Categoria: Bip na Mídia

Open banking: segunda fase começa sexta; clientes poderão escolher compartilhar dados para ter acesso a benefícios

A segunda fase do open banking — transformação implementada pelo Banco Central (BC) que pretende mudar o sistema financeiro — terá início nesta sexta-feira, dia 13. A nova etapa, em que o consumidor poderá autorizar o compartilhamento de seus dados pessoais com instituições financeiras, estava marcada para começar no dia 15 de julho, mas foi adiada. O objetivo da inovação é ampliar a concorrência entre as instituições e, assim, baratear o crédito para os clientes. Espera-se que o consumidor não sofra mais tanto com altos juros e anuidades de cartões caras. Outra possibilidade é não precisar criar relacionamento com uma instituição para ter acesso a benefícios. O diretor da consultoria Bip, Luigi Iervolino, explica que, ao abrir uma conta em um banco digital, ao invés de ter acesso a um limite baixo, o cliente poderá ter logo disponibilizado a ele um valor alto para gasto em cartão de crédito, semelhante ao que possui no seu banco tradicional. Além disso, os consumidores poderão ter acesso a ofertas personalizadas. Por exemplo, após fazer a compra de uma passagem aérea de férias para o exterior, o banco poderá oferecer um seguro saúde internacional, já que é um produto complementar. — Um cliente que começa a comprar muitas fraldas é um outro exemplo. Pelo histórico da fatura, a instituição vai saber que teve filho e vai oferecer um seguro de vida — sugere Iervolino. No entanto, para que os dados sejam compartilhados, é necessário que o cliente faça autorizações específicas, diretamente com a instituição bancária, por aplicativo ou pelo internet banking. Nenhum link convidando a participar do open banking será enviado por redes sociais ou aplicativo de conversa. Portanto, os clientes devem ficar atentos para evitar golpes através de phishing (página falsa na internet que rouba dados pessoais). Somente as instituições financeiras e instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar. Há integrantes obrigatórios e voluntários, de acordo com o porte da instituição e do dado ou do serviço que está sendo compartilhado. Para conferir a lista completa de participantes, clique aqui. Eduardo Bruzzi, sócio do Lima Feigelson Advogados e responsável pelo setor regulatório de Banking, Payments & Fintech, ratifica que todo o fluxo de informações será protegido por sigilo bancário. E as autorizações dadas terão prazo para expirar, de acordo com a finalidade do uso das informações. — Vai fazer parte do nosso dia a dia dar a instituições de pagamentos diversos consentimentos, com prazo máximo de 12 meses. Porém, esse tempo tem que ser compatível com a finalidade a que se destina. Se eu dei o consentimento para um contrato de três meses, o acesso aos dados não poderá perdurar por um ano — orienta Bruzzi. Veja as datas das próximas fases: Acesse a matéria original em: https://extra.globo.com/economia/financas/open-banking-segunda-fase-comeca-sexta-clientes-poderao-escolher-compartilhar-dados-para-ter-acesso-beneficios-25151047.html  

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Evento virtual, entre os dias 25 e 27 de agosto, reunirá os mais importantes stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital.

O mercado financeiro passa por um constante processo de evolução e aprimoramento e diferentes modelos de negócios associados a inovações tecnológicas são fatores que impulsionam esse crescimento. Para debater temas relevantes para o setor, a Momento Editorial promove, de 25 a 27 de agosto, o Digital Money Meeting, congresso virtual que reunirá os mais importantes stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital. Dirigentes de fintechs, de empresas de tecnologia, das operadoras de telecom, do mercado varejista, das instituições financeiras consolidadas e dos reguladores, além das bigh techs debaterão com a equipe de mediadores e jornalistas os assuntos que hoje movimentam o setor. Serão três dias de intensos debates sobre temas como open banking, segurança nas operações, mercado de crédito, retail market digital, blockchain e criptomoedas, a estratégia das operadoras de telecomunicações, além das inovações a partir da inteligência artificial. As iniciativas socioambientais e as iniciativas ESG, que hoje ganham cada vez mais espaço entre empresas, investidores e consumidores, também serão debatidas no Digital Money Meeting. Empresas como Banco do Brasil, Itaú, XP Inc.,  C6Bank, CelCoin, Bip Consultoria, Embratel, IBM,SAS, Mood’s, Akamai, ClearSale, Creditas, Mambu,  Claro, Vivo, Surf Telecom, Conductor, Guiabolso, Visa, TecBan, Conductor, Accenture Analytics, Klavi, Tenable, a55, Ubots, entre outras. As inscrições para participação são gratuitas e devem ser feitas no site do Digital Money Informe. Confira a programação pelo link: https://www.eventos.momentoeditorial.com.br/digital-money-meeting-2021/ Para acessar a matéria original, clique em: https://www.telesintese.com.br/digital-money-meeting-vai-debater-evolucao-do-mercado-financeiro-digital/    

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Como driblar a complexidade do Brasil e fazer negócios no país

Seja pela legislação ou atrasos em jurisdições, o Brasil é o país considerado mais complexo para se fazer negócios no mundo Por Miriam Bollini O Brasil lidera o ranking do país mais complexo para se fazer negócios no mundo, de acordo com o Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) de 2021, realizado pela TMF Group. Isso porque o Brasil é uma das poucas jurisdições onde o processo de incorporação de empresas deve ser registrado em todos os níveis de governo. Muitos impostos também são cobrados em cada um dos níveis, fazendo com que as taxas tributárias variem de cidade a cidade e de estado a estado. Mas, apesar de ser considerado com a jurisdição mais complexa do GBCI 2021, o Brasil também é um destino atrativo para investimentos, já que está classificado como a 13ª maior economia do mundo, e tem crescido rapidamente nos últimos anos. Além disso, diversas reformas fiscais e trabalhistas estão em pauta ou já aconteceram, trazendo um certo alívio das exigências sindicalistas mais rigorosas. E, mesmo com o país sendo muito impactado pela Covid-19, a pandemia modernizou muitas práticas corporativas, como a autorização de documentos eletrônicos para várias atividades empresariais. No entanto, muitas empresas tardaram a tirar proveito de pacotes de suporte fornecidos pelas autoridades, já que muitas vezes esses eram confusos, e, sendo assim, as empresas relutam em se comprometer a planos que poderiam deixá-las com responsabilidades desconhecidas no futuro. Fazer negócios no Brasil: dá para encarar? Mesmo com indicadores tão amargos, o brasileiro não desiste nunca. Brincadeiras à parte, o número de empresas abertas em 2020 aumentou 6% em relação ao ano de 2019. É o que mostra o boletim anual do Mapa de Empresas, divulgado em fevereiro deste ano pelo Ministério da Economia. O boletim mostra ainda que a maioria das novas empresas é de microempreendedores individuais (MEI), que apresentaram um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2019. Ainda de acordo com o boletim, o tempo médio para a abertura de uma empresa foi de dois dias e 13 horas no terceiro quadrimestre de 2020. Em janeiro de 2019, era de cinco dias e nove horas. Contudo, diminuir o tempo para abertura de uma empresa é só a ponta do iceberg na missão de melhorar a complexidade de se fazer negócios no Brasil. Como reverter a situação? Segundo Paolo Re, diretor da Bip Consultoria, o Brasil precisa, ainda, avançar em quatro frentes para facilitar a operação de empresas e atrair investidores internacionais: Tributação: simplificar a estrutura de impostos diretos e indiretos, para reduzir a complexidade atual, além de eliminar algumas práticas protecionistas que desfavorecem as empresas multinacionais e acabam prejudicando, igualmente, as corporações brasileiras. “Cito como exemplo, as taxas de importação de softwares e serviços, que penalizam fortemente importadores e limitam a troca de conhecimento entre empresas brasileiras e estrangeiras, atrasando o desenvolvimento de alguns setores cruciais para a economia do país”, exemplifica o diretor. Digitalização: embora tenha avançado na digitalização dos serviços governamentais de suporte às empresas, ainda existe um grande volume de documentos em papel tramitando entre as companhias e os diferentes órgãos competentes (atas, documentos das juntas comerciais, etc.). “É muito importante avançar no processo da digitalização para simplificar ainda mais o relacionamento das empresas estrangeiras com as entidades públicas relevantes”, pontua Paolo Re. Desburocratização: é urgente simplificar a estrutura e as competências dos diversos órgãos para que as empresas tenham claro entendimento das obrigações e dos prazos dos processos. O país tem uma multiplicidade de entidades e órgãos com os quais uma empresa precisa se relacionar, os quais determinam um número exponencial de normas a serem cumpridas, tomando valioso tempo das empresas que querem operar no mercado. Comunicação: a comunicação institucional precisa ser aprimorada e atualizada. Textos em idiomas diferentes do português ainda são limitados e a comunicação no idioma português nem sempre esclarece as competências de cada órgão e os procedimentos a serem executados. Empreendendo em um cenário complexo De acordo com Paolo Re, para uma empresa estrangeira operar no Brasil hoje, é fundamental contratar os serviços de uma assessoria – um escritório de advocacia ou uma empresa especializada em abertura de empresas – e receber orientações sobre o relacionamento com as instituições, emissão de documentos básicos, representação legal, etc., devido à complexidade de se operar no país. Além do mais, é preciso ter o devido cuidado ao contratar os serviços de parceiros confiáveis e com experiência. Nas maiores cidades do país existem empresas especializadas por setor e até por países estrangeiros. Outro conselho do diretor para empresas internacionais, é que as instituições do país de origem (consulados e câmaras de comércio) são importantes fontes de informação. “As instituições brasileiras deveriam manter um canal aberto com estas entidades e atuar de forma pragmática para garantir um ambiente seguro e confiável para as empresas estrangeiras prosperarem no Brasil, uma vez que tocam em pontos nevrálgicos da economia do país”, opina Paulo Re. 3 tendências globais de negócios Segundo o Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) de 2021, empresas e governos do mundo todo estão direcionando os seus esforços para três tendências importantes para deixar os negócios ao redor do mundo menos complexos e saudáveis, sendo eles:   O crescimento da gestão responsável Empresas pelo mundo estão sendo cada vez mais encorajadas a se comportarem de forma responsável, transparente e com maior preocupação social.   Simplificação através da digitalização Governos pelo mundo estão se baseando na digitalização como um caminho para simultaneamente se ajustarem ao mundo de trabalho remoto que a Covid-19 criou e removerem ou melhorarem os processos tradicionais que têm sido por muito tempo uma fonte de complexidade. Complexidade global x local O movimento em direção ao alinhamento e cooperação internacional entre jurisdições se chocou com as complexidades locais, muitas vezes peculiares, por todo o mundo. Enquanto isso, os esforços pela padronização continuam, através de regulações como o Padrão Comum de Relatórios (Common Reporting Standard – CRS), o Beneficiário Final (Ultimate Beneficial Owner – UBO) e a Lei de Conformidade Tributária de Contas Estrangeiras (Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA), mas a adoção varia globalmente. Acesse a matéria original em: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/08/05/driblar-complexidade-brasil-negocios/

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Open Banking abre os debates do 1° dia do Digital Money Meeting

Congresso virtual, que acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, trará, no primeiro dia, executivos do BB, XP, CBank, Bip Consultoria, Celcoin, IBM, Akamai, Fortinet, Itaú-Unibanco, Serasa Experian, Creditas, Boa Vista. A revolução no mercado financeiro movimenta bancos, fintechs, empresas de tecnologia, de telecom e do varejo que investem em um mercado ainda dominado pelas grandes instituições financeiras. Para debater os muitos temas de interesse do setor, os stakeholders que estão modelando o novo ecossistema financeiro digital participam do Digital Money Meeting, congresso virtual que acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, uma promoção da Momento Editorial. O Open Banking está na agenda obrigatória das instituições financeiras e fintechs brasileiras e será debatido no Digital Money Meeting em diferentes painéis, seja para abordar as ofertas de mais valor aos clientes, a proteção dos usuários e corporações, em função do crescimento exponencial de golpes e fraudes a partir da digitalização do mercado financeiro, ou mesmo o crescimento do Open Innovation a partir do Open Banking. Os novos modelos de negócio que estão surgindo a partir do Open Banking abrem as discussões do primeiro dia do evento, com as presenças já confirmadas de Karen Machado, líder de Open Banking do Banco do Brasil; Cesar Kobayashi, head de Cash Management da C6 Bank; Leonardo Medeiros, líder de Open Banking da XP Inc.; Luigi Iervolino, diretor do Centro de Excelência em Open Banking da Bip Consultoria; e Thiago Zaninotti, CTO da Celcoin. Com a visão de diferentes segmentos da economia, o Digital Money Meeting também abre espaço para o debate sobre a segurança nas operações. O tema conta com a participação de Roberto Engler, líder da IBM Security do Brasil; Cláudio Baumann, diretor-geral da Akamai no Brasil; e Diego Oliveira, da Fortinet Brasil. Fechando os debates do dia 25 de agosto, primeiro dia do evento, o Congresso vai abordar as diferentes estratégias das instituições financeiras para oferecer mais recursos aos clientes e a situação do crédito no Brasil. Participam o head de Estratégia de Open Finance e Pagamentos Instantâneos do Itaú-Unibanco; Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian; Maria Teresa Fornea Caron, VP de Home Quality da Creditas; e Flávio Esteves Calife, economista responsável pela área de Estudos Econômicos e Inteligência de Mercado da Boa Vista. Até 27 de agosto, o Digital Money Meeting reunirá dirigentes de fintechs, de empresas de tecnologia, das operadoras de telecom, do mercado varejista, das instituições financeiras consolidadas e dos reguladores, além das big techs para debater com a equipe de mediadores e jornalistas os principais temas do setor. Acesse a matéria original em: https://www.telesintese.com.br/open-banking-abre-os-debates-do-1-dia-do-digital-money-meeting/

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OS PRÓS E CONTRAS DO OPEN BANKING BRASILEIRO

A Bip, consultoria italiana, estima que 70% das instituições participantes do open banking deverão oferecer produtos diferenciados para atrair clientes, com o uso de dados compartilhados, até o primeiro trimestre de 2022. A adoção ao open banking pelas instituições financeiras no país ocorrerá mais rápida que na Europa, onde o processo iniciou em 2018, conforme prevê Luigi Iervolino, diretor do centro de excelência em Open Banking da Bip. A consultoria, que opera em 11 países, tem apoiado no Brasil bancos internacionais, e bancos de médio e pequeno porte, especialmente, os associados à ABBC – a  associação brasileira dos bancos – a se conectarem à nova plataforma aberta. O mercado brasileiro, segundo ele, poderá aproveitar as experiências europeias, evitando erros e se inspirando em casos de sucesso. Na avaliação de Iervolino, o único país europeu em que o open banking de fato vingou até agora foi o Reino Unido. Bancos digitais e startups têm crescido bastante por lá, pois sabem aproveitar os benefícios do compartilhamento de dados para melhorar a experiência dos clientes e ampliar o portfólio de produtos e serviços. Melhores ofertas “Já tem empresas lá fora oferecendo empréstimo de R$ 1 milhão, em menos de 24 horas, usando dados do Open Banking de faturamento, receita, histórico e liquidez para entregar a melhor proposta ao cliente”, diz.  Ele acredita que o Open Banking chega para forçar os usuários a fazerem a transformação digital. Não se trata de algo obrigatório, é o mercado que forçará essa mudança, e se as instituições menores não se prepararem logo vão perder terreno. “Se um banco de montadora, por exemplo, não entrar nesse segmento vai perder Market share, pois seu maior concorrente, que é o grande banco, está entrando firme no ecossistema e se preparando para usar os dados da melhor forma. O mercado vai forçar essa dinâmica e não o regulador”, observa. Para a instituição financeira desenvolver uma oferta mais personalizada ou uma análise de crédito mais apurada sobre determinado cliente, ela requer o uso intensivo de dados. O usuário, por sua vez,  precisa enxergar uma forma atrativa de troca para querer compartilhar seus dados. “Sob a ótica do cliente, o valor que a instituição agregadora de dados gera é uma informação consolidada; sob a ótica do banco é o acesso a um maior volume de dados, que até então ele não tinha sobre aquele cliente. É a partir desses dados, que entra a questão da monetização”, explica. Na Europa, 47% dos participantes do Open Banking são registrados como agregador e iniciador de pagamento, 46% só agregador e 7% Iniciador de Pagamento. “Está todo mundo virando as duas modalidades, pois a combinação é poderosa para monetizar o dado”, diz. Barreira de entrada Para o executivo, se o modelo brasileiro tem aspectos positivos, apropriados a partir de  diferentes experiências internacionais, tem uma barreira de entrada limitadora. “Se considerarmos a competição, o modelo é limitado, por permitir apenas a participação de  instituições autorizadas pelo Banco Central. Isso já garante uma barreira de entrada que serve de proteção para os grandes bancos”, afirma. No Open Banking na Europa, qualquer fintech pode entrar na plataforma e ser um agregador de informação, o que tem aumentado exponencialmente a atuação dessa empresas no ecossistema. Dos 450 agregadores registrados na Europa atualmente, segundo ele, apenas 35% são bancos tradicionais. O fato de o BC liderar o processo do Open Banking, forçou também a criação do Open Finance, conforme o diretor da Bip. “Comparado com a Europa, o Brasil é o único país em que o open banking foi construído e lançado por um Banco Central. No Reino Unido, foi iniciativa do Competition and Makert Authority (CMA), comissão da concorrência; na Europa, da Comissão Europeia”, diz. Segundo ele, como na fase 4 da implantação do Open Banking está previsto o compartilhamento de dados de seguros e de previdência, as seguradoras que não estavam atreladas a um banco não poderiam entrar na plataforma. “Para não criar assimetria sistêmica, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) teve de criar, por exemplo, o open insurance e, provavelmente, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) criará o open investment”, conclui. Confira a matéria original em: https://www.digitalmoneyinform.com.br/bip-consultoria-os-pros-e-contras-do-open-banking-brasileiro/

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Mercado recebe bem adiantamento da fase 4 do Open Banking

A ABFintech, associação das fintechs, anuncia que a partir de setembro as fintechs começam a lançar soluções para a plataforma open banking baseadas em serviços de gestão financeira pessoal (PFM) para micro e pequeno empreendedor, afirma Rogério Melfi, coordenador do GT de Open Banking da ABFintech e especialista em Novas Plataformas da Tecban. Há um movimento intenso de parcerias, segundo ele, entre fintechs e instituições financeiras no país e no mundo para atender as demandas do open banking. “Se olharmos o movimento global, a Visa anunciou, há cinco dias, acordo para comprar a plataforma europeia de open banking Tink por US$ 2,2 bilhões”, disse. A Tink é usada por mais de 3.400 bancos e outras instituições na Europa. Na sua opinião, o Banco Central ouviu o mercado, conversou com instituições e participantes e tomou a decisão acertada em adiar a agenda do open banking, fatiando a fase dois em quatro ciclos para dar fôlego aos bancos,  reduzir a complexidade e priorizar a entrega de valor para o usuário. “No open banking, a parte de transmissão de dados não é vantagem estratégica para ninguém. O valor está na recepção dos dados. Nesse sentido tem muitas fintechs e instituições trabalhando em criar experiência para jornada do consumidor”, afirma Melfi. Os associados da ABFintech, segundo ele, estão divididos entre os que desejam ingressar imediatamente para colher os benefícios da plataforma e os que querem considerar a visão mais fatiada do processo. Segundo ele, o open banking começa com soluções que muitas vezes não vão agradar o mercado, mas daqui a três anos se tornarão imprescindíveis e nem será preciso lembrar que teve o open banking por trás. Everton Pinheiro de Souza Gonçalves, superintendente da Assessoria Econômica da ABBC, associação dos bancos digitais disse que a adequação da agenda do BC é benéfica para o sistema, especialmente frente às demandas dos bancos, sobretudo os de médio e pequeno porte, para entregar implementações do Pix e da resolução 4.734, que versa sobre os registros de recebíveis de cartão de crédito.   Correspondentes bancários   O BC decidiu postergar a proposta da nova fase de oferta de crédito para março de 2022 para resolver a questão normativa legal referente a regulação dos correspondentes bancários de forma eletrônica, que ainda não está definida para o mercado.  “A forma eletrônica hoje ainda é um conceito muito amplo. Há, por exemplo, alguns marketplaces no mercado, que permitem o acesso à propostas de crédito com valores e prazos. A padronização do correspondente bancário, no entanto, facilitará a portabilidade e a função de multiplataforma no open banking, que passa a acirrar a competitividade, oferecer melhores taxas e mais eficiência ao sistema”, diz Luiz Fabbrine, líder de serviços financeiros da consultoria italiana Bip, que apoia bancos de médio e pequeno porte a ingressarem no open banking.    O BC manteve a fase quatro do cronograma, referente à conexão com o open finance. A previsão inicial era de que até 15 de dezembro todos os produtos de câmbio, previdência e seguros fizessem parte do open banking. Porém, conforme a nova agenda, só serão compartilhados os dados de taxas, cadastros de produtos sem os dados transacionais do cliente.   A intenção do BC foi alinhar essa fase à data determinada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), de 31 de maio de 2022, para iniciar o compartilhamento de dados de seguros. Trata-se de um ajuste positivo para ter maiores players engajados na plataforma. A Febraban também apoiou o adiamento e afirmou, em nota que “continua fortemente engajada com o projeto e apoia a estratégia de implementação do open banking apresentada pelo BC por considerar um processo natural dentro de um projeto de tamanha complexidade e magnitude”.  

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O novo estilo de liderança

O atual cenário de incertezas e de instabilidade, sob a influência de rápidas e constantes mudanças, gerou transformações importantes nas organizações e impôs profundas alterações ao perfil das lideranças. O entendimento de liderança como cargo ou posição social perdeu espaço. Em alta está o líder engajado, que gera confiança dos profissionais e promove o compartilhamento de ideias e decisões com toda a equipe. É bom anotar que as empresas, hoje, lidam com um novo perfil de colaboradores. Estes, passaram a buscar um propósito em sua jornada profissional e almejam participar ativamente das atividades e decisões da organização. Para se ajustar aos novos modelos de trabalho, o traço da liderança contemporânea deve, assim, ser marcado pela influência e não mais pela autoridade. Construir uma relação de confiança com os colaboradores passou a ser imperativo, assim como incentivar o desenvolvimento profissional, o diálogo, se mostrar aberto a novas ideias e compartilhar tarefas e responsabilidades. A relação entre líder e liderados, portanto, se sustenta na parceria e na colaboração mútua. O bom líder incentiva os funcionários a atingir bons resultados, a crescer profissionalmente e a desenvolver autonomia no ambiente de trabalho. Quanto melhor for a integração do líder com seus colaboradores, maior a possibilidade de formar uma equipe produtiva. A liderança, contudo, não pode ser exercida de maneira uniforme, vale lembrar. É preciso considerar a diversidade e a individualidade de cada membro da equipe. Deve, por assim dizer, ser personalizada, compreendendo a singularidade das pessoas e as motivações individuais. Mais do que cuidar da equipe, um gestor bem sucedido deve personalizar o jeito de delegar tarefas e cobrar resultados. Saber como lidar com a individualidade das pessoas é o ponto de partida para uma liderança eficaz. Mas para que essa nova liderança seja de fato exercida no mundo real, é preciso colocar alguns conceitos em prática. Ambientes tradicionais, nos quais a motivação se traduz em recompensa para o trabalho bem feito ou em punição, caso seja realizado de maneira inadequada, não se encaixam mais às necessidades dos ambientes criativos e inovadores. Daniel H. Pink, escritor de best sellers que em seus ensaios analisa negócios, trabalho e comportamento, é categórico em recomendar a motivação intrínseca – quando as pessoas são auto motivadas dentro do ambiente de trabalho. Para ele, há três grandes motivadores que são pilares da inovação e a da criatividade: a autonomia – a possibilidade dos colaboradores pensarem e  traçarem novas soluções dentro da empresa; a maestria  – o incentivo  para que  colaboradores melhorem constantemente suas habilidades através do aprendizado e da prática; e o propósito – a definição de  objetivos que tornam as pessoas mais produtivas e engajadas. Pink também destaca a necessidade de os líderes saírem da zona de conforto, pensarem além das estruturas convencionais e serem visionários. Ao antecipar as mudanças que ocorrem no ambiente competitivo, os líderes contemporâneos devem entender as novas dinâmicas do mercado, alavancar a experiência de diferentes gerações e abraçar a curiosidade e a diversidade para potencializar novos olhares sobre problemas e soluções. Isso inclui criar maneiras e estilos de melhorar a comunicação e a interação com os profissionais, seja falando diversas línguas, usando a tecnologia, ou desenvolvendo soft skills como sensibilidade, empatia e mente aberta. Com as constantes mudanças e a necessidade de se diferenciar da concorrência, o líder precisa pensar em novos processos, novas tecnologias e até em um novo modelo de negócios para andar à frente da concorrência. Cabe ao líder reconhecer e comunicar de forma eficiente os objetivos e valores da organização e ter um planejamento estratégico bem definido. Liderar é, sem sombra de dúvida, uma tarefa complexa no mundo atual. Mas por certo, as transformações geradas no perfil das lideranças irão trazer importantes contribuições positivas para os negócios. Texto por Bruno Cerruti, consultor da Bip Consultoria Internacional Link da matéria original: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-novo-estilo-de-lideranca/

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Grau de maturidade digital de multinacionais ainda é intermediário, mostra Bip

A digitalização das grandes corporações está em constante evolução, principalmente em tempos de home office, mas ainda há muito o que avançar. Um estudo realizado pela consultoria internacional Bip mostra que o caminho ainda é longo: em uma escala de 1 a 5, a média obtida pelas grandes empresas na última edição do estudo, de 2020, foi 2,7, considerado um nível intermediário de maturidade digital. O relatório reúne anualmente 50 das maiores multinacionais globais, com faturamento acima de US$10 bilhões e mais de dez anos de presença no mercado. As empresas analisadas são sediadas nos continentes Americano, Europeu e Asiático dos segmentos de energia, óleo e gás, finanças, mineração, tecnologia e outras, dentre elas 15% são brasileiras. Conforme a consultoria, o estudo revela que cada setor tem uma jornada de transformação digital própria. Os mais avançados foram o financeiro (média 3), seguido pelo setor elétrico (média 2,9) e de tecnologia (2,8). Na lanterna estão empresas do setor de mineração (pontuação média de 1,9). O líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, avalia que as empresas que têm relação direta com o cliente final, conhecidas como B2C, foram praticamente empurradas para o ambiente digital. “Empresas com modelos de negócio B2C se viram obrigadas a acelerar a transformação digital para sobreviverem ou melhorarem a experiência para o usuário. Com a crise econômica global, a transformação digital ganha um outro dinamismo em termos de urgência e, além de promover mudanças, deve apoiar os líderes no ganho de eficiência dos negócios a partir da aplicação de tecnologias.” Menezes analisa ainda que as empresas mais maduras em transformação digital são aquelas que definiram uma estratégia digital muito clara, com orçamento direcionado para esta finalidade e treinamento do quadro de funcionários. Nesta edição do estudo, 50% das companhias consultadas são de capital aberto, 26% privadas, 11% estatais e 13% organizações de economia mista. Conforme os critérios avaliados pela Bip, as empresas tiveram melhor desempenho no critério de implementação de estratégias digitais, com pontuação média de 2,9. Na implementação de uma cultura da inovação as companhias analisadas obtiveram média 2,8. Os resultados mais baixos foram obtidos nos quesitos cultura do uso de dados para a tomada de decisões (2,6) e experiências do usuário (2,3). Para acessar a matéria original: https://forbes.com.br/forbes-money/2021/05/grau-de-maturidade-digital-de-multinacionais-ainda-e-intermediario-mostra-bip/

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Pesquisa aponta que transformação digital em grandes empresas está no nível intermediário

Pesquisa da consultoria internacional Bip de avaliação da maturidade digital junto às lideranças das maiores empresas globais, revelou que o processo de transformação nas companhias está em evolução, mas ainda precisa avançar. Em uma escala de 1 a 5 -, a média obtida pelas grandes empresas na última edição do estudo (2020) foi 2,7, número considerado intermediário de maturidade digital. Na pesquisa da Bip são entrevistados anualmente 50 líderes das maiores multinacionais globais sediadas nos continentes Americano, Europeu e Asiático dos segmentos de energia, óleo e gás, finanças, mineração, tecnologia e outras, dentre as quais 15% são brasileiras. As empresas analisadas têm faturamento acima de US$10 bilhões e mais de 10 anos de presença no mercado.   I . Localização geográfica – sede das empresas analisadas O principal objetivo do estudo da consultoria Bip é identificar benchmarkings e mapear boas práticas em projetos de transformação digital em grandes empresas globais. Entre as companhas analisadas na edição de 2020, 50% são de capital aberto, 26% privadas, 11% estatais e 13% organizações de economia mista. No estudo, a consultoria avalia seis pilares: (1) estratégia digital; (2) dados e cultura para a tomada de decisões; (3) cultura de inovação; (4) projetos de agilidade e colaboração; (5) aplicação de tecnologias digitais emergentes; e (6) a experiência do usuário. As empresas tiveram melhor desempenho na implementação de estratégias digitais, com pontuação média de 2,9. Na implementação de uma cultura da inovação as empresas analisadas obtiveram média 2,8. Na aplicação de tecnologias digitais emergentes e em projetos de agilidade e colaboração, a pontuação média alcançada pelas analisadas foi 2,7. Já os resultados mais baixos foram obtidos no quesito da cultura do uso de dados para a tomada de decisões (2,6) e nas experiências do usuário (2,3). Os resultados do estudo revelam que cada segmento tem uma jornada de transformação digital própria. Os mais avançados foram o financeiro ( média 3), seguido pelo setor elétrico ( média 2,9) e de tecnologia (2,8). Na lanterna estão empresas do setor de mineração (pontuação média de 1,9). Para o líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, as empresas tipicamente com modelo de negócios B2B, são menos suscetíveis à disrupção do setor trazida pela transformação digital. “Empresas com modelos de negócio B2C, ao contrário, se viram obrigadas a acelerar a transformação digital para sobreviverem ou melhorarem a experiencia para o usuário. Com a crise econômica global, a transformação digital ganha um outro dinamismo em termos de urgência e, além de promover mudanças, deve apoiar os líderes no ganho de eficiência dos negócios a partir da aplicação de tecnologias”, analisa. Pontuações mínima e máxima entre empresas analisadas Desafios Para os líderes da grande maioria das empresas (70%) a transformação digital é uma possibilidade de diversificar os negócios e ou gerar um novo modelo de negócios. Já os principais desafios para o avanço da transformação digital são, principalmente, habilitadores tecnológicos e organizacionais, entre eles os mecanismos e arquitetura para escalar as soluções, simplificação de processos organizacionais e descentralização da tomada de decisão. Em comum, as grandes empresas globais demonstraram que o início da jornada da transformação digital foi marcado por iniciativas fragmentadas em setores dispersos dentro das empresas que, ao longo da jornada, foram sendo integradas. Para o líder da Bip Brasil, Flávio Menezes, as empresas mais maduras em transformação digital são aquelas que definiram uma estratégia digital muito clara, com orçamento direcionado para esta finalidade e treinamento do quadro de funcionários. “É importante haver uma coordenação geral, mas decisões muito centralizadas podem gerar gargalos e impedir que a pauta da transformação digital e inovação avance na velocidade necessária”, conclui.   Link: https://tiinside.com.br/24/05/2021/pesquisa-aponta-que-transformacao-digital-em-grandes-empresas-esta-no-nivel-intermediario/

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Quais são as expectativas do varejo para o Dia das Mães?

Especialista em varejo eletrônico destaca que consumidores devem investir em vestuário e calçados POR LUIZA VILELA   A chegada do Dia das Mães em 2021 traz ao varejo uma perspectiva de esperança: a data é uma das mais promissoras ao comércio e, com a reabertura gradativa das lojas físicas e os recordes no e-commerce, a expectativa é que as compras desse ano sejam melhores que em 2020. Neste Dia das Mães, um melhor desempenho das vendas é esperado porque o ano passado foi ruim, ao passo que este é o momento de reaberturas no comércio e há uma oferta de produtos generosa em relação à demanda. Fatores da retomada Wagner Pereira, líder de varejo da consultoria internacional BIP, reforça que o número esperado para o Dia das Mães deste ano tem muito a ver com o gap do ano passado. “A tendência esperada é que ocorra um crescimento das vendas no Dia das Mães agora em 2021, quando comparado às vendas em 2020. Isso deve ocorrer, principalmente, devido à queda agressiva das vendas do ano passado, na ordem de 33%, deixando uma base de comparação baixa para este ano.” Ele destaca também que a reabertura do comércio terá um papel importante, mas não grande o suficiente para atingir um volume de vendas igual ou superior ao de 2019, no período pré-pandemia. “A abertura do comércio nas principais capitais nas últimas semanas de abril de 2021 apresenta um cenário mais positivo que o ocorrido no mesmo período no ano passado. Um dado que reforça essa tendência de crescimento é o interesse das pessoas em pesquisas de presentes na internet. Dados do Google Trends mostram crescimento no interesse por presentes quando comparamos ao mesmo período do ano passado.” Entre os destaques da data, Wagner também aponta que o gasto médio nos presentes terá uma diminuição considerável. “Houve uma deterioração dos indicadores econômicos relacionados à renda da população. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios acabou de mostrar que mais de 2,1 milhões de pessoas perderam o emprego nos últimos 12 meses, levando a uma taxa de desemprego recorde de 14,4 milhões de pessoas. A mesma pesquisa mostra uma queda na massa de rendimentos de trabalhadores de 7,4% em relação ao ano passado.” Wagner ainda destaca que um segundo motivo para a queda do gasto médio está na oferta do varejo.  “Vemos uma queda nos preços ao consumidor em categorias relevantes para o consumo na data, como vestuário e sapatos, que recuaram 2,3% e 1,3%, respectivamente, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo)”, ressalta o especialista. Quem puxa a alta Ainda que com recuo, os segmentos de vestuário e sapatos são quem têm guiado as vendas no varejo – e quem deve puxar as vendas no Dia das Mães. De acordo com o relatório recém-divulgado pela empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo Hibou com o braço de pesquisa da especialista de varejo e experiência do consumidor B&Partners.co, a Score Group, as principais opções de presente no varejo têm sido vestuário (61,6%) e calçados (44%), perfumes (40,3%), bolsas e acessórios (37,6%), beleza e maquiagem (26,5%) e joalheria (26%). “O comércio tem a expectativa de aumentar vendas e movimentar estoques que ficaram represados nos últimos meses pelo baixo desempenho das vendas gerais e lojas fechadas em capitais importantes”, completa Wagner. Comemoração à distância Para a maior parte dos cidadãos, a comemoração será sem a presença dos familiares. O estudo Score Group/Hibou mostra também que quase 40% ficarão em casa, sem receber visitas, ao contrário de cerca de 20% que visitarão a mãe ou a sogra. Enquanto isso, outros 20%, aproximadamente, ainda não se decidiram — o que mostra que uma parte das pessoas tem feito a escolha de acordo com a fase da pandemia e da vacinação. É o e-commerce que deve preencher a ausência física. “Acreditamos novamente na força do comércio digital para o crescimento das vendas no Dia das Mães. No ano passado, o e-commerce cresceu 68% em relação às vendas de 2019, alcançando 3,7 bilhões de faturamento. Considerando a evolução das vendas online no primeiro trimestre, estimamos um crescimento acima de 40% novamente durante os dias que antecedem a data. Novamente, os varejistas que têm estruturado suas operações digitais devem se beneficiar desse canal para aumentar o faturamento e escoar estoques represados”, destaca Wagner. Link para a matéria original: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/05/03/expectativas-dia-maes/

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