Categoria: Bip na Mídia

Pagamento via Whatsapp exige cuidados para evitar clonagem da conta; veja como se proteger

16 de Junho de 2020 – JORNAL EXTRA As operações de pagamento via Whatsapp vão facilitar a vida dos usuários com a possibilidade de enviar e receber dinheiro, usando cartões cadastrados, fazer transferências bancárias de forma mais ágil e com custo zero para pessoa física, ou mesmo comprar produtos e serviços sem sair da plataforma. Mas o novo meio de pagamento também traz um grande desafio sobre a segurança dos dados, especialmente pela multiplicação de golpes e clonagem de contas. Entre outros cuidados é preciso ficar atento ao clicar em links enviados pelos próprios contatos como amigos e familiares; se certificar sobre a identificação do usuário para fazer pagamentos e enviar recursos; e evitar o compartilhamento de dados do cartão. Para advogados e especialistas em meios de pagamento o envio de dinheiro via Whatsapp vai baratear custos para pessoa física e lojistas, e tem potencial para aumentar a inclusão bancária. Por outro lado, eles alertam para o risco de vazamento de dados dos usuários e ações de hackers para clonagem da conta do Whatsapp e roubo de dados, como número de cartões e CPF. Para eles, embora seja necessária uma atualização das políticas de proteção de dados pela plataforma, os cuidados para evitar a clonagem de contas e vazamento de informações também serão um exercício diário para os usuários. Rodrigo Dias Pinho Gomes, coordenador de Direito e Tecnologia da Escola Superior de Advocacia da OAB-RJ, avalia que a operação é um passo importante na facilitação de meios de pagamento pela possibilidade de transferência gratuita entre usuários, simplificação dos processos, e redução de custos para os negócios e lojistas que operam através da plataforma. Os pagamentos são feitos dentro de uma função chamada Facebook Pay. Além do WhatsApp, o Facebook é dono do Instagram. Gomes observa que será necessário implementar mudanças nas políticas de privacidade e protocolos de proteção de dados dos usuários da rede social, com informações claras sobre locais de armazenamento e compartilhamentos das informações pessoais. — Hoje, as mensagens trocadas entre os usuários do Whatsapp são criptografadas, o que quer dizer que você tem uma segurança. Mas o Facebook vai repassar dados do usuário a terceiros fora da plataforma, que neste caso são as instituições financeiras parceiras. As informações ficam mais expostas. Quantos milhões de transações serão feitas por dia? Não é ilegal, mas o whatsapp tem que garantir a segurança disso, porque atrai um risco muito grande e as informações podem ser acessadas por hackers — lembra Rodrigo. Dinheiro sujo A proliferação de golpes através da rede social, a clonagem de conta dos usuários e os ataques de hackers são sinal de alerta para quem pretende usar a ferramenta. George Leandro Luna Bonfim, do escritório Natal & Manssur, especialista em propriedade intelectual e proteção de dados, ressalta que os usuários deverão redobrar os cuidados para utilização do celular para minimizar os riscos de ter a conta invadida: —Como toda ferramenta que facilita envio de dinheiro e transações financeiras, é importante destinar o pagamento e autorizar a remessa de dinheiro. É preciso ter cuidado com dados pessoais, evitar clicar em links que chegam através de contatos para reduzir as chances de clonagem do celular,  que poderão permitir acessar o Whatsapp. A pessoa também tem que estar pronta e se precaver para onde está indo o dinheiro — afirma George. O coordenador de Direito e Tecnologia da Escola Superior de Advocacia da OAB-RJ lembra que as transações serão comunicadas ao Banco Central (BC) pelas instituições financeiras parceiras do Whatsapp na operação do sistema. Para Rodrigo Dias Pinho Gomes, isso ajudar a rastrear operações financeiras ilegais e lavagem de dinheiro. Segundo ele, o limite diário de recursos por operação também ajuda a coibir este tipo de crime. — Embora seja um volume muito elevado de transações diárias, estas informações vão ficar registradas no sistema bancário e serão 100% rastreáveis porque terão regulação e não passam à margem do sistema bancário. As operações com criptomoedas (peer to peer) são muito mais difíceis de rastrear — exemplifica. Negócios Luiz Fabbrine, sócio de serviços financeiros e fintechs da consultoria Bip, observa que a ferramenta irá ajudar a reduzir significativamente os custos de operação de pequenos negócios no Brasil, especialmente aqueles que migraram para serviços digitais durante a pandemia: — Estas transações, com pagamento quase instantâneo, trazem uma agilidade para o recebedor com um custo menor. É provável que surjam outras ferramentas que possam oferecer serviços como este, aumentando a concorrência. Para o lojista, o novo meio de pagamento significa receber o fluxo de pagamento de forma mais rápida. Hoje, normalmente, a cadeia de pagamentos tem muitos intermediários. Estas inovações tendem a tornar o processo mais rápido, do ponto de vista do lojista e com menor custo de transação — ressalta. Já as empresas pagarão uma taxa de processamento para receber pagamentos de clientes, semelhante às cobranças feitas em operações com cartão de crédito. Com o recurso de pagamentos no WhatsApp, além de ver os produtos no catálogo, os clientes também poderão fazer o pagamento do produto escolhido sem sair do WhatsApp. Link: https://extra.globo.com/noticias/economia/pagamento-via-whatsapp-exige-cuidados-para-evitar-clonagem-da-conta-veja-como-se-proteger-24480712.html Este artigo foi publicado também na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios Link: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Mundo-digital/noticia/2020/06/pagamento-whatsapp-exige-cuidados-para-evitar-clonagem-da-conta-veja-como-se-proteger.html

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Reabertura em SP: é melhor aderir ou continuar de portas fechadas?

10 de Junho de 2020 – Consumidor Moderno Por Leonardo Guimarães Especialistas falam sobre os desafios para retomada da operação na capital paulista após autorização da Prefeitura Após autorização da Prefeitura de São Paulo, o comércio de rua da capital paulista abriu as portas nesta quarta-feira (10). Já os shopping centers da cidade têm reabertura marcada para a quinta-feira, véspera do Dia dos Namorados. O comércio paulistano trabalha com uma restrição no horário de funcionamento. Os estabelecimentos podem abrir apenas por quatro horas diariamente. No caso das lojas de rua, entre 11h e 15h. Já os shoppings podem escolher entre abrir das 6h às 10h ou das 16h às 20h. Atualmente, São Paulo está na fase dois da flexibilização da quarentena. O plano de reabertura divulgado pelo governo do estado prevê cinco etapas de flexibilização. Na fase dois, os shoppings poderão abrir limitando sua capacidade de atendimento em 20% do total. Há também a necessidade de atuar em horário reduzido e com as praças de alimentação fechadas. Vale a pena abrir? O modelo anunciado pelo governador João Doria gerou muito debate acerca da viabilidade econômica para os varejistas. Muitos se questionam se vale a pena abrir as portas para uma operação que não deve cobrir os custos da empresa. É claro que, mesmo com as discussões sobre o plano, não se vê um movimento de lojistas que pretendem permanecer de portas fechadas até uma flexibilização maior. Especialistas ouvidos pela NOVAREJO, alertam para a importância de abrir as portas mesmo com capacidade de atendimento e horário de funcionamento reduzidos. “Se você analisar sob o ponto de vista de gestão da empresa e busca de resultado não é uma boa (abrir o comércio). É antieconômico. Por outro lado, não estamos soltos no mundo. Estamos dentro de um contexto em que há expansão da pandemia e os cuidados essenciais são o isolamento e o distanciamento”, opina Ivo Dall’Aqcua, vice-presidente da FecomercioSP. A entidade calcula que até o dia 9 de junho, o varejo paulistano perdeu quase R$ 17 bilhões, o que significa 6% de todo faturamento esperado para 2020. O prejuízo diário é de cerca de R$ 220 milhões – em média, 30% do total das vendas esperadas diariamente. Mesmo com esse retorno, com o tempo de trabalho reduzido, somando-se ainda a um cenário comprometido, o restabelecimento econômico deve ocorrer gradualmente, aponta a FecomercioSP. Luiz Claudio Dias Melo, sócio-diretor da divisão de varejo da consultoria 360 Varejo, afirma que os lojistas de rua e de shoppings deve abrir para cobrir ao menos uma parte dos custos das operações. “Ele (varejista) já deve ter enxugado ao menos uma parte da estrutura de pessoa, os custos já estão menores. Agora deve tentar cobrir uma parte dos outros custos”. Digitalização vai trazer fluxo Se a conexão entre canais físicos e digitais era forte tendência antes da COVID-19, isso foi acelerado e se tornou essencial para as operações varejistas nesta reabertura. Com o consumidor inseguro em frequentar lugares com aglomerações, depender exclusivamente do fluxo na porta da loja é extremamente arriscado. É preciso encontrar novas maneiras de atrair os clientes para as lojas, como a oferta de serviços de retirada de produtos em loja. “O lojista que tem a estratégia digital fortalecida vai ganhar fazendo relacionamento e entrega com o consumidor indo até a loja. Ele tem a oportunidade de mostrar mais produtos e aumentar o ticket médio. Lojas que conseguiram avançar nessa crise têm uma vantagem competitiva forte”, explica Wagner Pereira, líder da unidade de negócios de varejo da consultoria internacional BIP. Link: https://www.consumidormoderno.com.br/2020/06/10/reabertura-sp/

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Acordo da Opep pode acelerar retomada do mercado

10 de Junho de 2020 – Agência CMA São Paulo – Um acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados para a manutenção, por no mínimo mais dois meses, dos cortes de produção, pode acelerar a recuperação da cotação da commodity, fazendo com que os preços por barril encostem novamente no patamar de US$ 50,00, um incremento próximo a US$ 7,93 sobre a cotação de fechamento do último dia 5 que foi de US$ 42,07.  Segundo o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, o corte adicional tem capacidade de melhorar os preços no curto prazo. “A crise provocou uma destruição na demanda global por petróleo, o que provocou uma queda brusca nos preços. Mas, por outro lado, as principais economias do mundo já mostram sinais de uma recuperação melhor que a esperada, o que pode contribuir bastante”. Em um cenário otimista, com as economias globais ganhando tração a partir do ano que vem, o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone acredita que o petróleo tipo Brent pode encostar novamente nos US$ 60,00 já no segundo semestre de 2021. “No curto prazo a retomada tem limite e podemos achar um teto próximo aos US$ 50,00 até dezembro. Mas dependendo de como as principais economias da Europa e dos Estados Unidos se comportarem, podemos ter um nível de preços muito melhor no segundo semestre do ano que vem”. Para o sócio-diretor da consultoria Leggio, Marcus D’Elia, o panorama atual da economia mundial é de retomada na China, Estados Unidos e Europa, o que pode levar a uma recomposição nas cotações do produto, podendo ser acelerado por uma queda na oferta. “Hoje o mercado pensa em um petróleo na faixa entre os US$ 40,00 a US$ 50,00 até a economia mundial se estabilizar, mas já temos sinais de recuperação em alguns países”, analisou D’Elia. Por outro lado, o sócio da Bip Brasil, Flávio Menezes, está menos otimista com o ritmo da recomposição nos preços da commodity. Segundo ele, a efetivação do acordo entre os membros da Opep e seus aliados é importante e pode estabilizar o preço do petróleo no curto prazo, até que as economias mundiais voltem a crescer. Menezes ressalta os impactos do acordo fechado no último fim de semana, que pode reduzir a oferta em até 8 milhões de barris de óleo até o final deste ano. “É uma sinalização importante, embora ainda não regularize a oferta. Ano que vem retoma a demanda, até porque este ano será muito baixo. Agora, uma recuperação para a casa dos US$ 60,00 acho que só a partir de 2022”. O sócio da Bip Brasil vê o patamar de US$ 50,00 ser alcançado em 2021, quando é esperado um desempenho melhor da economia global, o que elevará gradualmente a demanda por petróleo. ACORDO Os países membros da Opep e aliados concordaram em fazer um corte de 9,6 milhões de bpd até 31 de julho, e, a partir de agosto, haverá uma redução de 7,7 milhões de bpd. O cartel negociou, ainda, a redução de 5,7 milhões de bpd a partir de janeiro de 2021. O acordo tem como objetivo equilibrar os preços do petróleo em um momento em que a demanda ainda está fraca e os estoques globais elevados. Link: https://www.agenciacma.com.br/acordo-da-opep-pode-acelerar-retomada-do-mercado/

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O dia em que o futuro chegou. E mudou tudo

08 de Maio de 2020 – Revista Istoé Dinheiro Poucas gerações têm o privilégio, sem dúvida assustador, de assistir ao futuro chegar. A má notícia é que ele não vem pronto. A boa: pode ser construído com menos imperfeições. As lideranças do mundo do trabalho ouvidas pela DINHEIRO neste painel permitem, de forma extraordinária, jogar um pouco de luz sobre o que vivemos. E o que virá. Uma coisa é certa. Não há consenso. Mas outra certeza se impôs: há convergência. Todos afirmam que a melhor saída para a crise exige soluções colaborativas. O santo graal do mundo produtivo, a Transformação Digital, chegou acelerada por um vírus. “Será uma reinvenção digital que nos levará à hipercolaboração”, diz Tonny Martins, presidente da IBM Brasil. “Conveniência e personalização juntas, com tecnologia humanizada através da Inteligência Artificial.” Um cenário de participação e comunidade compartilhado por Liel Miranda, presidente da Mondelez no Brasil. “O período de isolamento despertou nas pessoas, e nas empresas, a importância ainda maior de contarem umas com as outras para realizarem algo.” A mesma percepção de Leyla Nascimento, a vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil). “É impossível sairmos dessa crise sem uma reflexão pessoal — nós e o outro, de como juntos podemos melhorar as relações humanas.” Uma linha de raciocínio que se costura pelos entrevistados. Mas não será um caminho sem chances razoáveis de erros e fracasso. “Ao longo da história as crises nos ensinaram várias coisas, entre elas a de que nem sempre o período posterior é dos melhores”, diz Marcel Cheida, professor de jornalismo e ética na PUC de Campinas. O alerta faz sentido. O admirável mundo novo pode não ser tão admirável. Os entrevistados afirmam que não será pela inércia que a transformação digital e uma nova cultura comportamental surgirão. Fernando Pimentel, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), define a era pré-pandemia como de “conflito, nacionalismo e polarização”. O mundo pós-pandemia ele define como de “conflito, nacionalismo, polarização. E solidariedade”. Nessas horas entram em cena as pessoas que fazem. Luciano Araújo é um designer paulistano dono da Botões Clássicos, inicialmente uma pequena e artesanal produção de times de futebol de mesa. A iniciativa o levou a ser dono de um bar, que sedia campeonatos em torno do botonismo, e culminou num projeto de voluntarismo no Capão Redondo, periferia extrema de São Paulo. No começo da pandemia, ele e parceiros do projeto arrecadaram e distribuíram 23 toneladas de alimentos a 1,5 mil famílias cadastradas. Solidariedade. Mas também posicionamento de marca em alto nível. “Acredito que identidade e responsabilidade social serão fundamentais para os negócios. As pessoas vão se identificar com empresas que tenham em sua essência o envolvimento social.” DIGITAL AGORA Um combo “solidariedade + mundo verdadeiramente digital”. Muitas organizações não conseguiam cruzar a fronteira, alcançar a plenitude digital. As que alcançavam tornavam-se sem estofo mundo real. Um limbo. Um espaço em suspenso que parece ter chegado ao seu fim. Ricardo Balkins, sócio-líder da Indústria de Consumer Business da Deloitte diz que o cenário pré-Covid-19 era definido pela expressão “o consumo digital é o futuro”, substituída por “o consumo digital é agora”. Há, no entanto, uma sutileza que nem todas as marcas parecem ter percebido com a crise. Ser digital não elimina o fator humano. Juntar pitadas generosas de sensibilidade no mundo da transformação digital aparenta ser o caminho. E aqui nasce, junto da transformação digital, o novo consumidor. Com um pacote de novos hábitos aprendidos e assimilados em tempo recorde — e de forma compulsória, com a quarentena. No setor de serviços, por exemplo, a modelagem de negócios deve mudar rapidamente. Claudia Toledo, general manager da Elsevier Brasil, diz que o setor pensará em receita recorrente. “As empresas de serviços devem adotar um modelo de assinatura.” Só assim sobreviveram a cenários como o da pandemia. E porque assim o novo consumidor passou a ter e exigir. Renato Mansur, diretor de Canais Digitais no Itaú Unibanco, diz que crises como essa impõem mudanças de rotina. “E acabam tendo consequências duradouras sobre certos comportamentos e padrões de consumo.” Uma avaliação com a qual Karel Luketic, head de marketing e conteúdo da XP, concorda. “A pandemia nos trouxe muitos aprendizados, mas os principais são o encontro do equilíbrio nas rotinas e na saúde, além de aprendermos a trabalhar de forma mais digital e flexível”, afirma. Isso deverá impactar, inclusive, instituições públicas. O Estado. Margot Greenman, CEO e cofundadora da Captalys, diz que as administrações públicas serão obrigadas a se digitalizar. “Mudarão completamente a forma que os cidadãos interagem como seus governos.” Mudará tudo, enfim. Do varejo aos serviços, da solidariedade às relações do consumidor cidadão com as marcas e os governos. Jonah Peretti, fundador do Buzzfeed, sempre disse que nunca mirou na tecnologia, mas sim no comportamento. E o novo padrão ensinado pela pandemia fez finalmente que a transformação digital surgisse para todos. “Tínhamos um mundo mais tribal, muitas tribos. Com a crise, a gente está passando por um processo de maior interesse na coletividade, na comunidade expandida”, diz VanDyck Silveira, CEO da Trevisan Escola de Negócios. “Uma comunidade de ajuda mútua, de maior harmonia.” Os 100 entrevistados pela Dinheiro DINHEIRO agradece em especial a cada um de nossos 100 entrevistados, cuja inteligência coletiva e colaborativa permitiu a construção deste painel:Aldo Macri, diretor (Sindilojas), Alexandre Sgarbi, diretor-executivo (Cosin Consulting), Alvaro Furtado, presidente (Sincovaga), Amure Pinho, presidente (ABStartups), André Coutinho, líder de mercados (KPMG), André Friedheim, presidente (ABF), André Zukerman, CEO (Zukerman Leilões), Andrea Kohlrausch, presidente (Calçados Bibi), Antônio Cabrera Mano Filho, presidente (CMLE), Augusto Lins, presidente (Stone Pagamentos), Aury Ronan Francisco, diretor financeiro (Grupo Movile), Bernardo Gomes, CEO (Sinqia), Beto Filho, presidente (ABF – RJ), Carlos do Carmo Andrade Melles, presidente (Sebrae), Carlos Eduardo Curioni, CEO (Elo7), Carlos Mira, CEO e fundador (TruckPad), Carlos Wizard Martins, CEO (Grupo Sforza), Claudia Toledo, general manager (Elsevier), Cristiano Cardoso Teixeira, diretor-geral (Klabin), Daniel Domeneghetti, CEO (E-Consulting), Davi Holanda, CEO (Acesso Bank), Diogo Lupinari, CEO (Wevo), Dionaldo Passos, CEO (Navita), Edison Tamascia,

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Muita coisa para acertar

27 de abril de 2020 – Valor Econômico, suplemento Infraestrutura e Logística. Simone Goldberg A venda de oito das treze refinarias da Petrobras – adiada em virtude da pandemia do coronavírus – criou uma expectativa de maior competição e abertura no mercado de derivados, desde que foi anunciada no ano passado. No entanto, analistas do setor não são tão otimistas e apontam diversos fatores que precisam ser tratados antes de o Brasil experimentar uma concorrência de fato, como infraestrutura, tributos, abastecimento local e regulação. Para o sócio da Bip Brasil, Flávio Menezes, há uma perspectiva de mais competitividade no mercado nacional de refino, com a entrada de novos players, que deverá levar em conta “o equilíbrio de preços entre a produção local e a importação de países vizinhos”. Para ele, a reforma tributária atualmente em andamento no governo deve trazer aperfeiçoamentos necessários e influenciar na formação de preços. Menezes também lembra que, com o desinvestimento da Petrobras em algumas refinarias, ela deixará de ter compromissos de abastecimento de todas as regiões do país com produtos derivados do petróleo. “Certamente os desafios logísticos e de estoque estratégico para um país de dimensões continentais são temas centrais para a discussão da regulação”, avalia ele, que não vê o equacionamento de todas as questões envolvidas no curto prazo. “Existem previsões de que o setor levará mais de cinco anos para que, de fato, as regulações de refino e abastecimento estejam implementadas”, afirma Menezes. Clipping da matéria Leia a matéria completa em https://www.valor.com.br

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Sem clima para leilões

27 de abril de 2020 – Valor Econômico, suplemento Infraestrutura e Logística. Simone Goldberg Combinação de guerra de preços com pandemia esfria os investimento, mas Brasil tem produção para esperar até as coisas se acomodarem. Para Flávio Menezes, um dos sócios Bip Brasil, decisões de investimento na indústria de petróleo sempre levam em consideração todo o horizonte de produção, de 15 a 20 anos, e possuem estudos de projeção com variações do câmbio no longo prazo. Ele aposta num setor de petróleo enfraquecido em 2020, mas, a seu ver, investimentos e empreendimentos já em execução não devem ser abandonados. Clipping da matéria Leia a matéria completa em https://www.valor.com.br

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Em tempo de quarentena, cresce procura por cursos on-line

12 de Abril de 2020 – Jornal O Globo Por Karen Garcia – Rio Profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para aperfeiçoamento RIO – As medidas de isolamento dos que podem ficar em casa para frear o avanço do coronavírus vêm mudando a dinâmica do trabalho e também do aprendizado. Além do home office, muitos profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para se aperfeiçoarem com cursos on-line. Levantamento do Google mostra que a procura por especializações à distância teve um salto de 130% nas buscas nos últimos dias. Além do interesse maior, empresas também têm incentivado funcionários a aproveitarem a quarentena para fazer cursos — e estão dispostas a pagar por eles. Atentos a essa oportunidade repentina de ampliar suas salas virtuais, instituições de ensino à distância em diferentes setores aumentam a oferta de conteúdo na rede. A consultoria internacional BIP é uma das empresas que resolveram orientar seus profissionais a usarem o período em casa para atualização. Um dos sócios da Bip Brasil, Flávio Menezes, conta que firmou parcerias com duas instituições de ensino à distância para cursos nas áreas de ciência de dados, gestão de recursos humanos e marketing digital, com menor custo para suas equipes: — Na nossa atividade, a busca pelo conhecimento é constante. Tivemos adesão de 40% dos colaboradores. É também uma forma de fortalecê-los mentalmente nessa jornada de isolamento social. Na Fundação Getulio Vargas (FGV), as formações gratuitas tiveram alta de 400% na adesão, em comparação aos meses de janeiro e fevereiro. Essa maior procura incentivou a estruturação de novos cursos pela instituição, conta a diretora de gestão acadêmica Mary Murashima: — Estamos agregando sete cursos de especialização on-line ao nosso portfólio, com o objetivo de fornecer mais opções de formação em diferentes áreas de conhecimento. Formação e distração Com o adiamento do início das aulas na faculdade, a estudante de desenho industrial Mariana Godinho, de 27 anos, aproveitou o período de quarentena para fazer uma especialização na área de programação de sites. Ela acredita que o conhecimento em criação para web poderá ser útil no desenvolvimento de projetos profissionais e no próprio curso de graduação: — Sem a rotina das aulas presenciais e o deslocamento para a universidade, consigo tirar algumas horas para fazer um curso no qual já tinha interesse, mas não tinha tempo. E também é uma distração. Na visão do consultor da Hoper Educação João Vianney, o momento é uma oportunidade para o setor ganhar mais usuários e consolidar um segmento que já vinha crescendo. — Quando as pessoas se dão conta que talvez fiquem três meses em casa, começam a buscar no ambiente virtual formas de se capacitar para não ficarem paradas. Em 2018, o ensino superior privado à distância já superou o presencial. A tendência é que as instituições formatem cada vez mais produtos para atender o crescimento dessa demanda. A tecnologia sempre existiu, as pessoas que não a utilizavam em sua integralidade. Algumas instituições estão oferecendo um período de teste sem custo como estratégia para atrair novos clientes. O curso on-line de inglês Hyper English, do grupo Spot Educação, dono ainda da Cultura Inglesa, dá 20 dias grátis. A oferta fez com que a estudante de nutrição, Ruanna Cavalcanti, de 31 anos, retomasse a aprendizagem do idioma: — O período de teste permitiu que eu me adaptasse à plataforma. Quebrei o preconceito com o ensino à distância e me identifiquei bastante com o ambiente virtual. Na internet, tenho flexibilidade de horário e não preciso me expor ao julgamento de outros alunos em questões como pronúncia. E eu me sinto à vontade para tirar dúvidas com professores e assistir aos vídeos quantas vezes for necessário. A Casa do Saber, instituição focada em debates e disseminação do conhecimento nas áreas de filosofia, cultura e política, também liberou acesso gratuito aos conteúdos disponíveis em seu aplicativo por 30 dias. Nas duas primeiras semanas, foram mais de cem mil downloads do app, conta o diretor-geral da instituição, Guto Belchior: — Em 2016, 7% das nossas vendas eram de transmissões on-line. Hoje, pulou para 25%. E, ao que tudo indica, vai aumentar. Vamos olhar com mais atenção ainda para a experiência das nossas transmissões on-line em termos de qualidade de imagem e som, e de ferramentas de interação entre alunos e professores. Para acessar a matéria original: https://oglobo.globo.com/economia/em-tempo-de-quarentena-cresce-procura-por-cursos-on-line-24366347

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O dilema da inovação nas grandes empresas

Um estudo da Innovation Leader, uma entidade americana dedicada a auxiliar as empresas a acelerar a inovação interna, entrevistou 170 empresas com faturamento acima de 1 bilhão de dólares e mostrou que 82% delas estão utilizando uma abordagem Lean Startup em algum aspecto de seus negócios. Outro estudo da IESE, renomada escola de negócios global, afirma que, entre as 30 maiores empresas do mundo, o uso de incubadoras corporativas e aceleradoras internas de startups subiu de apenas 2%, em 2010, para importantes 44%, em 2016

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Coronavírus aumenta uso de ‘sky gato’ e gera gargalo a provedores de internet

30 de Março de 2020 – Folha de São Paulo Por Paula Soprana, São Paulo O isolamento imposto pela pandemia do coronavírus levou grande parte dos brasileiros a ampliar a sua vida digital. Aumentaram as chamadas de grupo pelo WhatsApp, as reuniões por Skype e até as festas particulares no Zoom. Cresceu em casa o consumo de TV aberta e de serviços de streaming. Há também o aumento de outra modalidade de conexão: o ‘sky gato’, serviço pirata que, ligado à internet, pode dar acesso ilegal a 2.000 canais fechados. Pequenos provedores de internet ouvidos pela Folha relataram que o consumo de banda do sky gato responde por cerca de 30% do volume de suas redes, fatia considerável no momento em que as operadoras tentam se adequar à nova demanda, que já gera pontos de estresse e de lentidão. O sky gato moderno é uma espécie de evolução do esquema ilegal que decodificava o sinal da Sky e liberava todos os canais da TV por assinatura por meio de uma antena. Hoje, é um receptor pirata que permite o acesso a emissoras se conectado à internet residencial. Um aparelho custa até R$ 800. Sky gato, lembram especialistas, é diferente do gatonet, termo que designa conexão ilegal de internet banda larga. “Há gargalo em vários pontos da minha rede devido ao sky gato. Não estou considerando se é ilegal ou não. Mas o cliente contratou o pacote, agora usa tudo o que paga, quer que funcione e têm que funcionar”, diz Alex Neves, dono da TelefonarNet, pequeno provedor de Londrina (PR). Segundo ele, um cliente sem sky gato contrata um pacote de 100 mega, por exemplo, e consome uma média de 1 mega. Na casa do cliente com sky gato, a média sobe para 4 mega. Rodar um vídeo desses serviços pode consumir até três vezes mais banda do que um vídeo de streaming. Um aparelho do tipo pode representar até 80% do consumo da banda de uma residência, dizem provedores. Não há dado oficial sobre o número de sky gato no Brasil, mas a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) estima que 4,5 milhões pessoas consumam serviços não autorizados de TV. Os provedores não têm como saber com exatidão quantas residências de suas redes são usuárias, mas têm uma ideia baseada no monitoramento da origem do tráfego. O trânsito ilegal de IPTV —o protocolo que entrega conteúdo de TV pela internet— costuma vir de servidores da Ásia e da África. “O sky gato deve girar em torno de 30% a 35% da minha banda. É uma estimativa, porque eles mudam os servidores do IPTV gato de lugar quando a Interpol bate”, diz Maurício Andrade, da MMA Internet, que atende cerca de 30 mil casas no Recôncavo Baiano. A WLE Net, que atende municípios fluminenses e cerca de 20 mil clientes, diz que o consumo aumentou 40% e que o uso de IPTV ilegal chega a 60% na sua rede. “Não deu problema porque estávamos preparados”, diz o sócio Leonardo Rodrigues dos Santos. Outro operador da região, que não quis se identificar, disse que o link internacional, que ele atribui ao “IPTV gato”, aumentou 25% nos últimos dias em relação ao período anterior ao isolamento. Empresas como Facebook (dona do WhatsApp), Google (que detém o YouTube) e Netflix têm um recurso de distribuição de conteúdo chamado de CDN (espécie de servidor alocado próximo a pontos de consumo que mantém réplicas de arquivos, como filmes). O sistema permite que as cópias dos conteúdos, como uma série da Netflix, não saiam de servidores dos Estados Unidos mas de poucas quadras da casa de um assinante, sem sobrecarregar a rede do provedor. Já um conteúdo do sky gato viaja da Europa, da Ásia ou da África diretamente ao Brasil, passando por diferentes estruturas e pontos de interconexão. Esse tipo de link é mais caro às operadoras. “O conteúdo do sky gato fica em um servidor escondido em países com regras mais brandas e o tráfego vem da Europa ao Brasil, por exemplo, consumindo banda integral como se fosse um streaming ao vivo”, diz Lacier Dias, sócio da Solintel, empresa que presta assessoria regulatória a mais de 3 mil pequenos provedores. O sky gato, segundo ele, tem três funções: decodificar sinal de TV, minerar bitcoin e permitir ataques cibernéticos. “A infraestrutura necessária para decodificar uma TV e enviar a milhões de boxes [caixas] dessas é caríssima e monstruosa. Não são R$ 800 que você paga e se livra. Paga com capacidade computacional, dados pessoais e link de internet, essa é a moeda de troca”, diz. O mercado de TV paga no Brasil tem cerca de 16 milhões de clientes, quatro vezes mais que os potenciais usuários ilegais de TV, ainda segundo dados da ABTA. “Estimativas mostram que os 4,5 milhões de possíveis usuários de TV ilegal deixam de pagar R$ 8,7 bilhões por ano, considerando planos básicos de TV por assinatura”, diz Pablo Re, sócio da Bip Consultoria. A presença desse tipo de aparelho e a intensidade da fiscalização varia de acordo com as condições socioeconômicas de cada país, segundo Re. A título de exemplo, no Rio de Janeiro, um pacote avançado de TV por assinatura autorizado custa, em média, R$ 1.800 ao ano. O que não inclui fidelização de 12 meses sai mais caro. A Abrint, que representa 1.300 provedores no Brasil, diz que não tem informações sobre a dimensão do uso de sky gato no país. O SinditeleBrasil, que responde pelas maiores operadoras, não se pronunciou sobre o assunto. Para acessar a matéria original: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/03/sky-gato-e-gargalo-a-provedores-de-internet-em-crise-de-coronavirus.shtml

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Transformação orientada a dados: o pulo do gato está na metodologia

10 de Março de 2020 – IT Forum 360 Flávio Menezes Toda empresa que quer perenidade deve olhar para dados de forma especial. Mas como fazer isso? Com o atual ambiente de negócios global em constante mudança, a pressão sobre as organizações para tomarem decisões precisas e corretas é intensa e crescente. A capacidade de identificar desafios e oportunidades e de se adaptar a essa nova realidade é uma vantagem competitiva mas, sobretudo, um requisito para a sobrevivência. Essa é a razão pela qual transformar as organizações em “Data Driven Company” ou ainda “Cognitive Company” alcançou o topo das agendas corporativas. Sabemos que, diante da pressão do mercado, atrelado a inúmeras soluções de tecnologia de captura, armazenamento e processamento dos dados, as empresas se encontram em diferentes níveis de maturidade na utilização efetiva dos dados. Assim, empregar uma transformação em toda a empresa, com a ambição de reformular de uma só vez a estratégia, a organização, a análise e a tecnologia pode ser um caminho pouco eficaz. Na verdade , para efetivamente alcançar a transformação da empresa será preciso desenvolver a cultura de orientação a dados e ter uma metodologia que torne essa nova perspectiva possível. Uma abordagem pragmática focada em levar a empresa a se tornar orientada a dados, conhecida como ‘DUDE’ ( do inglês data-driven transformation, understand, design & execute), tem trazido resultados satisfatórios. A abordagem desta metodologia está estruturada em três fases. A primeira fase, do diagnóstico, consiste em avaliar o estado atual e definir a visão da estratégia de dados, permitindo que a organização alcance um entendimento claro de seu nível de adequação orientado a dados. É a etapa na qual se avalia o estágio de maturidade da empresa em estratégia, organização, análise e tecnologia. Essa fase, permitirá que a empresa tenha uma visão precisa de oportunidades e lacunas críticas para alcançar a visão e os objetivos de dados desejados. O design, etapa seguinte, se refere à identificação e organização de oportunidades de negócios que podem agregar valor à empresa, comprovando a utilidade do uso dos dados para melhorar as operações, reduzir custos, fornecer mais informações para a tomada de decisões, transformar a experiência do cliente e reduzir o tempo de resposta Finalmente, na execução, etapa final, se dará o desenvolvimento de casos de uso, a comprovação do valor dos dados. A fase de execução exige a melhoria contínua para o desenvolvimento de uma cultura baseada em dados, assim como da capacidade de conduzir autonomamente as rotinas de implementação e monitoramento. Para ter sucesso na fase de execução, as empresas devem cuidar de quatro pilares: governança de dados, execução de casos de uso, arquitetura e ferramentas BDAA e implementação de modelo operacional. A escolha de uma metodologia, pode fazer toda a diferença para que uma empresa alcance a transformação orientada a dados. Os benefícios potenciais de uma transformação de negócios orientada a dados têm chamado a atenção de empresas de diversos setores, mas, como qualquer outra grande mudança, os desafios podem ser substanciais e exigir experiência prática, liderança e comprometimento.

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