontecerá em 2022. Para tentar reduzir os prejuízos, ele acredita que as empresas têm dois caminhos: — Com essa abundância de dados que existe hoje, é possível investir em serviços personalizados e com maior qualidade. A outra medida é enxugar o orçamento, reduzindo gastos com a adoção do home office e com a digitalização de processos. Os setores de bens de consumo duráveis, de moda e beleza e as exportações do agronegócio — impactadas por restrições nas fronteiras durante a pandemia — também vão demorar para se recuperar. Já os negócios pautados em plataformas digitais — como o varejo alimentar, as farmácias online, a telemedicina, a educação digital e o entretenimento em streaming — continuarão crescendo de forma sustentável no pós-crise. O setor de telecomunicações, por sua vez, que teve um impacto positivo no início da quarentena, com a migração do consumo do corporativo para o residencial, deve retomar a posição anterior à crise. Digitalização inevitável As empresas que já trabalhavam com tecnologia para vender seus produtos e serviços conseguiram ter menos impactos em seus negócios. Para o gerente de Conhecimento e Competitividade do Sebrae Rio, Cezar Kirszenblatt, os pequenos empreendedores que não enxergavam essa necessidade agora percebem a importância da digitalização: — Quem já tinha e-commerce conseguiu sobreviver. Assim como os serviços de alimentação, que adaptaram sua dinâmica de trabalho utilizando meios digitais. Após perder 50% das clientes, a Up Estética resolveu investir em um outro segmento e começou a vender cursos online para esteticistas. — Para o consumidor final, a estética deixou de ser prioridade. Então, passamos a oferecer especializações a profissionais que estavam com tempo livre, sem trabalhar — disse o dono da empresa, Rodrigo Moraes. Segundo ele, as aulas online começaram a ser gravadas em janeiro, e o lançamento estava previsto para 2021. No entanto, com a pandemia, foi necessário acelerar o processo: — Já temos sete cursos, e o objetivo é encerrar o ano oferecendo 22. Como atrativo, oferecemos parcelamento em 12 vezes sem juros e tivemos uma adesão foi muito boa. A Estácio, por sua vez, que já oferecia cursos a distância com vídeos gravados, usou a expertise para disponibilizar aulas online e ao vivo aos alunos presenciais ainda na primeira semana da quarentena, evitando assim muitos trancamentos de matrícula. Atualmente, a faculdade administra cerca de cinco mil aulas por dia, ministradas para mais de 300 mil alunos. Adriano Pistore, vice-presidente de operações presenciais da Estácio, revela que, com a pandemia,a instituição antecipou investimentos em tecnologia e planos que estavam em desenvolvimento. Dessa forma, quando as aulas presenciais retornarem, todos os campi terão adaptações digitais. — A palavra agora é somar, no sentido de pensar como é possível entregar mais digital em uma atividade de campo. Para isso, a Estácio já está revendo o desenho de sala de aula, a oferta de rede de wi-fi gratuito nas unidades, desenvolvendo novos aplicativos de aprendizagem para os alunos e novos ambientes virtuais — contou Pistore. Grande impacto no segmento de serviços O setor de serviços é um dos mais afetados, porque a pandemia provocou queda no orçamento familiar, fazendo com que consumissem menos supérfluos. — Traçar um cenário de recuperação para esse setor é complicado, porque as famílias que têm em sua composição trabalhadores informais sofreram as maiores quedas, e ainda estamos no meio da crise. Essas pessoas ficam desconfiadas em termos de consumo, e o setor de serviços depende dessa vontade — afirmou Mayara Santiago, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com pesquisa do Sebrae, os setores mais afetados foram o turismo e toda a sua cadeia produtiva, com queda no faturamento de 76%; a economia criativa, que engloba eventos, shows, feiras, cinema, com redução de 70%; e o ramo das academias, que perdeu 77% do seu faturamento. A empresa Viva Eventos precisou adiar todas as festas de casamento e de formatura programadas. A postergação de pagamentos de eventos remarcados e o não fechamento de novos contratos logo refletiram no caixa. A tramitação da Medida Provisória (MP) 948, que desobriga o reembolso de valores pagos pelo consumidor desde que o prestador cumpra o combinado em uma nova data, é vista como um alívio pelo diretor Renato Menezes. — O mercado de eventos foi um dos mais afetados, junto com o de turismo. Foi um dos primeiros a parar e será um dos últimos a voltar totalmente à normalidade. É um mercado com mais de R$ 220 bilhões movimentados na economia, muito importante para o país. Essa MP ajudou a evitar o cancelamento de eventos, deu segurança para que as empresas continuassem em operação até o fim da pandemia — opinou. Embora tenha realizado a convenção nacional, principal evento da rede, de modo 100% online, a empresa não fez nenhuma adaptação em seu modelo de negócios, pretendendo voltar a realizar as festas de formatura em formato presencial, assim que possível. — Os eventos presenciais serão retomados assim que tivermos segurança para tal, sem colocar nenhuma vida em risco. Há muitas vacinas em testes, com estudos indicando a possibilidade de termos um imunizante já em novembro. No começo, teremos uma retomada mais lenta, mas estamos confiantes que retomaremos ainda mais fortes. Isso porque eventos geram experiências, e as pessoas estão sedentas por isso — concluiu Menezes. Link: https://extra.globo.com/noticias/economia/pos-pandemia-veja-os-setores-da-economia-que-serao-mais-menos-impactados-pela-crise-24559660.html

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Entrevista Carlo Capè na CNBC

No dia 18 de julho, Carlo Capè, CEO Global do Grupo Bip, esteve presente em entrevista ao vivo para o canal CNBC, rede referência mundial sobre notícias de finanças e negócios. A pauta da conversa foi a recente aquisição da Chaucer, importante consultoria britânica que acaba de entrar para o Grupo Bip. Com essa expansão a Bip assume a liderança do segmento também no Reino Unido e expandimos, de forma considerável, nossa atuação no Estados Unidos. Capè explica que a expansão internacional que vem sendo realizada pela Bip torna-se necessária diante de um cenário de clientes multinacionais. Ainda, essa estratégia se reafirmou mais fortemente diante do contexto do Brexit, que se consolidou como uma oportunidade de expansão da companhia fora da Europa. Hoje somos líderes no continente europeu e, para Carlo, nossa grande vantagem competitiva diante de outros gigantes de mercado, se consolida especialmente pela nossa capacidade intrínseca de inovação, base do nosso trabalho. Através dessa competência, a Bip vem desempenhando um papel crucial nesse momento de transição causado pela pandemia do coronavírus, na qual cada vez mais as empresas necessitam de auxílio nos projetos de reestruturação tecnológica e organizacional, complementa nosso CEO. Confira a entrevista completa para entender melhor como as consultorias podem apoiar grandes empresas, especialmente em momentos de crise, as motivações por trás de uma aquisição tão representativa como a da Chaucer e as perspectivas do mercado para 2021.  

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Meios de pagamento: o dinheiro físico vai acabar?

21 de julho de 2020 – Matéria Consumidor Moderno por Melissa Lulio  O distanciamento social tem acelerado a procura por meios de pagamento alternativos ao dinheiro físico. Seria esse mais um passo rumo ao fim das moedas? A pandemia do novo coronavírus tornou muito familiar a ideia de distanciamento. Reportagens, documentários e filmes feitos antes da COVID-19, que mostram cenas que costumavam ser tão cotidianas, como o hábito de molhar o dedo para virar a página de um livro ou comer e beber em meio a aglomerações, se tornaram costumes muito arriscados. Com isso, o comportamento do consumidor está sofrendo impactos duradouros, que tendem a perdurar após a pandemia – por exemplo,  a forma como lidamos com o dinheiro físico. Desde o início da crise sanitária, empresas que criam formas de pagamento capazes de substituir o dinheiro físico (as notas, as moedas) ganharam relevância – é o caso da Veloe e do Sem Parar, por exemplo, que evitam o contato com pessoas em pedágios e estacionamentos. Além dessas, companhias que viabilizam o pagamento sem contato, em pontos de venda do varejo, também estão cada vez mais em alta. Pagamentos alternativos No Reino Unido, o método de pagamento por aproximação já é comum: recentemente, aumentou-se o limite de gastos por transações NFC de 30 para 45 libras. Já no Brasil, o limite para o pagamento neste modelo, sem precisar da senha, dobrou, passando de R$ 50,00 para R$100,00, no início deste mês, após aprovação da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, para a que consumidores não precisem utilizar uma senha na hora da compra. Mundialmente, o método de pagamento por aproximação já atingiu um certo grau de maturidade. Na visão da consultoria BIP, o Brasil tende a vivenciar essa aceleração a partir do início dos pagamentos instantâneos (PIX), em novembro de 2020. A expectativa é de ocorrência de uma potencialização nas transações por aproximação a partir de 2021. “A CARTEIRA DIGITAL É UMA TENDÊNCIA TECNOLÓGICA QUE JÁ MOSTRA GRANDE ACEITAÇÃO DOS USUÁRIOS E A SUA UTILIZAÇÃO É VIABILIZADA ATRAVÉS DE SMARTPHONES.” Luiz Fabbrine, responsável pelo setor de Serviços Financeiros da consultoria BIP “Com o seu rápido crescimento e a expansão a ser impulsionada pelo PIX, a carteira digital, provavelmente, será difundida e adotada com mais força nos próximos anos”, diz Luiz ao Whow!. A NOVAREJO abordou esta tendência, no início do ano, e trouxe a um relatório da Juniper Research, mostrando que esta modalidade já movimenta cerca de US$ 2 trilhões no mundo e o valor deve chegar até US$ 6 trilhões, em 2024. Função social Luiz explica também que o pagamento por aproximação irá aumentar o processo de bancarização no Brasil – afinal, por mais que estejamos falando sobre o fim do dinheiro, o fato é que ainda existem 45 milhões de brasileiros que não têm conta em banco, de acordo com uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em 2019. Prova disso é que o pagamento do Auxílio Emergencial, fornecido pelo governo federal, fez com que 30 milhões de pessoas entrassem no sistema financeiro. Esse, porém, é apenas um primeiro passo em direção ao futuro. Uma vez bancarizados e acostumados com o uso do dinheiro invisível, na visão do responsável pelo setor de Serviços Financeiros da consultoria BIP, será a vez das tecnologias de blockchain, criptomoedas (moedas digitais) e assistentes virtuais, de fato, representarem “o dinheiro do futuro” e viabilizarem a diminuição efetiva do uso do dinheiro vivo. Leia a matéria completa em: https://www.whow.com.br/novas-tecnologias/meios-de-pagamento-o-dinheiro-fisico-vai-acabar/

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Recuperação da demanda por combustíveis só virá em 2022

16 de Julho de 2020 – Agência CMA Por Wilian Miron São Paulo – A crise sem precedentes desencadeada pelo coronavírus, que levou ao isolamento social em várias regiões do país, fez a demanda por combustíveis reduzir quase pela metade, principalmente gasolina e etanol, utilizados em veículos leves, fazendo com que a expectativa por recuperação aconteça apenas em 2022, de acordo com analistas consultados. Segundo um relatório recente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mesmo com a volta gradual das atividades econômicas, o consumo de gasolina C pode ter uma redução de 8% neste ano, enquanto as vendas de etanol terão uma queda de 17%. Utilizado em veículos pesados, como caminhões e ônibus, o óleo diesel sentiu menos os efeitos do estrangulamento da economia e pode encerrar 2020 com uma demanda 2% menor. No entanto, especialistas do setor preveem uma diminuição ainda maior na demanda de alguns combustíveis. O argumento é que, apesar do afrouxamento nas regras de isolamento social, a tendência geral da economia é de retração, seja por questões internas ou pelo prognóstico para o mercado global. Para o sócio da consultoria Bip Brasil, Flávio Menezes, a diminuição na demanda neste ano deve ser entre 30% e 40%,  já que a expectativa é que a recuperação econômica apareça apenas no quarto trimestre, enquanto em 2021 a retomada tende a ser gradual. “O impacto será muito grande. Desde que a crise veio à tona, houve uma redução forte no consumo, principalmente de gasolina e etanol que caíram quase 50%. Hoje a previsão aponta que apenas em 2022 chegaremos ao mesmo patamar pré-crise, ou seja, o que a gente tinha entre o final de 2019 e início de 2020”, diz Menezes. Segundo o sócio-diretor da Leggio Consultoria, Marcus D’Elia, embora os efeitos mais fortes da crise sobre a demanda por combustíveis sejam sentidos neste ano, em 2021 o setor ainda terá implicações da crise econômica, segurando a aguardada recuperação nas vendas. “A retomada não tende a ser tão forte neste ano e, em 2021, mesmo que exista algum crescimento, será sobre uma base mais baixa. Além disso, é possível que ainda haja alguma perda residual no ano que vem”. D’Elia destacou também que em 2020 o setor de combustíveis foi impactado pela crise do coronavírus e pelo choque nos preços do petróleo, o que torna a situação das distribuidoras um pouco mais complicada. “Vai acompanhar o preço do petróleo, então no período de quarentena isso foi agravado, mas o problema perseguirá enquanto o petróleo estiver barato”. De acordo com o chefe de óleo e gás da INTL FCStone, Thadeu Silva, a demanda este ano certamente será pior do que a do ano passado, uma vez que o impacto no segundo trimestre foi forte e os reflexos ainda serão sentidos no restante do ano. Indagado sobre a recuperação no curto e médio prazos, o executivo afirmou que a melhora na venda de combustíveis, a partir de 2021, ainda é difícil de ser medida e dependerá do ritmo de recuperação da economia. “Essa curva de volta é mais difícil de verificar porque a crise vai gerar desemprego e dívidas para as famílias, mas é possível que em 2022 a gente ainda tenha rastro dela”. DIESEL Apesar das restrições para o funcionamento da maioria das atividades comerciais, o transporte de cargas foi mantido no país como um serviço essencial e fez com que o diesel fosse menos afetado do que os demais combustíveis, o que tem ajudado na recomposição da demanda pelo produto. Além disso, durante o isolamento social, as vendas online cresceram e criaram uma necessidade maior de transporte urbano de cargas. Por conta deste cenário, o diesel já recuperou a demanda pré-crise, segundo o presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, em uma live recente. “O diesel é um importante antecedente do crescimento econômico, do Produto Interno Bruto (PIB), o que dá um bom indicador sobre o dinamismo da economia brasileira e mostra que ela está se movimentando”, explicou Grisolia. Em relação ao ciclo otto, a perspectiva é de uma redução de no mínimo 20% neste ano. AVIAÇÃO Se, por um lado, a recuperação do ciclo otto e do diesel tendem a ser mais rápidas, o mesmo não pode ser dito sobre o combustível de aviação (QAV), que teve sua venda praticamente zerada no início da pandemia. Este tipo de combustível foi fortemente impactado pela redução na quantidade de vôos nacionais e internacionais nos últimos meses. Em função disso, as companhias aéreas começaram a passar por um momento de maior dificuldade que pode se estender por mais tempo, devido aos reflexos da crise no mercado de turismo e à diminuição da atividade econômica.”A aviação terá uma perda mais forte e terá que se estruturar”, afirmou D’Elia. Link: https://www.agenciacma.com.br/recuperacao-da-demanda-por-combustiveis-so-vira-em-2022/

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Com onda antirracista, Suvinil muda nome de cores; ‘pele de pêssego’ agora é ‘rosa laranja’

30 de Junho de 2020 – O Globo Mudança faz parte de reposicionamento da marca e acompanha alinhamento de empresas em ações contra discriminação e preconceito Por Karen Garcia RIO —  Em um país miscigenado, o conceito “cor da pele” é plural. Em respeito a essa diversidade, a Suvinil, do grupo Basf, mudou o nome de oito cores de seu portfólio de tintas de parede, que faziam referência a características étnicas. Títulos como “pele de pêssego” e “pele bronzeada”, foram transformados em rosa laranja e cogumelo shitaque, se distanciando assim do viés que pode ser considerado racista nos termos antigos. A decisão foi tomada pelas empresa num momento em que marcas do mundo todo sofrem crescente escrutínio sobre práticas que podem contribuir com o racismo e são pressionadas a assumir compromissos antirracistas. Boa parte dessa cobrança vem de movimentos nas redes sociais. No setor de cosméticos, a L’OrÉal decidiu retirar expressões como “clareamento” e “branqueador” de seus produtos. Outras marcas, como Coca-Cola, Starbucks, Pepsi e Unilever suspenderam anúncios no Facebook e Twitter em campanha contra discurso de ódio nas redes sociais. A revisão dos títulos da paleta de tintas da Suvinil faz parte do reposicionamento da marca, que deseja ser mais inclusiva e dialogar com os diferentes públicos, explica o vice-presidente de Tintas Decorativas para a América do Sul, Marcos Allemann. —  Essa mudança tem como objetivo nos aproximar das diversidades brasileiras. É algo que vem sendo amadurecido ao longo desses últimos dois anos e se materializa com a mudança do nome. Trazemos uma marca mais próxima do consumidor, mais empática e atual. Allemann explica que, por mais que a mudança possa parecer simples, tem um peso significativo devido à atuação da marca em âmbito nacional e o aspecto simbólico da pintura na vida dos consumidores, parceiros e colaboradores. —  A paleta de cores que temos distribuído no mercado é referência para profissionais de design, arquitetos, pintores. Ela está nos lares de grande parte dos brasileiros. Tem um viés subjetivo porque a pintura de uma casa sempre está relacionado a algo emocional. Segundo a empresa, foram investidos cerca de R$ 200 milhões de reais no processo de transformação de seu propósito, que incluiu ampla pesquisa de mercado, revisão dos produtos, atualização de embalagens, materiais de marketing e operacional. ‘Reparação histórica’ A nova postura parte de dentro com um trabalho colaborativo e alinhado com a política de diversidade da empresa, que conta com grupos de afinidades sobre questões de gênero, raciais, LGBTQ+ e pessoas com deficiência. Com mais de 1.800 opções de cores, a Suvinil completa 60 anos no ano que vem. Para Marcos Allemann, a ação é quase uma reparação histórica pelo período em que as tonalidades se baseavam apenas nas peles claras. —  É quase um trabalho para compensar alguns privilégios que tivemos ao longo do tempo. Para a gerente de Recursos Humanos e líder de Diversidade da consultoria Bip, Cristiana Chaves, afirmar posicionamentos antirracistas em produtos é um sinal de comprometimento com a mudança. — Reflete as questões da sociedade e devolver em forma de produto é a melhor forma de a empresa trabalhar essas questões antirracistas. Movimento de diversidade Com a onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos, as empresas têm se manifestados como aliadas à causa. Recentemente, a Johnson& Johnson anunciou uma nova linha de curativos da Band-Aid com diferentes tons. O produto será lançado nos EUA em 2021 e ainda não tem previsão de chegar no Brasil. De acordo com Silvio Silva, diretor comercial da Johnson & Johnson no Brasil, a marca está dedicada à inclusão e em promover as melhores soluções de curativos adesivos que representem seus consumidores. —  Trabalhamos para proporcionar diariamente um ambiente de trabalho inclusivo onde cada colaborador possa ser considerado em sua individualidade. Temos muito a discutir e a realizar, mas temos certeza de que vamos fazer ainda mais porque temos total apoio das lideranças e estamos alinhados profundamente com os valores da companhia. Na visão de Cristiana Chaves, as ações de empresas tradicionais contra o racismo faz com que a agenda ganhe mais força no mundo corporativo e influencie outras camadas da sociedade. —  O despertar das organizações acontece na medida em que elas vão evoluindo e se desenvolve um olhar minucioso para as questões de diversidade. Link: https://oglobo.globo.com/economia/com-onda-antirracista-suvinil-muda-nome-de-cores-pele-de-pessego-agora-rosa-laranja-24506388

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Consumo de eletricidade no Brasil cai abaixo da média mundial

26 de Junho de 2020 – Brasil Energia Pesquisa da consultoria BIP indica redução nacional de até 12%, enquanto outros países registram queda média de 25% Por Rafael Fernandes A redução de consumo de energia elétrica no Brasil em função da pandemia, de 11% (21 de março – 08 de maio) no mercado regulado e 12% no mercado livre (dados da CCEE), ficou abaixo da média dos outros países, de acordo com pesquisa da consultoria BIP. A desaceleração da atividade econômica, em razão das restrições à circulação das pessoas e ao isolamento social, resultou na redução da demanda de energia de 25%, em média, nos países com lockdown total e de 18%, em média, em países com lockdown parcial (IEA 2020). No Brasil, a queda está mais forte no submercado Sudeste/Centro Oeste (14%) – com o RJ liderando em 21% – e no Sul (14%). No Nordeste, foi de 11% e no Norte 2%. Em resposta à retração da demanda de energia, a geração por fontes renováveis sinaliza um pequeno crescimento (0,8%) em 2020. Transição energética Apesar dos primeiros sinais do consumo na Europa durante o lockdown mostrarem um crescimento médio de 20% do consumo de renováveis, com picos em alguns países específicos (Grécia e Estônia), a pesquisa indica que governos e setores econômicos apresentarão maior dificuldade em reduzir as suas emissões no longo prazo, devido aos baixos preços das commodities e do petróleo e gás. Estima-se que a despesa mundial com petróleo será reduzida em US$ 1 trilhão, em 2020, enquanto a despesa com eletricidade sofrerá redução de US$ 180 bilhões. Consequentemente, é esperada uma redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no curto prazo. As emissões, contudo, tendem a se recuperar após o término da pandemia. Na avaliação da BIP, a queda no preço do petróleo, atrelada à desaceleração econômica, pode desencorajar o investimento em eficiência energética e em energias renováveis no Brasil e no mundo, além de incentivar o aumento do consumo de derivados de petróleo. Investimentos Os investimentos em energia vão diminuir 20% em todo o mundo, em 2020, na comparação com 2019 (IEA). Nenhum dos segmentos será poupado, mas a redução de investimentos em energia renovável e eficiência nos usos finais de energia deve ser sensivelmente menor do que em outras categorias (10% contra 30% em O&G). Os investimentos globais em energia elétrica e eficiência energética vão corresponder a cerca de 0,7% e 0,3% do PIB global, respectivamente, em 2020. A consultoria identifica que, mesmo com a redução de investimentos, o foco em sustentabilidade e a transição energética continua, principalmente em fontes solar e hídrica. “Historicamente, os investimentos em fontes alternativas tiveram impulso em tempos de alta de preços do petróleo e das fontes fósseis. Atualmente, a baixa histórica dos preços das fontes fósseis e do petróleo não favorece investimentos em fontes renováveis. Muitos governos e setores econômicos apresentarão maior dificuldade em reduzir as suas emissões no longo prazo, devido aos baixos preços das commodities e O&G especificamente”, arma Paolo Ré, sócio da consultoria BIP e responsável pela pesquisa de cenários do setor. Tendências No cenário após a pandemia, as empresas deverão determinar os impactos provocados pela Covid-19 em médio e longo prazo, repensando o negócio para adaptação às exigências do mercado: um mundo mais digital, uma população com foco renovado em sustentabilidade e maior número de cidades inteligentes. A consultoria indica algumas premissas dessa adaptação, como digitalização das redes, eficiência energética, geração distribuídas, mobilidade elétrica, residências e cidades inteligentes. A geração distribuída pode se tornar uma agenda importante também para o mercado consumidor, junto com as tecnologias de armazenamento de energia, que permitem uma independência energética das residências. O Brasil, com altas taxas de iluminação solar em boa parte do território, representa um dos principais mercados. O mercado de gestão inteligente de energia para consumidores residenciais deve crescer com taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 20%, até chegar em US$11 bilhões, em 2023. O consumidor poderá se tornará produtor de energia, com pequena planta de geração fotovoltaica nas suas dependências, por exemplo. No Brasil, o mercado potencial anual é de R$1,5 bilhões, de acordo com pesquisa BIP de 2019. Já em sistema de monitoramento otimização do consumo, a consultoria estima um potencial de mercado de mais de R$ 3,5 bilhões no país, além de R$10 bi para iluminação pública inteligente. Apesar da desaceleração no crescimento da mobilidade elétrica privada, a frota mundial de carros elétricos passará de 1,7 milhão atualmente para 8,5 milhões em 2025. Link: https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/consumo-de-eletricidade-no-brasil-cai-abaixo-da-media-mundial/

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E-commerce avança mais de 80% em abril devido ao isolamento social

19 de Junho de 2020 – Estadão Por Denise Luna e Fernanda Nunes As categorias que tiveram o maior crescimento em volume de compras em relação a abril do ano passado foram alimentos e bebidas, instrumentos musicais, brinquedos, eletrônicos e cama, mesa e banho RIO – Com a pandemia da covid-19, o marketing digital ganhou espaço no comércio e serviços brasileiros — até mesmo em setores antes resistentes à ferramenta, que tiveram de rapidamente se adaptar ao novo modelo. Somente em abril, o e-commerce faturou R$ 3,4 bilhões, 81% mais do que há um ano, segundo levantamento do Compre&Confie, que reúne lojas de vendas online. As categorias que tiveram o maior crescimento em volume de compras em relação a abril do ano passado foram alimentos e bebidas (+294,8%), instrumentos musicais (+252,4%), brinquedos (+241,6%), eletrônicos (+169,5%) e cama, mesa e banho (+165,9%). Na avaliação do presidente da agência de marketing e comunicação Saving, Caio Velloso, a pandemia antecipou a migração para o mundo digital em alguns anos nos últimos três meses, e não terá volta. “É bem significativo quando se fala de um crescimento de 81%. Setores que resistiam ao ambiente digital foram forçados a encontrar uma maneira de potencializar vendas, ou mesmo para manter o negócio vivo”, explica Velloso, que prevê fechar o ano com uma demanda 120% maior, atingindo faturamento de R$ 2,5 milhões. Pelas contas da consultoria global Bip, a base de consumidores que recorrem às plataformas digitais cresceu 85% desde março. Luiz Fabbrine, responsável pelo setor de Serviços Financeiros da consultoria, aposta num cenário positivo para as instituições de pagamento inseridas nesse modelo de negócio em todo ano de 2020. Link da matéria: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,e-commerce-avanca-mais-de-80-em-abril-devido-ao-isolamento-social,70003338846

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Pagamento via Whatsapp exige cuidados para evitar clonagem da conta; veja como se proteger

16 de Junho de 2020 – Pequenas Empresas e Grandes Negócios As operações de pagamento via WhatsApp vão facilitar a vida dos usuários com a possibilidade de enviar e receber dinheiro, usando cartões cadastrados, fazer transferências bancárias de forma mais ágil e com custo zero para pessoa física, ou mesmo comprar produtos e serviços sem sair da plataforma. Mas o novo meio de pagamento também traz um grande desafio sobre a segurança dos dados, especialmente pela multiplicação de golpes e clonagem de contas O Brasil será o primeiro país a usar o serviço, que terá como parceiros BB, Cielo, Nubank, entre outros. O limite será de R$ 1 mil por transação. A ferramenta permite transferir e receber dinheiro em transações instantâneas, usando cartões de débito habilitados no Facebook Pay. Além disso, contas cadastradas no WhatsApp Business podem receber pagamentos por produtos e serviços. Entre outros cuidados necessários, é preciso ficar atento ao clicar em links enviados pelos próprios contatos, como amigos e parentes. Além disso, é preciso se certificar sobre a identificação do usuário antes de fazer pagamentos e enviar recursos, assim como evitar o compartilhamento de dados do cartão. Para advogados e especialistas em meios de pagamento, o envio de dinheiro via WhatsApp vai baratear os custos para pessoas físicas e lojistas e tem potencial para aumentar a inclusão bancária. Por outro lado, eles alertam para os riscos de vazamentos de dados dos usuários e para as ações de hackers, que clonam contas de WhatsApp e roubam dados, como números de cartões e CPFs. Para eles, embora seja necessária uma atualização das políticas de proteção de dados pela plataforma, os cuidados para evitar a clonagem de contas e o vazamento de informações também são um exercício diário para os usuários. Rodrigo Dias Pinho Gomes, coordenador de Direito e Tecnologia da Escola Superior de Advocacia da OAB-RJ, avalia que a operação é um passo importante na facilitação de meios de pagamento pela possibilidade de transferência gratuita entre usuários, simplificação de processos e redução de custos para negócios e lojistas que operam por meio da plataforma. Os pagamentos são feitos dentro de uma função chamada Facebook Pay. Além do WhatsApp, o Facebook é dono do Instagram. Política de privacidade Gomes observa que será necessário implementar mudanças nas políticas de privacidade e protocolos de proteção de dados dos usuários da rede social, com informações claras sobre locais de armazenamento e compartilhamentos das informações pessoais. — Hoje, as mensagens trocadas entre os usuários do WhatsApp são criptografadas, o que quer dizer que você tem uma segurança. Mas o Facebook vai repassar dados do usuário a terceiros fora da plataforma, que, neste caso, são as instituições financeiras parceiras. As informações ficarão mais expostas. Quantas milhões de transações serão feitas por dia? Não é ilegal, mas o WhatsApp tem que garantir a segurança disso, porque atrai um risco muito grande. As informações podem ser acessadas por hackers — lembrou Rodrigo. Dinheiro sujo George Leandro Luna Bonfim, do escritório Natal & Manssur, especialista em propriedade intelectual e proteção de dados, ressalta que os usuários deverão redobrar os cuidados para minimizar os riscos de terem suas contas invadidas: — Como toda ferramenta que facilita envios de dinheiro e transações financeiras, é importante destinar o pagamento e autorizar a remessa de dinheiro. É preciso ter cuidado com dados pessoais e evitar clicar em links que chegam por meio de contatos para reduzir as chances de clonagem do celular, que poderá permitir o acesso ao WhatsApp — afirma George. O coordenador de Direito e Tecnologia da Escola Superior de Advocacia da OAB-RJ, Rodrigo Dias Pinho Gomes, lembra que as transações serão comunicadas ao Banco Central (BC) pelas instituições financeiras parceiras do WhatsApp na operação do sistema. Segundo ele, isso ajudará a rastrear as operações financeiras ilegais e a lavagem de dinheiro. O limite diário de recursos por operação também ajuda a coibir este tipo de crime. — Embora seja um volume muito elevado de transações diárias, essas informações vão ficar registradas no sistema bancário e serão 100% rastreáveis, porque terão regulação e não passarão à margem do sistema bancário. As operações com criptomoedas (peer to peer) são muito mais difíceis de rastrear — exemplificou. Negócios Luiz Fabbrine, sócio de serviços financeiros e fintechs da consultoria Bip, observa que a ferramenta vai ajudar a reduzir significativamente os custos de operação de pequenos negócios no Brasil, especialmente aqueles que migraram para serviços digitais durante a pandemia: — Estas transações com pagamento quase instantâneo trazem agilidade para o recebedor com um custo menor. É provável que surjam outras ferramentas que possam oferecer serviços como este, aumentando a concorrência. Para o lojista, o novo meio significa receber o fluxo de pagamento de forma mais rápida. Hoje, normalmente a cadeia de pagamentos tem muitos intermediários. Estas inovações tendem a tornar o processo mais rápido do ponto de vista do lojista — ressaltou. As empresas pagarão uma taxa de processamento para receber os pagamentos dos clientes, semelhante às cobranças feitas em operações com cartões de crédito. Com o recurso do WhatsApp, além de ver os produtos no catálogo, os clientes poderão fazer o pagamento dos itens escolhidos sem sair do WhatsApp. Saiba como se proteger de golpes: Utilize aplicativos e sistemas de antivírus para proteger o celular e o computador. Tenha cuidado ao tocar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais. Sempre verifique as informações compartilhadas nos sites oficiais das empresas Desconfie de promoções, brindes e descontos. Nunca compartilhe dados pessoais em sites dos quais não conhece a procedência. (Fonte: Dfndr lab – Laboratório especializado em segurança digital da PSafe) Link: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Mundo-digital/noticia/2020/06/pagamento-whatsapp-exige-cuidados-para-evitar-clonagem-da-conta-veja-como-se-proteger.html

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