Categoria: Bip na Mídia

Controle reduz exportação

Imposição de cotas para refinarias independentes e compromissos ambientais afetam compras chinesas do óleo cru brasileiro     Valor Econômico Especial China 31.08.21 Para acessar a matéria original:  https://www.valor.com.br/revistas/?valor_pro=1#/edition/186988?page=66&section=1 ( impresso/assinantes)

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OPEN BANKING NO PAÍS LIMITA A COMPETIÇÃO

O open banking no Brasil apresenta uma barreira de entrada que limita a competição, ao permitir a participação apenas de instituições autorizadas pelo Banco Central na fase inicial, afirmou Luigi Iervolino, diretor do centro de excelência em open banking da Bip Consultoria, durante painel realizado hoje,25, no Digital Money Meeting. “Os grandes bancos, que na sua maioria têm empresas de investimento e seguradoras, podem compartilhar informações nessa fase, ao passo que as seguradoras que não pertencem a um grande conglomerado estão impedidas. Corre-se o risco de se criar exatamente o oposto da premissa inicial do open banking, que é eliminar a assimetria de informação”, disse. Na Europa, segundo ele, qualquer fintech pode participar do ecossistema do open banking como um agregador de informação, o que tem contribuído para a competição. Dos mais de 450 agregadores registrados na Europa atualmente, apenas 35% são bancos tradicionais. Open finance Na sua opinião, para evitar a assimetria de informação, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) teve de criar, por exemplo, o open insurance e, provavelmente, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) criará o open investment. Na avaliação de Iervolino, o único país europeu em que o open banking de fato vingou até agora foi o Reino Unido. Bancos digitais e startups têm crescido bastante por lá, pois sabem aproveitar os benefícios do compartilhamento de dados para melhorar a experiência dos clientes e ampliar o portfólio de produtos e serviços. No Brasil, ele acredita que os consumidores vão aderir facilmente ao open banking, pois o brasileiro compartilha bastante seus dados. “O Guia Bolso, por exemplo, pede a identificação do usuário e senha aos clientes para acessar seus dados. Existem sites de vendas de milhas que pedem usuário e senha para vender suas milhas. Isso tudo existe no Brasil, pois é uma tendência do brasileiro compartilhar seus dados”, observa. Mesmo assim, segundo ele, o Brasil está implementando o open banking mais seguro do mundo. “Até no Reino Unido, o primeiro país em que o open banking foi implantado, não tem os mesmos padrões de segurança exigidos pelo BC. Não existe o menor risco de interceptar qualquer informação no open banking brasileiro”, conclui. Para ele, o open banking é uma aplicação real da Lei Geral de Propriedade de Dados em ação. Cabe ao cliente decidir com quem vai compartilhar seus dados e por quanto tempo. Para acessar a matéria original, clique em: https://www.digitalmoneyinform.com.br/open-banking-no-pais-limita-a-competicao/  

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Madrugou para assistir à Olimpíada de Tóquio e perdeu o que aconteceu no Brasil? Veja o que foi notícia

A Olimpíada de Tóquio foi um alento para o coração dos torcedores, depois de tanto tempo enfrentando noticiário pesado sobre as consequências do coronavírus, desde as mortes até a crise econômica. O Brasil conquistou recorde de medalhas em Tóquio: 21 ao todo. No entanto, enquanto muitos madrugavam para assistir às competições que aconteciam do outro lado do mundo, o país não parou. Foram divulgados os números do desemprego, do custo da cesta básica; entraram em vigor as multas por desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais; e começou-se a discutir uma possível volta do horário de verão para amenizar a crise hídrica. Além disso, o governo começou a estruturar a reforma no programa Bolsa Família, que passará a se chamar Auxílio Brasil; a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de privatização dos Correios; e o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 4,25% para 5,25% ao ano — maior alta em uma única reunião desde fevereiro de 2003. E os aumentos da Selic não devem parar por aí. A inflação oficial do país acelerou em julho, fazendo com que acumulado em 12 meses chegasse ao patamar de 8,99%, bem distante do objetivo de 3,75% e da tolerância máxima de 5,25%. Por isso, segundo o último Boletim Focus, o Banco Central prevê que a taxa possa chegar a 7,25% em 2021. Na prática, a alta da taxa tenta frear a perda do poder de compra do brasileiro, por exemplo a alta expressiva dos alimentos frente a salários iguais. Para os investidores, pode ser positivo, já que a renda fixa passa a remunerar mais, com risco menor que outros ativos. Já quem busca crédito irá pagar mais caro. O professor de economia do Ibmec RJ, Giberto Braga, diz que a demora na imunização contribuiu para o cenário: — Não conseguimos cobertura vacinal suficiente para que a economia pudesse respirar antes de ser contaminada pela disputa eleitoral de 2022. Criou-se uma falsa dicotomia entre economia e combate à pandemia quando, na verdade, a melhor solução para a economia era ter logo apostado na vacinação. Emprego formal demora a reagir O desemprego no Brasil continua alto, atingindo 14,8 milhões de brasileiros, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados no último dia 30, pelo IBGE. A taxa ficou em 14,6%. Rodolpho Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE, explica que esse dado representa o número de pessoas que estão procurando uma vaga formal. Ainda há um enorme contingente de pessoas que estão desocupadas, mas que não procuram uma oportunidade por não saberem nem por onde começar. Tobler ainda acrescenta que o desemprego deve continuar alto nos próximos meses porque as vagas não aparecem na mesma medida em que ocorre a retomada econômica. Os empresários têm que estar confortáveis com o cenário para poder empregar recursos na contratação de pessoal. Dessa forma, com o aumento de circulação nas ruas, a ocupação deve ser puxada pela maior informalidade. — São trabalhos de rendimento mais baixo, que não têm burocracia e só precisam que exista demanda. A expectativa é que a informalidade ganhe maior participação na recuperação no próximo trimestre — diz o economista. Cesta básica mais cara O custo da cesta básica de alimentos aumentou em pelo menos 15 capitais no mês de julho, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os motivos foram o clima seco, a elevação do preço do petróleo e aumento das exportações. O economista e pesquisador do FGV IBRE Matheus Peçanha diz que, com as geadas, as hortaliças foram os itens que mais tiveram preços impactados. Além disso, a crise hídrica também é vilã do alto custo das refeições do brasileiro. — Nós estamos na bandeira vermelha patamar 2, em valor mais caro. O aumento da energia elétrica não é só para o consumidor, mas também para o produtor. Como isso impacta o custo dos produtos, ele repassa para o cliente final, que paga mais caro também pelos alimentos — comenta Peçanha. Crise hídrica e o horário de verão Falando em crise hídrica, começou-se a cogitar uma possível volta do horário de verão, dois anos após ele ser extinto pelo presidente Jair Bolsonaro. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apoia a medida por estimar que a volta do horário de verão pode dobrar o faturamento no fim do dia, por conta de eventos de happy hour. Apesar de ajudar, a medida não será suficiente para mudar o destino dos reservatórios segundo o economista e professor da Estácio Eduardo Amendola Câmara. — A participação das famílias na demanda de energia corresponde a apenas 29,7%. A projeção deste cenário dever considerar a atividade econômica como o principal determinante da demanda por energia, enquanto o volume pluviométrico deve ser o protagonista pelo lado da oferta de curto prazo. No futuro, a possibilidade de um racionamento está diretamente relacionada à taxa de crescimento da economia brasileira e à escassez de chuva — opina o economista. Mario Boaratti, doutor em engenharia e professor de Eletricidade e Eletrônica da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), relaciona a crise hídrica à ação humana. — As indústrias continuam jogando poluentes, como CO2, metano, sulfetos, particulados e outros poluentes no ar. A China, por exemplo, tem um problema sério de poluição pelo uso extensivo do carvão como fonte de energia. As grandes cidades com seus veículos a combustão são outro fator preponderante. Além da pecuária, que é um grande gerador de metano — observa Boaratti: — As cidades crescem e as florestas diminuem. A maioria dos países já devastou suas florestas para construir cidades. Sem florestas, as nascentes dos rios morrem, e os rios secam. Realmente o planeta está doente, está com febre. Novo Bolsa Família Durante a Olimpíada, o governo começou a discutir a reformulação do Bolsa Família, com aumento no valor médio do benefício, inclusão de mais pessoas para recebimento e mudanças nas regras, com adição de bônus para bom desempenho escolar e esportivo. Nesta semana, Bolsonaro entregou à Câmara dos Deputados

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Open banking: segunda fase começa sexta; clientes poderão escolher compartilhar dados para ter acesso a benefícios

A segunda fase do open banking — transformação implementada pelo Banco Central (BC) que pretende mudar o sistema financeiro — terá início nesta sexta-feira, dia 13. A nova etapa, em que o consumidor poderá autorizar o compartilhamento de seus dados pessoais com instituições financeiras, estava marcada para começar no dia 15 de julho, mas foi adiada. O objetivo da inovação é ampliar a concorrência entre as instituições e, assim, baratear o crédito para os clientes. Espera-se que o consumidor não sofra mais tanto com altos juros e anuidades de cartões caras. Outra possibilidade é não precisar criar relacionamento com uma instituição para ter acesso a benefícios. O diretor da consultoria Bip, Luigi Iervolino, explica que, ao abrir uma conta em um banco digital, ao invés de ter acesso a um limite baixo, o cliente poderá ter logo disponibilizado a ele um valor alto para gasto em cartão de crédito, semelhante ao que possui no seu banco tradicional. Além disso, os consumidores poderão ter acesso a ofertas personalizadas. Por exemplo, após fazer a compra de uma passagem aérea de férias para o exterior, o banco poderá oferecer um seguro saúde internacional, já que é um produto complementar. — Um cliente que começa a comprar muitas fraldas é um outro exemplo. Pelo histórico da fatura, a instituição vai saber que teve filho e vai oferecer um seguro de vida — sugere Iervolino. No entanto, para que os dados sejam compartilhados, é necessário que o cliente faça autorizações específicas, diretamente com a instituição bancária, por aplicativo ou pelo internet banking. Nenhum link convidando a participar do open banking será enviado por redes sociais ou aplicativo de conversa. Portanto, os clientes devem ficar atentos para evitar golpes através de phishing (página falsa na internet que rouba dados pessoais). Somente as instituições financeiras e instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar. Há integrantes obrigatórios e voluntários, de acordo com o porte da instituição e do dado ou do serviço que está sendo compartilhado. Para conferir a lista completa de participantes, clique aqui. Eduardo Bruzzi, sócio do Lima Feigelson Advogados e responsável pelo setor regulatório de Banking, Payments & Fintech, ratifica que todo o fluxo de informações será protegido por sigilo bancário. E as autorizações dadas terão prazo para expirar, de acordo com a finalidade do uso das informações. — Vai fazer parte do nosso dia a dia dar a instituições de pagamentos diversos consentimentos, com prazo máximo de 12 meses. Porém, esse tempo tem que ser compatível com a finalidade a que se destina. Se eu dei o consentimento para um contrato de três meses, o acesso aos dados não poderá perdurar por um ano — orienta Bruzzi. Veja as datas das próximas fases: Acesse a matéria original em: https://extra.globo.com/economia/financas/open-banking-segunda-fase-comeca-sexta-clientes-poderao-escolher-compartilhar-dados-para-ter-acesso-beneficios-25151047.html  

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Evento virtual, entre os dias 25 e 27 de agosto, reunirá os mais importantes stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital.

O mercado financeiro passa por um constante processo de evolução e aprimoramento e diferentes modelos de negócios associados a inovações tecnológicas são fatores que impulsionam esse crescimento. Para debater temas relevantes para o setor, a Momento Editorial promove, de 25 a 27 de agosto, o Digital Money Meeting, congresso virtual que reunirá os mais importantes stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital. Dirigentes de fintechs, de empresas de tecnologia, das operadoras de telecom, do mercado varejista, das instituições financeiras consolidadas e dos reguladores, além das bigh techs debaterão com a equipe de mediadores e jornalistas os assuntos que hoje movimentam o setor. Serão três dias de intensos debates sobre temas como open banking, segurança nas operações, mercado de crédito, retail market digital, blockchain e criptomoedas, a estratégia das operadoras de telecomunicações, além das inovações a partir da inteligência artificial. As iniciativas socioambientais e as iniciativas ESG, que hoje ganham cada vez mais espaço entre empresas, investidores e consumidores, também serão debatidas no Digital Money Meeting. Empresas como Banco do Brasil, Itaú, XP Inc.,  C6Bank, CelCoin, Bip Consultoria, Embratel, IBM,SAS, Mood’s, Akamai, ClearSale, Creditas, Mambu,  Claro, Vivo, Surf Telecom, Conductor, Guiabolso, Visa, TecBan, Conductor, Accenture Analytics, Klavi, Tenable, a55, Ubots, entre outras. As inscrições para participação são gratuitas e devem ser feitas no site do Digital Money Informe. Confira a programação pelo link: https://www.eventos.momentoeditorial.com.br/digital-money-meeting-2021/ Para acessar a matéria original, clique em: https://www.telesintese.com.br/digital-money-meeting-vai-debater-evolucao-do-mercado-financeiro-digital/    

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Como driblar a complexidade do Brasil e fazer negócios no país

Seja pela legislação ou atrasos em jurisdições, o Brasil é o país considerado mais complexo para se fazer negócios no mundo Por Miriam Bollini O Brasil lidera o ranking do país mais complexo para se fazer negócios no mundo, de acordo com o Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) de 2021, realizado pela TMF Group. Isso porque o Brasil é uma das poucas jurisdições onde o processo de incorporação de empresas deve ser registrado em todos os níveis de governo. Muitos impostos também são cobrados em cada um dos níveis, fazendo com que as taxas tributárias variem de cidade a cidade e de estado a estado. Mas, apesar de ser considerado com a jurisdição mais complexa do GBCI 2021, o Brasil também é um destino atrativo para investimentos, já que está classificado como a 13ª maior economia do mundo, e tem crescido rapidamente nos últimos anos. Além disso, diversas reformas fiscais e trabalhistas estão em pauta ou já aconteceram, trazendo um certo alívio das exigências sindicalistas mais rigorosas. E, mesmo com o país sendo muito impactado pela Covid-19, a pandemia modernizou muitas práticas corporativas, como a autorização de documentos eletrônicos para várias atividades empresariais. No entanto, muitas empresas tardaram a tirar proveito de pacotes de suporte fornecidos pelas autoridades, já que muitas vezes esses eram confusos, e, sendo assim, as empresas relutam em se comprometer a planos que poderiam deixá-las com responsabilidades desconhecidas no futuro. Fazer negócios no Brasil: dá para encarar? Mesmo com indicadores tão amargos, o brasileiro não desiste nunca. Brincadeiras à parte, o número de empresas abertas em 2020 aumentou 6% em relação ao ano de 2019. É o que mostra o boletim anual do Mapa de Empresas, divulgado em fevereiro deste ano pelo Ministério da Economia. O boletim mostra ainda que a maioria das novas empresas é de microempreendedores individuais (MEI), que apresentaram um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2019. Ainda de acordo com o boletim, o tempo médio para a abertura de uma empresa foi de dois dias e 13 horas no terceiro quadrimestre de 2020. Em janeiro de 2019, era de cinco dias e nove horas. Contudo, diminuir o tempo para abertura de uma empresa é só a ponta do iceberg na missão de melhorar a complexidade de se fazer negócios no Brasil. Como reverter a situação? Segundo Paolo Re, diretor da Bip Consultoria, o Brasil precisa, ainda, avançar em quatro frentes para facilitar a operação de empresas e atrair investidores internacionais: Tributação: simplificar a estrutura de impostos diretos e indiretos, para reduzir a complexidade atual, além de eliminar algumas práticas protecionistas que desfavorecem as empresas multinacionais e acabam prejudicando, igualmente, as corporações brasileiras. “Cito como exemplo, as taxas de importação de softwares e serviços, que penalizam fortemente importadores e limitam a troca de conhecimento entre empresas brasileiras e estrangeiras, atrasando o desenvolvimento de alguns setores cruciais para a economia do país”, exemplifica o diretor. Digitalização: embora tenha avançado na digitalização dos serviços governamentais de suporte às empresas, ainda existe um grande volume de documentos em papel tramitando entre as companhias e os diferentes órgãos competentes (atas, documentos das juntas comerciais, etc.). “É muito importante avançar no processo da digitalização para simplificar ainda mais o relacionamento das empresas estrangeiras com as entidades públicas relevantes”, pontua Paolo Re. Desburocratização: é urgente simplificar a estrutura e as competências dos diversos órgãos para que as empresas tenham claro entendimento das obrigações e dos prazos dos processos. O país tem uma multiplicidade de entidades e órgãos com os quais uma empresa precisa se relacionar, os quais determinam um número exponencial de normas a serem cumpridas, tomando valioso tempo das empresas que querem operar no mercado. Comunicação: a comunicação institucional precisa ser aprimorada e atualizada. Textos em idiomas diferentes do português ainda são limitados e a comunicação no idioma português nem sempre esclarece as competências de cada órgão e os procedimentos a serem executados. Empreendendo em um cenário complexo De acordo com Paolo Re, para uma empresa estrangeira operar no Brasil hoje, é fundamental contratar os serviços de uma assessoria – um escritório de advocacia ou uma empresa especializada em abertura de empresas – e receber orientações sobre o relacionamento com as instituições, emissão de documentos básicos, representação legal, etc., devido à complexidade de se operar no país. Além do mais, é preciso ter o devido cuidado ao contratar os serviços de parceiros confiáveis e com experiência. Nas maiores cidades do país existem empresas especializadas por setor e até por países estrangeiros. Outro conselho do diretor para empresas internacionais, é que as instituições do país de origem (consulados e câmaras de comércio) são importantes fontes de informação. “As instituições brasileiras deveriam manter um canal aberto com estas entidades e atuar de forma pragmática para garantir um ambiente seguro e confiável para as empresas estrangeiras prosperarem no Brasil, uma vez que tocam em pontos nevrálgicos da economia do país”, opina Paulo Re. 3 tendências globais de negócios Segundo o Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) de 2021, empresas e governos do mundo todo estão direcionando os seus esforços para três tendências importantes para deixar os negócios ao redor do mundo menos complexos e saudáveis, sendo eles:   O crescimento da gestão responsável Empresas pelo mundo estão sendo cada vez mais encorajadas a se comportarem de forma responsável, transparente e com maior preocupação social.   Simplificação através da digitalização Governos pelo mundo estão se baseando na digitalização como um caminho para simultaneamente se ajustarem ao mundo de trabalho remoto que a Covid-19 criou e removerem ou melhorarem os processos tradicionais que têm sido por muito tempo uma fonte de complexidade. Complexidade global x local O movimento em direção ao alinhamento e cooperação internacional entre jurisdições se chocou com as complexidades locais, muitas vezes peculiares, por todo o mundo. Enquanto isso, os esforços pela padronização continuam, através de regulações como o Padrão Comum de Relatórios (Common Reporting Standard – CRS), o Beneficiário Final (Ultimate Beneficial Owner – UBO) e a Lei de Conformidade Tributária de Contas Estrangeiras (Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA), mas a adoção varia globalmente. Acesse a matéria original em: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/08/05/driblar-complexidade-brasil-negocios/

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Open Banking abre os debates do 1° dia do Digital Money Meeting

Congresso virtual, que acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, trará, no primeiro dia, executivos do BB, XP, CBank, Bip Consultoria, Celcoin, IBM, Akamai, Fortinet, Itaú-Unibanco, Serasa Experian, Creditas, Boa Vista. A revolução no mercado financeiro movimenta bancos, fintechs, empresas de tecnologia, de telecom e do varejo que investem em um mercado ainda dominado pelas grandes instituições financeiras. Para debater os muitos temas de interesse do setor, os stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital participam do Digital Money Meeting, congresso virtual que acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, uma promoção da Momento Editorial. O Open Banking está na agenda obrigatória das instituições financeiras e fintechs brasileiras e será debatido no Digital Money Meeting em diferentes painéis, seja para abordar as ofertas de mais valor aos clientes, a proteção dos usuários e corporações, em função do crescimento exponencial de golpes e fraudes a partir da digitalização do mercado financeiro, ou mesmo o crescimento do Open Innovation a partir do Open Banking. Os novos modelos de negócio que estão surgindo a partir do Open Banking abrem as discussões do primeiro dia do evento, com as presenças já confirmadas de Karen Machado, líder de Open Banking do Banco do Brasil; Cesar Kobayashi, head de Cash Management da C6 Bank; Leonardo Medeiros, líder de Open Banking da XP Inc.; Luigi Iervolino, diretor do Centro de Excelência em Open Banking da Bip Consultoria; e Thiago Zaninotti, CTO da Celcoin. Com a visão de diferentes segmentos da economia, o Digital Money Meeting também abre espaço para o debate sobre a segurança nas operações. O tema conta com a participação de Roberto Engler, líder da IBM Security do Brasil; Cláudio Baumann, diretor-geral da Akamai no Brasil; e Diego Oliveira, da Fortinet Brasil. Fechando os debates do dia 25 de agosto, primeiro dia do evento, o Congresso vai abordar as diferentes estratégias das instituições financeiras para oferecer mais recursos aos clientes e a situação do crédito no Brasil. Participam o head de Estratégia de Open Finance e Pagamentos Instantâneos do Itaú-Unibanco; Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian; Maria Teresa Fornea Caron, VP de Home Quality da Creditas; e Flávio Esteves Calife, economista responsável pela área de Estudos Econômicos e Inteligência de Mercado da Boa Vista. Até 27 de agosto, o Digital Money Meeting reunirá dirigentes de fintechs, de empresas de tecnologia, das operadoras de telecom, do mercado varejista, das instituições financeiras consolidadas e dos reguladores, além das big techs para debater com a equipe de mediadores e jornalistas os principais temas do setor. Acesse a matéria original em: https://www.telesintese.com.br/open-banking-abre-os-debates-do-1-dia-do-digital-money-meeting/

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OS PRÓS E CONTRAS DO OPEN BANKING BRASILEIRO

A Bip, consultoria italiana, estima que 70% das instituições participantes do open banking deverão oferecer produtos diferenciados para atrair clientes, com o uso de dados compartilhados, até o primeiro trimestre de 2022. A adoção ao open banking pelas instituições financeiras no país ocorrerá mais rápida que na Europa, onde o processo iniciou em 2018, conforme prevê Luigi Iervolino, diretor do centro de excelência em Open Banking da Bip. A consultoria, que opera em 11 países, tem apoiado no Brasil bancos internacionais, e bancos de médio e pequeno porte, especialmente, os associados à ABBC – a  associação brasileira dos bancos – a se conectarem à nova plataforma aberta. O mercado brasileiro, segundo ele, poderá aproveitar as experiências europeias, evitando erros e se inspirando em casos de sucesso. Na avaliação de Iervolino, o único país europeu em que o open banking de fato vingou até agora foi o Reino Unido. Bancos digitais e startups têm crescido bastante por lá, pois sabem aproveitar os benefícios do compartilhamento de dados para melhorar a experiência dos clientes e ampliar o portfólio de produtos e serviços. Melhores ofertas “Já tem empresas lá fora oferecendo empréstimo de R$ 1 milhão, em menos de 24 horas, usando dados do Open Banking de faturamento, receita, histórico e liquidez para entregar a melhor proposta ao cliente”, diz.  Ele acredita que o Open Banking chega para forçar os usuários a fazerem a transformação digital. Não se trata de algo obrigatório, é o mercado que forçará essa mudança, e se as instituições menores não se prepararem logo vão perder terreno. “Se um banco de montadora, por exemplo, não entrar nesse segmento vai perder Market share, pois seu maior concorrente, que é o grande banco, está entrando firme no ecossistema e se preparando para usar os dados da melhor forma. O mercado vai forçar essa dinâmica e não o regulador”, observa. Para a instituição financeira desenvolver uma oferta mais personalizada ou uma análise de crédito mais apurada sobre determinado cliente, ela requer o uso intensivo de dados. O usuário, por sua vez,  precisa enxergar uma forma atrativa de troca para querer compartilhar seus dados. “Sob a ótica do cliente, o valor que a instituição agregadora de dados gera é uma informação consolidada; sob a ótica do banco é o acesso a um maior volume de dados, que até então ele não tinha sobre aquele cliente. É a partir desses dados, que entra a questão da monetização”, explica. Na Europa, 47% dos participantes do Open Banking são registrados como agregador e iniciador de pagamento, 46% só agregador e 7% Iniciador de Pagamento. “Está todo mundo virando as duas modalidades, pois a combinação é poderosa para monetizar o dado”, diz. Barreira de entrada Para o executivo, se o modelo brasileiro tem aspectos positivos, apropriados a partir de  diferentes experiências internacionais, tem uma barreira de entrada limitadora. “Se considerarmos a competição, o modelo é limitado, por permitir apenas a participação de  instituições autorizadas pelo Banco Central. Isso já garante uma barreira de entrada que serve de proteção para os grandes bancos”, afirma. No Open Banking na Europa, qualquer fintech pode entrar na plataforma e ser um agregador de informação, o que tem aumentado exponencialmente a atuação dessa empresas no ecossistema. Dos 450 agregadores registrados na Europa atualmente, segundo ele, apenas 35% são bancos tradicionais. O fato de o BC liderar o processo do Open Banking, forçou também a criação do Open Finance, conforme o diretor da Bip. “Comparado com a Europa, o Brasil é o único país em que o open banking foi construído e lançado por um Banco Central. No Reino Unido, foi iniciativa do Competition and Makert Authority (CMA), comissão da concorrência; na Europa, da Comissão Europeia”, diz. Segundo ele, como na fase 4 da implantação do Open Banking está previsto o compartilhamento de dados de seguros e de previdência, as seguradoras que não estavam atreladas a um banco não poderiam entrar na plataforma. “Para não criar assimetria sistêmica, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) teve de criar, por exemplo, o open insurance e, provavelmente, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) criará o open investment”, conclui. Confira a matéria original em: https://www.digitalmoneyinform.com.br/bip-consultoria-os-pros-e-contras-do-open-banking-brasileiro/

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Mercado recebe bem adiantamento da fase 4 do Open Banking

A ABFintech, associação das fintechs, anuncia que a partir de setembro as fintechs começam a lançar soluções para a plataforma open banking baseadas em serviços de gestão financeira pessoal (PFM) para micro e pequeno empreendedor, afirma Rogério Melfi, coordenador do GT de Open Banking da ABFintech e especialista em Novas Plataformas da Tecban. Há um movimento intenso de parcerias, segundo ele, entre fintechs e instituições financeiras no país e no mundo para atender as demandas do open banking. “Se olharmos o movimento global, a Visa anunciou, há cinco dias, acordo para comprar a plataforma europeia de open banking Tink por US$ 2,2 bilhões”, disse. A Tink é usada por mais de 3.400 bancos e outras instituições na Europa. Na sua opinião, o Banco Central ouviu o mercado, conversou com instituições e participantes e tomou a decisão acertada em adiar a agenda do open banking, fatiando a fase dois em quatro ciclos para dar fôlego aos bancos,  reduzir a complexidade e priorizar a entrega de valor para o usuário. “No open banking, a parte de transmissão de dados não é vantagem estratégica para ninguém. O valor está na recepção dos dados. Nesse sentido tem muitas fintechs e instituições trabalhando em criar experiência para jornada do consumidor”, afirma Melfi. Os associados da ABFintech, segundo ele, estão divididos entre os que desejam ingressar imediatamente para colher os benefícios da plataforma e os que querem considerar a visão mais fatiada do processo. Segundo ele, o open banking começa com soluções que muitas vezes não vão agradar o mercado, mas daqui a três anos se tornarão imprescindíveis e nem será preciso lembrar que teve o open banking por trás. Everton Pinheiro de Souza Gonçalves, superintendente da Assessoria Econômica da ABBC, associação dos bancos digitais disse que a adequação da agenda do BC é benéfica para o sistema, especialmente frente às demandas dos bancos, sobretudo os de médio e pequeno porte, para entregar implementações do Pix e da resolução 4.734, que versa sobre os registros de recebíveis de cartão de crédito.   Correspondentes bancários   O BC decidiu postergar a proposta da nova fase de oferta de crédito para março de 2022 para resolver a questão normativa legal referente a regulação dos correspondentes bancários de forma eletrônica, que ainda não está definida para o mercado.  “A forma eletrônica hoje ainda é um conceito muito amplo. Há, por exemplo, alguns marketplaces no mercado, que permitem o acesso à propostas de crédito com valores e prazos. A padronização do correspondente bancário, no entanto, facilitará a portabilidade e a função de multiplataforma no open banking, que passa a acirrar a competitividade, oferecer melhores taxas e mais eficiência ao sistema”, diz Luiz Fabbrine, líder de serviços financeiros da consultoria italiana Bip, que apoia bancos de médio e pequeno porte a ingressarem no open banking.    O BC manteve a fase quatro do cronograma, referente à conexão com o open finance. A previsão inicial era de que até 15 de dezembro todos os produtos de câmbio, previdência e seguros fizessem parte do open banking. Porém, conforme a nova agenda, só serão compartilhados os dados de taxas, cadastros de produtos sem os dados transacionais do cliente.   A intenção do BC foi alinhar essa fase à data determinada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), de 31 de maio de 2022, para iniciar o compartilhamento de dados de seguros. Trata-se de um ajuste positivo para ter maiores players engajados na plataforma. A Febraban também apoiou o adiamento e afirmou, em nota que “continua fortemente engajada com o projeto e apoia a estratégia de implementação do open banking apresentada pelo BC por considerar um processo natural dentro de um projeto de tamanha complexidade e magnitude”.  

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O novo estilo de liderança

O atual cenário de incertezas e de instabilidade, sob a influência de rápidas e constantes mudanças, gerou transformações importantes nas organizações e impôs profundas alterações ao perfil das lideranças. O entendimento de liderança como cargo ou posição social perdeu espaço. Em alta está o líder engajado, que gera confiança dos profissionais e promove o compartilhamento de ideias e decisões com toda a equipe. É bom anotar que as empresas, hoje, lidam com um novo perfil de colaboradores. Estes, passaram a buscar um propósito em sua jornada profissional e almejam participar ativamente das atividades e decisões da organização. Para se ajustar aos novos modelos de trabalho, o traço da liderança contemporânea deve, assim, ser marcado pela influência e não mais pela autoridade. Construir uma relação de confiança com os colaboradores passou a ser imperativo, assim como incentivar o desenvolvimento profissional, o diálogo, se mostrar aberto a novas ideias e compartilhar tarefas e responsabilidades. A relação entre líder e liderados, portanto, se sustenta na parceria e na colaboração mútua. O bom líder incentiva os funcionários a atingir bons resultados, a crescer profissionalmente e a desenvolver autonomia no ambiente de trabalho. Quanto melhor for a integração do líder com seus colaboradores, maior a possibilidade de formar uma equipe produtiva. A liderança, contudo, não pode ser exercida de maneira uniforme, vale lembrar. É preciso considerar a diversidade e a individualidade de cada membro da equipe. Deve, por assim dizer, ser personalizada, compreendendo a singularidade das pessoas e as motivações individuais. Mais do que cuidar da equipe, um gestor bem sucedido deve personalizar o jeito de delegar tarefas e cobrar resultados. Saber como lidar com a individualidade das pessoas é o ponto de partida para uma liderança eficaz. Mas para que essa nova liderança seja de fato exercida no mundo real, é preciso colocar alguns conceitos em prática. Ambientes tradicionais, nos quais a motivação se traduz em recompensa para o trabalho bem feito ou em punição, caso seja realizado de maneira inadequada, não se encaixam mais às necessidades dos ambientes criativos e inovadores. Daniel H. Pink, escritor de best sellers que em seus ensaios analisa negócios, trabalho e comportamento, é categórico em recomendar a motivação intrínseca – quando as pessoas são auto motivadas dentro do ambiente de trabalho. Para ele, há três grandes motivadores que são pilares da inovação e a da criatividade: a autonomia – a possibilidade dos colaboradores pensarem e  traçarem novas soluções dentro da empresa; a maestria  – o incentivo  para que  colaboradores melhorem constantemente suas habilidades através do aprendizado e da prática; e o propósito – a definição de  objetivos que tornam as pessoas mais produtivas e engajadas. Pink também destaca a necessidade de os líderes saírem da zona de conforto, pensarem além das estruturas convencionais e serem visionários. Ao antecipar as mudanças que ocorrem no ambiente competitivo, os líderes contemporâneos devem entender as novas dinâmicas do mercado, alavancar a experiência de diferentes gerações e abraçar a curiosidade e a diversidade para potencializar novos olhares sobre problemas e soluções. Isso inclui criar maneiras e estilos de melhorar a comunicação e a interação com os profissionais, seja falando diversas línguas, usando a tecnologia, ou desenvolvendo soft skills como sensibilidade, empatia e mente aberta. Com as constantes mudanças e a necessidade de se diferenciar da concorrência, o líder precisa pensar em novos processos, novas tecnologias e até em um novo modelo de negócios para andar à frente da concorrência. Cabe ao líder reconhecer e comunicar de forma eficiente os objetivos e valores da organização e ter um planejamento estratégico bem definido. Liderar é, sem sombra de dúvida, uma tarefa complexa no mundo atual. Mas por certo, as transformações geradas no perfil das lideranças irão trazer importantes contribuições positivas para os negócios. Texto por Bruno Cerruti, consultor da Bip Consultoria Internacional Link da matéria original: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-novo-estilo-de-lideranca/

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