Categoria: Bip na Mídia

Economia digital é futuro próximo: entenda as mudanças que devem acontecer

Não faz muito tempo que a caderneta de poupança era — literalmente — um livrinho onde eram registrados valores poupados. Também não faz muitos anos que pagávamos quase todas as despesas maiores com cheque. De lá para cá, surgiram cartão de crédito, pagamentos por aproximação, QR Code, carteiras digitais, Pix. A digitalização, segundo especialistas, não acabou. Pelo contrário, está só começando. A professora doutora em Finanças da USP Elaine Borges defende que o maior uso da tecnologia Blockchain (banco de dados compartilhado que registra as transações dos usuários) vai revolucionar o sistema financeiro: — Até ontem, a gente dependia de bancos para tudo. O Blockchain permite que a gente não precise mais de uma autoridade central para intermediar as nossas relações. E por que ele é tão transformador? Porque é impossível falsificar, resolve o problema das fraudes. Elaine explica que a tecnologia permitirá que as finanças sejam descentralizadas, com a realização de transações diretas entre cidadãos. Por causa disso, sugere que os bancos terão que se reinventar. Na mesma linha de raciocínio, Luiz Fabbrine, líder da área de finanças da consultoria Bip, acredita que as transações com criptomoedas serão predominantes em breve: — Bancos centrais de diversos países conduzem estudos para emissão de moeda digital com segurança maior, quando comparado a outras criptomoedas, com reserva de valor. As vantagens são o menor custo com emissão do papel-moeda, logística e a redução de violência social. Daniel Peres Chor, CEO Tropix, marketplace de NFTs (token não fungível, na tradução para o português) de arte, acrescenta que essa tecnologia pode aumentar o uso de criptomoedas: — NFT é um registro, espécie de cartório virtual, em que você consegue registrar uma obra digital ou física, um ativo financeiro, um apartamento, seja lá o que for. Quando começa a ter todos os ativos do mundo registrados por NFT, ela vira meio de pagamento.   ‘O 5G impacta toda a lógica de consumo’ Depoimento: Vivian Almeida, economista e professora do Ibmec RJ “Quando falamos em tecnologia 5G, com volume de transações de dados muito intenso, saímos da lógica da prateleira, de produtos e serviços prontos, e vamos para a lógica de plataformas exclusivas para a gente, como as de streaming. Isso pode transformar a economia, na medida que o 5G impacta toda a lógica de consumo. Ao reduzir o processo de tomada de decisão, a nossa vida é facilitada, com mais tempo disponível para enxergar outros aspectos que a correria do dia a dia não permite”. Gasto maior com a sua persona virtual Cada vez mais, o Metaverso (mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais) deixa de ser enxergado como algo ficcional e assume relevância sob a perspectiva econômica, opina o advogado Claudio Miranda, do escritório Chalfin, Goldberg & Vainboim, que atua com mercado de capitais e direito bancário. Para ele, é possível considerar que o gasto de dinheiro com o virtual venha a superar o com o “mundo real”. — A compra de bens para “avatares”, assim como o desenvolvimento de produtos e serviços nesse universo, não encontra limites físicos e operacionais, seja de tempo, de espaço ou de matéria-prima, como acontece na realidade física — explica Miranda. Esdras Eler, coordenador de tecnologias do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação, indica que as marcas vão, simultaneamente, lançar produtos no mundo físico e virtual, para que o avatar possa consumi-los: — Recentemente, uma operadora de telefone lançou loja virtual no Metaverso para que pessoas possam adquirir produtos desse universo. O digital pode ser uma forma de validar ideias antes de lançar novos produtos no mundo físico. Para quem se assusta com essa digitalização, o coordenador do MBA de Marketing e Negócios Digitais da FGV, André Miceli, traz um alerta: — A gente já gasta dinheiro no mundo digital para armazenar fotos e arquivos, por exemplo. Vamos continuar e intensificar essa prática. Acesse a matéria original: https://extra.globo.com/economia-e-financas/economia-digital-futuro-proximo-entenda-as-mudancas-que-devem-acontecer-25382610.html

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Como criar estratégias digitais para enfrentar o poder oligopolista dos marketplaces

Você está realmente atento a alguns desafios que seu e-commerce convive dia a dia para enfrentar o poder dos marketplaces? No comércio online, por mais que e-commerce e marketplaces trabalhem com a venda de produtos e serviços online, eles possuem muitas diferenças. Enquanto um e-commerce é uma loja online com marca única, o marketplace é um site onde diferentes marcas e vendedores podem comercializar os seus produtos. No Brasil, as compras no marketplace são preferência entre os brasileiros, de acordo com a pesquisa “Cenário da Adoção do Marketplace Online”. O estudo revelou que 86% dos brasileiros acham o ambiente do marktplace a forma mais conveniente de consumir. O poder dos dados e o marktplace No que diz respeito a obter melhores informações dos consumidores via dados digitais, o marketplace leva grande vantagem na maioria dos casos pelo seu poder de investimentos. Já no o e-commerce, o marketing digital é todo da marca. A vantagem para e-commerce nesse caso é que o empreendedor investe quanto quer (ou quanto puder), onde quer, como quer e a visibilidade será da sua própria marca. Se por um lado apenas marcas robustas com fôlego financeiro conseguem maior penetração e melhores resultados, hoje no mercado existem diversas ferramentas com bom custo benefício para pequenos e-commerces impulsionarem suas vendas online. O passo seguinte é ter condições de construir um bom relacionamento com sua audiência. Para os marketplaces a gama de tecnologia e análise de dados pode ser bem maior devido aos seus graus de investimentos. Por outro lado, quando ocorrem problemas com um consumidor, existe uma preocupação que é da empresa que administra o shopping virtual. Afinal, é a marca do marketplace que se verá diante de uma crise de imagem. É por essa razão que marketpalces investem pesado em soluções como SSL (sigla do inglês sigla Secure Socket Layer, um protocolo que permite a impedir falsificações e violações online), criptografia de dados, selos de segurança, entre outros. Concorrência e casos envolvendo grandes players no Brasil Nessa seara digital, o oligopólio dos marketplaces é realmente gigante. Mas por quê? Pelo simples fato de deterem mais poder de investimentos para capturar e trabalhar dados dos consumidores no ambiente online? Pode ser, mas, o fato do aumento das vendas online durante a pandemia e a prática de pesquisar e comparar dos consumidores fizeram do marketplace o ambiente ideal para a escolha da melhor oferta. Voltando aos dados digitais, uma vez que você está em algum buscador procurando um produto ou serviço, você já está fazendo parte desse universo de informações que são a mina de ouro para quem tem um negócio online. Ao aceitar os termos e condições para navegar em um novo site, todo esse histórico de navegação também gera informações que serão trabalhadas para impactar você com anúncios em suas redes sociais, por exemplo. Cabe aqui um recorte sobre um caso recente envolvendo gigantes do marketplace no Brasil. O Magazine Luiza acusa a Via (dona das redes Casas Bahia e Ponto) de usar o mecanismo de busca do Google para desviar o seu tráfego (e logo, as vendas) para a empresa. Em seguida, poucos dias depois, a dona da Casas Bahia fez a mesma acusação contra o Magazine em outra ação (os processos continuam em andamento no Foro Central de São Paulo, ainda sem julgamento do mérito).   Por vezes, desleal e desrespeitosa, essa corrida não só fere à lei de proteção à propriedade intelectual em alguns casos, mas, gera uma concorrência feroz no ambiente de compras online. Hoje, vemos micros e pequenas empresas serem quase que obrigadas a fazer parte de um marketplace na busca não só por maior visibilidade, mas pela sobrevivência do seu negócio. Por outro lado, vemos diversas discussões mundo afora sobre a questão da privacidade e informações digitais. A União Europeia já discute esse poder do analytics e regras de privacidade. Imaginem um futuro onde mecanismos de busca sejam obrigados a trabalhar com apenas 5 preferências dos usuários? O que aconteceria com esse oligopólio dos marketplaces que encabeça os resultados de busca? Como enfrentar o poder dos marketplaces? Enfim, nesse ambiente digital voraz, onde não é sua empresa a única loja disponível, existem qualidades e diferenciais que podem ser o seu motor de vendas frente ao poder de obtenção de dados e penetração dos marketplaces. A forma como você se relaciona com seus clientes é o seu principal diferencial. Pelas redes sociais, na facilidade de acesso a informações em seu e-commerce, no seu atendimento personalizado… ou seja, o mais importante é entregar clareza, simplicidade, segurança e facilidade. São pontos determinantes para que o consumidor veja quem é a sua marca e o seu valor frente aos grandes players. Veja o caso das novas gerações de consumidores. Para se ter uma ideia, em junho de 2021, metade dos usuários da internet da geração Z nos Estados Unidos concordaram que as redes sociais eram fontes de informações importantes para as decisões de compra, segundo pesquisa do eMarketer. Ou seja, uma compra online depende de diversos elementos para se concretizar. Mas, certamente o principal deles é a confiança na marca. Por esse motivo, as recomendações pessoais são alavancas de compra poderosas para uma nova geração de consumidores digitais. Realmente, criar valor, gerenciar uma marca e a venda de produtos online é uma tarefa herculana. Muito mais que investimentos, ela demanda dedicação e estudo do empreendedor. E como vemos, os hábitos de consumo estão sofrendo mudanças dia a dia. Novas tecnologias e novos comportamentos revelam não apenas um novo campo de batalha, mas um consumidor mais exigente e informado. Bons exemplos no combate ao oligopólio dos marketplaces De acordo com Ricardo Saravalle, líder de Varejo da consultoria internacional Bip, para combater os marketplaces, alguns varejistas têm apostado em quatro estratégias de sucesso. Veja quais são e seus exemplos: Especialização – ou seja, em uma maior profundidade de sortimento e melhor preço nas categorias em que são destino. Um exemplo, o Compracerta, para fogões e geladeiras Modelo de Vendas – especificamente nas vendas via B2B2C digitais, alavancando o ecossistema e afiliados. São exemplos o ‘Sou Sócia’, da Marisa, e ‘Parceiro’, da Magalu. Desenvolvimento de conteúdo digital relevante – produção de conteúdo e informações pensadas para

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Consultoria BIP inicia projeto de empregabilidade de jovens da Mangueira

Ao final do curso, dois participantes foram contratados como estagiários pela consultoria Bip Rio – 35 jovens de 14 a 19 anos da comunidade da Mangueira foram beneficiados com o primeiro treinamento educacional voltado para o mercado de trabalho realizado pela consultoria internacional Bip, em parceria com o CAMP (Círculo dos Amigos do Menino Patrulheiro), instituição de apoio a jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Os alunos foram capacitados em habilidades digitais “Ajustamos o treinamento à realidade dos jovens. Com 80% dos alunos sem acesso adequado à internet, todas as atividades foram adaptadas e possibilitamos entregas de projetos em papel, como tabelas e gráficos de Excel.. Nosso objetivo foi, antes de tudo, gerar aprendizagem e motivação. Essa flexibilidade teve um impacto muito positivo”, conta a Head de RH da Bip, Cássia Tavares. Ao final do curso, dois participantes foram contratados como estagiários pela consultoria Bip, recebendo, cada um, um laptop e um celular com internet liberada, além da bolsa estágio. Os demais participantes foram encaminhados para empresas parceiras do CAMP Mangueira. A experiência realizada pela Bip também será levada para São Paulo, em 2022 . “É um ano ainda muito incerto no Brasil e a Bip pretende continuar ampliando sua atuação social, ofertando oportunidades de trabalho e promovendo inclusão”, conclui. Link para a matéria original: https://odia.ig.com.br/economia/empregos-e-negocios/2022/01/6312238-consultoria-bip-inicia-projeto-de-empregabilidade-de-jovens-da-mangueira.html

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Consumidor terá ainda mais motivos para ser digital

RIO — Um carro que contrata um seguro temporário enquanto você dirige por uma área de risco, paga o pedágio, o estacionamento e até o hambúrguer na fila do drive-thru; uma geladeira que faz compras com o seu cartão quando a comida está acabando; um relógio — ou smartwatch — que encomenda e paga o seu almoço caso sua reunião no trabalho se estenda. O 5G e o avanço da Internet das Coisas prometem tornar isso tudo realidade em pouco tempo, levando o sistema financeiro e o comércio eletrônico a ganhar eficiência e oferecer produtos cada vez mais personalizados. Segundo a pesquisa Global Digital Banking Index 2021, da Accenture e do banco móvel N26, o Brasil tem o segundo maior contingente de clientes de bancos digitais do mundo, atrás apenas dos EUA. Cresceu 73% entre 2018 e 2020. Essa alta adesão dos brasileiros a transações financeiras eletrônicas tende a aumentar ainda mais com as facilidades de conexão prometidas pela nova geração de telefonia. Mais dados, menos riscos Para o presidente da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Diego Perez, do ponto de vista de crédito e investimentos, ficará mais fácil para instituições financeiras e start-ups precificarem produtos com maior acesso a dados dos usuários. A chegada do 5G coincide com a introdução de inovações do Banco Central como o sistema de pagamentos instantâneos Pix e o Open Banking, que compartilha informações de consumidores entre várias instituições. Para Perez, o 5G vai permitir que todos os dispositivos conectados façam transações financeiras, muitas vezes automatizadas. Luiz Fabbrine, líder da área financeira da consultoria Bip, também acredita que, com menor tempo de reposta no processamento de transações como Pix ou pagamentos via WhatsApp, o uso de carteiras digitais será potencializado, reduzindo a circulação de dinheiro vivo. Novos serviços e produtos financeiros tendem a aparecer nos aplicativos, com o uso de mídias, inteligência artificial, realidade virtual e aumentada em experiências de consumo on-line ou presenciais. — A maior velocidade e segurança da rede 5G para captura, armazenamento e processamento de dados em nuvem dará às instituições maior agilidade na personalização de ofertas customizadas de produtos, empréstimos ou investimentos, de forma pró-ativa. O uso de dados obtidos pelo Open Banking será beneficiado com maior capacidade dos sistemas de processar um alto volume de dados e analisar o comportamento do cliente em tempo real — diz Fabbrine. Teste em agências em SP Em junho deste ano, o Itaú se tornou o primeiro banco do país a ter uma agência física operando com 5G, por meio de uma licença experimental da Anatel. Três meses depois, uma segunda foi integrada ao projeto. Ambas localizadas em São Paulo, as agências experimentaram vantagens na interação com os clientes, conta Fabio Napoli, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco: — Vemos essa tecnologia não apenas com foco nos canais digitais, mas também como oportunidade para a criação de novas experiências presenciais. Para isso, precisamos de uma comunicação com alta disponibilidade, banda disponível para suportar aplicações baseadas em transmissões de vídeo e baixo tempo de resposta para prospectarmos cenários de uso de interação a distância com aplicações de realidade virtual, por exemplo. Nativo digital, o C6 Bank já desenvolveu seus produtos financeiros para a integração a ecossistemas on-line. Com o 5G, Maxnaun Gutierrez, head de Produtos e Pessoa Física do banco digital, espera que a interação dos clientes com assessores de investimentos para a oferta de produtos financeiros complexos seja mais fácil e que se aprofunde a tendência de meios de pagamento cada vez mais “invisíveis”: — As transações on-line ganharam um grande impulso no último ano com o Pix. A dinâmica das “chaves”, com a transferência para números de celulares, e-mail ou QR Code, amplia as situações de uso e permite uma incontável quantidade de experiências. Só o micropagamento ainda não se transformou e segue sendo feito pela maquininha. As pequenas e médias empresas vão fomentar essa transição e, em cerca de três anos, é muito factível que tenhamos apenas um resíduo do uso do papel-moeda. O brasileiro já é digital.Ele só não estava digital no mercado financeiro. Leandro Marçal, diretor de tecnologia do banco Pan, espera que o novo padrão tecnológico favoreça o acesso à educação financeira e jornadas personalizadas, promovendo tomadas de decisões mais conscientes do brasileiro em relação ao dinheiro: — Somos fortes em produção de conteúdo sobre educação financeira e tendências. Hoje, toda a publicação acontece em plataformas distintas. Com o 5G, poderemos incluir todas essas informações, inclusive em vídeo, no aplicativo sem gerar queda na navegação dos clientes. É realmente um ganho positivo para a inclusão financeira com responsabilidade.   Passo lento no e-commerce  Enquanto os bancos já estão a todo vapor na integração com o 5G, os sites de e-commerce ainda caminham em marcha lenta. Segundo Fernando Moulin, especialista em negócios e transformação digital e  sócio da Sponsorb, a maior parte dos e-commerces está iniciando sua preparação para esta nova realidade. As principais iniciativas são testes de soluções para e-commerce suportadas por tecnologias de realidade virtual ou realidade aumentada. — Os aplicativos e sites ainda não estão sequer preparados para as altíssimas velocidades de resposta aos cliques e de carregamento das páginas, e de velocidades de download e upload de arquivos que o 5G permitirá. Haverá a necessidade de alguns meses ou anos para que o 5G seja massivamente adotado — conta. Após a adaptação, porém, o especialista entende que a maior conectividade pode diminuir dificuldades técnicas de carregamento ou entendimento da navegação nos sites e apps, substituindo o excesso de textos descritivos ou a falta de detalhes sobre os produtos vendidos por vídeos e imagens de alta definição. Ou ainda integrando as redes sociais e sites com experiências virtuais engajadoras que complementem a jornada do usuário do e-commerce e aumentem a conversão em vendas. Um outro lado a ser observado, de acordo com o presidente da ABFintechs, Diego Perez, é a automatização de processos, com maior número de operações machine to machine, aquelas em que as máquinas conversam e fazem transações entre si. — A mudança pode trazer maior eficiência para a cadeia de distribuição de produtos. Um terminal disponível no metrô ou na rodoviária, que disponibiliza água e refrigerante,

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Bip, da CVC Partners, tem R$ 70 milhões para fazer aquisições

Confira a matéria do Valor Econômico sobre a expansão do grupo BIP por meio da CVC Partners, fundo de private equity.     Você pode acessar a matéria na íntegra em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/11/16/bip-da-cvc-partners-tem-r-70-milhoes-para-fazer-aquisicoes.ghtml

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Digitalização bancária trazida pela pandemia veio para ficar; instituições investem em tecnologia e fecham agências

Com a chegada da vacina, é possível vislumbrar a proximidade do retorno à vida normal: a volta de festas, o trabalho presencial, a abertura de estádios e até a liberação de uso de máscaras nas ruas. Porém, nem tudo será como era antes. Os meios de pagamento digitais se popularizaram e vieram para ficar. Muita gente anda sem ter ao menos R$ 2 no bolso, já que, para fazer eventuais pagamentos, utilizam cartões ou Pix — sistema instantâneo criado pelo Banco Central (BC), que completa um ano neste mês de novembro. Para além das facilidades, há outro lado da digitalização: com maior uso de apps e internet banking, as agências bancárias estão desaparecendo. Influenciado pelo avanço do comércio on-line,o uso de cartões para pagamento teve uma escalada de 30,5% entre o primeiro semestre deste ano e o do passado, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Nas lojas físicas, depois do dinheiro, o meio preferido para compras à vista é o Pix. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que essa modalidade já supera, inclusive, o cartão de débito. Segundo dados do BC, as transações com Pix têm crescido constantemente: em janeiro, foram pouco mais de 200 mil operações. Em setembro, o número passou de um bilhão. O líder de finanças da consultoria Bip, Luiz Fabbrine, acredita que a instantaneidade do Pix colabora também para o menor uso de dinheiro em papel. Além de permitir transferências em minutos a qualquer hora do dia, inclusive em fins de semana, sem a cobrança de taxas para pessoas físicas, o novo modelo gera economia para os bancos. — O Pix vem ganhando novas funcionalidades e, junto à explosão de carteiras digitais, contribuindo para a redução do papel-moeda. As carteiras digitais também se multiplicaram e, de acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), cerca de 38 milhões de brasileiros abriram a primeira conta bancária entre janeiro de 2020 e junho de 2021, com as poupanças sociais digitais para o crédito do auxílio emergencial. Recentemente, a Caixa adicionou novas funcionalidades a essas contas. Além de movimentar recursos com um cartão virtual de débito, pagar boletos, fazer transações Pix e QR Code, o poupador ainda pode solicitar um empréstimo de até mil reais, diretamente pelo aplicativo Caixa Tem, de forma totalmente digital. Para acessar a matéria original clique em: https://extra.globo.com/economia/financas/digitalizacao-bancaria-trazida-pela-pandemia-veio-para-ficar-instituicoes-investem-em-tecnologia-fecham-agencias-rv1-1-25257848.html

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Empresas procuram reduzir emissões

Petroleiras investem na questão ambiental, com o último leilão mostrando como o tema é sensível com a venda de somente cinco lotes. Confira a matéria do Valor: Link para a matéria original: https://www.valor.com.br/revistas/#/edition/187042?page=1&section=1

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Controle reduz exportação

Imposição de cotas para refinarias independentes e compromissos ambientais afetam compras chinesas do óleo cru brasileiro     Valor Econômico Especial China 31.08.21 Para acessar a matéria original:  https://www.valor.com.br/revistas/?valor_pro=1#/edition/186988?page=66&section=1 ( impresso/assinantes)

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OPEN BANKING NO PAÍS LIMITA A COMPETIÇÃO

O open banking no Brasil apresenta uma barreira de entrada que limita a competição, ao permitir a participação apenas de instituições autorizadas pelo Banco Central na fase inicial, afirmou Luigi Iervolino, diretor do centro de excelência em open banking da Bip Consultoria, durante painel realizado hoje,25, no Digital Money Meeting. “Os grandes bancos, que na sua maioria têm empresas de investimento e seguradoras, podem compartilhar informações nessa fase, ao passo que as seguradoras que não pertencem a um grande conglomerado estão impedidas. Corre-se o risco de se criar exatamente o oposto da premissa inicial do open banking, que é eliminar a assimetria de informação”, disse. Na Europa, segundo ele, qualquer fintech pode participar do ecossistema do open banking como um agregador de informação, o que tem contribuído para a competição. Dos mais de 450 agregadores registrados na Europa atualmente, apenas 35% são bancos tradicionais. Open finance Na sua opinião, para evitar a assimetria de informação, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) teve de criar, por exemplo, o open insurance e, provavelmente, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) criará o open investment. Na avaliação de Iervolino, o único país europeu em que o open banking de fato vingou até agora foi o Reino Unido. Bancos digitais e startups têm crescido bastante por lá, pois sabem aproveitar os benefícios do compartilhamento de dados para melhorar a experiência dos clientes e ampliar o portfólio de produtos e serviços. No Brasil, ele acredita que os consumidores vão aderir facilmente ao open banking, pois o brasileiro compartilha bastante seus dados. “O Guia Bolso, por exemplo, pede a identificação do usuário e senha aos clientes para acessar seus dados. Existem sites de vendas de milhas que pedem usuário e senha para vender suas milhas. Isso tudo existe no Brasil, pois é uma tendência do brasileiro compartilhar seus dados”, observa. Mesmo assim, segundo ele, o Brasil está implementando o open banking mais seguro do mundo. “Até no Reino Unido, o primeiro país em que o open banking foi implantado, não tem os mesmos padrões de segurança exigidos pelo BC. Não existe o menor risco de interceptar qualquer informação no open banking brasileiro”, conclui. Para ele, o open banking é uma aplicação real da Lei Geral de Propriedade de Dados em ação. Cabe ao cliente decidir com quem vai compartilhar seus dados e por quanto tempo. Para acessar a matéria original, clique em: https://www.digitalmoneyinform.com.br/open-banking-no-pais-limita-a-competicao/  

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Madrugou para assistir à Olimpíada de Tóquio e perdeu o que aconteceu no Brasil? Veja o que foi notícia

A Olimpíada de Tóquio foi um alento para o coração dos torcedores, depois de tanto tempo enfrentando noticiário pesado sobre as consequências do coronavírus, desde as mortes até a crise econômica. O Brasil conquistou recorde de medalhas em Tóquio: 21 ao todo. No entanto, enquanto muitos madrugavam para assistir às competições que aconteciam do outro lado do mundo, o país não parou. Foram divulgados os números do desemprego, do custo da cesta básica; entraram em vigor as multas por desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais; e começou-se a discutir uma possível volta do horário de verão para amenizar a crise hídrica. Além disso, o governo começou a estruturar a reforma no programa Bolsa Família, que passará a se chamar Auxílio Brasil; a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de privatização dos Correios; e o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 4,25% para 5,25% ao ano — maior alta em uma única reunião desde fevereiro de 2003. E os aumentos da Selic não devem parar por aí. A inflação oficial do país acelerou em julho, fazendo com que acumulado em 12 meses chegasse ao patamar de 8,99%, bem distante do objetivo de 3,75% e da tolerância máxima de 5,25%. Por isso, segundo o último Boletim Focus, o Banco Central prevê que a taxa possa chegar a 7,25% em 2021. Na prática, a alta da taxa tenta frear a perda do poder de compra do brasileiro, por exemplo a alta expressiva dos alimentos frente a salários iguais. Para os investidores, pode ser positivo, já que a renda fixa passa a remunerar mais, com risco menor que outros ativos. Já quem busca crédito irá pagar mais caro. O professor de economia do Ibmec RJ, Giberto Braga, diz que a demora na imunização contribuiu para o cenário: — Não conseguimos cobertura vacinal suficiente para que a economia pudesse respirar antes de ser contaminada pela disputa eleitoral de 2022. Criou-se uma falsa dicotomia entre economia e combate à pandemia quando, na verdade, a melhor solução para a economia era ter logo apostado na vacinação. Emprego formal demora a reagir O desemprego no Brasil continua alto, atingindo 14,8 milhões de brasileiros, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados no último dia 30, pelo IBGE. A taxa ficou em 14,6%. Rodolpho Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE, explica que esse dado representa o número de pessoas que estão procurando uma vaga formal. Ainda há um enorme contingente de pessoas que estão desocupadas, mas que não procuram uma oportunidade por não saberem nem por onde começar. Tobler ainda acrescenta que o desemprego deve continuar alto nos próximos meses porque as vagas não aparecem na mesma medida em que ocorre a retomada econômica. Os empresários têm que estar confortáveis com o cenário para poder empregar recursos na contratação de pessoal. Dessa forma, com o aumento de circulação nas ruas, a ocupação deve ser puxada pela maior informalidade. — São trabalhos de rendimento mais baixo, que não têm burocracia e só precisam que exista demanda. A expectativa é que a informalidade ganhe maior participação na recuperação no próximo trimestre — diz o economista. Cesta básica mais cara O custo da cesta básica de alimentos aumentou em pelo menos 15 capitais no mês de julho, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os motivos foram o clima seco, a elevação do preço do petróleo e aumento das exportações. O economista e pesquisador do FGV IBRE Matheus Peçanha diz que, com as geadas, as hortaliças foram os itens que mais tiveram preços impactados. Além disso, a crise hídrica também é vilã do alto custo das refeições do brasileiro. — Nós estamos na bandeira vermelha patamar 2, em valor mais caro. O aumento da energia elétrica não é só para o consumidor, mas também para o produtor. Como isso impacta o custo dos produtos, ele repassa para o cliente final, que paga mais caro também pelos alimentos — comenta Peçanha. Crise hídrica e o horário de verão Falando em crise hídrica, começou-se a cogitar uma possível volta do horário de verão, dois anos após ele ser extinto pelo presidente Jair Bolsonaro. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apoia a medida por estimar que a volta do horário de verão pode dobrar o faturamento no fim do dia, por conta de eventos de happy hour. Apesar de ajudar, a medida não será suficiente para mudar o destino dos reservatórios segundo o economista e professor da Estácio Eduardo Amendola Câmara. — A participação das famílias na demanda de energia corresponde a apenas 29,7%. A projeção deste cenário dever considerar a atividade econômica como o principal determinante da demanda por energia, enquanto o volume pluviométrico deve ser o protagonista pelo lado da oferta de curto prazo. No futuro, a possibilidade de um racionamento está diretamente relacionada à taxa de crescimento da economia brasileira e à escassez de chuva — opina o economista. Mario Boaratti, doutor em engenharia e professor de Eletricidade e Eletrônica da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), relaciona a crise hídrica à ação humana. — As indústrias continuam jogando poluentes, como CO2, metano, sulfetos, particulados e outros poluentes no ar. A China, por exemplo, tem um problema sério de poluição pelo uso extensivo do carvão como fonte de energia. As grandes cidades com seus veículos a combustão são outro fator preponderante. Além da pecuária, que é um grande gerador de metano — observa Boaratti: — As cidades crescem e as florestas diminuem. A maioria dos países já devastou suas florestas para construir cidades. Sem florestas, as nascentes dos rios morrem, e os rios secam. Realmente o planeta está doente, está com febre. Novo Bolsa Família Durante a Olimpíada, o governo começou a discutir a reformulação do Bolsa Família, com aumento no valor médio do benefício, inclusão de mais pessoas para recebimento e mudanças nas regras, com adição de bônus para bom desempenho escolar e esportivo. Nesta semana, Bolsonaro entregou à Câmara dos Deputados

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