Categoria: Bip na Mídia

Grau de maturidade digital de multinacionais ainda é intermediário, mostra Bip

A digitalização das grandes corporações está em constante evolução, principalmente em tempos de home office, mas ainda há muito o que avançar. Um estudo realizado pela consultoria internacional Bip mostra que o caminho ainda é longo: em uma escala de 1 a 5, a média obtida pelas grandes empresas na última edição do estudo, de 2020, foi 2,7, considerado um nível intermediário de maturidade digital. O relatório reúne anualmente 50 das maiores multinacionais globais, com faturamento acima de US$10 bilhões e mais de dez anos de presença no mercado. As empresas analisadas são sediadas nos continentes Americano, Europeu e Asiático dos segmentos de energia, óleo e gás, finanças, mineração, tecnologia e outras, dentre elas 15% são brasileiras. Conforme a consultoria, o estudo revela que cada setor tem uma jornada de transformação digital própria. Os mais avançados foram o financeiro (média 3), seguido pelo setor elétrico (média 2,9) e de tecnologia (2,8). Na lanterna estão empresas do setor de mineração (pontuação média de 1,9). O líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, avalia que as empresas que têm relação direta com o cliente final, conhecidas como B2C, foram praticamente empurradas para o ambiente digital. “Empresas com modelos de negócio B2C se viram obrigadas a acelerar a transformação digital para sobreviverem ou melhorarem a experiência para o usuário. Com a crise econômica global, a transformação digital ganha um outro dinamismo em termos de urgência e, além de promover mudanças, deve apoiar os líderes no ganho de eficiência dos negócios a partir da aplicação de tecnologias.” Menezes analisa ainda que as empresas mais maduras em transformação digital são aquelas que definiram uma estratégia digital muito clara, com orçamento direcionado para esta finalidade e treinamento do quadro de funcionários. Nesta edição do estudo, 50% das companhias consultadas são de capital aberto, 26% privadas, 11% estatais e 13% organizações de economia mista. Conforme os critérios avaliados pela Bip, as empresas tiveram melhor desempenho no critério de implementação de estratégias digitais, com pontuação média de 2,9. Na implementação de uma cultura da inovação as companhias analisadas obtiveram média 2,8. Os resultados mais baixos foram obtidos nos quesitos cultura do uso de dados para a tomada de decisões (2,6) e experiências do usuário (2,3). Para acessar a matéria original: https://forbes.com.br/forbes-money/2021/05/grau-de-maturidade-digital-de-multinacionais-ainda-e-intermediario-mostra-bip/

Leia +

Pesquisa aponta que transformação digital em grandes empresas está no nível intermediário

Pesquisa da consultoria internacional Bip de avaliação da maturidade digital junto às lideranças das maiores empresas globais, revelou que o processo de transformação nas companhias está em evolução, mas ainda precisa avançar. Em uma escala de 1 a 5 -, a média obtida pelas grandes empresas na última edição do estudo (2020) foi 2,7, número considerado intermediário de maturidade digital. Na pesquisa da Bip são entrevistados anualmente 50 líderes das maiores multinacionais globais sediadas nos continentes Americano, Europeu e Asiático dos segmentos de energia, óleo e gás, finanças, mineração, tecnologia e outras, dentre as quais 15% são brasileiras. As empresas analisadas têm faturamento acima de US$10 bilhões e mais de 10 anos de presença no mercado.   I . Localização geográfica – sede das empresas analisadas O principal objetivo do estudo da consultoria Bip é identificar benchmarkings e mapear boas práticas em projetos de transformação digital em grandes empresas globais. Entre as companhas analisadas na edição de 2020, 50% são de capital aberto, 26% privadas, 11% estatais e 13% organizações de economia mista. No estudo, a consultoria avalia seis pilares: (1) estratégia digital; (2) dados e cultura para a tomada de decisões; (3) cultura de inovação; (4) projetos de agilidade e colaboração; (5) aplicação de tecnologias digitais emergentes; e (6) a experiência do usuário. As empresas tiveram melhor desempenho na implementação de estratégias digitais, com pontuação média de 2,9. Na implementação de uma cultura da inovação as empresas analisadas obtiveram média 2,8. Na aplicação de tecnologias digitais emergentes e em projetos de agilidade e colaboração, a pontuação média alcançada pelas analisadas foi 2,7. Já os resultados mais baixos foram obtidos no quesito da cultura do uso de dados para a tomada de decisões (2,6) e nas experiências do usuário (2,3). Os resultados do estudo revelam que cada segmento tem uma jornada de transformação digital própria. Os mais avançados foram o financeiro ( média 3), seguido pelo setor elétrico ( média 2,9) e de tecnologia (2,8). Na lanterna estão empresas do setor de mineração (pontuação média de 1,9). Para o líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, as empresas tipicamente com modelo de negócios B2B, são menos suscetíveis à disrupção do setor trazida pela transformação digital. “Empresas com modelos de negócio B2C, ao contrário, se viram obrigadas a acelerar a transformação digital para sobreviverem ou melhorarem a experiencia para o usuário. Com a crise econômica global, a transformação digital ganha um outro dinamismo em termos de urgência e, além de promover mudanças, deve apoiar os líderes no ganho de eficiência dos negócios a partir da aplicação de tecnologias”, analisa. Pontuações mínima e máxima entre empresas analisadas Desafios Para os líderes da grande maioria das empresas (70%) a transformação digital é uma possibilidade de diversificar os negócios e ou gerar um novo modelo de negócios. Já os principais desafios para o avanço da transformação digital são, principalmente, habilitadores tecnológicos e organizacionais, entre eles os mecanismos e arquitetura para escalar as soluções, simplificação de processos organizacionais e descentralização da tomada de decisão. Em comum, as grandes empresas globais demonstraram que o início da jornada da transformação digital foi marcado por iniciativas fragmentadas em setores dispersos dentro das empresas que, ao longo da jornada, foram sendo integradas. Para o líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, as empresas mais maduras em transformação digital são aquelas que definiram uma estratégia digital muito clara, com orçamento direcionado para esta finalidade e treinamento do quadro de funcionários. “É importante haver uma coordenação geral, mas decisões muito centralizadas podem gerar gargalos e impedir que a pauta da transformação digital e inovação avance na velocidade necessária”, conclui.   Link: https://tiinside.com.br/24/05/2021/pesquisa-aponta-que-transformacao-digital-em-grandes-empresas-esta-no-nivel-intermediario/

Leia +

Quais são as expectativas do varejo para o Dia das Mães?

Especialista em varejo eletrônico destaca que consumidores devem investir em vestuário e calçados POR LUIZA VILELA   A chegada do Dia das Mães em 2021 traz ao varejo uma perspectiva de esperança: a data é uma das mais promissoras ao comércio e, com a reabertura gradativa das lojas físicas e os recordes no e-commerce, a expectativa é que as compras desse ano sejam melhores que em 2020. Neste Dia das Mães, um melhor desempenho das vendas é esperado porque o ano passado foi ruim, ao passo que este é o momento de reaberturas no comércio e há uma oferta de produtos generosa em relação à demanda. Fatores da retomada Wagner Pereira, líder de varejo da consultoria internacional BIP, reforça que o número esperado para o Dia das Mães deste ano tem muito a ver com o gap do ano passado. “A tendência esperada é que ocorra um crescimento das vendas no Dia das Mães agora em 2021, quando comparado às vendas em 2020. Isso deve ocorrer, principalmente, devido à queda agressiva das vendas do ano passado, na ordem de 33%, deixando uma base de comparação baixa para este ano.” Ele destaca também que a reabertura do comércio terá um papel importante, mas não grande o suficiente para atingir um volume de vendas igual ou superior ao de 2019, no período pré-pandemia. “A abertura do comércio nas principais capitais nas últimas semanas de abril de 2021 apresenta um cenário mais positivo que o ocorrido no mesmo período no ano passado. Um dado que reforça essa tendência de crescimento é o interesse das pessoas em pesquisas de presentes na internet. Dados do Google Trends mostram crescimento no interesse por presentes quando comparamos ao mesmo período do ano passado.” Entre os destaques da data, Wagner também aponta que o gasto médio nos presentes terá uma diminuição considerável. “Houve uma deterioração dos indicadores econômicos relacionados à renda da população. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios acabou de mostrar que mais de 2,1 milhões de pessoas perderam o emprego nos últimos 12 meses, levando a uma taxa de desemprego recorde de 14,4 milhões de pessoas. A mesma pesquisa mostra uma queda na massa de rendimentos de trabalhadores de 7,4% em relação ao ano passado.” Wagner ainda destaca que um segundo motivo para a queda do gasto médio está na oferta do varejo.  “Vemos uma queda nos preços ao consumidor em categorias relevantes para o consumo na data, como vestuário e sapatos, que recuaram 2,3% e 1,3%, respectivamente, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo)”, ressalta o especialista. Quem puxa a alta Ainda que com recuo, os segmentos de vestuário e sapatos são quem têm guiado as vendas no varejo – e quem deve puxar as vendas no Dia das Mães. De acordo com o relatório recém-divulgado pela empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo Hibou com o braço de pesquisa da especialista de varejo e experiência do consumidor B&Partners.co, a Score Group, as principais opções de presente no varejo têm sido vestuário (61,6%) e calçados (44%), perfumes (40,3%), bolsas e acessórios (37,6%), beleza e maquiagem (26,5%) e joalheria (26%). “O comércio tem a expectativa de aumentar vendas e movimentar estoques que ficaram represados nos últimos meses pelo baixo desempenho das vendas gerais e lojas fechadas em capitais importantes”, completa Wagner. Comemoração à distância Para a maior parte dos cidadãos, a comemoração será sem a presença dos familiares. O estudo Score Group/Hibou mostra também que quase 40% ficarão em casa, sem receber visitas, ao contrário de cerca de 20% que visitarão a mãe ou a sogra. Enquanto isso, outros 20%, aproximadamente, ainda não se decidiram — o que mostra que uma parte das pessoas tem feito a escolha de acordo com a fase da pandemia e da vacinação. É o e-commerce que deve preencher a ausência física. “Acreditamos novamente na força do comércio digital para o crescimento das vendas no Dia das Mães. No ano passado, o e-commerce cresceu 68% em relação às vendas de 2019, alcançando 3,7 bilhões de faturamento. Considerando a evolução das vendas online no primeiro trimestre, estimamos um crescimento acima de 40% novamente durante os dias que antecedem a data. Novamente, os varejistas que têm estruturado suas operações digitais devem se beneficiar desse canal para aumentar o faturamento e escoar estoques represados”, destaca Wagner. Link para a matéria original: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/05/03/expectativas-dia-maes/

Leia +

Indústria do petróleo está atrasada na digitalização, especialmente no Brasil

O futuro da indústria do petróleo está na digitalização da operação e gestão das empresas. Vai chegar o dia em que poucos funcionários vão habitar as plataformas de produção em alto mar. As embarcações vão ser comandadas dos escritórios, em solo firme. Defeitos em equipamentos vão ser facilmente detectados e acidentes pouco vão ocorrer. Com óculos especiais, um único trabalhador embarcado já é capaz de contar com a ajuda de uma equipe técnica de qualquer local do planeta apenas reproduzindo pelas suas lentes a imagem dos locais por onde passa. A tendência, portanto, é que a produção de petróleo se torne mais segura e barata. A má notícia é que as empresas petrolíferas estão atrasadas neste processo e as brasileiras, ainda mais. A tecnologia é viável. Falta aplicar. Numa escala de 1 a 5, o nível de maturidade das 16 maiores companhias do setor, com matrizes na Ásia, Europa e Américas, é de 2,7, um número considerado intermediário. A pontuação do Brasil está abaixo desta média. Esse resultado foi calculado em pesquisa da consultoria internacional Bip, que entrevistou executivos em cargos de liderança. Segundo o estudo, algumas empresas globais de óleo e gás já se preparam para esse salto. Outras, porém, ainda gastam muito tempo na coleta e análise de dados. No Brasil, o processo demorou a começar e há desafios, sobretudo, em recursos humanos. O mercado carece de profissionais especializados no desenvolvimento de soluções digitais. Já a China, Estados Unidos e países da Europa começaram o movimento antes e estão na dianteira do processo. A China, que passa por um boom tecnológico em todos os setores, tem saído na frente na utilização de sistemas de armazenamento de dados em nuvens. Supercomputadores estão sendo substituídos pela internet e muitas informações passaram a ser gerenciadas por fornecedores especializados, como Microsoft, Amazon e Google. “Com a nuvem, toda a parafernália de equipamentos passa a ser terceirizada. Os ganhos são imensos. Os custos de manutenção caem. Essa é uma grande tendência na indústria”, disse Murilo Maciel, gerente da Bip, responsável pelo projeto de mapeamento da maturidade digital de grandes empresas. Precisão Ele conta que, com o uso de tecnologias digitais, é possível reduzir a quase zero o risco de uma empresa perfurar um poço e não encontrar petróleo. Isso representa uma economia milionária, apenas por evitar a contratação desnecessária de sondas de perfuração. Apenas com uma amostra do solo, o reservatório pode ser mapeado, reduzindo o prazo de exploração das áreas e aumentando os ganhos com uma produção antecipada. Nas refinarias e plataformas, sensores são capazes de antecipar o desgaste de equipamentos e se antecipar paradas desnecessárias, que gerariam perda de produção e dinheiro. A digitalização é apontada como uma solução também para acelerar a transição energética. Esse tem sido o foco do interesse, principalmente, das petrolíferas europeias. “Elas acreditam que a digitalização vai ajudar nessa direção e traçaram estratégias neste sentido. Mas ainda faltam exemplos”, avalia Pedro Souza, líder de Óleo e Gás da Bip. A anglo-holandesa Shell diz que a digitalização traz oportunidades na casa dos bilhões de dólares. “A Shell já faz uso de praticamente todas as tecnologias digitais. O que varia é a intensidade desse uso, que depende da maturidade atingida até aqui. A companhia tem centros de excelência em diferentes partes do mundo, onde trabalha com parceiros, startups e universidades”, afirmou Adriana Moreira, gerente de Tecnologia da Informação da empresa no Brasil. A Petrobrás, em relatório para investidores dos Estados Unidos, informou que tem apostado em startups internas para inovar. Em 2020, selecionou 15 propostas para o desenvolvimento de soluções por essas startups. A petrolífera estatal ainda criou uma academia de transformação digital para qualificar seus funcionários para as transformações Segundo a Bip, a pesquisa com executivos de petrolíferas do mundo todo revela que os trabalhadores próprios, em geral, estão sendo preparados para lidar com as novas tecnologias. O problema está nos terceirizados. Com o crescimento da automação na indústria do petróleo, a tendência é que o número de vagas de trabalho caia. É preciso investir na educação para evitar uma crise no mercado de trabalho. “Acredito que as empresas estão atuando para qualificar seus empregados, mas não o suficiente. Elas se preocupam muito com os próprios, mas dependem muito dos prestadores de serviços, que devem evoluir no mesmo ritmo. É preciso pensar em incentivos aos fornecedores para qualifiquem a mão de obra”, analisa Souza. Fonte: Estadão Link para a matéria completa:  https://www.portosenavios.com.br/noticias/offshore/industria-do-petroleo-esta-atrasada-na-digitalizacao-especialmente-no-brasil

Leia +

Indústria do petróleo está atrasada na digitalização, especialmente no Brasil

Estudo mostra que, no País, mercado carece de profissionais especializados no desenvolvimento de soluções digitais  Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo   RIO – O futuro da indústria do petróleo está na digitalização da operação e gestão das empresas. Vai chegar o dia em que poucos funcionários vão habitar as plataformas de produção em alto mar. As embarcações vão ser comandadas dos escritórios, em solo firme. Defeitos em equipamentos vão ser facilmente detectados e acidentes pouco vão ocorrer. Com óculos especiais, um único trabalhador embarcado já é capaz de contar com a ajuda de uma equipe técnica de qualquer local do planeta apenas reproduzindo pelas suas lentes a imagem dos locais por onde passa. A tendência, portanto, é que a produção de petróleo se torne mais segura e barata. A má notícia é que as empresas petrolíferas estão atrasadas neste processo e as brasileiras, ainda mais. A tecnologia é viável. Falta aplicar. Indústria do petróleo: no futuro, poucos funcionários vão habitar as plataformas de produção em alto mar.  Foto: Sérgio Castro/Estadão Numa escala de 1 a 5, o nível de maturidade das 16 maiores companhias do setor, com matrizes na Ásia, Europa e Américas, é de 2,7, um número considerado intermediário. A pontuação do Brasil está abaixo desta média. Esse resultado foi calculado em pesquisa da consultoria internacional Bip, que entrevistou executivos em cargos de liderança. Segundo o estudo, algumas empresas globais de óleo e gás já se preparam para esse salto. Outras, porém, ainda gastam muito tempo na coleta e análise de dados. No Brasil, o processo demorou a começar e há desafios, sobretudo, em recursos humanos. O mercado carece de profissionais especializados no desenvolvimento de soluções digitais. Já a China, Estados Unidos e países da Europa começaram o movimento antes e estão na dianteira do processo. A China, que passa por um boom tecnológico em todos os setores, tem saído na frente na utilização de sistemas de armazenamento de dados em nuvens. Supercomputadores estão sendo substituídos pela internet e muitas informações passaram a ser gerenciadas por fornecedores especializados, como Microsoft, Amazon e Google. “Com a nuvem, toda a parafernália de equipamentos passa a ser terceirizada. Os ganhos são imensos. Os custos de manutenção caem. Essa é uma grande tendência na indústria”, disse Murilo Maciel, gerente da Bip, responsável pelo projeto de mapeamento da maturidade digital de grandes empresas. Precisão Ele conta que, com o uso de tecnologias digitais, é possível reduzir a quase zero o risco de uma empresa perfurar um poço e não encontrar petróleo. Isso representa uma economia milionária, apenas por evitar a contratação desnecessária de sondas de perfuração. Apenas com uma amostra do solo, o reservatório pode ser mapeado, reduzindo o prazo de exploração das áreas e aumentando os ganhos com uma produção antecipada. Nas refinarias e plataformas, sensores são capazes de antecipar o desgaste de equipamentos e se antecipar paradas desnecessárias, que gerariam perda de produção e dinheiro. A digitalização é apontada como uma solução também para acelerar a transição energética. Esse tem sido o foco do interesse, principalmente, das petrolíferas europeias. “Elas acreditam que a digitalização vai ajudar nessa direção e traçaram estratégias neste sentido. Mas ainda faltam exemplos”, avalia Pedro Souza, líder de Óleo e Gás da Bip. A anglo-holandesa Shell diz que a digitalização traz oportunidades na casa dos bilhões de dólares. “A Shell já faz uso de praticamente todas as tecnologias digitais. O que varia é a intensidade desse uso, que depende da maturidade atingida até aqui. A companhia tem centros de excelência em diferentes partes do mundo, onde trabalha com parceiros, startups e universidades”, afirmou Adriana Moreira, gerente de Tecnologia da Informação da empresa no Brasil. A Petrobrás, em relatório para investidores dos Estados Unidos, informou que tem apostado em startups internas para inovar. Em 2020, selecionou 15 propostas para o desenvolvimento de soluções por essas startups. A petrolífera estatal ainda criou uma academia de transformação digital para qualificar seus funcionários para as transformações Segundo a Bip, a pesquisa com executivos de petrolíferas do mundo todo revela que os trabalhadores próprios, em geral, estão sendo preparados para lidar com as novas tecnologias. O problema está nos terceirizados. Com o crescimento da automação na indústria do petróleo, a tendência é que o número de vagas de trabalho caia. É preciso investir na educação para evitar uma crise no mercado de trabalho. Link para a matéria completa: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,industria-do-petroleo-esta-atrasada-na-digitalizacao-especialmente-no-brasil,70003687643

Leia +

Quais são as tendências de consumo para a Páscoa de 2021?

Estudos destacam aumento de vendas de chocolate por e-commerce e queda no interesse por ovos de Páscoa POR LUIZA VILELA Com a aproximação do feriado de Páscoa, as empresas têm trabalhado cada vez mais para trazer produtos que acompanhem a nova jornada do cliente, que está em isolamento. Existe uma série de mudanças nos hábitos dos consumidores para com os produtos pascais. Entre elas, a compra de produtos não usuais à data e novas maneiras de consumir chocolate — diferentes dos tradicionais ovos de Páscoa. Boa parte dessa mudança também está relacionada à forma de comprar. Seguindo a tendência de aumento do varejo online, a compra de produtos pascais deverá ser feita pela internet esse ano. E assim como em 2020, a tendência é que a Páscoa apresente um faturamento inferior aos números antes da pandemia. Um cenário desafiador Para 2021, esperava-se bons números de venda, mesmo que de forma cada vez mais digital, com a chegada das vacinas. No entanto, o cenário foi dificultado pelo atraso na vacinação e a situação da pandemia no País. Se em 2020, na semana do feriado de Páscoa, os ovos representaram 77% das vendas de e-commerce, hoje essa conjuntura é outra, visto que o auxílio emergencial será retomado apenas agora, com um valor reduzido. Uma pesquisa realizada pela Kantar, consultoria de dados para empresas, demonstra que, em 2020, os lares que receberam o auxílio emergencial tiveram um gasto médio 8% maior na categoria de Chocolates do que naquelas que não receberam o benefício. A tendência é que, para 2021, esse consumo caia. Posicionamento das empresas na Páscoa de 2021 Por mais que haja previsão de queda nas vendas, as empresas têm adaptado tanto o catálogo quanto a forma de venda. Na tendência do consumidor phygital, por exemplo, as principais companhias de chocolate destacam que a compra dos produtos de Páscoa trará hábitos que favorecem o varejo híbrido. De acordo com Amanda Freitas, gerente de marketing de chocolates da Nestlé, é cada vez mais comum que haja a consulta dos preços no varejo digital, mas a compra final no varejo físico — sobretudo nos supermercados. “Acompanhamos uma ação mais híbrida, em que a pessoa faz toda a pesquisa sobre os itens que quer comprar nos canais digitais e vai ao ponto de venda já decidido, apenas para compra”, explica. Ainda que o aumento do e-commerce esteja comprovado para a Páscoa, Amanda Freitas também destaca que as lojas físicas terão espaço. “Há uma parcela significativa de venda no canal físico, que propicia não só o acesso direto ao produto como mantém a tradição e simbolismo das parreiras de ovos de chocolate”, conclui. Outra estratégia adotada pelos vendedores é oferecer uma variedade que atenda às demandas do cliente. Segundo Anderson Freire, Diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da Arcor do Brasil, o catálogo tem sido uma das formas mais eficientes de criar o primeiro relacionamento com o consumidor. “Acreditamos que um catálogo diverso é capaz de agradar diferentes públicos e oferece opções para toda a família brasileira. Por isso, a campanha deste ano da Arcor aposta em um portfólio amplo com 20 opções de ovos exclusivos”, ressalta. Para Amanda, por mais que o cenário se apresente como desafiador, o consumo durante a Páscoa ainda é animador. “O ato de presentear com chocolates nessa época se mantém muito forte, mas o consumo próprio e em família, especialmente nesse último ano, também foi bem significativo”, comenta. E como ficam os ovos de Páscoa? Na pesquisa da Kantar, outro destaque foi dado aos hábitos dos consumidores. De acordo com Bruno Machado, Gerente Sênior de Contas da Kantar, houve uma mudança no consumo dos ovos convencionais, de grandes marcas. Em 2020, o produto era mais presente nas famílias com crianças. Para esse ano, a tendência é que esse hábito permaneça. “O que se viu foi o aumento de consumo de ovos de chocolate em lares com crianças e uma diminuição substancial nos sem. Além disso, com a impossibilidade de celebrar com pessoas de fora do convívio do lar, houve uma queda brusca nas ocasiões de presente”, aponta. Além da mudança de hábito, a variação dos preços dos ovos também é um fator que chama atenção dos brasileiros. Para Wagner Pereira, líder de varejo da Consultoria internacional Bip Brasil, os consumidores foram forçados, devido à crise econômica gerada pela pandemia, a substituir produtos ou experimentar novas marcas de melhor preço em 2020 — um comportamento que deve se repetir em 2021. “Com o fim do auxílio emergencial, a queda na renda dos brasileiros irá forçar os consumidores a buscar alternativas de marcas mais baratas ou novas embalagens de chocolate, como caixas de bombons ou barras de chocolate”, comenta. Essa tendência também pode ser vista em uma pesquisa realizada pela Opinion Box, em fevereiro desse ano. De acordo com o estudo, 68% dos entrevistados deixarão de comprar ovos de Páscoa por causa do preço. No entanto, a pesquisa destaca que apenas 21% deles não pretendem comprar chocolates na data. “Ou seja, mesmo com uma possível queda na venda de ovos de Páscoa, haverá consumo de algum outro tipo de chocolate”, conclui Pereira. Alternativa aponta para os produtores caseiros Para além das altas dos preços, muitos consumidores têm deixado de investir em ovos tradicionais para comprar ovos caseiros. Em 2020, de acordo com a pesquisa da Kantar, 600 mil novos domicílios compraram ovos caseiros. Essa tendência deve ser ainda mais significativa em 2021, visto que houve maior interação entre o consumidor e os negócios locais (ou pequenos negócios) durante a pandemia. Para o consumidor, além de investir em algo notoriamente mais barato e com uma maior gramatura de chocolate, há também a sensação de ajudar pequenos negócios em um contexto de crise econômica. E para quem produz, a data da Páscoa se apresenta como uma oportunidade de renda. “A produção caseira será impulsionada pelo aumento do desemprego e da informalidade, fazendo com que pessoas que tiveram queda na renda busquem um complemento através da fabricação de produtos em datas comemorativas, como a Páscoa. Além disso, os

Leia +

Pequeno empreendedor, confira as vantagens de aceitar Pix no seu negócio

13 de janeiro de 2021 – Extra O novo sistema de pagamentos Pix foi lançado em novembro pelo Banco Central, mas ainda há muitos empreendedores que não adotaram a ferramenta por falta de conhecimento sobre as vantagens dessa novidade. O líder da área financeira da consultoria Bip, Luiz Fabbrine, afirma que, além de receber os valores mais rápido, as empresas se beneficiam com taxas menores na operação. — O Pix é um instrumento de pagamento mais barato do que métodos tradicionais por ser gerido direto pelo Banco Central e, assim, ter menos intermediários. Um pagamento em cartão, exemplo, é intermediado pela bandeira, pela empresa da maquininha, pela instituição emissora do cartão para só depois chegar ao estabelecimento final — destaca Fabbrine: — Além disso, apesar dos bancos cobrarem pessoas jurídicas pelo recebimento de recursos, a concorrência ficou tão grande que isso já impacta em taxas menores para receber pelo Pix. O líder da Bip ainda destaca que, como o crédito do valor acontece de forma imediata, em cerca de 10 segundos ainda que a transferência ocorra aos fins de semana, outra vantagem é uma menor necessidade de capital de giro, o que concede mais fôlego aos negócios. O Sebrae tem estimulado os micro e pequenos empreendedores a adotarem o novo sistema de pagamentos. A entidade chama atenção para o fato de o Pix ter mecanismos robustos que ampliam a segurança das transações, além de ser um meio de pagamento acessível e democrático, o qual estimula a inclusão financeira. Para utilizar basta, apenas, cadastrar as chaves Pix pelo aplicativo da respectiva instituição financeira. Depois, é possível receber pagamentos através dessa mesma chave ou pelo QR Code. Nesta fase inicial, muitos bancos estão zerando as tarifas para o recebimento de recursos comerciais. Veja as condições oferecidas pelas instituições: BRADESCO O banco irá cobrar taxa de 1,40% sobre o valor da operação, sendo valor máximo de R$ 145. C6 BANK No C6 Bank, a gratuidade valerá para qualquer cliente pessoa jurídica, MEIs e PMEs, nos três primeiros meses. Depois, serão cobrados R$ 0,15 por cada Pix feito via C6 Pay (maquininha de captura de transações com cartão) após a centésima transação no mês. Esse custo será fixo e independe do valor da venda. Para os empreendedores que já têm a maquininha C6 Pay, a gratuidade ilimitada vai até 16 de fevereiro. Para novos clientes, a oferta começa a valer a partir do momento em que o dispositivo é contratado. Quem contratar a maquininha em março do ano que vem, por exemplo, usufruirá do Pix grátis e ilimitado até maio. CAIXA A princípio, todas as operações via Pix, mesmo para pessoas jurídicas, estão sendo oferecidas de forma gratuita pelo banco. INTER Por enquanto, o Inter não cobrará nenhuma taxa pelo Pix, tanto para PJ quanto PF. ITAÚ Clientes Itaú Empresas que cadastrarem seu CNPJ como chave Pix no Itaú Unibanco até o fim do mês de dezembro terão como benefício a isenção nas tarifas de operações nos três primeiros meses de funcionamento da nova plataforma de pagamentos do Banco Central – que entra em funcionamento em novembro. A oferta é válida para empresas com faturamento de até R$ 30 milhões por ano e é limitada a 200 transações no período, permitindo que as empresas conheçam essa nova forma de recebimentos sem pagar nada por isso. Após os três meses, transferências via Pix e recebimentos por QR Codes (simples e personalizados) serão cobrados. O valor da tarifa irá variar de acordo com o montante da operação e dependerá do perfil do cliente, seu segmento e relacionamento com o banco. Permanecem sem custo recebimentos via transferências Pix, similar aos recebimentos via DOC/TED atuais. NUBANK O Pix será oferecido de maneira gratuita para todos os clientes da conta PJ do Nubank. O Banco Central definiu que pessoas física e MEIs serão isentos de tarifas, mas o Nubank estendeu essa gratuidade para todas as pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, sem distinção. Atualmente, a conta pode ser adquirida por donos de pequenos negócios, empreendedores individuais e autônomos que sejam sócios únicos (MEI, EI e EIRELI) e tenham também a conta pessoal do Nubank. Além disso, os empreendedores irão poder pagar fornecedores, salários de funcionários e tributos também sem nenhuma tarifa. SANTANDER De acordo com o informado pelo banco, O Pix já está disponível para os clientes da Getnet, com isenção de taxa, pelo período de três meses. Os futuros valores a serem cobrados ainda estão em estudo. Link da matéria: https://extra.globo.com/economia/financas/dona-socorro/pequeno-empreendedor-confira-as-vantagens-de-aceitar-pix-no-seu-negocio-24801878.html

Leia +

Modernização do sistema bancário brasileiro: veja cinco tendências para 2021

6 de janeiro de 2021 – Extra Fintechs, Pix, Open Banking… pouco a pouco o sistema bancário brasileiro vem se digitalizando e, com isso, mudando hábitos dos clientes. Ir à agência para abrir uma conta, falar com gerente para pegar um empréstimo, ou transferir dinheiro na sexta e esperar que o valor seja creditado somente na segunda-feira não é mais necessário. Tudo pode ser feito da palma da mão, com um clique, por meio do celular. O professor de finanças do Insper, Michael Viriato, comenta que os clientes precisavam dos bancos para, basicamente, três coisas: pagamentos e transferências; ter acesso a crédito; e fazer investimentos. Mas, com a modernização das operações, a relação de dependência tem diminuído. — Nos últimos anos, várias corretoras surgiram, atraindo a atenção dos investidores que deixaram, então, de direcionar atenção aos bancos tradicionais. Essas grandes instituições começaram a perder a parcela dos investimentos. Agora, com o Pix, correm risco de perder transferências e pagamentos. Só o crédito que é mais difícil descentralizar — analisa o professor: — Essa concentração que existia favorecia aos bancos ter ganhos maiores. Com a elevação da competição, há uma pressão nos resultados. Mas, para as pessoas, é muito positivo porque elas passam a ter acesso a mais produtos e serviços, de forma mais barata. A consequência é uma mudança no modelo de negócio: menor investimento em atendimento presencial e maior, em tecnologia. Basta andar pelas ruas para observar que inúmeras agências bancárias desapareceram. De acordo com dados do Banco Central, entre 2016 e 2020, o Bradesco foi a instituição que encerrou mais agências, fechando 1.912 nesse período. Em seguida, aparece o Banco do Brasil, que fechou 1.070 agências; o Itaú, com 625 encerramentos e a Caixa, com 40. Na contramão, o Santander abriu 113 novas unidades. — Desde que o Banco Central eliminou a necessidade da pessoa ter que estar presente para concluir processos, como uma abertura de conta, diversos serviços passaram a ser on-line. Vários bancos digitais não têm uma agência sequer — aposta Viriato: — Assim como muitos clientes deixaram de ir às agências, outros hábitos vão cair em desuso. Hoje, todo mundo quer um cartão black porque é sinônimo de status. As pessoas até se sujeitam a pagar taxas por isso. Mas, em um futuro breve, não vão mais usar o plástico… tudo será feito pelo celular. Vai acontecer com o cartão de crédito o mesmo que aconteceu com a linha telefônica fixa. Muitos consumidores vão abrir mão. Para o líder da área financeira da consultoria Bip, Luiz Fabbrine, o uso de caixa eletrônico para realizar saque em dinheiro também vai cair em desuso. Ele será substituído pelo saque em lojas varejistas, e o usuário poderá receber o salário na carteira digital de uma empresa de entrega de comida, por exemplo. Além disso, com maior utilização de meios digitais de pagamento, transações em dinheiro físico tendem a diminuir. — As inovações tecnológicas no sistema financeiro vão gerar uma forte aceleração do movimento de bancarização no Brasil. O Brasil ainda tem cerca de 36 milhões de pessoas fora do sistema bancário —avalia Fabbrine. O economista e professor do Ibmec RJ, Filipe Pires, acredita que toda essa mudança ainda deve demorar algum tempo para se concretizar. Para ele, a adoção em larga escala das modernidades tende a ser mais difícil porque o brasileiro é conservador. — Há uma aceleração da digitalização, mas ainda existem muitos gargalos. Somos um país de proporções continentais, com condição díspare social. O preço da internet móvel, por exemplo, ainda é caro. Então não posso dizer que as pessoas mais pobres vão adotar o Pix como principal meio para transferência. É algo que leva tempo — opina. O Banco Central afirma que a digitalização tem potencial de ampliar a inclusão financeira e a oferta de serviços financeiros. Segundo o órgão, hoje, praticamente todas as necessidades financeiras básicas podem ser atendidas por meio digital, independentemente da existência de ponto físico de atendimento de uma instituição. “Nos últimos anos tem havido uma acelerada digitalização da economia, em especial em decorrência da popularização dos smartphones. Nesse cenário, o Banco Central vem trabalhando em várias medidas para a ampliação da oferta de serviços e produtos por meio digital e cada vez mais convenientes ao cidadão, mantendo, por outro, a segurança. Entre essas medidas estão inseridas o PIX e o Open Banking. Por sua vez, as instituições participantes do sistema financeiro vêm investindo na melhoria de seus aplicativos e no atendimento remoto”, disse em nota. Tendências para 2021: Utilização do Pix para pagamentos de contas de contas de consumo e impostos; Pagamento por aproximação do celular (pagamento sem contato) principalmente por QR codes, para os códigos padronizados que permitem que os usuários façam os pagamentos por diferentes instituições financeiras; Pix agendado: esse serviço, que ainda será lançado pelo Banco Central, irá permitir pagamentos com garantia de liquidação pela instituição (semelhante ao cheque especial); Saque em dinheiro em lojas varejistas: o usuário poderá receber o salário em conta de pagamento e-Wallet de uma empresa de entrega de comida, por exemplo, e realizar o saque em espécie no varejo. Ofertas customizadas para clientes: com o open banking e a partir da autorização do compartilhamento de dados, as tecnologias estarão padronizadas entre as instituições para oferecerem serviços personalizados para clientes. *Tendências sugeridas pelo líder da área financeira da consultoria Bip, Luiz Fabbrine.  Link da matéria: https://extra.globo.com/economia/modernizacao-do-sistema-bancario-brasileiro-veja-cinco-tendencias-para-2021-24817194.html

Leia +

Pix completa um mês com 48,8 milhões de clientes cadastrados

16 de dezembro de 2020 – Extra Letycia Cardoso Nesta quarta-feira (dia 16), as operações do Pix completam um mês em vigor, com um saldo bastante positivo. Até a segunda-feira passada, de acordo com dados do Banco Central (BC), 45.870.399 pessoas físicas e 2.938.635 pessoas jurídicas já haviam se cadastrado para usar o novo sistema de transferências e pagamentos instantâneos, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. No total, foram 48,8 milhões de clientes. Como cada usuário ou empresa pode cadastrar várias chaves Pix por conta (até cinco para pessoas físicas e até 20 para pessoas jurídicas), 114.483.735 de chaves Pix já haviam sido registradas até o início desta semana, sendo 109.445.596 delas vinculadas a pessoas físicas. A chave Pix pode ser o número do CPF (pessoas) ou do CNPJ (empresas), o e-mail, o número de celular ou a chave aleatória — uma sequência alfanumérica utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta. Com ela, não é mais necessário dar todos os seus dados bancários para receber uma transferência. Basta informar sua chave Pix ao remetente. Pesquisa do Ibope Um levantamento feito pelo Ibope, realizado entre os dias 18 e 24 de novembro por meio de entrevistas com dois mil brasileiros, revelou também que 56% das pessoas pretendem usar o Pix para quitar contas de consumo, como telefone, água e luz. Além disso, 45% disseram que têm a intenção de usá-lo para pagar produtos e serviços em estabelecimentos comerciais, o que pode ser feito por leitura de QR Code na maquininha ou na tela do caixa, por exemplo. Apenas 8% dos entrevistados não sabiam ao certo do que se tratava essa sigla. As operações com cartões tendem a diminuir com a disseminação do Pix, já que 53% dos entrevistados alegam que vão preferir fazer pagamentos por meio do Pix em vez de usar as maquininhas de cartão. Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, encomendada pelo C6 Bank, 60% dos brasileiros já preferem o novo sistema de pagamentos ao TED e ao DOC. Entre as pessoas que já fizeram o cadastro no sistema, o percentual é maior entre os homens na faixa etária de 25 a 34 anos e nas classes AB. — O que a gente acredita é que, com o passar do tempo, as pessoas vão ficar mais seguras para usar esse meio de pagamento. E é normal que haja uma curva de aprendizado tanto para quem é pessoa física quanto para quem é jurídica — opina Luiz Fabbrine, líder da área financeira da consultoria Bip: — Eu fui à feira no fim de semana e vi que os feirantes da barraca de frutas já estavam recebendo via Pix. Para isso, estão imprimindo o QR Code em uma folha de ofício, o que torna bem mais prático e rápido para o cliente escanear, em vez de ficar ditando a chave Pix toda hora. Fabbrine ainda explica que, como o Pix é uma transação imediata, é uma alternativa ao uso do cartão de débito. No entanto, a partir de março do ano que vem, quando o Banco Central (BC) liberar o o sistema para transações futuras, ele poderá substituir também o cartão de crédito. — O Pix agendado, previsto para o primeiro trimestre de 2021, vai representar uma grande evolução. Ao poder agendar a transação para uma data futura, e a operação ser garantida pela instituição financeira, o Pix começará a fazer concorrência com o cartão de crédito. Link da matéria: https://extra.globo.com/economia/financas/dona-socorro/pix-completa-um-mes-com-488-milhoes-de-clientes-cadastrados-24798338.html

Leia +