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Data Analytics

Data Analytics: um investimento estratégico necessário, porém complexo

Em abril de 2013, o Wall Street Journal publicou uma matéria com o título “O grande ativo que a maioria das empresas ignora: dados do cliente”, onde relata que as empresas estão sentadas em um tesouro de dados de clientes, mas na maioria das vezes não sabem como usá-los. E esta é uma realidade que vemos até hoje. Apesar de Moore ter acertado em 1965 nas suas previsões com sua famosa lei sobre o crescimento da capacidade de armazenamento, ele não imaginava o potencial de geração de dados que as tecnologias emergentes, como IoT por exemplo, teriam. Esse crescimento vertiginoso do volume de dados que estamos vivenciando tem como reflexo uma aceleração rápida dos investimentos em Big Data e Inteligência Artificial. Mas, muitas empresas estão investindo seus recursos nestas tecnologias ainda sem saber qual a melhor trajetória a seguir, simplesmente pelo medo das mudanças disruptivas que podem vir a surgir ou na tentativa de se preparar de alguma forma para poder tirar proveito no futuro dessas minas de informações. Não há dúvidas que o Data Analytics é uma fonte de preocupação para as empresas porém, quão efetivamente seu uso está se tornando uma vantagem competitiva é uma questão complexa. Uma pesquisa recente realizada pela NewVantage Partners, com 65 empresas líderes de mercado e integrantes da lista Fortune 1000, revela que 91% destas empresas investem em Big Data e IA, porém menos da metade afirma ter conseguido criar uma organização data-driven e 77% consideram que a adoção destas tecnologias continua sendo um grande desafio. E os principais obstáculos a estas transformações não são necessariamente relacionados a desafios tecnológicos (apenas 5% citam a tecnologia), e sim fatores culturais (pessoas e processos). Possuir as ferramentas corretas é altamente importante, mas não é incomum os executivos subestimarem o significado das dimensões organizacionais e culturais requeridas para a construção de uma função de Data Analytics (DA) bem sucedida. E quando isso acontece, as iniciativas de Data Analytics podem falhar e não entregar os resultados necessários para elevar a empresa a um novo patamar de desempenho comercial ou operacional. Ou seja, além dos investimentos em tecnologia,  é imprescindível que as empresas se estruturem em termos de organização, processos, sistemas e pessoas. Segundo pesquisa da International Data Corporation, publicada pela Harvard Business Review, além destas quatro dimensões, as empresas bem-sucedidas iniciaram este movimento desenvolvendo uma estratégia integrada, envolvendo a organização como um todo, incluindo um claro entendimento dos objetivos a serem alcançados e como estes seriam medidos. Os maiores desafios dos gestores para o uso efetivo de Data Analytics Thomas H. Davenport, professor e autor norte-americano especialista em tecnologia da informação e Analytics, afirma que o ingrediente que falta aos gestores para o uso efetivo do Data Analytics é o “entendimento do que é possível”. Dados, hardware e software são abundantes, mas a compreensão humana das possibilidades é menos comum. Por isso, os gestores precisam ser mais bem preparados e muitas vezes auxiliados  na construção de uma equipe de Analytics nas suas áreas ou empresas. Entre as principais dificuldades dos gestores, destaca-se: Vencer a complexidade dos dados: O primeiro desafio que limita o valor do Big Data para as empresas é a compatibilidade e a integração. Uma das principais características do Big Data é que ele vem de várias fontes. No entanto, se esses dados não forem naturalmente congruentes ou fáceis de serem integrados, a variedade de fontes pode dificultar que as empresas consigam gerar insumos de negócio válidos para poder explicar uma determinada tendência ou comportamento do cliente e, em seguida, gerar uma tomada de decisão. Por exemplo, durante um projeto conduzido pela BIP Brasil, um dos nossos clientes precisava analisar a jornada dos seus clientes que usavam um App como modalidade de self-caring (autoatendimento) e entender porque esses clientes tinham a necessidade de ligar em seguida para um call-center para serem atendidos novamente. A ausência de detalhes nos bancos de dados quanto ao percurso realizado no App, bem como o horário de uso do mesmo (para poder comparar com o horário da ligação ao call-center e verificar a relação de precedência) impossibilitou essa análise. Com isso foi necessária uma análise qualitativa baseada na escuta de ligações, bem mais demorada e não holística, para conseguir definir ações que evitassem essas chamadas e melhorar a experiência do cliente. Além disto, muitas vezes as informações relevantes para o negócio são armazenadas por meio de dados desestruturados (ex: comentários ou reclamações de clientes sobre um determinado produto realizadas em algum site ou rede social) e as tecnologias que permitem explorá-los (speech-to-text, motores de cognição, reconhecimento de imagens, etc…) ainda são de difícil acesso ou simplesmente caras apesar de estarem em constante evolução. Evitar a má-interpretação dos dados: a correlação que se pode observar entre variáveis selecionadas para realizar um determinado estudo pode levar a conclusões e decisões equivocadas. Até os algoritmos de Machine Learning, utilizados para mapear relações entre informações, quando impropriamente aplicados podem mostrar uma boa correlação entre algumas variáveis, porém sem que exista necessariamente uma relação de causa-efeito entre as mesmas, fazendo com que o resultado não seja utilizável como insumo para uma eventual tomada de decisão. Este efeito é potencializado pela multiplicidade de variáveis disponíveis hoje em dia com a emergência do Big Data. Consequentemente, para conseguir tirar proveito do Big Data é imprescindível que as empresas aprendam a olhar além das correlações e identificar as que apontam para uma verdadeira relação causa-efeito, base para gerar insumos valiosos. Tomemos como exemplo um Marketplace que pretende realizar campanhas via Google Ads para promover um determinado produto para o usuário que visualizou esse mesmo produto no seu site nos últimos dias. Uma análise de correlação fria demostraria que os clientes que receberam essa campanha apresentam uma maior probabilidade de comprar o produto em questão. Porém, esses clientes já tinham visitado o site (ou seja, já tinham demostrado interesse no produto) antes mesmo da campanha ser disparada, o que significa que eles já estavam mais propensos que os demais clientes a comprar o produto. Sendo assim, fica muito

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PMBOK

Como as práticas do PMBOK podem auxiliar os processos de aquisição de TIC da administração pública?

Com a evolução digital global, os Governos também têm feito esforços no sentido de tornarem-se mais digitais e conectados com a Sociedade, tanto na oferta de novos canais de comunicação, como também visando uma melhoria da gestão pública, ao oferecer mecanismos que garantam à Sociedade maior transparência, economicidade e desempenho dos serviço. Neste contexto, os investimentos em TIC respondem por uma parte considerável do orçamento público. Porém, como as aquisições na área de TI são, na maioria das vezes, objetos intangíveis, o controle destes desperdícios não é trivial e este montante não passa incólume a desvios e ações de corrupção. Além de seu caráter estratégico, o grande volume de recursos empregados na contratação de serviços de TIC pelas organizações públicas no Brasil tem despertado interesse da sociedade civil e dos órgãos de fiscalização e muitos estudos têm sido realizados visando a melhoria na gestão destes processos de aquisição e gestão dos recursos. Nesse sentido, várias iniciativas buscam não só uma boa condução destes processos, mas primam que os projetos estejam alinhados com o Planejamento Estratégico de TIC e com o Planejamento Estratégico do órgão. A sociedade clama por uma máquina estatal que seja capaz de cumprir o seu papel social, que seja o catalizador das mudanças e que entregue ao cidadão uma estrutura de bem-estar e produtividade para o país. Mas sem pagar um preço alto com corrupções e desvios que minam a confiabilidade e questionam a capacidade dos governos. E para atingir este objetivo, a Administração Pública tem buscado modelos de gestão que já são praticados em vários países. O guia PMBOK, baseado nas melhores práticas de Gerenciamento de Projetos e que recebe contribuições do mundo todo, é um destes modelos nos quais a Administração Pública tem se baseado. Encontramos várias iniciativas de gerenciamento de projetos na própria legislação pública, que tem se aperfeiçoado para adaptar-se aos novos contextos. Neste artigo, meu objetivo é mostrar que o PMBOK apresenta uma série de ferramentas e processos já testados e utilizados como melhores práticas nas organizações privadas, que podem suportar a administração pública nesta difícil tarefa. Os processos PMBOK de gerenciamento de aquisições Para as contratações da Administração Pública de soluções de TI foi instituída a Instrução Normativa nº 1 de 2019 (revogando a IN 04/2014), emitida pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Neste instrumento, são disciplinados os procedimentos de contratação, que incluem as ações para a programação estratégica e as fases do processo (Planejamento da Contratação, Seleção do Fornecedor e Gestão do Contrato). Ao analisarmos o PMBOK, notamos que os processos previstos no Guia também estão alinhados a estas diretrizes legais, onde podemos notar a preocupação com a fase de planejamento, contratação/aquisição e gestão do contrato.  Desta forma, podemos dizer que as ferramentas e documentações previstas nesta área de conhecimento do PMBOK são facilmente aplicáveis ou adaptáveis aos processos das organizações da administração pública. De acordo com o PMBOK, um gerenciamento eficaz de aquisições deve passar por quatro principais fases: Planejamento do gerenciamento das aquisições Nesta primeira fase, deve-se realizar o levantamento da documentação das decisões de compras do projeto, especificando a abordagem e identificando fornecedores em potencial. Para esta fase, existem algumas ferramentas comprovadamente eficazes como:  opinião especializada, coleta de dados, análise de dados, reuniões e análise para seleção de fontes (menor custo, qualificações, qualidade/técnica, qualidade/custos). Condução das aquisições Após realizar o planejamento, a fase de condução das aquisições é onde toda a estratégia definida é colocada em prática. Na administração pública, esta fase é altamente controlada e supervisionada pelos tribunais de contas estaduais e federais. Para se iniciar o processo de condução das aquisições, todos as saídas (outputs) entregues pelo processo de planejamento deverão ser consultadas e obedecidas para garantir o devido alinhamento estratégico do projeto. Nesta fase também temos a influência dos fatores ambientais e processos organizacionais. Um dos principais documentos de entrada deste processo são as propostas dos fornecedores. Estas propostas devem possuir todas as informações básicas que serão usadas pelo grupo de avaliação, para definir um ou mais licitantes melhor qualificados para o início da habilitação e depois uma possível adjudicação do vencedor. Quando a licitação é de concorrência por preço é usual que a proposta de preço seja desvinculada da proposta técnica. As avaliações devem ser conduzidas conforme planejado no processo anterior. Para condução desta etapa, o PMBOK sugere a consulta a especialistas para avaliar tecnicamente as propostas. Estes especialistas podem ser: áreas funcionais e/ou usuários das soluções que estão sendo adquiridas; especialistas regulatórios do setor e especialista em negociação. Um item muito importante nas organizações de administração pública é a publicação dos editais de licitação. A  iniciativa de contratação de serviços deve ser divulgada publicamente para garantir o direito de participação de todos os fornecedores. Nesta divulgação devem estar descritos de forma clara e objetiva os critérios de avaliação e a especificação técnica dos bens e serviços que serão adquiridos. Para garantir o alinhamento e o entendimento de todos os interessados, devem ser realizadas reuniões com os licitantes e o conteúdo deve estar disponível para todos, evitando tratamento preferencial a qualquer um dos participantes. A análise de dados que deve ser usada neste processo inclui, entre outras, a avaliação das propostas. Estas devem ser avaliadas para garantir que respondam integralmente a todos os documentos da licitação, especificação do trabalho das aquisições, critérios de seleção e quaisquer outros adendos incluídos no edital de licitação. Neste processo de análise de dados, são colocados em teste todas as habilidades técnicas da equipe envolvida no processo de aquisição. A comissão de licitação deve ter poder de decisão e poder de eliminar fornecedores e assinar contratos. Controle das aquisições Uma vez realizada a aquisição, as organizações públicas devem fazer o acompanhamento e verificar a aderência aos requisitos descritos no edital de licitação. Sendo assim, o processo de controlar aquisições deve monitorar o desempenho do contrato, fazer mudanças e correções conforme apropriado e encerrar os contratos. Este processo deve ser realizado ao longo de todo o projeto, todas as vezes que

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E-commerce B2B

E-commerce B2B: transformando o ato de compra e venda

O crescimento do comércio eletrônico B2B foi lento no início, mas estima-se que as vendas nesse setor terão um aumento explosivo nos próximos anos e crescerão além do mercado B2C.  Uma pesquisa realizada pela consultoria Forrester Research, indica que as vendas do e-commerce B2B tiveram crescimento de cerca de 11% em 2018 nos Estados Unidos, com um faturamento anual de, aproximadamente, US$ 900 bilhões. As vendas B2B vêm se transformando digitalmente por mais de duas décadas, mas ainda há a urgência de criar soluções mais elaboradas para dar suporte às complexidades desse setor. 94% dos executivos de B2B do mercado norte-americano acreditam que o comércio eletrônico B2B é fundamental para aumentar a vantagem comercial e melhorar os resultados.  Para provar que o e-commerce B2B está se intensificando, a Amazon é o melhor exemplo. Desde o lançamento do Amazon Business em 2015, o gigante do varejo on-line entrou agressivamente no setor B2B, atraindo mais de um milhão de clientes corporativos. Com o comércio eletrônico nos EUA a caminho de  atingir US$ 1,2 trilhão até 2021 , segundo a Forrester, é crucial que os negócios B2B acelerem seus movimentos em direção à transformação digital. Esse novo paradigma de negócios digitais, onde as expectativas dos clientes estão mais altas do que nunca, oferece às empresas uma maneira de alavancar também sua presença física no mercado. Até o momento, a presença física atuou como uma âncora para as empresas que tentam competir em um mundo digital, mas agora oferece aos vendedores também a oportunidade de diferenciar competitivamente seus serviços.  O Instituto Gartner estima que o mercado de plataformas de comércio digital cresça a um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de mais de 15% de 2015 a 2020, incluindo receita de SaaS, licenças e manutenção. Além disso, o Instituto ainda  prevê que, até o final do ano passado, 40% dos sites de comércio digital B2B usaram algoritmos de otimização de preços e ferramentas de cotação (CPQ) para calcular dinamicamente os preços dos produtos. Compradores B2B estão ficando mais jovens Esta mudança no comportamento dos compradores B2B é em grande parte explicada pela nova geração que está entrando no mercado. De acordo com um recente relatório do Google, quase metade dos compradores B2B são millennials, jovens, conhecedores de tecnologia e sofisticados. Ao contrário da geração anterior, eles esperam a facilidade de uso com que estão acostumados nos sites de consumo. Entender as preferências exclusivas de compra desses compradores mais jovens será cada vez mais crítico para o crescimento de longo prazo dos negócios B2B. Os compradores não estão mais dispostos a tolerar processos de compra complicados. Eles esperam interfaces de autoatendimento intuitivas e disponibilidade de comércio eletrônico 24/7.  A importância da experiência Omnichannel para e-commerce B2B Para as empresas B2B, no mundo em rápida transformação como estamos vivenciando hoje, não é fácil criar uma experiência eficaz de canal omni. Isto requer a integração de tecnologias de classe mundial e a transformação de estruturas e processos organizacionais legados. No entanto, para os negócios B2B que conseguirem entregar esta experiência única ao cliente, o omnichannel pode representar uma poderosa vantagem competitiva. Estas experiências envolvem, por exemplo, a possibilidade de realizar a compra on-line e fazer a retirada ou embarque no dia seguinte a partir de um ponto físico local. Estes processos são, geralmente, difíceis, caros e complexos. E aí está os grandes desafios deste negócio. As necessidades do cliente estão se tornando mais diversificadas e mudam constantemente, sobrecarregando os recursos e as capacidades das organizações de vendas. Os B2Bs que não adotam o e-commerce acabam criando uma lacuna entre as necessidades do consumidor e as opções de canais oferecidos pelas empresas. Mas mesmo com tudo isso, é preciso pensar na melhor forma de desenvolver um e-commerce B2B e entender como as empresas podem criar estratégias para aumentar suas vendas e receitas através dele. Os canais digitais estão proporcionando uma nova jornada do cliente Essa mudança dramática – da atividade tradicional de topo do funil, baseada em catálogos impressos e conversas com representantes de vendas, até o início do processo de descoberta por meio de pesquisas digitais – está refazendo a jornada do comprador B2B. O crescimento e o sucesso das experiências com o comércio digital B2C estão criando grandes expectativas para os compradores B2B ao fazerem as aquisições on-line. Os atuais clientes B2B, semelhantes aos consumidores B2C, estão fazendo a transição da descoberta de produtos e comportamentos off-line para ambientes on-line e mobile. As características dos compradores B2B são muito semelhantes aos clientes B2C em termos de expectativas semelhantes quanto aos recursos e capacidades das funcionalidades: Serviço rápido de entrega: demanda por entrega no dia seguinte ou o tempo estimado de chegada do produto se tornou parte das expectativas dos compradores B2B. A maioria dos clientes considera a fase de cumprimento do prazo de entrega importante ou muito importante, destacando a capacidade de rastrear os produtos adquiridos, independentemente do canal ou das opções de entrega escolhidas.  Visibilidade de estoque: a transparência quanto à disponibilidade do produto na loja ou em qualquer canal também é semelhante para os compradores B2B e B2C.  Experiência superior ao cliente: os compradores e consumidores B2B querem serviços úteis para apoiar sua jornada de compras. A criação de portais e um ambiente de conveniência podem melhorar a experiência do cliente oferecendo opções de autoatendimento e localizadores de lojas, além de recomendações e revisões personalizadas de produtos. Mudanças organizacionais e de processo são fundamentais Construir uma estratégia de comércio uni-canal B2B vem junto com seus desafios. As empresas B2B que aperfeiçoam sua operação comercial também devem considerar o desenvolvimento de programas de gerenciamento de mudanças, novas estruturas organizacionais que se alinham ao comportamento do cliente e melhorias nos processos de negócios para permitir a integração das experiências. Com a estratégia correta, certamente os negócios B2B que investirem nos canais digitais irão se diferenciar no mercado.

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Responsabilidade social

Millennials impulsionam marcas a praticar responsabilidade social

Práticas de responsabilidade social e ambiental não são mais opcionais. São atitudes esperadas. Para ter sucesso, é cada vez mais importante que as empresas definam claramente como estão investindo na sustentabilidade, na transparência e na ética. Quanto mais clara a sua empresa puder ser com o cliente sobre a sua história, desenvolvimento de produtos e as iniciativas gerais do consumidor, maior chance terá de criar confiança e, consequentemente, fidelidade. Ser identificada como uma marca genuína e com um propósito claro são características importantes para que as empresas se tornem socialmente responsáveis e, segundo um estudo da Unilever, 33% dos consumidores já fazem suas escolhas de marcas considerando este posicionamento. Graças às plataformas sociais, as marcas têm inúmeras possibilidades de criação de conteúdo para estimular conversas e relacionamentos reais com os compradores. Quanto mais informações a sua empresa puder oferecer, melhor. Mas a mensagem precisa ser autêntica e baseada em fatos e atitudes reais. O que os millennials esperam das empresas E quando analisamos o perfil das novas gerações millennials, estas características são ainda mais importantes. O millennium é um consumidor consciente e responsável e as questões relacionadas à ética, honestidade e responsabilidade social de uma marca são cada vez mais importantes em suas decisões de compra. Os millennials esperam que as empresas: Invistam ativamente na solução de problemas sociais e ambientais Causem um impacto positivo na sociedade Sejam honestas, transparentes e justas ao fazer negócio Atendam às necessidades do cliente Se preocupem com o bem-estar dos funcionários Adaptem-se facilmente às mudanças e ofereçam produtos e serviços de qualidade Empresas líderes globais em responsabilidade social em 2018 O estudo Global CR RepTrak, do Reputation Institute, avalia todos os anos cerca de 230.000 indivíduos de mais de 140 empresas, com o objetivo de monitorar a responsabilidade social das empresas globais. A pesquisa ranqueia essas companhias de acordo com as suas capacidades de cumprir obrigações fiscais (governança), seu papel na sociedade (cidadania) e sua competência de ser um empregador justo (local de trabalho). Em outubro de 2018, o Google liderou o ranking com a melhor reputação de responsabilidade corporativa, seguida pelas empresas Rolex, Disney, Nintendo e Lego. A diretora de pesquisa do Reputation Institute, Ana Angelovska, afirmou que, para ganhar reputação através da responsabilidade corporativa, é essencial que a empresa pratique o que prega em termos de propósito de marca. As companhias com melhor classificação são aquelas que se preocupam com causas sociais, trabalham de forma ética e geram um diálogo relevante e autêntico sobre a responsabilidade fiscal, social, ambiental e do empregador. O Google lidera o estudo global de responsabilidade corporativa, se destacando na categoria Workplace. Isso se deve à sua alta reputação em oferecer aos trabalhadores um local de trabalho adequado e próspero, além de oportunidades iguais, bem-estar e incentivo aos funcionários. Todos os trabalhadores anseiam por uma cultura acolhedora, transparente e que incentive o desenvolvimento. A empresa oferece uma infinidade de benefícios, incluindo refeições orgânicas gratuitas preparadas por chefs, médicos disponíveis no local, subsídios para carros híbridos, lugares para descansar, jogos, entre outros. Além disso, foi uma das primeiras empresas a disponibilizar aos seus funcionários um horário flexível e permitir que eles trabalhem de acordo com suas preferências. A companhia os deixa à vontade para explorar todas as formas de trabalho, dando liberdade para que possam criar da maneira que desejarem, em um ambiente criativo e de colaboração. Isso permite que o desempenho dos trabalhadores seja maior e que eles estejam sempre satisfeitos. Mas assim como o Google, outra empresa merece destaque pela forma como atua no mercado, conduzindo seus negócios de maneira justa, ética e clara. Quando se trata de transparência na produção de produtos e contribuição social e ambiental, nenhuma empresa do ranking tem se saído melhor que a Lego. Desde 2013, a companhia é parceira do World Wildlife Fund, uma das maiores organizações de conservação do mundo. Através dessa parceria, a Lego busca reduzir as emissões de CO2 nas operações de manufatura e na cadeia de suprimentos, e promover ações globais sobre a mudança climática. Além disso, a empresa vem investindo em energia eólica para fabricar blocos LEGO e pretende até 2030 atingir o desperdício zero em suas operações. Recentemente, em março de 2018, o nome da empresa se tornou sinônimo de sustentabilidade ambiental. A Lego anunciou que vai produzir peças feitas de plástico vegetal proveniente de cana-de-açúcar. A linha de produtos sustentáveis ​​envolve elementos como folhas, arbustos e árvores feitos inteiramente de plástico à base de plantas. A empresa está literalmente colocando seu propósito ambiental e sua responsabilidade corporativa em seus produtos. Investir na qualidade do produto, na ética e no pró-social pode melhorar positivamente a posição da sua empresa no mercado. Além disso, uma comunicação clara sobre o compromisso da sua marca atrelada à responsabilidade social e ambiental ajuda a motivar e engajar toda a organização. Se a sua empresa puder investir em iniciativas socioambientais, isso irá estimular o interesse, a participação e a confiança dos clientes, funcionários e investidores. Eleve os esforços de responsabilidade social da sua companhia, mas não esqueça de ser autêntico. Ao conectar os principais valores ou produtos da sua marca com uma causa social ou ambiental, sua empresa terá a chance de inspirar, criar confiança e alimentar a fidelidade à marca.

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Blockchain

Como o Blockchain pode beneficiar as operadoras de Telecom

Diante de um mercado altamente competitivo com players cada vez mais digitais, as empresas de Telecomunicação estão sendo muito pressionadas a reduzir custos, simplificar os processos de negócios e encontrar novas fontes de receita. Neste cenário, você não pensaria em blockchain como primeira opção, porém esta tecnologia pode ter um importante papel em criar valor para as operadoras. Mas como o blockchain se diferencia de outras tecnologias existentes? Basicamente, ela permite manter o histórico de transações em redes distribuídas de servidores. Se alguém tentar adulterar, duplicar ou alterar qualquer parte do registro, todas as partes interessadas terão conhecimento. Além disto, o Blockchain grava todas as alterações no registro de dados e permite reconstruir facilmente o histórico. Com isto, garante segurança, rastreabilidade e transparência aos dados das transações. Ao meu ver, uma das principais aplicações do blockchain, além das famosas criptomoedas, são os Smart Contracts. Ao invés de um pedaço de papel, os “Contratos Inteligente” são escritos em códigos, onde são definidas as regras e as consequências previstas no contrato. O Smart Contract verifica e reforça a negociação/aplicação de um contrato, e se faz cumprir por si só, após a transação ser concluída. Ou seja, funciona como uma função “auto-executável”, automática. Essa função possibilita transações entre pessoas desconhecidas de um modo mais confiável e sem a necessidade de um intermediário. A ausência desse terceiro influi diretamente no custo da transação, o que possibilita menor preço para o cliente, além de aumentar a liberdade para que os negócios sejam geridos de acordo com a preferência dos envolvidos no processo.  Como o Blockchain está sendo aplicado nas empresas de Telecom Como em todas as indústrias, as operadoras de Telecom também têm forte interesse em utilizar a tecnologia Blockchain. E, entre os casos de uso que estão sendo experimentados, destaco alguns: Pagamentos via celular Em 2017, foi criado o Carrier Blockchain Study Group (CBSG) como consórcio entre operadoras do mundo inteiro com o objetivo de estudar casos de aplicação do blockchain na indústria de Telecom. Incialmente criado pelas operadoras Sprint (EUA) e Softbank (Japão), o consórcio ganhou adesão e, em julho de 2018, já contava com 12 membros: Xiata, PLDT, Telin, Turkcell, Viettel, Zain. They join Etisalat, Far EasTone, KT, LG Uplus, SoftBank and Sprint. Entre os casos de uso que estão sendo estudados, vale citar a criação de uma plataforma que permite pagamentos via celular entre operadoras. Por exemplo, as operadoras Sprint e Softbank, em conjunto com a startup TBCASoft, permitem que clientes do Softbank no Japão viajem para as EUA e paguem em dólares usando o celular. Reconciliação entre operadoras de roaming internacional O processo de roaming internacional gera uma quantidade enorme de dados. As operadoras trocam informações de ligações ou tráfego de internet em roaming assim que os clientes recebem o valor da fatura. E, caso qualquer informação esteja faltante ou errada, inicia-se um processo demorado e complicado de reconstrução da transação. No primeiro semestre do 2018, as operadoras Colt (UK), BT (UK), HGC Global Communication (Hong Kong), Telefonica (Espanha) e Telstra (Austrália) comunicaram ao mercado que estão testando o uso do blockchain para os pagamentos do roaming internacional entre as operadoras. As transações dos clientes em roaming em tempo real são gerenciadas por uma plataforma baseada em blockchain que verifica as informações e executa o quanto foi definido entre as operadoras com base em Smart Contract.  Em 2018, uma plataforma parecida já foi lançada também pela operadora Sul Coreana KT e está sendo testada juntamente com os gigantes China Mobile (China) e NTT DoCoMo (Japão). Marketplace para roaming internacional Indicada pela Forbes em dezembro de 2018 como startup “destruidora” no mundo das telecomunicações, a Bubble Tone criou o primeiro marketplace no mundo baseado em blockchain que conecta clientes e operadoras. A empresa permite que os clientes estrangeiros possam fazer ligações e navegar localmente sem trocar o SIM, contratando pacotes oferecidos por operadora local via marketplace e pagando diretamente na fatura da própria operadora. A operadora contratada pelo cliente recebe automaticamente os valores da operadora do cliente através Smart Contract. Mas por que o Blockchain ainda não é muito utilizado? Como todas as tecnologias, o blockchain também está passando por uma fase de amadurecimento, que é fundamental para que seja adotada em larga escala. Se lembrarmos no caso da Internet, por exemplo, esta demorou mais de 10 anos para ser amplamente utilizada. Além disto, existem ainda alguns problemas de segurança que precisam serem resolvidos para proteger as informações de hackers e garantir a segurança que as empresas estão buscando. Mas, como procurei demonstrar, as empresas já estão experimentando diversos casos de uso do blockchain e nos próximos anos certamente assistiremos a uma forte aceleração de aplicação. Com todas estas evidências, o importante é que as operadoras de Telecom não fiquem de fora e aproveitem esta tecnologia e todas as suas possibilidades.

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Inovação

O importante papel da liderança na inovação

No ano passado, a BIP Itália promoveu uma discussão com 22 CEOs de grandes empresas europeias para discutir o tema Inovação e Criatividade, com foco na importância da liderança para estimular a criatividade coletiva e implementar a cultura da inovação. Para incentivar este debate, contou com dois especialistas em liderança e inovação: Linda Hill, professora de Harvard e Greg Brandeau, ex-CIO da Pixar. Ambos são autores do livro “Collective Genius: The Art and Practice of Leading Innovation”. Os executivos do encontro foram unânimes em afirmar que estimular a criatividade coletiva não é um processo simples. E, para que as organizações possam inovar constantemente, é preciso desconstruir as noções convencionais de liderança e incentivar a inovação como um tipo de solução colaborativa de problemas entre pessoas que possuem diferentes conhecimentos e pontos de vista. Segundo a Professora Linda, o papel dos líderes na transformação das empresas deixou de ser apenas o de propor uma ideia ou visão e levar as pessoas a cumpri-la da maneira mais rápida e eficiente possível. Hoje, o papel do líder deve ser o de coordenar a criação coletiva dos funcionários da empresa em direção à inovação e diferenciação. Se a empresa está realmente tentando construir uma organização capacitada, é preciso auxiliar as pessoas a fazerem um trabalho inovador e que realmente faça a diferença para os clientes da organização. Um outro ponto destacado pela Professora Linda Hill é que, geralmente, as organizações consideradas criativas e inovadoras são comunidades que possuem três características: abrasão criativa, agilidade criativa e resolução criativa. A abrasão criativa significa a geração de ideias através do diálogo, do debate e do discurso entre pessoas da própria equipe, entre os funcionários e o chefe e até mesmo entre equipes diferentes. Organizações inovadoras amplificam a diversidade e o conflito saudável. Essas empresas sabem que argumentos fortes e construtivos são importantes para gerar uma gama de alternativas viáveis e soluções inovadoras para problemas complexos. Alimentar uma cultura forte de debate pautado em fatos e análise de dados cria um time muito mais preparado para colaborar entre si e repensar modelos atuais, pensando sempre na melhoria do negócio. Sobre esse mesmo ponto, Greg Brandeau comentou que a abrasão criativa era um pilar importante no dia a dia da Pixar. Segundo ele, todos funcionários eram incentivados a dar opiniões e conselhos aos diretores sobre suas visões e pontos de vista. Basicamente, o pensamento da empresa é que ideias inovadoras só irão surgir se você as expor e abraçar outras ideias que são contrárias às suas. É preciso haver a diversidade e o conflito dentro das empresas para que as ideias sejam refinadas, a fim de criar um banco sólido repleto de novas visões. A segunda característica, a agilidade criativa, consiste em poder experimentar e refinar as ideias por meio de iniciativas, reflexões e ajustes rápidos de rota. A utilização de metodologias como o Design Thinking, que coloca o cliente no centro da inovação, incentiva o desenvolvimento ágil de protótipos e permite o erro e rápida correção de rota, possibilitam um ritmo muito mais veloz de trabalho e engajam muito mais todo o time no processo de inovação. Na Pixar, segundo Greg Bradeau, eles permitem que tudo seja aberto e possível de mudar, até que o trabalho esteja realmente finalizado e entregue. Essa abertura permite que o trabalho envolva muito aprendizado, improvisação, debate e desenvolvimento, resultando em um processo de inovação dinâmico, rico e ágil. Já a terceira característica, a resolução criativa, está relacionada à tomada de decisão de forma que os funcionários possam combinar ideias diferentes e até opostas, com o objetivo de reconfigurá-las em novas combinações para produzir uma solução nova e útil para todos. Organizações inovadoras não permitem que um grupo específico ou um indivíduo domine o debate de ideias e centralize a tomada de decisão, mesmo que seja o chefe ou um especialista no assunto. O grupo toma as decisões em conjunto, assumindo os frutos ou ônus das mesmas e buscando sempre a melhoria. Além de propiciar um ambiente favorável à inovação, baseado nas três características descritas acima, o líder próprio precisa desenvolver comportamentos que estejam alinhados a esta cultura esperada. Durante o encontro Greg Brandeau personalizou o líder de inovação na figura de Steve Jobs, com quem trabalhou durante anos na NeXT e na própria Pixar. Segundo ele, Steve Jobs possuía quatro comportamentos fundamentais que possibilitavam que a equipe inovasse de forma conjunta, ágil e eficiente. Um líder de inovação procura críticas – Durante o processo seletivo para entrar na NeXT, Brandeau teve 4 dias de reuniões com várias pessoas da equipe para se preparar antes de chegar à entrevista com Jobs e conta que o encontro com Jobs durou apenas 10 minutos. Segundo ele, Jobs começou desenhando no quadro-negro para explicar como funcionava o sistema financeiro da empresa, mas ele não tinha os detalhes tão bem do sistema. Nesse momento, Greg passou a fazer perguntas, criticar e fazer sugestões de melhoria no modelo atual, que eram rebatidas por Steve Jobs. Após poucos minutos discutindo, quando Jobs percebeu que Greg não iria desistir das ideias e posições, Jobs falou que ele estava contratado e esperava vê-lo conduzindo parte das melhorias discutidas. Um líder de inovação visa criar um senso de comunidade na empresa – Greg Brandeau conta que quando estavam preparando o Toy Story 2, houveram alguns problemas, que consumiram três dos quatro anos para completar o filme. O prazo para finalizar o filme era muito apertado e se não houvesse um grande esforço dos colaboradores, o mesmo não seria lançado na data prevista. Nesse contexto, Steve Jobs decidiu distribuir um bônus para toda a equipe – incluindo os colaboradores que trabalhavam na cozinha, guardas de segurança, time financeiro, etc. Como resultado, todos que trabalhavam na empresa sentiram que faziam parte da produção desse filme e sentiam a responsabilidade de ajudar os colegas no que pudessem. Esse senso de comunidade existe até hoje na Pixar, garantindo um alto nível de colaboração entre os colaboradores e facilitando toda e qualquer transformação ou projeto necessário.

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Big Data tem sido usado para reduzir risco e garantir compliance em O&G

Em um setor onde a segurança está tão intimamente ligada à eficiência, é vital que as empresas tenham dados limpos e úteis ​​em todos os aspectos de suas operações. A análise avançada pode ser uma parte essencial dessa solução, mas o mais importante é que as organizações sigam uma abordagem baseada em dados. Na indústria de O&G, a análise de dados em tempo real certamente apresenta oportunidades inovadoras para estabelecer uma produção de petróleo mais eficiente, uma redução nos custos e riscos, uma melhoria da segurança, uma maior conformidade regulatória e uma melhor tomada de decisões. Mas hoje em dia, as vantagens não param por aí. Visando atender às diversas regulações e promover mais transparência e credibilidade ao negócios, as áreas de compliance das petrolíferas vêm se beneficiando do enorme volume de dados gerados diariamente nas operações e têm utilizado diversas técnicas de Big Data para identificar potenciais irregularidades. Ter pleno controle e comando das informações significa a possibilidade de desenhar o próprio futuro com mais previsibilidade, o que se traduz em vantagem competitiva e eficiência operacional. Quanto mais informações compuserem o universo da análise de dados, maior a oportunidade de redução de riscos. Já consciente deste benefícios, a indústria de Óleo e Gás tem investido fortemente em procedimentos mais robustos para identificar, mensurar e gerenciar os riscos que afetam o negócio. O uso dos dados em tempo real para a identificação de irregularidades Atualmente, o advanced analytics possibilita a captura e a integração de dados de toda a empresa e permite identificar como os riscos são difundidos em toda a rede de negócios. Essas informações capturadas são importantes para melhorar os controles e identificar não conformidades de forma automática. O uso da inteligência artificial baseada em modelos preditivos e machine learning permite que grande quantidade de dados sejam transformadas em indicadores de risco, performance operacional, produtividade e valor para as organizações, contribuindo para as análises dos departamentos de Risco, Compliance, Antifraude, Prevenção à Lavagem de Dinheiro, etc. Com a utilização de modelos estatísticos e um banco de dados robusto é possível identificar atividades suspeitas em tempo real, além do apontamento de possíveis áreas de atenção. O machine learning permite ao modelo “aprender” novas formas de fraudes utilizando retroalimentação. Um exemplo é o recebimento de e-mails criptografados que, caso sejam identificados como suspeito, geram um alerta aos novos e-mails semelhantes, tornando possível o computador ter autonomia para aprender novos tipos de fraudes e tentar bloqueá-las em segundos. Outra aplicação do Big Data em compliance é a prevenção à lavagem de dinheiro através de correlações entre contas bancárias, clientes e diversas outras variáveis visando encontrar alguma irregularidade. Este tipo de atividade demandaria muito custo caso fosse realizada de forma manual, sendo assim, além de auxiliar na prevenção e aumento da transparência, a tecnologia consegue simplificar processos manuais que demorariam dias para serem realizados. Neste sentido, o Big Data é uma revolução nos processos tradicionais, promovendo avaliações mais precisas, análises de crédito acuradas, detecção de fraudes e identificação de padrões de comportamento, tanto em relação ao cliente quanto aos produtos. O que a indústria de O&G no Brasil tem feito Quando analisamos a indústria de O&G no Brasil, notamos investimentos cada vez maiores em boas práticas de governança corporativa e compliance  nas empresas e a estimativa é que se tornem cada vez mais presentes na rotina e nas atividades das instituições. Muitas delas estão utilizando o compliance para manter o controle e a integridade no combate à corrupção. A Comissão de Compliance do IBP, composta por Chiefs Compliance Officers como Petrobras, Shell, BP e Chevron vem se dedicando à determinação de ações coletivas e diretrizes na condução das suas atividades e na criação de boas práticas voltadas às atividades da indústria de O&G. A Petrobras, por exemplo, busca ampliar e criar mecanismos de compliance no controle às práticas de integridade. A petroleira implantou um novo modelo de gestão e governança e tem trabalhado para garantir a conformidade dos processos e aprimorar os mecanismos de prevenção, detecção e correção, que impeçam a ocorrência de desvios éticos, como fraude, corrupção e lavagem de dinheiro.

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Inteligência artificial no varejo

A Inteligência Artificial aplicada ao setor de Varejo

A aplicação da Inteligência Artificial é uma realidade cada vez mais constante no varejo. Algumas redes já vêm se beneficiando de análises de grande volume de dados de padrões de compra, histórico de visualização online, previsões do tempo, tendências de mídia social, análise da expressão facial, entre outras. Ao tornar as previsões mais precisas, o machine learning e a visão computacional antecipam as expectativas do consumidor e melhores previsões permitem melhorar o gerenciamento de suprimentos, definir promoções impactantes e, até, personalizar preços. Preços em tempo real As tradicionais etiquetas de papel, com marcadores colados sobre o preço original para mostrar os descontos serão “coisas do passado”. Com a Inteligência Artificial, os preços personalizados se tornarão uma oportunidade para os varejistas aumentarem suas margens. Um varejista, por exemplo, poderá monitorar seus clientes para saber como estes se comportam quando compram um produto afim de identificar e ajustar as táticas de vendas mais eficazes. Assim, as prateleiras digitais podem oferecer informações dinâmicas e atraentes aos clientes para aprimorar sua experiência de compra. A análise de imagem e vídeo está sendo desenvolvida para entender as jornadas do cliente, direcionar as promoções em momentos relevantes e maximizar a eficácia dos negócios. A loja pode observar como um cliente analisa e experimenta um produto ou serviço e aproveitar essa oportunidade para oferecer um desconto. Ou, também, cobrar um valor maior para aquele consumidor, porque sabe que ele está com pressa ou que tem uma boa condição financeira. Isso poderia permitir aprimorar abordagens para testar ofertas, preços, descontos e promoções. A Kairos, por exemplo, usa reconhecimento facial e IA para identificar clientes e informar os lojistas sobre suas preferências e necessidades, além de medir o tráfego de pessoas ao longo do dia na loja e detectar o humor e o nível de atenção dos compradores. A partir dessas informações, a empresa consegue oferecer um serviço mais personalizado, com ofertas individuais a partir de históricos de compras anteriores do cliente. As tecnologias aplicadas ao varejo ajudam não só a identificar falhas e fazer previsões de demandas, mas também ajudam a reduzir o estoque em excesso.  Com os aplicativos de IA, as empresas conseguem saber quais produtos são estocados com base em seus registros históricos, impedindo que eles se acumulem. Um sistema automatizado pode facilitar a reposição e o reabastecimento de um local a partir de câmeras de sistemas de vigilância com tecnologia inteligente que rastreiam o estoque em tempo real. Alimentos perecíveis podem se tornar automaticamente mais baratos à medida que se aproximam da data de vencimento. Assim, os preços podem flutuar de forma dinâmica em tempo real de acordo com a demanda. O checkout automático já é uma realidade As tecnologias de Inteligência Artificial também vêm permitindo maior rapidez e fluidez do ambiente offline, através do checkout non-stop e do pagamento automático. Se antes os clientes precisavam esperar em fila para finalizar sua compra e pagamento,  agora eles podem fazer o checkout digital instantaneamente. A Zara, por exemplo, criou estações self-checkout em uma loja em Madri e a Waitrose, no Reino Unido, e está testando um aplicativo móvel que permitirá que os clientes da myWaitrose escanem os códigos de barras de produtos em seus smartphones enquanto colocam mercadorias na cesta de compras. Além disso, o aplicativo permitirá que as ofertas dos produtos digitalizados sejam vistas imediatamente. Porém, o movimento mais inovador foi dado pela Amazon ao inaugurar a Amazon Go, um minimercado sem filas e caixa que aos clientes retirem as mercadorias das prateleiras e sair sem precisar parar em um caixa ou esperar em uma fila. Basta entrar, pegar o que precisa e sair. A experiência Just Walk Out Shopping permite que tudo seja feito pelo aplicativo Amazon Go. Ao passar pela catraca da porta, o consumidor digitaliza o código de barras personalizado a partir do aplicativo. Uma visão computacional permite identificar os clientes assim que eles entram na loja e detecta automaticamente quando os produtos são retirados ou retornados às prateleiras. Além da visão computacional, tecnologias da IA com fusão de sensores e aprendizado de algoritmos permitem que essa experiência ocorra sem falhas. Centenas de câmeras monitoram cada movimento de quem entra na loja, controlando tudo que o cliente coloca na cesta. Quando os compradores saem, o sistema envia o recibo da compra por e-mail – com detalhes do que o cliente comprou, quanto pagou e quanto tempo passou na loja – e cobra diretamente no cartão de crédito. As lojas Amazon Go contam com softwares de reconhecimento de imagem e inteligência artificial que prometem mudar a forma como o varejo se relaciona com seus consumidores. É uma experiência única para o usuário, por não precisar enfrentar filas e, para as lojas conhecerem o cliente e seu comportamento a fundo, podendo recomendar produtos, sugerir ou orientar sobre qualquer item em estoque. A importância da utilização dos dados Outros exemplos são o Carrefour e a Target, com a implantação de dispositivos eletrônicos (beacons) nas lojas para coletar dados sobre o comportamento dos clientes e seus padrões de compra, e passaram a usar algoritmos de machine learning para determinar quais são as promoções personalizadas para enviar clientes enquanto eles fazem compras. O Carrefour teve um aumento de 600% em usuários de aplicativos depois que passaram a coletar dados. As empresas grandes possuem grandes quantidades de dados e aplicativos sofisticados de precificação que possibilitam responder rapidamente a mudanças no preço e na demanda, mas a realidade é que apenas 52% dos varejistas conseguem ter fácil acesso a dados. A inteligência artificial surge também para ajudar as lojas de varejo a capturar e gerenciar os dados externos, para que elas consigam entender melhor o seu consumidor e ofereçam uma experiência de compra mais intuitiva. No futuro, as tecnologias de inteligência artificial também poderão ser usadas em larga escala para entregar mercadorias minutos após a compra. A maioria das empresas hoje investem em drones aéreos não tripulados. A cadeia de lojas de conveniência 7-Eleven se tornou a primeira varejista dos EUA a enviar pedidos via drones aos seus consumidores. Em razão da complexidade

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Energias Renováveis em o&g

Energias renováveis e o reposicionamento das empresas de O&G

Desde a Revolução Industrial até os dias atuais, os combustíveis fósseis ainda são os recursos centrais da matriz energética mundial. Mas com os problemas ambientais das últimas décadas, a utilização das formas de energia “não limpa” tem sido colocada em xeque e vários países vêm investindo na busca de novas fontes alternativas. A China, por exemplo, ao longo dos anos, foi se adequando às mudanças climáticas e investindo em novas maneiras de aperfeiçoar a oferta energética, transformando-se na líder mundial de investimento em energia limpa. Em 2017, o Governo Chinês criou uma “revolução energética” com o intuito de reduzir significativamente as emissões de CO² do país. O plano estratégico da China vem seguindo seus objetivos de diminuir o uso de carvão e substituí-lo por fontes mais limpas: 2% da carga de distribuição dos seus edifícios deverá ser proveniente da energia solar térmica até 2020. Os Estados Unidos também lideraram esse crescimento do uso de energias renováveis, contribuindo com cerca de 50% do aumento da geração de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Em uma escala global, as renováveis tiveram a maior taxa de crescimento em comparação com as outras matrizes de energia no ano de 2017. A geração de energia renovável, segundo o recente Relatório Global de Status de Energia e CO², aumentou 6,3%, impulsionada pela expansão da energia eólica, solar e hidrelétrica. A energia eólica foi responsável por 36% do crescimento total da produção de energia renovável, seguida pela energia solar fotovoltaica (27%), hidrelétrica (22%) e bioenergia (12%). Mas apesar do crescimento exponencial na geração dessas energias, a hidrelétrica continua sendo a maior fonte de produção de eletricidade, com uma participação de 65% na produção de energia renovável. Embora as energias renováveis tenham crescido rapidamente em 2017, a redução da intensidade das emissões de carbono foi de menos de um terço do que seria necessário para alcançar as metas climáticas. Além disso, a participação de combustíveis fósseis na demanda energética global em 2017 permaneceu em 81%, um nível que se mantém estável por mais de três décadas. A questão ambiental, a redução dos custos, os menores riscos regulatórios e as novas tecnologias são fatores essenciais para impulsionar a expansão das fontes de energia renováveis. Um relatório divulgado em 2017 pelo International Renewable Energy Agency (IRENA), mostrou que projetos e leilões de tecnologias de geração de energias renováveis são mais baratos e deverão continuar com preços inferiores às tecnologias fósseis até 2020. Os dados mostram também que o custo de geração da energia eólica apresentou queda de 25% desde 2010, assim como o de energia solar fotovoltaica, com uma redução de 73%. Os investimentos das companhias de O&G em Energias Renováveis A indústria de energias renováveis tem sido cada vez mais atrativa e a tendência é que se torne um investimento a longo prazo, reduzindo a dependência do uso de combustíveis fósseis. Graças aos avanços tecnológicos, é possível perceber que as mudanças no setor estão acontecendo. Empresas petrolíferas também estão diversificando os investimentos na transição energética global. Essas empresas estão investindo em P&D de eficiência energética, na captura e no armazenamento de carbono e apostando na transição das energias renováveis. De olho no futuro do mercado mundial energético, em tempos onde muito se fala de economia de baixo carbono, em maio deste ano a norueguesa Statoil mudou o nome da empresa para Equinor, como uma estratégia de reposicionamento para uma ampla companhia de energia. A mudança também segue outras companhias de óleo e gás que retiraram a palavra petróleo do nome – caso das britânicas British Petroleum (hoje BP) e British Gas (BG, adquirida pela Shell) – para se consolidarem em atividades voltadas à área de energia. A empresa norueguesa há tempos investe em energias renováveis. No ano passado, por exemplo, a Scatec Solar ASA e a Statoil concordaram em estabelecer uma Joint Venture 50/50 para construir, possuir e operar plantas solares de grande escala no Brasil. A Joint Venture tem a ambição de se tornar um player significativo no mercado solar nacional. A Equinor se apresenta agora como uma empresa internacional de energia que investe nos setores de petróleo, gás, energia eólica e solar em mais de 30 países em todo o mundo. Outro exemplo é a Raízen, criada a partir da junção de parte dos negócios da Shell e da Cosan. Com o objetivo de oferecer hoje a energia do futuro, a empresa também aposta em alternativas energéticas de matrizes renováveis, com constante investimento em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. A Petrobras também não está fora deste movimento. O Plano de Negócios 2018-2022 já previa que a Petrobras voltaria a atuar em fontes renováveis, uma vez que a economia mundial está orientada cada vez mais para o baixo carbono, juntamente com o grande potencial do Brasil para desenvolvimento de energias eólica e solar Depois de quatro anos, onde priorizou investimentos na exploração e produção de petróleo visando a redução de seu endividamento, a Petrobras decidiu retomar investimentos em energia renováveis. Em julho deste ano, a estatal anunciou ter assinado um memorando de entendimentos com a empresa francesa Total com o objetivo de desenvolver projetos em conjunto nos setores de energia solar e eólica no Brasil. Atualmente, a Petrobras tem participações em quatro projetos de energia eólica no Nordeste, com um total de 104 megawatts (MW) de capacidade. A empresa aproveita o grande potencial que existe no Brasil para essa energia, que hoje representa apenas 8% da matriz energética, mas que deverá atingir 20% em 2019. As energias renováveis na matriz brasileira O Brasil, porém, ainda se encontra muito atrás na utilização de fontes alternativas de energia em comparação à Alemanha, China e Estados Unidos. No tratado em Paris, o país se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030, em comparação aos níveis de 2005. No setor de energia, o Brasil estabeleceu três metas: ter 45% de participação das energias renováveis na matriz energética, aumentar a participação de bioenergia para 18% e expandir de 28% para 33% a participação de fontes renováveis na

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