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A reinvenção das empresas de Telecom na era digital

O setor de telecom está passando por um momento de grandes transformações. Embora muitas operadoras tenham se transformado em provedores de serviços digitais para lidar com as novas demandas, o setor continua vulnerável às rápidas mudanças dos ciclos tecnológicos, às ações de concorrentes e às novas necessidades dos clientes. Nos últimos 20 anos, a maioria das redes foi projetada com o objetivo de atender à crescente demanda por mobilidade. Mas agora a necessidade a ser atendida é a crescente demanda de disponibilidade de banda para o acesso à internet em mobilidade. As explosões de aplicativos e jogos de realidade aumentada, streaming de vídeo ao vivo e questões relacionadas a violações de segurança são os atuais desafios. As empresas agora estão caminhando na construção de redes autônomas sob demanda para conectar o ecossistema digital em torno dos seres humanos, monetizando a digitalização das interações humanas com as máquinas (IoT). Na jornada de transformação do setor de Telecom, a virtualização é a chave para impulsionar a eficiência operacional, a agilidade e a inovação de serviços. A necessidade de superar a saturação nos sistemas legados deve ser apoiada por investimentos em arquiteturas digitais ágeis, centradas na nuvem e baseadas em software – Software Defined Networks (SDN) e Network Functions Virtualisation (NFV).  Desafios e Oportunidades para as Operadoras À medida que a economia global se torna digital, as empresas de Telecom enfrentam novos desafios e oportunidades. Por um lado, a indústria está sendo pressionada pelo aumento da oferta dos serviços de comunicação digital de terceiros, que ignoram as tradicionais operadoras e ganham grande popularidade com os subscritores. As fronteiras competitivas estão mudando à medida que as principais empresas do setor continuam encolhendo, em parte sob pressões regulatórias, mas também porque a mídia social está abrindo novos canais de comunicação. Entre as empresas de telecomunicações dos EUA, por exemplo, a voz fixa e móvel representava em 2017 menos de um terço do acesso total, ante 55% em 2010, enquanto a receita proveniente de dados/receita total passou de 25% em 2010 para 65% em 2017. Por outro lado, a digitalização não é apenas uma ameaça, mas oferece às empresas de Telecom uma oportunidade de reconstruir suas posições de mercado, reinventar seus modelos de negócios e criar ofertas inovadoras para os clientes. Não é surpresa que a maioria dos executivos do setor considera a digitalização uma das suas principais prioridades, mas poucas empresas estão perto de captar todo o seu potencial. Em uma pesquisa realizada com líderes globais, pela EY em 2017, algumas principais constatações foram levantadas em relação a este movimento de digitalização: A competição disruptiva está no topo da lista de desafios do setor. Modelos de negócios digitais, experiência do cliente e controle de custos lideram a agenda estratégica de 2020. A rede domina a agenda de gastos de curto prazo, mas uma série de melhorias de TI também está sendo buscada. O Capex de rede está em alta, mas os perfis de gastos de TI variam. A confiança está aumentando em relação a novas oportunidade de serviços digitais, mas ainda existem muitas dúvidas a respeito A análise e a virtualização são os principais impulsionadores da inovação, mas a TI legada e a falta de habilidades estão atuando como freios. A automação de processos lidera a lista de capacitadores de TI de longo prazo. A tecnologia 5G irá redefinir o setor após 2020 Um recorte por geografia mostra que as visões das operadoras diferem de acordo com a maturidade do mercado, com suas perspectivas sobre as prioridades da indústria, barreiras de transformação e a próxima onda de tecnologias de acesso à rede variando significativamente entre diferentes regiões. As operadoras nos mercados desenvolvidos estão mais preocupadas com as melhorias na experiência do cliente, devido principalmente à concorrência disruptiva. Como serão as empresas de telecomunicações no futuro? As empresas de Telecom já estão migrando dos tradicionais serviços de conectividade por voz, dados e linhas fixas para serviços digitais como os Cloud Services (SaaS, PaaS, IaaS,  Cloud management & security) e a tendência é tornarem-se players multisserviços, oferecendo uma variedade de serviços de consultoria, tecnologia, digital e gestão, ao mesmo tempo que irão criar soluções novas e inovadoras. Serviços para cidadania (eleições eletrônicas, documentos digitais), saúde (cirurgias remotas), segurança pública (inteligência para as forças policiais), além da agricultura e pecuária (internet das coisas no campo), já começam a ser a realidade. Serviços 5G já estão sendo experimentados pelos operadores nas indústrias manufatureiras para controle das máquinas industriais, na telemedicina, nas Smart Cities, no controle remoto de veículos, nos sistemas logísticos avançados para os portos. Em pouco tempo, não serão apenas as pessoas que estarão conectadas pela internet, mas também as roupas, os carros, os computadores, a água, os edifícios. Tudo estará emitindo informações. Será o mundo da inteligência artificial e cognitiva. O futuro das telecomunicações será um hub de conectividade abrangente e inteligente para alimentar milhões de dispositivos e máquinas hiperconectadas, e capaz de incorporar novos dispositivos e oferecer novos serviços sob demanda. Com a atual complexidade das redes de telecomunicações baseadas nos sistemas legados B/OSS, esta transformação é um desafio. A infraestrutura de telecomunicações existente é hard-wired e requer uma integração extensiva de vários domínios para atender às demandas de operações inteligentes. Esta infraestrutura terá que ser transformada para garantir a conectividade aos bilhões de dispositivos (IoT), tornar-se virtualizada e autocondicionada, para ser capaz de simplificar as operações por meio de automação, orquestração de serviços e plataformas e dispositivos. A transformação aumentará a capacidade analítica massiva para entender padrões, sequenciamento de tempo de eventos, tendências de mercado e comportamento do consumidor através da Inteligência Artificial (AI) com profundas técnicas neurais de Machine Learning. Três principais estratégias que as empresas devem adotar Com o novo cenário digital, as empresas de telecom não têm outra escolha senão mudar fundamentalmente seus modelos operacionais e de negócios. O setor precisa se estruturar para obter o retorno financeiro do alto capital empregado e adotar estratégias de transformação digital que simplifiquem suas operações, melhorem a experiência do cliente e gerem novas oportunidades

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Simplicidade - design e inovação

Design e Inovação – Mantenha a simplicidade no seu negócio

“Simplicidade é a sofisticação definitiva” Esta frase, atribuída originalmente à Leonardo da Vinci, representa um dos pilares fundamentais do design de experiência: a simplicidade. Experiências simples são mais atrativas e gratificantes por não necessitarem de manual, serem simples de compreender e, consequentemente, exigirem menos do nosso cérebro. Em uma era onde recebemos estímulos e informações a todo instante, exigir menos do cérebro quando queremos que alguém adquira nosso produto ou serviço é um fator primordial para o sucesso. A importância da simplicidade pode ser observada no Global Brand Simplicity Index (http://simplicityindex.com/), estudo global produzido anualmente pela Siegel+Gale, uma consultoria estratégica de marcas. No último levantamento de 2017, 64% dos consumidores afirmaram que estariam dispostos a pagar por um preço maior para ter experiências mais simples e 61% estão mais dispostos a recomendar uma marca por oferecer simplicidade tanto na experiência como nas formas de comunicação. O estudo também apresenta o desempenho financeiro das companhias que investem em simplicidade de experiência. O relatório indica que essas empresas cresceram entre 2009 e 2016, em valor de mercado, 433% mais que outros índices como o S&P 500, que acompanha o valor de mercado das 500 maiores empresas listadas na bolsa norte americana e o DAX 30, que acompanha as 30 maiores empresas alemãs. Como demonstra o gráfico abaixo: A pesquisa apresenta dados do supermercado alemão Aldi como primeiro colocado pela quarta vez consecutiva. A rede, além de ser famosa por oferecer preços baixos, proporciona uma experiência extremamente simples aos seus clientes. As lojas são pequenas, a variedade de produtos é limitada a marcas próprias – uma ou duas marcas por tipo de produto – e a qualidade dos produtos é considerada muito boa. Isso facilita a escolha dos clientes e agiliza o processo de compras, que termina em um checkout extremamente ágil. Essa simplicidade tem auxiliado no crescimento da rede na Alemanha e internacionalmente. No ranking apresentado pelo estudo, aparece também o supermercado Lidl, em segundo lugar, com um conceito muito parecido com o Aldi. O Google surge em terceiro, a Netflix em quarto e a Ikea, varejista de móveis de origem sueca, em quinto lugar. Todas essas empresas possuem inúmeros exemplos de simplicidade em suas interfaces ou modelos de negócio: a busca simples e eficiente do Google ou a simplicidade dos planos oferecidos pela Netflix em comparação com as TVs a cabo. Criar uma experiência simples para os clientes passa necessariamente por três pontos fundamentais: Entender as necessidades primárias dos clientes Entender o que os clientes necessitam é o primeiro passo para o desenho de uma experiência simples e eficiente. Quando essa necessidade primária não é mapeada de forma correta, tendemos a aumentar o número de atributos de um produto ou a quantidade de diferentes opções de modo a atingir mais consumidores e minimizar o risco do lançamento do produto ou serviço. Isso invariavelmente resulta em experiências não tão gratificantes para uma parte significativa dos clientes. Minimizar o esforço consciente e cognitivo de seu cliente As pessoas possuem uma propensão natural de se adaptar a produtos e serviços familiares, com funcionalidades simples e que não demandam uma grande quantidade de esforço consciente e cognitivo. Ninguém gosta de ler manuais e a “lei do mínimo esforço” é uma verdade absoluta da evolução humana. Um exemplo icônico é a história contada por Mike Evangelist, engenheiro de software da Apple, em sua experiência com Steve Jobs. Durante a apresentação do protótipo de um software de gravação de DVD, o próprio Mike passou por todas as telas do software, mostrando as diversas janelas, com possibilidades e opções diferentes de gravação que o usuário poderia ter. Após a apresentação, Steve Jobs foi até um quadro branco, desenhou um retângulo com um círculo dentro escrito burn (gravar em inglês). Era assim que ele queria o software, com apenas um botão, que fazia exatamente o que todo usuário precisava, sem demandar esforço ou conhecimento prévio dos usuários. Não oferecer muitas opções Quando oferecemos muitas opções, estamos frustrando e não agradando os clientes. O psicólogo Barry Schwartz, em seu livro “O Paradoxo da Escolha” apresenta com detalhes experimentos que buscam defender sua teoria de como a atual abundância de diferentes produtos e serviços está prejudicando o bem-estar no mundo. Em resumo, quanto mais escolhas temos, mais frustrados ficamos com os produtos que adquirimos, porque pensamos nos outros que deixamos de comprar. Oferecer poucas opções de modelos ou planos aos clientes é fundamental para uma boa experiência e fidelidade dos clientes. Ter esses três pontos em mente quando desenhamos um novo produto, um novo serviço ou uma nova interface, ajuda a manter a experiência a mais simples possível para os clientes. Isso contribui para o aumento da satisfação dos consumidores e para uma possibilidade de sucesso da inovação planejada. Tenha sempre em mente: “A simplicidade é a sofisticação definitiva”.

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Process Mining

Process Mining: Descubra a realidade nos seus processos

Normalmente, as metodologias para mapear e otimizar processos de negócio são baseadas em entrevistas, workshops e métodos qualitativos que envolvem a participação intensiva de clientes e colaboradores. Estes métodos são muito demandantes em tempo e esforço, envolvem custos bastante relevantes e nem sempre garantem uma visão completa dos processos.

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Metodologia Agile

Agilize-se: a Metodologia Agile de Gestão de Projetos

O surgimento do comércio eletrônico no Brasil no início dos anos 2000 gerou uma série de transformações nos ambientes de negócios das empresas de varejo. O e-commerce marcou o início da mudança do papel do desenvolvimento tecnológico dentro do contexto das empresas, fazendo com que a tecnologia deixasse de ser suporte às áreas de negócios e passasse a ser parte da estrutura Core.

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Transformação Digital óleo e Gás

Transformação Digital na Indústria de Óleo e Gás

Com a transformação digital que estamos vivenciando nos vários setores econômicos, a indústria de Óleo e Gás também tem tido a oportunidade de redefinir seus limites. Após um período de queda nos preços do petróleo, maiores pressões por responsabilidade socioambiental e outras demandas do setor, a digitalização vem atuando como um facilitador para enfrentar esses desafios e gerar valor a todos os seus stakeholders. O avanço nas tecnologias e a conectividade cada vez mais ampla de dispositivos proporcionam uma oportunidade real de melhoria competitiva para as empresas de Óleo e Gás. Com a transformação digital, as empresas conseguem reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade e a competitividade, obter maior controle das operações e, o mais importante, tornar sua base de ativos mais inteligente e eficiente. Tecnologia e inovação digital não são novidades nesta indústria, mas apenas uma pequena fração do grande volume de dados gerado está sendo usada para a tomada de decisões. Uma única sonda de perfuração em um campo de petróleo, por exemplo, pode gerar terabytes de dados todos os dias. Na década de 1980, as empresas de Óleo e Gás começaram a adotar tecnologias digitais, com foco no melhor entendimento do potencial de produção e recursos de uma reserva petrolífera, aumentando a eficiência operacional em campos de petróleo em todo o mundo. Uma onda de iniciativas digitais varreu a parte da indústria nos anos 90 e início deste século, mas ainda de forma incipiente. Durante a maior parte desta década, o setor não aproveitou as oportunidades que derivam do uso de dados e tecnologia de maneira significativa. Mas este cenário já está mudando. Tecnologias digitais como inteligência artificial, machine learning e cloud computing vêm ajudando o setor a reescrever seu cenário operacional. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já demonstram operações no Brasil com tecnologias digitais e inovadoras no setor, através da modelagem geológica de reservatórios, da geração e transmissão de dados em tempo real, da automação de dados e imageamento 3D por satélite, dos poços equipados com nano sensores e da utilização de robôs wireless em poços e em sistemas submarinos. A seguir exemplificamos como algumas das novas tecnologias estão sendo aplicadas na prática na indústria de O&G. Automação de Processos Robóticos – RPA A RPA (Robotics Process Automation) é uma solução de automação com uso de software cujo objetivo é substituir tarefas repetitivas, operacionais e baseadas em regras claras. Pode ser utilizada em atividades meio como finanças, contabilidade, recursos humanos, serviços jurídicos, atendimento ao cliente, gestão de supply chain e serviços compartilhados, para desempenhar tarefas como: realizar a abertura de e-mails, fazer o download de um anexo e realizar a cópia de dados de uma planilha para um sistema ERP, por exemplo. Na indústria de Óleo e Gás, a RPA utiliza softwares ou robôs para executar estas tarefas operacionais com maior rapidez, visando aumentar as capacidades e economizar tempo. Baseada em regras, a automação realiza com agilidade e exatidão as atividades designadas, oferecendo resultados imediatos e mensuráveis. A RPA pode ser utilizada na análise dos processos de exploração e produção, integração da automação industrial, relatórios operacionais, compliance e otimização de desempenho das perfurações. Tomando como exemplo um processo de compliance de um gasoduto, a RPA permite que as empresas monitorem todos os aspectos, desde o ponto de vista operacional, identificando os desvios, caso ocorram. A RPA na indústria de O&G certamente está tendo um impacto na produtividade da força de trabalho, mas sua implementação tem se dado em ondas. Na primeira onda, a RPA era focada em transferir tarefas operacionais para os robôs – como contas a pagar, folhas de pagamento, recebimentos etc. Na segunda onda, o foco foi em aprender a transformar a automação cognitiva em um leitor digital. E hoje em dia, a terceira onda está utilizando o software de robotização para agilizar as ordens de compra e obter um impacto positivo direto nas receitas. Inteligência Artificial – IA A Inteligência Artificial está sendo aplicada às atividades de exploração e produção de óleo e gás, promovendo grandes mudanças, principalmente quando integrada a outras tecnologias. A IA permite que as empresas descubram tendências e prevejam ineficiências. Seu uso traz eficiência para as operações desde o C-level até o trabalhador de campo, automatiza processos e agiliza operações comerciais manuais. Com a IA as empresas conseguem identificar quais poços precisam de maior atenção e é capaz de fornecer recursos para que bombas monitorem painéis, equipamentos e tubulações. O uso de dados e a automação de informações sobre as bombas possibilitam que as empresas de óleo e gás atuem com maior capacidade, impactando diretamente seus resultados. A junção de sensores, software, mobilidade e conectividade no campo permite que operadores utilizem essas ferramentas de automação para atualizar seu status de ordem de serviço em tempo real. Além de aumentar a produtividade e reduzir os gastos, a IA também reduz os fatores de risco e melhora a segurança. Através da análise de dados, as plataformas de inteligência de campo podem alertar as bombas quando houver algum problema de segurança e conseguir antecipar ações. Com essa tecnologia, os poços podem ser auto medidos sem que os bombeadores precisem sair de seus caminhões. Algumas empresas já têm adotado a inteligência artificial nas suas instalações. A ExxonMobil, nos EUA, em parceria com o MIT, Massachusetts Institute of Technology, está há 18 meses desenvolvendo um robô para operar submerso realizando exploração em águas profundas. O robô está sendo programado para executar tarefas rotineiras como realizar inspeções visuais, ler mostradores, indicadores de nível e posições de válvulas, navegar por obstáculos e caminhos estreitos, mas também será responsável por detectar potenciais locais de extração de hidrocarbonetos. Internet das Coisas – IoT A IoT (Internet of Things) é uma rede de objetos físicos que possuem tecnologia embarcada, sensores e conexão capaz de coletar e transmitir dados. A integração das informações diminui o tempo de resposta a imprevistos e identifica áreas para melhoria nos processos de manutenção de equipamentos ou até nos processos de perfuração. A IoT gera desde maior eficiência e economia de custos até

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O Design de Experiência Como Diferencial Competitivo

Em seus esforços de inovação e diferenciação, muitas empresas não consideram detalhes que podem prejudicar a experiência vivida pelos clientes e, com isso, deixam de aproveitar grandes oportunidades de mercado. Para uma empresa que deseja inovar, é importante conhecer toda a jornada de experiência de seus clientes, seu perfil, necessidades de consumo e os principais fatores que os levam a tomar sua decisão de compra. A Experiência do Cliente Pequenos detalhes podem representar pontos de atrito na experiência vivida pelos clientes ao interagir com o produto ou o serviço. As frustrações, inconvenientes, complicações e decepções sofridos pelo cliente durante a experiência de consumo podem trazer consequências na satisfação com os produtos ou serviços prestados, chegando a neutralizar os benefícios percebidos e tornando a experiência de consumo insatisfatória. As empresas não devem mais se preocupar somente em oferecer bons produtos ou serviços. Mais do que nunca, é preciso entender profundamente seu cliente e fornecer uma experiência única, com o mínimo de atrito possível e o máximo de transparência. Essa experiência única, capaz de estabelecer uma relação duradoura e rentável entre marca e cliente, é fruto do Design de Experiência. O case da Netflix com a experiencia do cliente O exemplo da Netflix é especialmente interessante, pois a empresa nasceu da insatisfação do seu fundador, Reed Hastings, com as empresas de locação de DVD da época. Além da necessidade do deslocamento para um local físico com risco de não encontrar o DVD desejado, havia o desconforto do deslocamento para a devolução deste filme. Foi então que Reed Hastings, observando este mercado, decidiu fundar a Netflix, em 1997, em parceria com Marc Randolph. O primeiro modelo de negócios da empresa visava eliminar os principais pontos de desconforto dos clientes de locadoras tradicionais, oferecendo filmes em DVD entregues pelo correio a partir de uma pequena assinatura mensal do serviço. Esse modelo eliminou três pontos de insatisfação do cliente: (1) a necessidade de deslocamento até a locadora, (2) o risco de não encontrar o filme pretendido e (3) as taxas por atraso na devolução. Anos depois, a Netflix continuou se reinventando, ao implantar uma plataforma de vídeo streaming na internet, que detém atualmente mais de 125 milhões de clientes espalhados pelo mundo, com uma receita de aproximadamente 12 bilhões de dólares. Atualmente, a gigante do streaming, que experimenta um crescimento exponencial, continua criando formas de melhor atender os seus consumidores. A Netflix tem investido na ciência de algoritmos de recomendação, para oferecer sugestões de filmes, programas ou séries, conforme as preferências de consumo dos clientes ou classificações de conteúdos da Netflix feitas por eles. Esses algoritmos exploram o que os clientes assistem e os encorajam a acessar conteúdos com os quais possuem maior afinidade. Além disso, esse denso conhecimento sobre o que o cliente gosta de assistir tem sido vital na produção de conteúdo (filmes e séries) proprietário e exclusivo cada vez mais relevante ao público, contribuindo para aumentar ainda mais o engajamento dos clientes com a empresa. Nubank e a experiência do usuário Nubank é outro ótimo exemplo de como ouvir seus clientes e pensar na melhor estrutura para levar uma empresa a crescer e se desenvolver de forma exponencial. O aplicativo da empresa permite que os consumidores estejam totalmente no controle do processo, dando agilidade e autonomia nas tomadas de decisão. O próprio cliente pode bloquear ou desbloquear o cartão, aumentar ou diminuir o limite, ou reportar um problema com alguma compra suspeita, sem a necessidade de terceiros. A empresa desenvolveu uma estrutura operacional eficiente focada em squads, uma inspiração captada do modelo de operação do Spotify. Os squads são estruturas especializadas e divididas ao longo da jornada do usuário, com uma estrutura funcional composta por designers, engenheiros, analistas e uma equipe de atendimento ao cliente. São colaboradores que estão em contato direto com o consumidor e que recebem insights interessantes e diferentes todos os dias. A equipe de atendimento ao cliente convida semanalmente usuários para testar seus produtos e opinar sobre as novas funcionalidades, fazendo com que a startup tenha uma perspectiva única e privilegiada de seus produtos e funcionalidades. Os usuários estão envolvidos em todas as etapas do processo e quando um projeto está em andamento, a interação e o feedback são quase imediatos. É uma estrutura padrão de atendimento ao cliente, que já alcançou 13 milhões de pedidos de novos cartões em apenas três anos de operação. Eles cuidam da experiência do usuário, e isso lhes permite criar um forte vínculo com cada consumidor. A Jornada do Consumidor através do Design Criar uma jornada com o mínimo de atrito através do design, como fizeram Netflix e Nubank, é uma tarefa árdua e exige um trabalho minucioso e detalhado de observação, vivência experimental, entrevistas com clientes e redesenho de processos e sistemas em busca da melhor experiência possível. Apesar de trabalhoso, é um processo fundamental para qualquer empresa que almeja aumentar o engajamento com os clientes e, consequentemente, a lucratividade do negócio no longo prazo. Uma boa constatação da causalidade entre design e lucratividade é o Design Value Index, índice criado pelo Design Management Institute, localizado em Boston, EUA. Esse índice acompanha a performance financeira na Bolsa dos EUA de 16 empresas que integram o Design Thinking com sua estratégia corporativa. A lista de empresas inclui, entre outras, empresas como Apple, Nike, Coca Cola, Starbucks e Walt Disney. Segundo a última atualização do índice, em 2016, estas empresas apresentaram um retorno sobre o investimento 211% acima do índice S&P 500, que acompanha 500 grandes empresas norte-americanas. Esse foi o terceiro ano consecutivo em que a diferença de performance entre os índices superou a casa dos 200%. Investir em uma melhor experiência significa hoje investir em um diferencial competitivo sólido, de difícil replicação, e garante maior fidelidade de clientes e lucratividade.

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