Categoria: Bip na Mídia

Investimentos em energias renováveis

25 de novembro de 2020 – Diário do Comércio Guilherme Stuart* A matriz energética mundial é majoritariamente baseada em combustíveis fósseis altamente poluentes. Porém, essa dinâmica nos últimos 40 anos vem mudando com o aumento da produção de energia via energias renováveis. Até 1980, o consumo de energia oriundo de hidrelétricas, torres eólicas, usinas solares e demais energias renováveis representava menos de 6% de toda a produção mundial, segundo dados da Our World in Data. Em 2019, o índice saltou para cerca de 10%. Sem dúvida, o aumento do uso de fontes renováveis no planeta se deve ao constante aperfeiçoamento das tecnologias concernentes, bem como da necessidade das nações reduzirem suas emissões de dióxido de carbono (CO2). O Brasil encontra-se bem posicionado no setor, com aproximadamente 43% da produção de energia já provenientes de energias renováveis, com destaque para as energias eólica, hidráulica, solar e biomassa – resíduo da produção de etanol. Mesmo com a matriz energética substancialmente mais renovável que a média global, os investimentos na área continuam a todo vapor. Na América Latina, o país liderou o ranking de investimentos no setor ao registrar aportes de US$ 6,5 bilhões em 2019, um acréscimo de 74% em relação ao ano anterior, segundo dados da Bloomberg NEF (BNEF). As perspectivas futuras são ainda mais animadoras. Hoje, o Brasil é um dos três mercados emergentes mais atraentes para a realização de investimentos no setor, ficando atrás somente de Índia e Chile, de acordo com a última edição do relatório Climatescope – também produzido pela Bloomberg NEF. O estudo considerou indicadores de 104 mercados emergentes em transição energética e mediu a capacidade dos países de atrair capital para fontes de energia com baixa emissão de carbono. Nem mesmo a crise provocada pela Covid-19 deve diminuir as oportunidades de investimentos no País, segundo relatório da Business Integration Partners do Brasil (BIP). A consultoria aponta que mesmo com a eventual redução dos investimentos em energia renovável em 2020, o foco em sustentabilidade e a transição energética para essas fontes mais limpas tendem a continuar fortalecidas nos próximos anos. Dentro desse contexto, hoje, as oportunidades de investimentos mais atraentes no País encontram-se em projetos de energia eólica e solar. Recentemente a Prisma, gestora de investimentos liderada por Marcelo Hallack, levantou R$ 480 milhões e atraiu 3.800 investidores qualificados na oferta pública de distribuição de cotas do Prisma Proton Energia. O valor levantado na oferta será utilizado para a aquisição de quatro usinas de geração fotovoltaica, localizadas nos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia, e que juntas possuem capacidade de geração de 114 MW. Tal movimentação referenda o apreço cada vez maior dos investidores por projetos energéticos renováveis. Apesar do crescimento, a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica ainda possui uma participação de menos de 2% da matriz energética brasileira (4,5 GW no total), de acordo com estudo da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). Já a capacidade instalada de energia eólica no país é de 9,3% (16 GW no total), conforme relatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (AB EEólica). Os dados mostram que ainda há espaço para uma ampla expansão de fontes renováveis no Brasil e, portanto, a tendência é de que grandes oportunidades de investimentos continuem ocorrendo ao longo dos próximos anos. Sem dúvida, é muito benéfico para a sociedade quando o mercado financeiro propicia a estruturação de projetos que geram desenvolvimento econômico com base em uma agenda ambiental positiva. Esse movimento vem se intensificando fortemente e, o que é melhor, cada vez traz menos barreiras de entrada para novos empreendedores. *Sócio da RGS Partners [email protected] Link: https://diariodocomercio.com.br/opiniao/investimentos-em-energias-renovaveis/

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Black Friday 2020: confira as empresas que estão oferecendo descontos

Época Negócios – 23 de novembro de 2020 Saiba quais são as companhias que vendem itens de decoração, pacote de viagem e comida com preços promocionais A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe uma série de mudanças em muitos setores. Não foi diferente no varejo — um dos mais afetados pela crise —, que teve o comportamento do consumidor voltado mais para o digital. Esse novo comportamento reflete a expectativa para as compras durante a Black Friday deste ano, em que 4 em cada 10 consumidores pretendem comprar por meio de canais online. É o que diz a pesquisa Black Friday 2020, realizada pela área de Inteligência de Mercado da Globo. A Black Friday deste ano acontece oficialmente no dia 27 de novembro. A data teve origem nos Estados Unidos — com o objetivo de estimular as vendas e movimentar o mercado do varejo —, e chegou ao Brasil em 2010. E este ano, espera-se um crescimento de 30% no faturamento dos e-commerces durante a Black Friday, segundo Wagner Pereira, líder de Varejo da Bip. Em 2019, o varejo online brasileiro faturou R$ 3,2 bilhões na data, segundo dados da EbitNielsen. Para aproveitar essa nova tendência digital, grandes empresas têm apostado em lives com shows e números de entretenimento para criar engajamento e levar o consumidor para o site. Confira abaixo algumas ofertas que já estão disponíveis com preço de “Black Friday”: Aliansce Sonae Entre os dias 23 e 29 de novembro, a administradora de shoppings liberou descontos de até 70% nos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e vestuário. A promoção é válida nas lojas físicas e no digital. Amaro A fashiontech oferece descontos de até 60% entre os dias 19 e 30 de novembro, no aplicativo, nos Guide Shops e no site. Americanas Até o dia 27 de novembro, a marca oferece descontos de até 80% nas lojas físicas e na plataforma digital. Camicado Até o dia 29 de novembro, a Camicado oferece 30% de desconto em alguns produtos das lojas físicas do estado de São Paulo. No aplicativo e no site, a promoção atinge até 60% de desconto para todo o Brasil. C&A A varejista de moda oferece até 60% de desconto nas compras feitas por aplicativo, e-commerce e lojas físicas de todo o Brasil. C&C Todas as lojas da rede e o e-commerce terão descontos de até 70% entre os dias 23 e 30 de novembro. Centauro A rede brasileira multicanal de artigos esportivos liberou descontos de até 75% entre os dias 20 e 27 de novembro. A promoção é válida para as lojas físicas da marca e no site oficial. Domino’s Pizza A rede de pizzarias oferece 50% de desconto entre os dias 23 e 27 de novembro em todas as pizzas para pedidos feitos por aplicativo, site, retirada na loja, telefone e WhatsApp. A promoção é válida para todas as unidades da rede em todo o país. Drogarias Pacheco e Drogarias São Paulo Até o dia 30 de novembro, as farmacêuticas do Grupo DPSP oferecem descontos de até 35% em dermocosméticos das marcas Cetaphil, Vichy, La Roche-Posay e SkinCeuticals. Para a compra de alguns medicamentos prescritos, a promoção é ‘Leve 3, Pague 2’ em genéricos selecionados. Durante a semana da Black Friday e no dia 27 de novembro serão divulgados itens com até 80% de desconto para as compras feitas no site ou em lojas físicas das redes. Danone Nutricia Durante todo o mês de novembro, o Sabor de Viver, loja oficial de Danone Nutricia, oferece três tipos de desconto: 10% na compra de cinco produtos, 15% na compra de quatro itens e 25% na compra de 15 ou mais produtos. Além disso, na semana de 23 a 27 de novembro, ofertas relâmpago e combos especiais também serão disponibilizados no site e no e-commerce de grandes varejistas como: Amazon, Clube Extra, Drogaraia, Drogasil, Drogaria São Paulo, Magazine Luiza, Mercado Livre, Pão de Açucar, Panvel e Pague Menos e Venâncio. Fini A empresa de balas de gelatina oferece descontos durante todo o mês de novembro. No e-commerce, alguns produtos estão com descontos progressivos de até 40%. No dia 27 de novembro será possível encontrar itens por até metade do preço no site. Nas unidades físicas, o desconto estará liberado no dia da Black Friday: com 50% de desconto em todos os produtos a granel. Habib’s A cada semana de novembro, o Habib’s vai liberar cupom de desconto para os usuários do aplicativo da marca — que poderá ser usado na unidade física, delivery e drive-thru. Uma das promoções será a bib’sfiha de carne por R$ 0,99. Nas unidades físicas do Habib’s, o desconto será nos dias 23, 24 e 25 de novembro e, depois, nos dias 30, 1 e 2 de dezembro para o  “Rodízio de Bib´sfiha” — rodízio nos salões por R$ 19,90 por pessoa. Poderão ser consumidas as esfihas clássicas, especiais, premium e folhada de chocolate. Housi Durante o mês de novembro,a Housi, plataforma de moradia por assinatura oferece descontos de 30% a 50% em cerca de 500 imóveis cadastrados na plataforma. Ragazzo Para os usuários do aplicativo do Grupo Habib’s, cupons de desconto será liberado durante o mês de novem. Entre as principais promoções da rede estão o cupom que oferece coxinha com cremely por R$ 0,99, três mini churros de doce de leite por R$ 1,98 e o monte seu combo com 10 itens por R$ 17,90. Repassa A startup de moda consciente e brechó online oferece descontos de até 60% em peças selecionadas durante o mês de novembro. No dia da Black Friday, o desconto será 75%. Riachuelo Os descontos de Black Friday da Riachuelo já estão disponíveis com descontos de até 70%. Na lista de itens promocionais estão acessórios, colchas de cama, linha de banho, perfumaria, maquiagem, relógios, sapatos e tapetes. Smiles A plataforma de viagens e programa de fidelidade da GOL, oferece entre 16 e 30 de novembro, algumas promoções. Uma delas é para novos clientes: ao adquirir o cartão de Crédito GOL Smiles, exclusiva da Smiles Friday, o consumidor poderá acumular 1 milha por cada R$ 1 real pago nos três primeiros pagamentos da fatura. Shoppings da rede brMalls Os shoppings Jardim Sul, Metrô Santas Cruz, Mooca Plaza, Tamboré, VillaLobos e São

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Reclamações em compras pela internet dobram e acendem alerta para a Black Friday

CNN Brasil, 19 de novembro de 2020 Raphael Coraccini, colaboração para o CNN Brasil Business O número de reclamações relacionadas a compras de produtos pela internet durante a Black Friday havia se estabilizado até 2019, com um crescimento paralelo ao crescimento das vendas. Porém, a pandemia pode mudar o quadro e fazer o número de reclamações disparar novamente. Um estudo da consultoria BIP revela que ao longo dos oito meses da quarentena, os varejistas registraram um aumento muito elevado no número de reclamações em compras pela internet. Wagner Pereira, líder da área de varejo da BIP, avalia que a insatisfação dos consumidores com o comércio virtual é um dos grandes desafios para a Black Friday deste ano. Os principais motivo das reclamações ao longo de 2020 são relacionados a entrega de produtos e atendimento ao consumidor. Entre julho e setembro, as queixas relacionadas ao atendimento/SAC registraram crescimento de 150%, segundo dados da consultoria. O levantamento alerta também para o aumento da insatisfação com as entregas: 197% de aumento no terceiro trimestre. Segundo os consumidores, o maior gargalo é o tempo de entrega dos produtos, havendo uma piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o prazo médio de entrega era de 10,3 dias. Em setembro deste ano, chegou a 11,8. De abril a outubro, as reclamações no portal do consumidor, do governo federal, cresceram 93% na comparação com o mesmo período de 2019. Ao total, são quase 330 mil queixas, quase o dobro das 170 mil registradas no mesmo intervalo do ano passado. Antes da pandemia, o comércio digital registrava um aumento de 20% ao ano. No primeiro semestre deste ano, o crescimento foi de 47% por conta da entrada de 7,1 milhões de novos consumidores no mundo digital. Para Pereira, apesar do amadurecimento das grandes operações para a Black Friday, uma boa parte das empresas pode ainda não estar estruturada adequadamente para lidar com o aumento de vendas. “O maior problema é que as vendas digitais exigem operações escaláveis, que devem ser dimensionadas de forma ágil para atender picos de demanda. Muitas empresas não estão devidamente preparadas”, afirma. Link da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2020/11/19/reclamacoes-em-compras-pela-internet-dobram-e-acendem-alerta-para-a-black-friday

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Brasil pode ter 400 instituições no open banking em um ano, estima BIP

Estadão – 18 de novembro de 2020 IMPRESSO     INTERNET: Mariana Durão O Brasil pode aumentar em quase 30 vezes o número de instituições participantes do open banking em um período de um ano, a partir de sua implantação. A análise da consultoria global Bip leva em conta a alta concentração do mercado financeiro no País e o interesse pelo Pix, que atraiu 750 instituições. Potencial. Por aqui o compartilhamento de dados de clientes começa com 13 grandes bancos, mas o líder de Finanças da Bip, Luiz Fabbrine, estima que perto de 400 instituições possam aderir, em 12 meses. A estimativa é que cada banco invista cerca de R$ 15 milhões, no primeiro ano de funcionamento no sistema. Experiência. Com escritórios em 12 países, a Bip trabalhou na transição de instituições financeiras para o open banking na Itália, Espanha e Reino Unido. Na terra da rainha, o movimento começou com 104 instituições em 2018 e chegou a 204 um ano depois. Vaquinha. Por enquanto, a Bip foi contratada para gerar soluções tecnológicas – como plataformas compartilhadas e sistemas padronizados – para uma centena de bancos representados pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Uma das possibilidades para driblar os altos investimentos é a formação de consórcios entre fintechs e bancos menores, mostra a experiência europeia. Reforço na base. Após o primeiro ano de adoção do open banking nos países europeus, as instituições como agregadores de dados e transações conseguiram elevar sua base de clientes em cerca de 70% e tiveram aumento de receitas, decorrente de novos serviços e produtos financeiros oriundos de obtenção de dados via open banking. Link da matéria: https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/brasil-pode-ter-400-instituicoes-no-open-banking-em-um-ano-estima-bip/

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Investimentos em projetos de energias renováveis devem aumentar no cenário pós-pandemia

Estadão – 12 de novembro de 2020 A matriz energética mun­dial é majoritariamente baseada em combustíveis fósseis altamente poluentes. Porém, essa dinâmica nos últimos 40 anos vem mudando com o aumento da produção de energia via fontes renováveis. Até 1980, o consumo de energia oriundo de hidrelétricas, torres eólicas, usinas solares e demais energias renováveis representava menos de 6% de toda a produção mundial, segundo dados da Our World in Data. Em 2019, o índice saltou para cerca de 10%. Sem dúvida, o aumento do uso de energias renováveis no planeta se deve ao constante aperfeiçoamento das tecnologias concernentes, bem como da necessidade das nações reduzirem suas emissões de dióxido de carbono (CO2). O Brasil encontra-se bem posicionado no setor, com aproximadamente 43% da produção de energia já provenientes de fontes renováveis, com destaque para as energias eólica, hidráulica, solar e biomassa – resíduo da produção de etanol. Mesmo com a matriz energética substancialmente mais renovável que a média global, os investimentos na área continuam a todo vapor. Na América Latina, o país liderou o ranking de investimentos no setor ao registrar aportes de US$ 6,5 bilhões em 2019, um acréscimo de 74% em relação ao ano anterior, segundo dados da BloombergNEF (BNEF). As perspectivas futuras são ainda mais animadoras. Hoje, o Brasil é um dos três mercados emergentes mais atraentes para a realização de investimentos no setor, ficando atrás somente de Índia e Chile, de acordo com a última edição do relatório Climatescope – também produzido pela BloombergNEF. O estudo considerou indicadores de 104 mercados emergentes em transição energética e mediu a capacidade dos países de atrair capital para fontes de energia com baixa emissão de carbono. Nem mesmo a crise provocada pela Covid-19 deve diminuir as oportunidades de investimentos no País, segundo relatório da Business Integration Partners do Brasil (BIP). A consultoria aponta que mesmo com a eventual redução dos investimentos em energia renovável em 2020, o foco em sustentabilidade e a transição energética para essas fontes mais limpas tendem a continuar fortalecidas nos próximos anos. Dentro desse contexto, hoje, as oportunidades de investimentos mais atraentes no país encontram-se em projetos de energia eólica e solar. Recentemente a Prisma, gestora de investimentos liderada por Marcelo Hallack, levantou R$ 480 milhões e atraiu 3.800 investidores qualificados na oferta pública de distribuição de cotas do Prisma Proton Energia. O valor levantado na oferta será utilizado para a aquisição de quatro usinas de geração fotovoltaica, localizadas nos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia, e que juntas possuem capacidade de geração de 114 MW. Tal movimentação referenda o apreço cada vez maior dos investidores por projetos energéticos renováveis. Apesar do crescimento, a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica ainda possui uma participação de menos de 2% da matriz energética brasileira (4,5 GW no total), de acordo com estudo da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA). Já a capacidade instalada de energia eólica no país é de 9,3% (16 GW no total), conforme relatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Os dados mostram que ainda há espaço para uma ampla expansão de fontes renováveis no Brasil e, portanto, a tendência é de que grandes oportunidades de investimentos continuem ocorrendo ao longo dos próximos anos. Sem dúvida, é muito benéfico para a sociedade quando o mercado financeiro propicia a estruturação de projetos que geram desenvolvimento econômico com base em uma agenda ambiental positiva. Esse movimento vem se intensificando fortemente e, o que é melhor, cada vez traz menos barreiras de entrada para novos empreendedores. *Guilherme Stuart, sócio da RGS Partners Link: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/investimentos-em-projetos-de-energias-renovaveis-devem-aumentar-no-cenario-pos-pandemia/

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Reclamações por encomendas atrasadas sobem 53% na pandemia

Ecommerce Brasil – 28 de outubro de 2020 As restrições ao funcionamento das lojas físicas multiplicaram o número de compradores online, mas as queixas também cresceram. Segundo a consultoria Bip (Business Integration Partners) Brasil, entre abril e junho foram registradas 126 mil reclamações relativas a compras digitais, um salto de 53,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Para Wagner Pereira, líder de varejo da Bip, o maior gargalo das lojas virtuais está justamente na reta final da entrega. Ele explica que boa parte das empresas não estava preparada para lidar com o aumento das vendas online. “As vendas digitais exigem operações escaláveis, que devem ser dimensionadas de forma ágil para atender aos picos de demanda. A pandemia trouxe uma lição de casa para as empresa prepararem os seus processos”, disse à Época Negócios. E na Black Friday? Há um mês da Black Friday, principal data do comércio eletrônico, que este ano acontecerá no dia 27 de novembro, especialistas alertam para a probabilidade do número de reclamações relativas a compras online ser maior do que no pico de compras impulsionado pela pandemia. De acordo com o levantamento do Procon-RJ, no ano passado só as cinco maiores empresas de e-commerce do país registaram aumento de 68,9% nas reclamações durante o mês de novembro em relação ao ano de 2018. “Neste período é importante reforçar os cuidados com as compras pela internet e sites não confiáveis”, disse Cássio Coelho, presidente do Procon RJ, à publicação. Segundo Wagner Pereira, líder de Varejo da Bip, é esperado um crescimento de cerca de 30% no faturamento dos e-commerces durante a Black Friday deste ano. Já as reclamações, estima ele, devem chegar perto de 180 mil, frente a 121 mil no ano passado, alta de 49%. Link da matéria: https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/reclamacoes-encomendas-atrasadas-coronavirus/

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Concessões devem ter retomada gradual

Pandemia trouxe muitas incertezas, mas novas concessões serão retomadas ainda neste fim de ano Por Roberto Rockmann Link da matéria: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2020/10/29/concessoes-devem-ter-retomada-gradual.ghtml

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Negócios têm potencial de R$ 50 bilhões

Queda de demanda impõe um novo olhar sobre o compartilhamento de risco nos contratos Por Roberto Rockmann — Para o Valor, de São Paulo Link da matéria: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2020/10/29/negocios-tem-potencial-de-r-50-bilhoes.ghtml

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Comprar online é fácil, difícil é receber: atrasos em encomendas disparam na pandemia

O Globo – 25 de outubro de 2020 Com a alta nas vendas pela internet este ano, reclamações de entrega subiram 53%. E devem aumentar com Black Friday Carolina Nalin* RIO — Sete meses após o início da pandemia que mudou o comportamento de consumo dos brasileiros, os varejistas ainda enfrentam desafios para entregar os pedidos realizados no ambiente virtual. As restrições ao funcionamento das lojas físicas multiplicaram o número de compradores on-line, mas as queixas também cresceram. Segundo a consultoria Bip (Business Integration Partners) Brasil, entre abril e junho foram registradas 126 mil reclamações relativas a compras digitais, um salto de 53,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O biomédico Douglas Feliciano, de 22 anos, está entre os clientes que recorreram  à compra on-line para evitar o deslocamento até a loja física. Comprou dois produtos, mas só recebeu um. Alegando dificuldades por causa da pandemia e da greve dos Correios na ocasião, a empresa estendeu o prazo de entrega por duas vezes. — Não tive como cancelar o pedido, porque disseram que já estava na transportadora e precisava aguardar o produto voltar para cancelar. Nisso, foram dois meses desde o pedido até a autorização para estorno do valor pago. É frustrante — diz. Espera de três meses A demora para entrega também é um problema para a atendente comercial Maiara Tuller, de 30 anos. Por causa do home office, ela comprou uma mesa de escritório no site da loja Mobly. Mas o prazo de entrega, de 28 dias, não foi cumprido e a data remarcada pela loja implica numa espera de três meses. — Resolvi aceitar o novo prazo, mas se não cumprirem novamente com a palavra, vou fazer a compra numa loja física. Mesmo que eu pague mais caro será preferível a comprar um pouco mais barato e ter a dor de cabeça. Procurada, a Mobly informou que teve um imprevisto logístico que já foi solucionado e acrescentou que a entrega em dezembro, que havia sido acordada com Maiara, foi reajustada para a próxima quinta-feira. Para Wagner Pereira, líder de varejo da Bip, o maior gargalo das lojas virtuais está justamente na reta final da entrega. Ele explica que boa parte das empresas não estava preparada para lidar com o aumento das vendas on-line. — As vendas digitais exigem operações escaláveis, que devem ser dimensionadas de forma ágil para atender aos picos de demanda. A pandemia trouxe uma lição de casa para as empresa prepararem os seus processos — diz. Na avaliação do professor Gustavo Kloh, da FGV Direito Rio, o consumidor não pode ter prejuízo com o prazo de entrega do produto. — Qualquer pedido de prazo a mais deve ser repactuado. Prazos longos não são razoáveis e justificam a rescisão do contrato por parte do consumidor. Por isso mesmo, existe já um conservadorismo na fixação dos prazos — explica. Ele reforça a possibilidade de o cliente cancelar a compra antes de receber o produto, caso o empresa não cumpra o que foi prometido. — A rescisão antecipada encontra guarida no artigo 422 do Código Civil. Se fôssemos aplicar apenas a literalidade do Código de Defesa do Consumidor, seria necessário primeiro receber o bem, mas isso só se aplica deste modo se a entrega estivesse no prazo. Mas se houver atraso, o consumidor pode alegar que o inadimplemento é antecipado e está caracterizado — explica.   Na Black Friday, problemas devem se agravar Há um mês da Black Friday, principal data do comércio eletrônico, que este ano acontecerá no dia 27 de novembro, especialistas alertam para a probabilidade de o número de reclamações relativas a compras on-line ser maior que no pico de compras impulsionadas pela pandemia. De acordo com o levantamento do Procon-RJ, no ano passado as cinco maiores empresas de e-commerce do país registaram aumento de 68,9% nas reclamações durante o mês de novembro em relação a igual período de 2018. — Neste período é importante reforçar os cuidados com as compras pela internet e sites não confiáveis — alerta Cássio Coelho, presidente do Procon RJ. Segundo Wagner Pereira, líder de Varejo da Bip,é esperado um crescimento de cerca de 30% no faturamento do comércio eletrônico durante a Black Friday deste ano. Já as reclamações, estima ele, devem chegar perto de 180 mil, frente a 121 mil no ano passado, alta de 49%. Não sem motivo, Gustavo Kloh, da FGV, orienta o consumidor a redobrar a atenção na hora de fechar um pedido. — É preciso analisar bem o prazo de entrega e os preços de frete. Muitos praticam fretes muito mais altos do que os usuais. Isso pode tornar a aparente oferta um péssimo negócio — aconselha.   Atenção às promoções do fim de novembro. Planeje-se Os preços podem até parecer tentadores, mas é importante se planejar para não complicar o orçamento. Logo depois da Black Friday, chega a hora de pagar o IPTU, o IPVA, a matrícula escolar. E dessas contas não dá para escapar.  Pesquise os preços Visite sites e lojas diferentes com, pelo menos, duas semanas de antecedência da data. Pesquise o preço, condições de venda e especificações do produto. Guarde o folheto ou tire um printscreen, com descrição do item e valor, além de informações do link, nome da empresa, data e hora em que foi feita a pesquisa. Assim, você pode conferir se o desconto oferecido realmente é verdadeiro.  Site seguro Certifique-se de que a empresa existe, verificando se possui endereço físico e canal de relacionamento com o cliente. Você também pode acessar o histórico de reclamações no Procon de seu município e no site consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, para conferir a atuação da loja. Link da matéria: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/comprar-on-line-facil-dificil-receber-atrasos-em-encomendas-disparam-na-pandemia-24710642

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Pix é só o começo: saiba quais mudanças irão acontecer a partir do open banking

Extra – 25 de outubro de 2020 Você paga juros caros pelo financiamento da casa própria? Arca todo mês com tarifas altas do cartão de crédito? Está insatisfeito com o serviço do seu banco, mas não tem paciência de pedir a portabilidade? Tudo isso pode mudar com a implementação do Open Banking. O Banco Central (BC) está dando a largada para uma transformação que pretende mudar o sistema financeiro, tirando o poder dos bancos e colocando na mão dos clientes. O objetivo é combater a burocratização e os altos custos, fomentando a competitividade entre as instituições. Para tirar melhor proveito, o consumidor deve entender o que irá acontecer. O primeiro passo para toda a mudança é o Pix, novo sistema de pagamentos que começa a funcionar em 16 de novembro. Por meio dele, pessoas físicas poderão fazer transferências para contas de outros bancos, de forma gratuita e praticamente instantânea, 24 horas por dia e sete dias por semana. Já no dia 30 do mesmo mês, será implementada a primeira das quatro fases do Open Banking. Luiz Fabbrine, líder de finanças da consultoria Bip, explica que, primeiro, será feito o compartilhamento de dados das próprias instituições; depois, dos dados cadastrais dos clientes, mediante autorização; e por fim, de posse desse histórico, as instituições vão poder conceder melhores ofertas. — Será parecido com um marketplace, mas com produtos financeiros alinhados a cada perfil. Hoje, 90% das operações de crédito são feitas pelos cinco principais bancos. O novo cenário vai possibilitar que bancos pequenos e fintechs tenham maior competitividade — explica. Segundo o BC, o consumidor ganhará autonomia na gestão de seus recursos e a oferta dos serviços será mais ágil segura e totalmente digital. Para Raul Moreira, diretor executivo de Open Banking do Banco Original, a novidade fará do Brasil um dos países mais modernos do mundo, com sistema financeiro à frente até dos Estados Unidos: — O Pix é a ponta do iceberg. Com o Open Banking o consumidor só terá conta num grande banco se estiver satisfeito. Porque tudo será compartilhado e ele poderá fazer tudo em um banco digital ou uma fintech. Acredito que no primeiro semestre de 2021 devemos ter um novo mercado.   Controle de todas as contas num só lugar Quem tem conta em mais de um banco não vai mais precisar ter tantos aplicativos instalados no celular. Dentre as novidades, está a possibilidade das instituições se transformarem em agregadores. Isto é, se um cliente tem mais afinidade com a plataforma de um banco, poderá escolher movimentar a partir dela o dinheiro depositado em outros bancos ou corretoras. — Quem oferta esse serviço passa a ter acesso a mais dados do cliente, conseguindo customizar as ofertas para as necessidades dele. Em um banco europeu, por exemplo, se o cliente compra uma passagem internacional, mesmo que com o cartão de crédito de outra instituição, o agregador pode oferecer serviços adicionais, como um seguro viagem — conta Fabbrine. Até mesmo empresas de outros ramos, como varejo, telecomunicações, energia e consumo vão poder assumir esse papel. O aplicativo de organização de finanças Guia Bolso, por exemplo, que já concentra informações de vários bancos, poderá ser usado para fazer as próprias movimentações: sejam pagamentos, transferências, ou até empréstimos. — O cliente ganha uma plataforma para integrar seus dados e gerenciar melhor seus gastos, além do acesso a produtos selecionados de acordo com o seu perfil, e o Guiabolso ganha por ter maior visibilidade sobre sua vida financeira — diz Thiago Alvarez, CEO do Guiabolso. Maxnaun Gutierrez, chefe da área de produtos de pessoa física do C6 Bank, acredita que a medida irá possibilitar maior autonomia para controlar suas finanças. — Hoje, os bancos conseguem saber histórico de crédito ao acessarem Banco Central, mas as instituições financeiras de pagamentos, como o app de pagamento de combustíveis Abastece aí, não conseguem ter esse histórico. Com esse novo sistema, elas também terão acesso. Então, é natural que as empresas queiram prestar esse serviço ao consumidor — opina Gutierrez: — Por meio de parcerias, qualquer empresa poderá virar um meio de pagamento. A Tim, por exemplo, através da C6, poderá aceitar pagamentos. Com a maior competição, a redução de tarifas já deve aparecer a partir de maio de 2021.   Benefícios para a população de baixa renda A população não bancarizada, ou sub bancarizada, é a que terá o maior impacto com o Pix e com o Open Banking. Thiago Alvarez, fundador do Guiabolso, diz que quem já está no sistema terá uma redução de tarifas, mas quem quase não usa vai ter incentivo a usar os serviços e produtos financeiros. — Essa revolução está acontecendo em um momento em que mais de 24 milhões de pessoas entraram para o sistema financeiro com o auxílio emergencial. Em dez anos, o sistema financeiro será diferente do que temos hoje — avalia. Para advogado João Fernando Nascimento, do CSMV Advogados, os varejistas poderão estreitar ainda mais laços com esses consumidores: — A classe mais baixa, não tem acesso a serviços financeiros, mas tem crediário para financiar o eletrodoméstico. Quem presta esse serviço é o varejista. Ele entende esse público e, por isso, vai fortalecer ainda mais essa relação, oferecendo outros produtos de crédito que ele necessitar. Maxnaun Gutierrez, do C6 Bank, acrescenta que, com a abertura da informação que estava disponível apenas para os birôs, será possível baixar o custo do crédito para as pessoas de baixa renda em outras instituições.   Crédito competitivo O empréstimo no Brasil é muito caro. Grande parte do problema é que é difícil avaliar o risco de crédito corretamente. O banco tem a vantagem de ter todas as informações sobre o cliente e poder analisar. No entanto, já que os demais concorrentes não têm a mesma informação, eles podem cobrar alto. Com o Open Banking, o consumidor poderá escolher que essas informações sejam públicas, dando a oportunidade a todas as instituições de crédito de poderem avaliar. — Temos os maiores custos de crédito do mundo. E os mais penalizados são os que pouco usam o sistema financeiro e pequenos empreendedores, sempre preteridos pelos grandes bancos — afirma Rafael Pereira, presidente da

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